Amadeu Ferreira da Costa Faria

Dados biográficos:

– pai de Fernanda Freitas Faria Cunha e Pereira (e de Flávio Freitas Faria?)

– morador em Casal do Pedro

– casado com Eliza Ramos de Freitas Faria

– proprietário

– genro de Adelino Azevedo Cunha e Pereira

– irmão de Amélia Ferreira da Costa Monteiro e de Albertina [Ferreira] da Costa Faria

– cunhado de Elizário Monteiro

– filho de Manuel da Costa Faria e de Emília Ferreira de Sousa Faria

Notícias completas:

1939 deu 20$00 para a Santa Casa da Misericórdia

16 DE AGOSTO DE 47 (Junqueira, 11) – Realiza-se breve o enlace matrimonial da gentil menina Fernanda Freitas Faria, filha do sr. Amadeu Faria, do lugar de Casal Pedro, com um cavalheiro deste concelho.

13 DE DEZEMBRO DE 47 Casamento – Realizou-se na maior intimidade, no dia 29 do mês passado, na Basílica de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, o enlace matrimonial da gentil menina Fernanda de Freitas Faria, filha da sra. D. Eliza Ramos de Freitas Faria e do sr. Amadeu Fernandes [Ferreira] da Costa Faria, proprietário na freguesia da Junqueira, deste concelho, com o sr. Adelino Azevedo Cunha e Pereira, proprietário, da freguesia de Fradelos (Famalicão). Aos noivos auguramos as maiores venturas.

27 DE MARÇO DE 1948 Também foram causados danos por incorrigíveis meliantes em um portão pertencente ao sr. Amadeu Faria, no lugar de Casal do Pedro. Roubaram madeira de eucalipto e no fim arrombaram o portão para sair…

15 DE JANEIRO DE 1949 Junqueira, 12 Em Lisboa, onde há anos tinha fixado residência, faleceu há dias a sra. D. Amélia Ferreira da Costa Monteiro, viúva do coronel-médico sr. Dr. Elizário Monteiro.
A veneranda extinta, que era possuidora das mais excelsas qualidades de carácter e de coração, era natural desta freguesia, sendo filha do antigo e prestigioso médico nosso conterrâneo sr. Dr. Manuel da Costa Faria e da sra. D. Emília Ferreira de Sousa Faria.
Era mãe do sr. Dr. Manuel Cândido de Faria Monteiro, capitão-médico no Algarve e do sr. Engenheiro Elizário de Faria Monteiro, residente em Lisboa; irmã do sr. Amadeu Ferreira da Costa Faria, aqui proprietário, e da sra. D. Albertina da Costa Faria, residente no Porto; e tia da sra. D. Suzana de Lima Costa e do sr. Manuel Costa, este industrial na Trofa; e dos srs. Flávio Freitas Faria, D. Fernanda Faria Cunha e Pereira e Adelino de Azevedo Cunha e Pereira, sócio da empresa de Viação de Parada, todos desta freguesia.
A toda a família em luto, os nossos sentidos pêsames.

3 DE JUNHO DE 1950 Junqueira, 29 Também tem estado doente, encontrando-se presentemente melhor, o sr. Amadeu Faria. Que as suas melhoras se continuem a acentuar, são os nossos votos.

28 DE OUTUBRO DE 1950 Junqueira, 24 Realizou-se no passado dia 15, no edifício da Escola Masculina, a eleição da Junta de Freguesia para servir no quadriénio de 1951 a 1954. O acto eleitoral, que decorreu num ambiente de entusiasmo e expectativa, visto terem sido apresentadas ao sufrágio duas listas, foi presidido pelo sr. Dr. Eduardo Campos Costa, tendo como substituto o sr. Flávio de Freitas Faria, que orientou os trabalhos eleitorais dentro da maior ordem e imparcialidade. Depois de encerrada a votação, procedeu-se à contagem dos votantes, que foi de 177, cabendo à lista A, composta pelos srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, Horácio da Silva Nogueira e Joaquim Lopes da Silva, como efectivos e Amadeu Ferreira da Costa Faria, José Ferreira Amorim e Joaquim Gonçalves de Sá, como substitutos, 148 votos e à lista B – 29 votos. Assim, no próximo quadriénio, ficam à frente dos destinos da nossa freguesia pessoas de quem muito temos a esperar, certos da vontade de que todos se encontram empenhados em bem servir.

29 DE SETEMBRO DE 1951 Junqueira, 25 Em casa do nosso amigo sr. Amadeu Faria, encontram-se a passar um temporada as sras. D. Albertina e Emerenciana Faria.

