António da Costa Faria (F)

Dados biográficos:

  • Tesoureiro da Festa em honra de São Sebastião, em 43
  • Proprietário do lugar de Chantada
  • Membro da Junta de Freguesia
  • Presidente da Junta a partir de 1959
  • filho de Custódio da Costa Faria e Rosa Joaquina Ferreira
  • irmão de Almerinda da Costa Faria
  • cunhado de  Joaquim Marques Correia de Araújo

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Fonte: FamilySearch.org

Notícias completas:

10 DE ABRIL DE 43 No próximo dia 18, domingo de Ramos, realiza-se nesta freguesia a tradicional festividade em honra mártir São Sebastião. O sr. António da Costa Faria, tesoureiro, e o sr. Paulino da Costa Amorim, juiz, estão empenhados em que esta festividade atinja este ano desusado brilho. Assim: de manhã, às seis horas e meia, haverá na nossa igreja missa cantada a grande instrumental. Às dez horas será conduzida processionalmente, da capela da Senhora da Graça, onde é venerada, para a igreja, a linda imagem de Santa Luzia. A seguir terá lugar a benção de Ramos e finalmente a missa do dia, que será cantada pelo grupo coral desta freguesia. À tarde, às três horas, terão lugar as habituais cerimónias religiosas, seguindo-se o sermão que será feito pelo Prior da Póvoa de Varzim. Finalmente sairá a procissão, na qual se incorporarão onze andores, numerosos anjinhos, confrarias e irmandades com os seus estandartes, cruzada eucarística, etc. É armador o sr. Carlos Laureano da Silva, que deixa sempre as melhores impressões quando vem a esta freguesia. A banda de Vila do Conde abrilhantará esta festividade.

14 DE JUNHO DE 47 (Junqueira, 9) – Esteve concorridíssima a festa ao SS.mo Sacramento, domingo realizada nesta freguesia. Era uma verdadeira romaria. Os respectivos mesários, nomeadamente os srs. António da Costa Faria e Joaquim Gonçalves de Sá, respectivamente Tesoureiro e Juiz, podem sentir-se satisfeitos e compensados das suas fadigas. A toda a Mesa da Confraria os nossos sinceros parabéns.

7 DE MAIO DE 1949 Junqueira, 1 Roubos – Por meio de um rombo feito na parede da cozinha, do sr. António da Costa Faria, proprietário do lugar da Chantada, os gatunos conseguiram entrar naquela dependência e roubar-lhe várias peças de carne de porco, três arrobas e meia de farinha, 13 salpicões, azeite, boroa, etc, sem que ninguém pressentisse qualquer rumor feito durante a laboriosa “operação”.

