Marcelina sepultou dois maridos em menos de cinco anos

Junqueira Antiga Online

Não sendo inédita, a história de Marcelina Thereza de Jesus Mandim é no mínimo interessante e merece ser contada. Natural de Rio Mau, Marcelina veio viver para a Junqueira quando se casou, a 1 de Agosto de 1887, com um homem 14 anos mais velho chamado Manuel Gonçalves Ferreira. Ambos lavradores, o casal foi morar para o lugar de Barros, onde a família de Manuel se havia instalado há muitos anos vinda de Arcos.

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Tiveram pelo menos uma filha, a quem deram o nome de Maria, nascida a 30 de Julho de 1890. Ao contrário de Maria, que viveria até aos 88 anos, Manuel Gonçalves Ferreira viria a falecer aos 53 anos, fustigado por uma doença mas confortado com os sacramentos solenes da Igreja. Estávamos a 15 de Junho de 1896.

É difícil perceber o que passaria pela cabeça desta mulher que, ainda antes de fazer 40 anos, se encontrava viúva e com filhos para criar. O que se sabe é…

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Homenagem: Zeferino Ferreira da Costa (2015)

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Por ocasião da celebração dos 104 anos da instituição, a Universidade do Porto homenageou em Março de 2015 um ilustre junqueirense há mais de 50 anos radicado no Recife, Brasil. Zeferino Ferreira da Costa foi agraciado com a Medalha de Mérito da Universidade pelo seu papel no estreitar das relações entre a instituição de ensino portuguesa com universidades brasileiras.

Zeferino nasceu em 1941 e partiu para o Brasil em 1960. Durante a década da seguinte, com os seus irmãos Alberto e Eduardo, funda a empresa de construção Rio Ave, responsável pela edificação, em 1972, daquele que à época foi o prédio mais alto da cidade de Recife. Em 1996, com os seus filhos, Zeferino deu inicio à Vale do Ave, continuando ainda hoje a alterar a paisagem arquitectónica com empreendimentos que são uma referência na região.

Sobre o Sábado

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Numa das suas crónicas radiofónicas na emissora nacional, datadas de 1977, Fernando Assis Pacheco leu: “Com o sábado, aliás, passa-se uma coisa simplicíssima: precede imediatamente o domingo, antecipa-o, mistura-se com ele – às tantas vivemos ainda em sábado e já temos na boca o gosto esplêndido do dia domingo. Em resultado do que, o sábado parece dia e meio metido num só dia, carrega ao de leve no travão da vida, faz-nos encostar ao passeio, desligar o motor, engatar uma mudança, bater com a porta e flanar. E se eu sou amigo de flanar. (…) Alguém devia estudar a sério o calendário, ver se há hipótese de acabar com a segunda-feira. Ou, no mínimo, alguém devia começar agora mesmo a redigir os estatutos do Grupo de Amigos do Sábado (…)”.