Junqueira Antiga, ano 9

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É dia de festa para o Junqueira Antiga: celebramos hoje o nono aniversário! Mais uma vez, agradecemos a todos quantos nos continuam a visitar regularmente, não só na Junqueira mas também em diversas partes do mundo onde há pessoas interessadas em saber mais sobre a história recente desta freguesia.

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[Série 1938-1950] Rosa Marafona: de foice na mão!

Junqueira Antiga Online

Ter uma foice na mão enquanto se trava uma discussão acesa com outra pessoa nunca é bom sinal, ainda para mais se do outro lado estiver alguém com uma pedra pronta a ser atirada… A história que se conta a seguir passou-se há 64 anos, no lugar de Barros, na Junqueira. Rosa Marafona tinha um objectivo: denunciar Emília Macedo, a “Maceda”, pelo alegado roubo de mato a um proprietário da freguesia de Arcos. O sr. Torres – assim se chamava o tal proprietário – ouviu as acusações de Rosa e decidiu inteirar-se pessoalmente da situação. Para tal, deslocou-se à casa de Emília Macedo “com os melhores intuitos”. Uma vez lá chegado, a “Maceda” negou tudo e disse que o mato foi retirado de uma propriedade ali perto. Decontente com a resposta e como a “Maceda” se preparava para atirar uma pedra, Rosa Marafona respondeu de imediato lançando uma foice que tinha…

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Quando o Homem não acredita no poder das fadas

Há uma crença antiga que diz que quem adormecer debaixo de uma Tília será transportado para a terra das fadas. Outra história, que vem do Norte da Europa, garante que as fadas aparecem no verão sob a copa destas árvores. Por fim, há povos que acreditam que as Tílias têm poderes mágicos que ajudam a proteger os guerreiros. Com tanta crendice e misticismo até admira terem-na deixado por tanto tempo junto a um templo sagrado como o Adro da Igreja da Junqueira. Se foi por motivos de saúde que a deitaram abaixo, compreende-se. Se não, só por crendice e misticismo é que se pode pensar que os seres humanos que habitam a terra são mais inteligentes do que as fadas.

Marcelina sepultou dois maridos em menos de cinco anos

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Não sendo inédita, a história de Marcelina Thereza de Jesus Mandim é no mínimo interessante e merece ser contada. Natural de Rio Mau, Marcelina veio viver para a Junqueira quando se casou, a 1 de Agosto de 1887, com um homem 14 anos mais velho chamado Manuel Gonçalves Ferreira. Ambos lavradores, o casal foi morar para o lugar de Barros, onde a família de Manuel se havia instalado há muitos anos vinda de Arcos.

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Tiveram pelo menos uma filha, a quem deram o nome de Maria, nascida a 30 de Julho de 1890. Ao contrário de Maria, que viveria até aos 88 anos, Manuel Gonçalves Ferreira viria a falecer aos 53 anos, fustigado por uma doença mas confortado com os sacramentos solenes da Igreja. Estávamos a 15 de Junho de 1896.

É difícil perceber o que passaria pela cabeça desta mulher que, ainda antes de fazer 40 anos, se encontrava viúva e com filhos para criar. O que se sabe é…

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Homenagem: Zeferino Ferreira da Costa (2015)

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Por ocasião da celebração dos 104 anos da instituição, a Universidade do Porto homenageou em Março de 2015 um ilustre junqueirense há mais de 50 anos radicado no Recife, Brasil. Zeferino Ferreira da Costa foi agraciado com a Medalha de Mérito da Universidade pelo seu papel no estreitar das relações entre a instituição de ensino portuguesa com universidades brasileiras.

Zeferino nasceu em 1941 e partiu para o Brasil em 1960. Durante a década da seguinte, com os seus irmãos Alberto e Eduardo, funda a empresa de construção Rio Ave, responsável pela edificação, em 1972, daquele que à época foi o prédio mais alto da cidade de Recife. Em 1996, com os seus filhos, Zeferino deu inicio à Vale do Ave, continuando ainda hoje a alterar a paisagem arquitectónica com empreendimentos que são uma referência na região.