22 DE OUTUBRO DE 1949 Carta da Junqueira Abertura solene das aulas Teve o maior brilho, a solene inauguração do presente Ano Lectivo, que teve lugar na espaçosa Sala de Aula da Escola Masculina desta freguesia, no passado dai 7. Linda flores, colocadas por toda a Sala, nas mesas e carteiras da escola, davam um lindo aspecto ao acto que pela primeira vez se ia praticar. Ao lado da mesa do professor via-se a Bandeira Nacional, e nas paredes, em vistosos dísticos, entre outros, liam-se os seguintes pensamentos: — Se tu soubesses o que custa mandar, gostarias mais de obedecer toda a Vida. – A tua Pátria é a mais linda de todas as Pátrias: merece todos os teus sacrifícios. – Nunca ponhas o teu interesse acima do da tua família, porque tu passas e ela fica. – Faz aos outros o que quiseres que te façam a ti. Presidiu à sessão o reverendo pároco desta freguesia, ladeado pelos srs. Carlos da Silva Capela, Domingos Lopes Faria e António da Costa Faria, que constituem a Junta de Freguesia. Em lugares de destaque, sentaram-se os srs. Comendador Rebelo de Carvalho e as sras. D. Ilda Rebelo de Carvalho, D. Sebastiana Gomes, D. Mafalda Gomes Machado, Júlio da Costa Amorim, José Ferreira Boucinha, etc. Numerosos pais de alunos e outras pessoas amigas da Escola completavam a avultada assistência. Em primeiro lugar usou da palavra o professor sr. José Lopes da Costa, que agradeceu a comparência da digna Junta, dos pais das crianças e das distintas Famílias ali presentes, que vinham assim manifestar o seu interesse, a sua dedicação e simpatia pela escola dos filhos do povo da nossa terra. Agradeceu ao reverendo pároco a boa vontade com que sempre coopera nestes actos, fazendo assim viver em proveitosa harmonia, em estreito amplexo, a Igreja e a Escola. Depois de se espraiar, em oportunas considerações, apela para os pais das crianças para que as mandem sempre à Escola e auxiliem os professores na obra educativa em que estão empenhados, frisando a Bondade, o Amor, a Caridade, a boa educação são atributos de Deus que todos devemos praticar para que a Sociedade seja mais perfeita e mais justa. Seguiu-se no uso da palavra a professora sra. D. Maria Júlia de Mesquita, cujo discurso foi muito apreciado. Começou por dizer que apresentava cumprimentos às pessoas que se dignaram prestigiar esta reabertura solene das nossas aulas com a sua honrosa presença, e, ainda mais, às que se dignaram oferecer as suas dádivas para os nossos alunos. A alegria que os interessantes prémios vão proporcionar às criancinhas, serão como que um raio de felicidade a penetrar na alma dos seus benfeitores. Entre a Escola e a Família deve existir um elo firme a ligá-las na mesma sublime aspiração. Minhas queridas meninas, – continuou noutro passo, um novo ano escolar se apresenta à nossa frente. Abrem-se, uma vez mais, as portas da nossa Escola velha, e vós, como andorinhas, alegres e chilreantes, voltais. Sêde bemvindas! Sinto pena que não possais entrar já este ano para uma Escola nova, bonita, radiosa, cheia de luz, onde poderieis sentir bem-estar e doces alegrias. Três coisas vos peço: pontualidade, dedicação pelo estudo e obediência. Por último falou o reverendo pároco, que disse: “Começar um ano lectivo é acender um facho para espancar as trevas que envolvem o cérebro das criancinhas. O professor vai incutir lentamente, nessas almas em embrião, os princípios da moral e da educação cívica, o amor de Deus, da Pátria, da Família e da Sociedade, e simultaneamente espalhando a luz do ABC, que opera maravilhas quando bem orientados e cai em terreno generosamente preparado. Mas para isso é preciso que os pais auxiliem os obreiros da instrução. Agradeceu também a comparência de tão boa gente, que assim deram um nobre exemplo de amor á Instrução”. Nos intervalos foram entoados o Hino Nacional e lindas canções patrióticas. Foram distribuídos prémios aos alunos, gentilmente oferecidos pela sra. D. Sebastiana Gomes, pela Junta de Freguesia e pela Caixa Escolar. A sessão que, como dissemos, foi muito concorrida, deixou a melhor impressão em todos os assistentes. – C. 