23 DE OUTUBRO DE 1954 As novas Juntas de Freguesia 17 de Outubro marca as eleições, nos termos da Constituição e do Código Administrativo, feitas pelos chefes de família, dos Vogais das Juntas de Freguesia. Essa eleição é da maior importância, porque as freguesias, representadas pelas respectivas Juntas, constituem o agregado de famílias que nela habitam, e a família é o elemento primário e fundamental do próprio Estado. Fiel à sua missão de promover, na ordem política, a realização dos objectivos da Revolução Nacional, e de radicar cada vez mais na consciência pública os princípios do Estado Novo, que há mais de um quarto de século operaram o renascimento da pátria portuguesa, a União Nacional pôs o maior cuidado e escrúpulo na escolha dos nomes que propôs a sufrágio dos eleitores. Muitos dos eleitos trazem já a experiência de exercícios anteriores, em que, a par dos seus colegas, demonstraram dedicação e competência e garantem a continuidade das boas realizações em cursos; muitos outros, escolhidos pela primeira vez, trarão a evidente vantagem de uma natural e estimuladora renovação. As missão que às Juntas de Freguesia compete, como primeiro elemento da hierarquia administrativa, em estreito contacto com a Família, que é a instituição basilar da vida tradicional da Nação, reveste-se de significado especial, que os homens bons das freguesias, agora eleitos, vão representar dignamente. Nas 30 freguesias que formam o Concelho de Vila do Conde, ficaram assim constituídas as respectivas juntas, para os anos de 1955/ 1958: – (…) Junqueira – Horácio da Silva Nogueira, Joaquim Lopes da Silva e Amadeu Ferreira da Costa Faria. (…)

22 DE SETEMBRO DE 1956 A Cantina Escolar na Junqueira À tarde, teve lugar na progressiva freguesia da Junqueira, terra natal do Presidente da Câmara, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, a inauguração de uma Cantina Escolar, a que também presidiu o sr. Governador Civil do Porto. No edifício da Escola Feminina teve lugar uma sessão solene presidida pelo sr. Governador Civil, tendo à sua direita os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, comandante Branco Lopes, Capitão do Porto, Manuel Fernandes, Delegado Escolar, dr. José Aroso, fundador da obra da assistência social em Vilar do Pinheiro, dr. Amadeu Azevedo, dr. Alfredo Peniche, dr. José Pereira, Amadeu Faria, Horácio Cerqueira, dr. Campos Costa e Manuel de Sá e Leite; à esquerda os srs. José Lobato, Director Escolar do Distrito, dr. José M. Andrade Ferreira, vice-presidente da U. N., dr. José Moreira Maia, António Torres Junior e António da Costa e Silva, vereadores, eng. Augusto Machado e Arquitecto Altino Fernandes da Hora e Silva. Iniciou a série de discursos o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que disse: “Quis V. Ex. sr. Governador, dar-nos a subida honra de vir assistir à inauguração de duas casas devotadas ao auxílio dos que precisam – o refeitório da sopa dos pobres em Vila do Conde e a cantina escolar da Junqueira – imprimindo-lhes um brilhantismo e beleza que nos sensibiliza e profundamente desvanece. Como Presidente da Câmara e filho desta terra de amplos horizontes e nobres pergaminhos, onde a natureza exuberante e prodigiosa se desenvolve e frutifica trabalhada pela alma e sentimentalidade cristã do seu povo, de coração aberto aos anseios dos desprotegidos da sorte, duplamente e sinceramente agradeço a V. Ex. a presença nesta festa simples e pequena, mas grande e esplendorosa pelo alcance social que encerra.” E mais adiante: “A V. Ex. Sr. Director Escolar, que tão grandemente tem contribuído para a renovação das instalações escolares neste concelho, tendo em vista a criação ainda recente de oito salas de aulas e uma cantina nos populosos bairros piscatórios das Caxinas e Poça da Barca, cuja necessidade se tornava imperiosa, e os subsídios pecuniários para a manutenção das cantinas existentes, constituindo uma valiosa ajuda, pela qual muito penhoradamente nos sentimos agradecidos”. Depois de uma breve pausa, continuou: “Sr. Governador: Se me permitem V- Ex., parece-me não ser despropositado fazer uma ligeira história da forma como surgiu esta cantina. Um grupo de distintas senhoras desta freguesia, movidas por um sentimento de caridade cristã, de almas bem formadas e corações generosos, dando realização a um imperativo da sua consciência, revendo no semblante triste e na palidez que revestia algumas crianças, a amargura que lhes ia na alma por privações que a miséria acarreta, resolveu convocar para uma reunião o povo desta freguesia. Todos compareceram à chamada. Expostos os motivos e razão da convocação, ficou deliberado que em cada dia de aula uma família forneceria uma sopa e pão para 20 crianças pobres. Nesse dia memorável ficou criada em bases sólidas esta cantina”. E a terminar, disse: “O povo desta freguesia é bom e generoso. Coração aberto às desditas do seu semelhante, sofrendo quando ele sofre, esta obra é o mais alto padrão de glória que poderá gravar no seu coração. Por isso eu lhe rendo as minhas homenagens, admiração e simpatia, pedindo a Deus que lhe conserve este espírito de caridade e de bem fazer. Que este exemplo ecoe de quebrada em quebrada, de aldeia em aldeia. A todos que aqui vieram, peço que meditem e realizem nas suas terras uma obra como esta que hoje inauguramos, e, à imprensa em particular, o meu muito obrigado”. A seguir, falou o Director Escolar do Distrito, sr. José Lobato, que, espraiando-se em várias considerações sobre a benéfica obra das Cantinas, em prol das crianças que delas beneficiam, focou e teve palavras de muito louvor para o grupo de Senhoras da Junqueira a quem se ficou devendo o melhoramento da Cantina, que dera motivo àquela festa.  A Directora das Escolas Femininas da Junqueira, D. Maria Júlia Ramos, usando da palavra, apontou os belos resultados que na instrução da criança pobre se tiram com o funcionamento das Cantinas, pois, dadas as distâncias da residência de muitas delas, os inconvenientes que isso trazia, na frequência às aulas, principalmente no Inverno, terminando por agradecer aos srs. Governador Civil e Presidente da Câmara, e ao grupo de Senhoras da freguesia, as ajudas concedidas à obra levada a cabo. Encerrando a sessão, o sr. Dr. Domingos Braga da Cruz mostrou o seu contentamento por inaugurar um melhoramento de Assistência Infantil – a Cantina da Junqueira – tendo palavras de maior gratidão para as Senhoras da Comissão Promotora da organização e funcionamento da Cantina, fazendo votos para que o exemplo da Junqueira, na simpatiquíssima Obra da Cantina, se estenda a todas as outras freguesias do vasto concelho de Vila do Conde, talqualmente aconteceu com a instituição das Misericórdias, que, como um grão de semente, semeado em Lisboa, pela benemérita senhora DX. Leonor, se espalhou a todo o país. Disse – ainda – que a tarefa é vasta e os médicos podiam prestar valiosa colaboração às iniciativas do género daquelas como a que se ia inaugurar, numa Assistência Médico Infantil. Terminou por agradecer as atenções que lhe dispensaram, e prometeu nunca negar a sua protecção às obras de Assistência. Foram-lhe oferecidos, depois, ramos de flores, por crianças da Escola.  O vasto Salão da escola encontrava-se repleto de pessoas, destacando-se, à frente, um grupo de Senhoras do melhor escol da Junqueira, e as crianças das Escolas, com os seus bibes brancos. Finda a sessão solene, procedeu-se á cerimónia da inauguração da Cantina, com o corte da fita pela sra. D. Emelina Campos Costa Pinto Ferreira, esposa do sr. Presidente da Câmara, e à benção do edifício, pelo reverendo Abade da Junqueira, sendo, pouco depois, servida uma refeição a 80 crianças. No largo das Escolas, o típico Rancho da Junqueira exibiu-se com as suas danças e cantares perante numerosa assistência, que o aplaudiu entusiasticamente. Na residência particular do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira foi oferecido, depois, a todos os convidados e à imprensa, um finíssimo “copo de água”, em que usaram da palavra enaltecendo o valor social da obra inaugurada, diversos oradores. A. B.

