António Alves Torres Júnior

Dados biográficos:

Notícias completas:

14 DE JULHO DE 1951 Eleições As Assembleias Eleitorais para a eleição do Presidente da República, funcionam, neste concelho, nos edifícios abaixo mencionados:(…) Junqueira (Escola Masculina) – Idem das freguesias da Junqueira, Touguinhó, Bagunte, Arcos, Rio Mau, Outeiro, Parada e Ferreiró. (…) Para presidirem às Assembleias Eleitorais, foram nomeados, por Alvará do senhor Governador Civil, os senhores: (…) Junqueira – Efectivo, Dr. Carlos Pinto Ferreira, Suplente, António Alves Torres Júnior. (…)

7 DE NOVEMBRO DE 1953 Assembleias Eleitorais Pelo sr. Governador Civil do Distrito, foram nomeados para presidirem às eleições de deputados a realizar amanhã, os srs: Assembleia da Junqueira – Dr. Carlos Pinto Ferreira e António Alves Torres Junior. (…) 

8 DE JANEIRO DE 1955 Pela Câmara Municipal (…) Os pelouros ficam assim distribuídos: (…) Obras nas freguesias de Touguinha, Touguinhó, Junqueira, Arcos, Rio Mau, Outeiro, a cargo do sr. António Alves Torres Júnior. (…)