 
22 DE OUTUBRO DE 1949 Carta da Junqueira Abertura solene das aulas Teve o maior brilho, a solene inauguração do presente Ano Lectivo, que teve lugar na espaçosa Sala de Aula da Escola Masculina desta freguesia, no passado dai 7. Linda flores, colocadas por toda a Sala, nas mesas e carteiras da escola, davam um lindo aspecto ao acto que pela primeira vez se ia praticar. Ao lado da mesa do professor via-se a Bandeira Nacional, e nas paredes, em vistosos dísticos, entre outros, liam-se os seguintes pensamentos: — Se tu soubesses o que custa mandar, gostarias mais de obedecer toda a Vida. – A tua Pátria é a mais linda de todas as Pátrias: merece todos os teus sacrifícios. – Nunca ponhas o teu interesse acima do da tua família, porque tu passas e ela fica. – Faz aos outros o que quiseres que te façam a ti. Presidiu à sessão o reverendo pároco desta freguesia, ladeado pelos srs. Carlos da Silva Capela, Domingos Lopes Faria e António da Costa Faria, que constituem a Junta de Freguesia. Em lugares de destaque, sentaram-se os srs. Comendador Rebelo de Carvalho e as sras. D. Ilda Rebelo de Carvalho, D. Sebastiana Gomes, D. Mafalda Gomes Machado, Júlio da Costa Amorim, José Ferreira Boucinha, etc. Numerosos pais de alunos e outras pessoas amigas da Escola completavam a avultada assistência. Em primeiro lugar usou da palavra o professor sr. José Lopes da Costa, que agradeceu a comparência da digna Junta, dos pais das crianças e das distintas Famílias ali presentes, que vinham assim manifestar o seu interesse, a sua dedicação e simpatia pela escola dos filhos do povo da nossa terra. Agradeceu ao reverendo pároco a boa vontade com que sempre coopera nestes actos, fazendo assim viver em proveitosa harmonia, em estreito amplexo, a Igreja e a Escola. Depois de se espraiar, em oportunas considerações, apela para os pais das crianças para que as mandem sempre à Escola e auxiliem os professores na obra educativa em que estão empenhados, frisando a Bondade, o Amor, a Caridade, a boa educação são atributos de Deus que todos devemos praticar para que a Sociedade seja mais perfeita e mais justa. Seguiu-se no uso da palavra a professora sra. D. Maria Júlia de Mesquita, cujo discurso foi muito apreciado. Começou por dizer que apresentava cumprimentos às pessoas que se dignaram prestigiar esta reabertura solene das nossas aulas com a sua honrosa presença, e, ainda mais, às que se dignaram oferecer as suas dádivas para os nossos alunos. A alegria que os interessantes prémios vão proporcionar às criancinhas, serão como que um raio de felicidade a penetrar na alma dos seus benfeitores. Entre a Escola e a Família deve existir um elo firme a ligá-las na mesma sublime aspiração. Minhas queridas meninas, – continuou noutro passo, um novo ano escolar se apresenta à nossa frente. Abrem-se, uma vez mais, as portas da nossa Escola velha, e vós, como andorinhas, alegres e chilreantes, voltais. Sêde bemvindas! Sinto pena que não possais entrar já este ano para uma Escola nova, bonita, radiosa, cheia de luz, onde poderieis sentir bem-estar e doces alegrias. Três coisas vos peço: pontualidade, dedicação pelo estudo e obediência. Por último falou o reverendo pároco, que disse: “Começar um ano lectivo é acender um facho para espancar as trevas que envolvem o cérebro das criancinhas. O professor vai incutir lentamente, nessas almas em embrião, os princípios da moral e da educação cívica, o amor de Deus, da Pátria, da Família e da Sociedade, e simultaneamente espalhando a luz do ABC, que opera maravilhas quando bem orientados e cai em terreno generosamente preparado. Mas para isso é preciso que os pais auxiliem os obreiros da instrução. Agradeceu também a comparência de tão boa gente, que assim deram um nobre exemplo de amor á Instrução”. Nos intervalos foram entoados o Hino Nacional e lindas canções patrióticas. Foram distribuídos prémios aos alunos, gentilmente oferecidos pela sra. D. Sebastiana Gomes, pela Junta de Freguesia e pela Caixa Escolar. A sessão que, como dissemos, foi muito concorrida, deixou a melhor impressão em todos os assistentes. – C.
26 DE MAIO DE 1951  Junqueira, 20 Regressou de Pernambuco, à sua casa desta freguesia, o nosso querido amigo sr. José Pinto Ferreira, acompanhado de sua Exma. Esposa D. Olga Aguiar Ferreira e de seu sobrinho Sr. Bento Aguiar. O povo desta terra, a que se associou as autoridades locais, prestaram-lhe uma singela mas sincera e merecida homenagem de simpatia e gratidão, pelos actos de benemerência que têm prodigalizado a esta sua terra natal. Embora vivendo longe, os seus progressos encontram sempre no seu coração um estímulo e uma ajuda para que se faça sempre mais e melhor, realizando, ainda, por usa iniciativa, melhoramentos que não podem deixar de nos sensibilizar. Assim, as obras de restauro da Capela de Nossa Senhora da Graça perduram no coração de todos e ficam, como marco miliário, a consagrar o seu espírito de benemerência espiritual. Por isso o povo os cobriu de flores. Por isso as pessoas gradas da nossa terra acorreram a cumprimentá-los e a agradecer-lhes o quanto têm feito pelo seu progresso moral e espiritual. À recepção assistiram os exmos. Senhores eng. Augusto Machado, muito ilustre Director da 1ª Circunscrição Florestal, Drs. Eduardo C. Costa e Sampaio de Araújo e Esposa, Nuno Salgueiro, Padre Manuel Gomes da Costa, prof. Henrique Carneiro, António Ramos e Esposa, Horácio Nogueira e Esposa, Joaquim Lopes da Costa e Esposa, exma. sras. D. Margarida Aguiar e D. Maria Casanova, António José da Costa Júnior, Joaquim Lopes da Silva, Manuel Leite de Sá, António da Costa Faria e muitas outras pessoas.

3 DE MAIO DE 1952 Pela Polícia Municipal Queixas (…) António da Costa Faria, contra Maria Ferreira Gonçalves, ambos da Junqueira, por furto. (…)

25 DE JULHO DE 1959 Pela Câmara Municipal Reunião Ordinária de 13 de Julho de 59 (…) Aprovar o auto de recepção definitiva respeitante à empreitada de alargamento do caminho municipal do lugar da Garrida, da freguesia da Junqueira, e autorizar o levantamento do depósito de garantia. (…) Requerimentos – Foram despachados favoravelmente os processos para a execução de diversas obras, requeridos por: (…) António da Costa Faria, da Junqueira (…)