31 DE OUTUBRO DE 1959 Pelos Bombeiros (…) A Comissão angariadora de fundos para a aquisição da nova “SIRENE”, foi, no passado dia 4 do corrente, de abalada à próspera freguesia da Junqueira. Todos os seus habitantes, gente boa, sã e compreensiva, contribuíram com a mais viva satisfação para a compra da nova “SIRENE”. Concorreram com os seus óbulos, as pessoas seguintes: Com 100$00 – Nuno Villares Salgueiro e José Fernandes Campos. Com 50$00 – Dr. Carlos Pinto Ferreira, Júlio da Costa Amorim, António Magalhães, António Carvalho de Azevedo, D. Inez Pimenta de Fonseca, José Lopes da Costa, Adelino Augusto Cunha e Pereira e D. Ilda Rebelo de Carvalho. Com 30$00 – José Quinteira e Júlio Lopes da Silva Félix. Com 20$00 – Amadeu Faria, Amândio Machado, José Bento Correia, José Ferreira Boucinha, Carlos Gonçalves da Silva Capela, Arnaldo Pinto Braga, D. Amélia Ferreira da Costa, Ernesto Cardoso de Oliveira e um anónimo. Com 10$00 – Alberto Antunes, Júlio Augusto Miranda, João Gomes Araújo, D. Maria Pinto de Lima, Armando da Costa Neves, Joaquim Gonçalves Baptista, Avelino Alves e Armindo da Silva Lopes. Com 5$00 – Alexandrino Cunha, Cândido Alves Remelhe, Joaquim Agra, Adelino Cândido Baptista da Costa, Abel Lopes Moreira, Francisco Lopes da Silva, Galiza de S. Simão e Manuel Baptista da Costa Júnior. Com 2$50 – Tomaz Ferreira Baptista, Carlos Fructuoso da Silva e Adelino Lopes de Almeida. Com 1$50 – Bernardino da Silva. Com 1$00 – Luiz Lopes da Costa, Manuel Fernandes e Marcelino Gomes de Araújo. Com $50 – Cândido Batista da Costa. Num total de 922$50. E assim, Junqueira, os seus habitantes, acabavam de escrever mais uma página de amor e caridade. A todos, o nosso “muito obrigado”! (…)

 

NOTA: FERNANDES OU FERREIRA?

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