Ana Pinto Ferreira Quinteira

Dados biográficos:

– Nascida a 13 de Novembro

– sobrinha de Randolfo Pinto Ferreira e de Eufrosina Oliveira Pinto Ferreira

– irmã de Deolinda Pinto Ferreira de Oliveira, Carlos Pinto Ferreira e Manuel Pinto Ferreira

– filha de Maria Pinto de Lima Ferreira e de Manuel Lopes Ferreira Pinto

– casada com José Quinteira

Notícias completas:

15 DE JANEIRO DE 1955 Na Junqueira Festa na Escola Feminina No passado dia 2, realizou-se na Escola Feminina desta freguesia uma encantadora festa de caridade, dirigida e organizada pela distinta Professora sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Teve como finalidade a distribuição de agasalhos às crianças mais pobres. Contribuíram para a festa uma importante verba oferecida pela Assistência Médico-Social e a generosidade e boa compreensão das sras. D. Mafalda Gomes Machado, Cândida Ferreira da Costa Várzea, Alice da Silva Nogueira, Amélia Ribeiro Nogueira, Beatriz Rainha, Matilde Ferreira Várzea, Fernanda de Freitas Faria, Ana Pinto Ferreira Quinteira, Maria Pinto Ferreira, Lizete da Costa Ferreira Magalhães, Constância Leite de Sá, Felismina Félix Aguiar, Maria da Assunção Caldas de Mesquita, Maria Eugénia da Costa Fernandes, Guilhermina Ferreira Campos, Emelina Campos Costa e o menino José César Cardoso Pinto Ferreira. Também foram oferecidos pelo Laboratório Bial, por intermédio do nosso conterrâneo, sr. Dr. António Ferreira da Costa, uma grande quantidade de remédios que serão distribuídos às crianças, conforme as necessidades físicas e por indicação médica dos clínicos que prestam auxílio nesta Obra de Assistência. O montante de agasalhos fornecidos às crianças foi de 1.277$00, afora os medicamentos. Ao acto compareceram as pessoas mais gradas e representativas da freguesia, bem como um grande número de espectadores, que assistiu, comovido e encantado, a esta festa. À Mesa, presidiu o dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente do nosso Município; era ladeado, à direita, pelos srs. Pe. Manuel Gomes Fernandes, Pároco da Junqueira, Manuel Gonçalves de Sá, Regedor; Dr. António Ferreira da Costa e António Augusto G. Amorim; à esquerda, sentaram-se os srs. Horácio da Silva Nogueira, Presidente da Junta; e Eng. José Várzea. A abrir a sessão, usou da palavra o sr. Dr. Pinto Ferreira que, num brilhante improviso, focou o significado e o alto valor da obra realizada pela Assistência Médico-Social, lembrando quanto se tem feito nesta terra, por intermédio daquele organismo. Acabou por dar a boa nova da fundação de uma Cantina Escolar, com o fim de serem distribuídas sopas, diariamente, às crianças pobres, sub-alimentadas. Para isso, dirigiu palavras de apelo e compreensão aos habitantes da freguesia, para darem a sua cooperação e auxílio a esta importante Obra de Beneficiência e Caridade. As suas palavras foram veementemente aplaudidas por toda a assistência, que mostrou a sua plena adesão àquela ideia. Falou, em seguida, a professora da Escola Feminina, sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Começou por pronunciar sentidas palavras de agradecimento a todas as pessoas que contribuíram, de algum modo, para que esta festa se realizasse, destacando, em primeiro lugar a acção do sr. Dr. José Aroso, poderoso impulsionador da Obra de Assistência Escola, e da qual se deve a sua instituição nesta terra, expressando, em seguida, o seu pesar por não poder estar presente. Em segundo lugar, dirigiu as suas palavras, também de gratidão, ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, pelo muito que tem feito pelas crianças das escolas e, de uma maneira geral, por toda a freguesia. “Através da sua acção – afirmou – verifica-se o veemente desejo de dar solução aos problemas mais urgentes da sua terra, que ele quereria ver próspera e feliz. Para tudo que tenda a beneficiar os seus conterrâneos, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira está pronto a dar o melhor do seu coração e do seu esforço“. Focou, em seguida, o quanto se deve ao sr. Dr. António Ferreira da Costa, por intermédio de quem tem sido oferecida grande quantidade de medicamentos, pelo Laboratório “Bial”, que têm garantido uma boa assistência higiénica às crianças. Agradeceu, também, aos distintos clínicos que, de bom grado, se prontificaram a colaborar nesta Obra de Assistência Escolar, srs drs. Sampaio de Araújo, Eduardo Campos Costa e Alfredo Peniche. Finalmente, dirigiu palavras de louvor às senhoras que contribuíram tão generosamente com as suas dávidas. Depois destas palavras, as crianças entoaram diversas canções e recitaram várias poesias, alusivas à quadra festiva do Natal. Por fim, procedeu-se à distribuição das roupas e agasalhos a 52 crianças que, comovidamente, as iam recebendo das mãos do sr. Dr. Pinto Ferreira. Parabéns a todos quantos contribuíram para esta festa de Beneficiência e Caridade e, em especial, à sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, distinta professora da Escola Feminina, que é digna dos melhores elogios, pela maneira brilhante como soube organizá-la. – C.