17 DE OUTUBRO DE 1959 Eleições das Juntas de Freguesia Conforme Editais afixados na área deste concelho, realizam-se amanhã, domingo, pelas 9 horas, em todas as freguesias, as eleições administrativas para o quadriénio 1960-1963. O acto eleitoral tem lugar nos edifícios das escolas primárias, com excepção da sede, onde se efectua nos Paços do Concelho, e da freguesia de Parada, que se realiza no prédio da residência do sr. Presidente da Junta. Para cada freguesia foi apresentada uma lista única, a da União Nacional, já aprovada pelo sr. Presidente da Câmara. A seguir, publicamos os nomes dos indivíduos para tal fim indicados: (…) Junqueira Efectivos – Adelino de Azevedo Cunha e Pereira, António da Costa Faria Júnior e Ernesto Cardoso de Oliveira. Substitutos – Manuel Gonçalves Ferreira, Paulino da Costa Amorim e Serafim Martins Ramos. (…)

21 DE NOVEMBRO DE 1959 Junqueira, 16 Posse da nova Junta de Freguesia Tomou ontem posse a nova Junta desta freguesia, eleita em 18 de Outubro passado. É constituída pelos srs. António da Costa Faria Júnior, Presidente, Ernesto Cardoso de Oliveira, Secretário e Adelino de Azevedo Cunha e Pereira, Tesoureiro. Estamos certos de que os membros da nova Junta vão corresponder às esperanças que neles depositam os conterrâneos que os elegeram. Muito há a fazer por esta freguesia e o que é preciso é que se queira trabalhar. É sobejamente conhecido que a verba a que estão limitadas as Juntas de Freguesia, mal chega para a conservação do cemitério e isto é, realmente, de lamentar. A Junta pode, no entanto, suprir a falta de verba, insistindo junto das autoridades administrativas respectivas para que estas se lembrem das nossas aldeias que, por vezes, são tão esquecidas. Assim, poderá a nova Junta exercer a sua acção servindo a sua terra e conseguindo que ela progrida. Desejamos aos novos membros da Junta os melhores êxitos. – C.

2 DE ABRIL DE 1963 Pelos Bombeiros (…) Comissões pró-Ambulância Como consequência das diligências feitas em cada freguesia, já podemos neste número publicar a constituição das seguintes Comissões eleitorais: (…) Junqueira – António da Costa Faria, Pe. Manuel Baptista de Sousa e José Fernandes Campos. (…)

26 DE OUTUBRO DE 1963 Eleições das Juntas de Freguesia Composição das listas apresentadas para a eleição a realizar amanhã (…) Junqueira – Efectivos, António da Costa Faria Júnior, Adelino Azevedo Cunha e Pereira, Ernesto Cardoso de Oliveira. Substitutos – Paulino da Costa Amorim, Joaquim Gonçalves de Sá, Serafim Martins Ramos. (…)