22 DE SETEMBRO DE 1956 A Cantina Escolar na Junqueira À tarde, teve lugar na progressiva freguesia da Junqueira, terra natal do Presidente da Câmara, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, a inauguração de uma Cantina Escolar, a que também presidiu o sr. Governador Civil do Porto. No edifício da Escola Feminina teve lugar uma sessão solene presidida pelo sr. Governador Civil, tendo à sua direita os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, comandante Branco Lopes, Capitão do Porto, Manuel Fernandes, Delegado Escolar, dr. José Aroso, fundador da obra da assistência social em Vilar do Pinheiro, dr. Amadeu Azevedo, dr. Alfredo Peniche, dr. José Pereira, Amadeu Faria, Horácio Cerqueira, dr. Campos Costa e Manuel de Sá e Leite; à esquerda os srs. José Lobato, Director Escolar do Distrito, dr. José M. Andrade Ferreira, vice-presidente da U. N., dr. José Moreira Maia, António Torres Junior e António da Costa e Silva, vereadores, eng. Augusto Machado e Arquitecto Altino Fernandes da Hora e Silva. Iniciou a série de discursos o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que disse: “Quis V. Ex. sr. Governador, dar-nos a subida honra de vir assistir à inauguração de duas casas devotadas ao auxílio dos que precisam – o refeitório da sopa dos pobres em Vila do Conde e a cantina escolar da Junqueira – imprimindo-lhes um brilhantismo e beleza que nos sensibiliza e profundamente desvanece. Como Presidente da Câmara e filho desta terra de amplos horizontes e nobres pergaminhos, onde a natureza exuberante e prodigiosa se desenvolve e frutifica trabalhada pela alma e sentimentalidade cristã do seu povo, de coração aberto aos anseios dos desprotegidos da sorte, duplamente e sinceramente agradeço a V. Ex. a presença nesta festa simples e pequena, mas grande e esplendorosa pelo alcance social que encerra.” E mais adiante: “A V. Ex. Sr. Director Escolar, que tão grandemente tem contribuído para a renovação das instalações escolares neste concelho, tendo em vista a criação ainda recente de oito salas de aulas e uma cantina nos populosos bairros piscatórios das Caxinas e Poça da Barca, cuja necessidade se tornava imperiosa, e os subsídios pecuniários para a manutenção das cantinas existentes, constituindo uma valiosa ajuda, pela qual muito penhoradamente nos sentimos agradecidos”. Depois de uma breve pausa, continuou: “Sr. Governador: Se me permitem V- Ex., parece-me não ser despropositado fazer uma ligeira história da forma como surgiu esta cantina. Um grupo de distintas senhoras desta freguesia, movidas por um sentimento de caridade cristã, de almas bem formadas e corações generosos, dando realização a um imperativo da sua consciência, revendo no semblante triste e na palidez que revestia algumas crianças, a amargura que lhes ia na alma por privações que a miséria acarreta, resolveu convocar para uma reunião o povo desta freguesia. Todos compareceram à chamada. Expostos os motivos e razão da convocação, ficou deliberado que em cada dia de aula uma família forneceria uma sopa e pão para 20 crianças pobres. Nesse dia memorável ficou criada em bases sólidas esta cantina”. E a terminar, disse: “O povo desta freguesia é bom e generoso. Coração aberto às desditas do seu semelhante, sofrendo quando ele sofre, esta obra é o mais alto padrão de glória que poderá gravar no seu coração. Por isso eu lhe rendo as minhas homenagens, admiração e simpatia, pedindo a Deus que lhe conserve este espírito de caridade e de bem fazer. Que este exemplo ecoe de quebrada em quebrada, de aldeia em aldeia. A todos que aqui vieram, peço que meditem e realizem nas suas terras uma obra como esta que hoje inauguramos, e, à imprensa em particular, o meu muito obrigado”. A seguir, falou o Director Escolar do Distrito, sr. José Lobato, que, espraiando-se em várias considerações sobre a benéfica obra das Cantinas, em prol das crianças que delas beneficiam, focou e teve palavras de muito louvor para o grupo de Senhoras da Junqueira a quem se ficou devendo o melhoramento da Cantina, que dera motivo àquela festa.  A Directora das Escolas Femininas da Junqueira, D. Maria Júlia Ramos, usando da palavra, apontou os belos resultados que na instrução da criança pobre se tiram com o funcionamento das Cantinas, pois, dadas as distâncias da residência de muitas delas, os inconvenientes que isso trazia, na frequência às aulas, principalmente no Inverno, terminando por agradecer aos srs. Governador Civil e Presidente da Câmara, e ao grupo de Senhoras da freguesia, as ajudas concedidas à obra levada a cabo. Encerrando a sessão, o sr. Dr. Domingos Braga da Cruz mostrou o seu contentamento por inaugurar um melhoramento de Assistência Infantil – a Cantina da Junqueira – tendo palavras de maior gratidão para as Senhoras da Comissão Promotora da organização e funcionamento da Cantina, fazendo votos para que o exemplo da Junqueira, na simpatiquíssima Obra da Cantina, se estenda a todas as outras freguesias do vasto concelho de Vila do Conde, talqualmente aconteceu com a instituição das Misericórdias, que, como um grão de semente, semeado em Lisboa, pela benemérita senhora DX. Leonor, se espalhou a todo o país. Disse – ainda – que a tarefa é vasta e os médicos podiam prestar valiosa colaboração às iniciativas do género daquelas como a que se ia inaugurar, numa Assistência Médico Infantil. Terminou por agradecer as atenções que lhe dispensaram, e prometeu nunca negar a sua protecção às obras de Assistência. Foram-lhe oferecidos, depois, ramos de flores, por crianças da Escola.  O vasto Salão da escola encontrava-se repleto de pessoas, destacando-se, à frente, um grupo de Senhoras do melhor escol da Junqueira, e as crianças das Escolas, com os seus bibes brancos. Finda a sessão solene, procedeu-se á cerimónia da inauguração da Cantina, com o corte da fita pela sra. D. Emelina Campos Costa Pinto Ferreira, esposa do sr. Presidente da Câmara, e à benção do edifício, pelo reverendo Abade da Junqueira, sendo, pouco depois, servida uma refeição a 80 crianças. No largo das Escolas, o típico Rancho da Junqueira exibiu-se com as suas danças e cantares perante numerosa assistência, que o aplaudiu entusiasticamente. Na residência particular do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira foi oferecido, depois, a todos os convidados e à imprensa, um finíssimo “copo de água”, em que usaram da palavra enaltecendo o valor social da obra inaugurada, diversos oradores. A. B.

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