15 DE NOVEMBRO DE 1958 Falecimento Randolfo Pinto Ferreira Depois de curto mas doloroso sofrimento, faleceu na cidade do Recife – Pernambuco, no dia 24 do mês passado, o sr. Randolfo Pinto Ferreira, ilustre filho da freguesia da Junqueira, deste concelho. O saudoso extinto era marido da sra. D. Eufrosina Oliveira Pinto Ferreira e pai do sr. Dr. Luís Pinto Ferreira, ambos residentes no Brasil; era também tio do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, do sr. Dr. Manuel Pinto Ferreira, notário em Famalicão e das sras. D. Ana e Deolinda Pinto Ferreira. Causou viva consternação no povo daquela terra, tão infausta notícia. Seria ingratidão tal coisa não suceder, pois, embora passasse quase toda a sua vida longe da sua Pátria e da sua aldeia natal, não esqueceu nunca o lugar onde deu os seus primeiros e indecisos passos; favorecido pelos ventos da fortuna, nunca desertou do seu coração o sentimento mais humano, mais puro e mais dignificador – o sentimento da caridade. Possuidor dos mais nobres sentimentos e das mais sublimes virtudes, foi um grande amigo dos pobres e um valioso benemérito desta terra. Não podendo aqui enumerar tudo o que fez pela sua terra, basta recordar as dezenas de contos que gastou no restauro da Capelinha da Senhora das Graças, juntamente com o seu irmão, o também já falecido, José Pinto Ferreira e a prodigalidade com que sempre distribuía esmolas aos pobres. Não foi apenas bom na sua terra, procurando comprar virtudes e nobres sentimentos à custa de uma caridade que dá nas vistas, mas que é fictícia. Possuía todas as virtudes, que lhe atribuíam, sem precisar de comprá-las com o seu dinheiro: adquiriu-as com o seu bondoso coração. No Recife, onde exercia a sua profissão de pobro comerciante, era o mesmo que na sua terra: a todos os portugueses que, em precária situação financeira, apelavam para os seus créditos, ele dava ajuda, arriscando, por vezes, os seus capitais. Por tudo isto, e por aquilo que aqui não dissemos, por nos faltar espaço, é que nunca da memória do povo da Junqueira se apagará, com certeza, o nome de tão ilustre conterrâneo. Há dois anos, quando pela última vez, visitou a sua terra natal, o povo da Junqueira, movido por um natural sentimento de gratidão, prestou a Randolfo Pinto Ferreira e a seu irmão, José Pinto Ferreira, também grande amigo da sua terra, uma simples mas sincera e justa homenagem, fazendo descerrar no frontespício da Capela de Nossa Senhora das Graças, uma lápide que fará com que os seus nomes, pela vida fora, não sejam olvidados. Paz à sua alma. À família enlutada, os nossos mais sinceros sentimentos de pesar.

17 DE SETEMBRO DE 1966 Falecimentos D. Maria Pinto de Lima Ferreira Na sua casa da Senhora da Graça, em S. Simão da Junqueira, deste concelho, faleceu, no passado dia 11, a sra. D. Maria Pinto de Lima Ferreira, de 86 anos, proprietária, viúva do saudoso Junqueirense Manuel Lopes Ferreira. A extinta, que pelos seus dotes de carácter, conquistara gerais simpatias de toda a gente daquela freguesia, era Mãe extremosa das sras. D. Ana Pinto Ferreira Quinteira, D. Deolinda Pinto Ferreira de Oliveira e dos srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Director deste semanário, e dr. Manuel Pinto Ferreira, Director do 6.° Cartório Notarial do Porto; sogra das sras. D. Felismina de Campos Costa Pinto Ferreira e D. Corina Moreira Pinto Ferreira e dos srs. Ernesto Cardoso de Oliveira e José Quinteira; avó da sra. D. Maria Emelina Campos Ferreira Amorim (ausente no Brasil), do sr. Eng. Orlando Campos Pinto Ferreira, Drs. Fernando José e Eduardo José Pinto Ferreira; e dos estudantes universitários Manuel Bento, José Luiz, Rui Moreira Pinto Ferreira e José César Pinto Ferreira de Oliveira. O seu funeral, que teve lugar no dia seguinte, constituiu uma grandiosa manifestação de pesar, nele se incorporando centenas de pessoas de todas as condições sociais quer desta vila, quer dos concelhos limítrofes, e ainda da cidade do Porto. De casa para o cemitério, efectuaram-se dois turnos, sendo a chave da urna entregue a seu neto, sr. Eng. Orlando Pinto Ferreira. Renovação apresenta a toda a família enlutada, muito especialmente ao seu estimado Director, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, as suas mais sentidas condolências.