15 DE FEVEREIRO DE 1964 Pelos Bombeiros Continuamos a publicar os nomes das pessoas que contribuíram, com os seus donativos, para a compra da nova ambulância: Freguesia da Junqueira Com 250$00: Dr. Eduardo Campos da Costa Com 200$00 António da Costa Faria Com 100$00 Dr. Carlos Pinto Ferreira e Joaquim Ferreira da Costa Com 50$00 Adelino Azevedo Cunha e Pereira, Flávio de Freitas Faria, António Ferreira da Costa Magalhães, António Lucas Patrício, Manuel Lopes Curval, Anónimo, Júlio da Costa Amorim, Alberto Lima Ventura da Conceição, Carlos Rocha e Padres Monfortinos. Com 40$00 José Lopes da Costa Com 30$00 Alcino Costa Fernandes, Padre Manuel Baptista de Sousa e Manuel Domingos e Sá Com 20$00 Manuel da Silva Costa, Carlos da Silva Lopes, Alberto Antunes Lopes da Costa, Serafim Martins Ramos, Alfredo Moreira Maia, António Gonçalves Araújo Ramos, Manuel Campos Ferreira, António da Silva Baptista, Alexandrino Gomes Peniche, D. Maria Gomes da Silva Casa Nova, Ernesto Cardoso de Oliveira, Joaquim Gomes da Silva, Armindo da Silva Lopes, Joaquim Gonçalves de Sá, João da Costa Carneiro, Manuel Lopes da Silva, José Maria Ferreira, Albino Ferreira Boucinha e Manuel Gonçalves Ferreira. Com 10$00 Domingos Lopes Faria, António Pereira Novais, Luís Cândido Baptista da Costa, Manuel Lopes Baptista da Costa, José da Costa e Silva, Adelino Gomes Oliveira, Luis Dias, Joaquim da Costa Santos, João Amorim Silva Capela, Armando da Costa Neves, Carlos Baptista Carvalho, Amândio Machado, António Oliveira, Manuel José Pereira, José de Sousa, Manuel da Costa Ferreira, Joaquim Gomes Ferreira, Alfredo José do Vale, Daniel Ferreira, José Ferreira de Matos, António Ferreira de Matos, José da Costa Oliveira, Domingos Cunha Soares, Manuel José Aguiar, António Gonçalves Faria, Fernando da Silva Fernandes, Francisco Lopes da Silva, Amadeu Alves, Adelino Lopes da Silva e Joaquim Ferreira Matos. Com 7$50 Lino Fernandes Faria e Júlio Balazeiro Amorim Com 5$00 Manuel Rodrigues da Costa, Joaquim Gonçalves Baptista, Adelino Cândido Baptista da Costa, José Lopes Moreira, Constantino Lopes Ferreira, Marcelino Gomes Araújo, José Ferreira da Costa, Carlos Frutuoso da Silva, Augusto Lopes Moreira, Manuel Baptista Carvalho, Marcelino Baptista Oliveira, Américo Cândido Baptista da Costa, Marcelino Baptista da Rocha, Manuel José Luís, D. Maria da Piedade Neves, Francisco Pereira da Costa, José da Costa Campos, D. Odete Ferreira Soares Carneiro, José António Ferreira Alves, Eduardo Silva, António Carreira Faria, Joaquim Gonçalves Gomes, Alexandrino da Silva, José Maria Lopes, Fernando Vilarinho Silva, António Lopes Ferreira, António da Silva Azevedo, David Américo Ferreira Alves, José da Costa Santos, D. Inês Neves Maia, António da Costa Ramos, D. Emília Lopes Curval, António Lopes Alves, Ângelo Dias Ferreira, Alexandrino Machado da Cunha, Isaac Leituga de Sousa, Luís Carvalho da Silva, Abel da Costa Oliveira, José Lopes do Souto, António Francisco Fernandes, António da Costa Cardoso Barbosa, Júlio Pereira da Silva, Carlos Faria, Paulino Ferreira Matos, Manuel Fernandes, D. Diolinda Ferreira Matos, Augusto Cerqueira, António Ferreira da Silva, Francisco Pereira dos Santos, D. Arminda da Silva Cerqueira, Aníbal Moreira Mesquita, D. Olívia Rodrigues Palácio, Laurentino Alves das Neves, António de Oliveira Carvalho, D. Maria Alves de Oliveira, D. Maria Amélia Baptista, D. Albertina Joaquina Ferreira, Manuel Gomes Pereira, Joaquim Agra, Albino Lopes Ferreira, António Martins Ferreira da Costa, Adelino Oliveira Curval, Manuel da Costa e Silva, António Vilas-Boas, Manuel Silva, Manuel António Faria, António Joaquim Monteiro da Silva, D. Maria da Silva Ferreira, José Gomes Lameiro, Manuel Alves Amorim, Manuel da Silva Pereira, Manuel Capela, José Martins, Horácio da Silva Pereira, Joaquim Gomes da Silva, Horácio Costa Santos, José Ferreira da Costa, David Lopes Azevedo, Álvaro Gonçalves da Costa, Joaquim Lopes da Silva, Armindo Leites, José Lopes da Silva e Joaquim Lopes da Silva. De diversos, com importância inferiores a 5$00 – 257$30.

6 DE ABRIL DE 1964 Pelos Bombeiros (…) Comissões pró-Ambulância Como consequência das diligências feitas em cada freguesia, já podemos neste número publicar a constituição das seguintes comissões locais: (…) Junqueira – António da Costa Faria, P.e Manuel Baptista de Sousa e José Fernandes Campos. (…)

19 DE FEVEREIRO DE 1966 Junqueira, 13 Notícias várias Deu entrada no Hospital de S. João, a fim de, possivelmente, ser submetido a uma operação, o nosso conterrâneo e Presidente da Junta desta freguesia, sr. António da Costa Faria, proprietário, do lugar de Chantada. Às famílias dos falecidos, os nossos pêsames e ao sr. Presidente da Junta o melhor êxito na sua operação, lhe auguramos.

28 DE MAIO DE 1966 A população da Junqueira Homenageou um dos seus mais ilustres filhos – o Dr. Médico distinto, Director do nosso jornal e, até há pouco, Presidente da Edilidade Vilacondense No passado domingo, a nossa progressiva freguesia de S. Simão da Junqueira prestou homenagem a um dos seus filhos mais ilustres, o Dr. Carlos Pinto Ferreira, estimado Director deste semanário, que durante doze anos foi Presidente da nossa Edilidade. Querido das gentes da sua terra, querido de todos os vilacondenses, o dr. Pinto Ferreira viu, no domingo, à sua volta, todos os seus amigos, todos os seus conterrâneos, que ali foram afirmar, com as suas presenças, o respeito e a amizade que ele lhes merece. O Dr. Pinto Ferreira foi alvo de mais uma homenagem. O cidadão prestante, o médico ilustre, o homem bom, teve a rodeá-lo, no mesmo braço, todos os seus amigos junqueirenses. Afirmação de apreço, que a nós, que neste jornal trabalhamos, enche de orgulho. Pelas 11, 30 h. da manhã e na antiga Capelinha da Senhora da Graça, foi rezada Missa de Acção de Graças, sendo celebrante o Reverendo Padre Huberto Van Loo, da Congregação dos Padres Monfortinos, a que assistiram muitas pessoas, que enchiam por completo o pequeno Templo. Após a missa, teve lugar um almoço de homenagem, em Salão gentilmente cedido pelos activos junqueirenses A. Ferreira, e Irmão, vistosamente decorado com festões e lençoes de lavradeira. Presidiu o homenageado, que dava a esquerda aos srs. Bento Amorim, Presidente da Comissão Concelhia da U. N.; Dr. José da Silva Ramos, Presidente da nossa Câmara; D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira; Nuno Villares Salgueiro; D. Maria Júlia Ramos; José Fernandes Campos, Regedor; D. Rita Pinto Ferreira e Abílio F. Costa; e a direita à sra. D. Alice da Silva Ramos; Pe. Manuel Baptista de Sousa; D. Olga Pinheiro Salgueiro; António da Costa Faria, Presidente da Junta; D. Maria de Azevedo Gomes Amorim e António Ferreira de Araújo. Junto à Mesa de Honra, tomaram lugar a família do homenageado, convidados, entre os quais muitas senhoras, e, indistintamente, cerca de 200 pessoas. Ao champanhe, iniciou a série de discursos o sr. Presidente da Câmara, Dr. José da Silva Ramos, que começou por dizer que “das homenagens prestadas ao Dr. Pinto Ferreira, esta é a que mais deve dizer ao seu coração, por ser prestada por gente que o conhece de perto e sabe das suas qualidades de homem bom e amigo. Mais do que ninguém, eles podem dar a esta homenagem o cunho de uma perfeita manifestação de amizade”. Mais adiante, disse: “E eu, sinto-me francamente bem dentro desta casa, desta animação, porque também me sinto preso por uma simpatia à Junqueira, de que tantas vezes tenho recebido provas de amizade, que não posso, de maneira alguma, considerar-me um estranho nesta terra. aqui passei uns anos das minhas férias, aqui vim casar, aqui criei um grupo de amigos, tantos e tão bons que me sinto junqueirense de coração e como tal estou aqui a prestar-lhe esta homenagem de amizade, de reconhecimento e de admiração”. E, a terminar, afirmou: “Faço-o com a melhor da minha sinceridade e creia que é com ela que lhe desejo a melhor saúde, que consome generosamente em defesa dos outros, e aquelas prosperidades pessoais de que é bem digno”. Seguiu-se no uso da palavra, o Pároco da Junqueira, Pe. Baptista de Sousa, que em nome dos seus paroquianos, disse da razão daquela festa. Depois de agradecer a comparência dos junqueirenses aquela manifestação, recordou outra que o Concelho havia prestado ao Dr. Pinto Ferreira. “Foi por gratidão para com V. Ex.ª, que o Concelho lhe prestou homenagem em Vila do Conde, conforme é do conhecimento geral. A essa homenagem não poderíamos estar todos. Sem partidarismos e sem malquerença alguma, nós preferimos, então, fazer-lhe uma homenagem, de todos os junqueirenses, na terra da Junqueira. Aqui estamos, portanto, a prestar-lhe essa homenagem”. E, a terminar: “Segundo disseram os jornais, a quando da grandiosa manifestação em Vila do Conde, V. Exª só fez bem, só espalhou o bem. Interpretando os votos de todos os vilacondenses, eu bebo à saúde de V. Exª, para que continue, na sua nobre profissão, a espalhar esse bem”. Falou, a seguir, o sr. Dr. António Augusto Gomes Amorim que começou por historiar o que foi a acção do sr. Dr. Pinto Ferreira dentro da nossa Câmara, dos seus anseios e sacrifícios, dizendo, a