20 DE DEZEMBRO DE 1969 D. Rita Pinto Ferreira No passado dia 12 e na sua residência em S. Simão da Junqueira, faleceu com a idade de 74 anos, a sr. D. Rita Pinto Ferreira, solteira e natural daquela freguesia. A saudosa extinta, pessoa muito estimada pelos seus dotes de carácter e benemerência, era tia do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, estimado Director deste semanário, casado com a sra. D. Guilhermina Campos Pinto Ferreira: Dr. Manuel Pinto Ferreira, casado com a sr. D. Corina de Sousa Moreira Pinto Ferreira; D. Deolinda Pinto Ferreira, casada com o sr. Ernesto Cardoso; D. Ana Pinto Ferreira, casada com o sr. José Quinteira. O funeral, que constituiu uma grande manifestação de pesar, teve lugar no dia seguinte. Após missa de corpo presente, o corpo da extinta ficou depositado em jazigo de família. A toda a família enlutada e em especial ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, as nossas condolências.

11 DE NOVEMBRO DE 1972 Aniversários (…) No dia 13, a sra. D. Ana Pinto Ferreira Quinteira, da Junqueira. (…)

23 DE DEZEMBRO DE 1972 Falecimento Dr. Manuel Pinto Ferreira Na penúltima terça-feira, foi a enterrar no cemitério paroquial da Junqueira, terra da sua naturalidade, o sr. Dr. Manuel Pinto Ferreira que na sua residência à rua de Luis Woodhouse, na cidade do Porto, falecera no dia anterior. O saudoso extinto, que pelos seus dotes de carácter e bondade conquistara inúmeras simpatias, era casado com a sr. D. Corina de Sousa Moreira Pinto Ferreira; pai da sra. D. Maria Manuela de Sousa Pinto Ferreira e dos srs. Dr. Manuel Bento de Sousa Pinto Ferreira, José Luís de Sousa Pinto Ferreira e Rui de Sousa Pinto Ferreira; irmão das sras. D. Deolinda Pinto Ferreira de Oliveira, D. Ana Pinto Ferreira Quinteira e do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, nosso estimado director; cunhado das sras. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, Carmem de Sousa Moreira de Castro e Maria Humberta Carmona Gonçalves Moreira, e dos srs. Professor Doutor Artur Anselmo de Castro, Dr. Carlos Domingues Moreira, Ernesto Cardoso de Oliveira e José Quinteira. O funeral saiu da igreja das Antas, após missa de corpo presente, para S. Simão da Junqueira, e ali, depois dos responsos na capela de Nossa Senhora da Graça, foi a urna transladada com grande acompanhamento de pessoas de todas as categorias sociais, desta vila, Porto, Vila Verde, Terras do Bouro e Famalicão, para jazigo de família. – O sr. Dr. Manuel Pinto Ferreira, formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, vindo abrir banca nesta vila, na rua do Lidador. Pouco tempo depois, foi nomeado notário em Terras do Bouro, tendo-lhe sido conferida a posse em Vila Verde, no mesmo distrito. Anos depois, foi nomeado notário em Vila Nova de Famalicão, de onde transitou para o 6º Cartório Notarial do Porto. Foi, com o sr. Dr. Pinto Coelho, redactor do novo Código do Notariado. A doença que o vinha importunando, tinha-o afastado há alguns meses das suas funções. A destacada posição que alcançara, em nada o modificou. Foi durante a sua vida – morreu com sessenta e sete anos incompletos – extremamente bondoso e simples, qualidades que aliava ao mais fino trato. Por isso a sua morte foi muito sentida nesta vila, onde contava, por amigos, todos os vilacondenses. À família enlutada, envia Renovação sentidos pêsames.

10 DE NOVEMBRO DE 1973 Aniversários (…) No dia 13, sra. D. Ana Pinto Ferreira Quinteira, da Junqueira. (…)

8 DE NOVEMBRO DE 1975 Aniversários (…) No dia 13, a sra. D. Ana Pinto Ferreira Quinteira, da Junqueira. (…)

11 DE NOVEMBRO DE 1977 Aniversários (…) No dia 13, Ana Pinto Ferreira Quinteira, da Junqueira; (…)

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