certa altura: “Não admira, pois, que Vila do Conde lhe tivesse prestado uma homenagem retumbante, quando deixou, por imposição da Lei, o cargo de Presidente da Câmara. Mas não é V. Exª apenas o homem público que sacrifica a sua vida em prol do agregado social que dirige e representa. Como médico, é também o clínico incansável que acorre a toda a parte, onde há uma dor que é preciso minorar, onde há um condenado à morte a quem é preciso levar uma palavra de esperança. Como homem, em face da sociedade, é V. Exª o amigo dedicado, sempre pronto a servir o próximo. é para nós, portanto, sr. Dr. Pinto Ferreira, uma grande honra senti-lo no número dos junqueirenses. V. Exª ilustra a sua terra e são os homens que engrandecem uma terra e não a terra que engrandece os homens. Termino as minhas palavras, formulando o veemente desejo de que Deus lhe conceda ainda muitos anos de vida e saúde para que possa gozar no seio da sua família o descanso que nunca teve durante estes 12 anos de trabalho esgotante da sua terra”. Seguiu-se, no uso da palavra, o sr. Bento Amorim, que disse: “A minha provecta idade, que é séria, só fala a verdade e V. Ex.as sabem que é assim. Por isso quero dizer que sendo convidado para assistir à vossa festa, convite que me desvaneceu, vim com todo o prazer, para mais uma vez convier com os senhores da Junqueira, fidalgos e gente séria, que quiseram homenagear em festa íntima o seu médico e ilustre conterrâneo, Dr. Carlos Pinto Ferreira, que por ter deixado a presidência da nossa Câmara Municipal foi ainda, há bem pouco, homenageado com toda a dignidade pelo nosso concelho. É feliz o Dr. Carlos Pinto Ferreira. É Feliz por ver que lhe são gratos os seus conterrâneos. E essa gratidão, porque não dizer, toca-me, comove-me. Mas são gratos, porquê? Porque V. Ex.as são justos e o Dr. Pinto Ferreira merece. Ouvi dizer ainda há pouco que o Dr. Pinto Ferreira serviu a Nação durante doze anos. Não. Serve-a há mais de trinta! E quero aqui dizer, e com honra o digo, que sempre o encontrei a servir com todo o entusiasmo e a maior lealdade. E a lealdade dos homens, minhas Senhoras e meus Senhores, é rara. Eu, naturalmente, também aqui estou pela muita amizade que me liga ao homenageado, amizade de todos conhecida. E também o que mais exalta e se salienta nesta amizade, é uma lealdade profunda e quase sem limites. Pode haver grandes e duradouras amizades, mas lealdade sincera que dura trinta e sete anos, é muito, muitíssimo rara. Por isso, calculem o quanto me é grato estar entre V. Ex.as e pelo motivo por que estamos reunidos. Associando-me, pois, de todo o coração a esta íntima homenagem, eu brindo, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, pela sua saúde e de sua Ex.ma Esposa, e que Deus lhe dê, com muitas prosperidades e alegrias, muitos e bons anos de vida, para bem de todos nós”. Em nome da Comissão Organizadora daquela festa de homenagem, falou, depois, o sr. Nuno Salgueiro, que proferiu as seguintes palavras: “A Comissão organizadora desta, como se vê, tão sincera e sentida homenagem ao sr. Dr. Pinto Ferreira e, paralelamente também, à Sra. D. Felismina, para nós todos a Sra. D. Mina, que sempre, com exemplar dedicação e eficiência, o acompanha, quis dar-me a honra de aqui a representar. Peço licença para tratar o querido casal homenageado com esta familiaridade. Encontramo-nos numa autêntica festa de família, e é assim que entre todos os seus simpáticos conterrâneos eles são conhecidos e assim que, certamente, querem continuar a ser carinhosamente tratados. Mas abrimos, com muito gosto de todos, quatro excepções e quisemos ter aqui connosco o Ex.mo Sr. Dr. José da Silva Ramos, distinto sucessor do sr. Dr. Pinto Ferreira na presidência da Câmara de Vila do Conde e grande amigo desta freguesia, conde até, veio casar, e o Ex.mo Bento de Sousa Amorim, dedicado amigo de todo o concelho, que, se todos procuram nas horas de aflição e sempre encontram de braços protectoramente abertos, também queremos junto de nós nas horas de alegria e gratidão. Pedimos para que Suas Ex.as se fizessem acompanhar por suas Ex.mas Esposas e, assim, temos a honra da presença da Senhora do Sr. Dr. Silva Ramos, tendo sido privados da honra da assistência da Senhora do Sr. Bento Amorim, infelizmente por motivos de saúde. Ao sr. Dr. Pinto Ferreira, e a sua Ex.ma Esposa, queremos deixar aqui bem marcado o nosso agradecimento por terem permitido que se realizasse esta manifestação de admiração e reconhecimento. A Comissão organizadora quer, ainda, agradecer ao Povo da Junqueira, a maneira como, por todas as formas, colaborou e correspondeu às suas propostas. A razão e justiça desta festa de homenagem, é bem compreendida e sentida por todos quantos estão aqui reunidos. Resta-me, por isso, pedir ao nosso querido homenageado que aceite esta lembrança, que estes seus amigos, e ainda alguns, impossibilitados de aqui estar presentes, lhe querem oferecer para guardar como recordação da amizade, gratidão e admiração de todos”. Uma bela moçoila, em traje de festa, ofereceu, então, ao Dr. Pinto Ferreira, um artístico tabuleiro em prata, com um valioso serviço de porcelana; e as meninas Maria Gabriela e Maria Carla, netas do homenageado, ofertaram às Ex.mas Sras. D. Alice da Silva Ramos e D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, dois lindos ramos de flores. Visivelmente emocionado, levantou-se, então, o homenageado, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira que disse o seguinte: “ As palavras imerecidas que me dirigistes, são o reflexo do sentir do vosso coração magnânimo, sempre dado à realização de obras que marquem a sua passagem pela Terra. Para mim, esta festa, será mais ainda uma festa de confraternização, de unidade, que mostre, que todos juntos, de mãos dadas, sem olhar a retaliações e malquerenças, caminhando em frente, podemos contribuir para o engrandecimento da nossa Terra – de Vila do Conde. E foi assim, com a ajuda de todos, que eu pude, durante 12 anos, superando intempéries, mas com os olhos no futuro, estar à frente dos seus destinos. Na imensidade do tempo, isto é uma gota de água, que corre lentamente, mas que deixa bem marcado, ao alto, o que planeamos e tão avaramente quisemos realizar, para bem da comunidade. Alguma coisa se fez. Porém, muito também ficou por fazer. Espero que um dia os nossos legítimos anseios sejam uma realidade, a mostrar aos nossos descendentes o quanto vale uma vontade firme e persistente de bem querer. Quiseram dar-nos a honra da sua presença, pessoas muito ilustres da nossa Terra – os ex.mos srs. Bento Amorim e Dr. José Ramos, que comandam os destinos de Vila do Conde e sobejamente conhecidos de todos nós pelas suas altas qualidades de inteligência, de trabalho e amor à Terra que os viu nascer. Outras, que embora não sendo de cá, estão radicadas a esta Terra tão antiga e tão cheia de tradições, a quem devo muita amizade. A todos desejo testemunhar a minha gratidão e sinceros agradecimentos. Para a Comissão organizadora desta festa, para todos os meus amigos e conterrâneos, aqui presentes ou que de qualquer forma para ela contribuíram, sem distinção a todos agradeço com um abraço, que deixará em cada um – um muito obrigado – muito sentido e muito do coração”. ———————————————–Notas – A Comissão Organizadora da Festa de Homenagem ao sr. Dr. C. Pinto Ferreira era constituída pelos srs.: Pe. Manuel Baptista de Sousa, pároco da freguesia: Nuno Vilares Salgueiro, Dr. António A. Gomes de Amorim, Dr. Eduardo Campos Costa, José Fernandes Campos, Ernesto Cardoso de Oliveira, António Araújo Ramos, António da Costa Faria, Abílio Ferreira da Costa, António Ferreira de Araújo, José Quinteira, Bento Correia, Manuel Lopes Curval e António Alves. Renovação agradece a gentileza do convite e todas as atenções dispensadas ao seu enviado especial.

30 DE JULHO DE 1966 Os nossos Bombeiros (…) Chamadas para incêndios – A 13 do corrente, para apagar um incêndio que lavrava numa bouça do sr. António da Costa Faria Júnior, proprietário, no lugar de Lamelas – Junqueira. (…)

18 DE FEVEREIRO DE 1967 Capela de Nossa Senhora do Desterro Vamos trazer hoje aos leitores, os donativos angariados, desde a festa do “Mar-à-Vista”, que um grupo de senhoras da nossa tão distinta colónia balnear organizou, a fim de ajudar a Obra de Nossa Senhora do Desterro. (…) Assim, para a Igreja de Nossa Senhora do Desterro, foram recebidos os seguintes donativos (…): Com 500$00 – Júlio da Costa Amorim. Com 200$00 – Adelino Azevedo de Cunha Pereira. Com 100$00 – António Ferreira da Costa Magalhães, Alcino da Silva e António da Costa Faria. Com 50$00 – Manuel Silva. Com 20$00 – João Carneiro e Manuel Lopes Baptista da Costa (Todos da JUNQUEIRA). (…) Com 1500$00 – A. Ferreira da Costa & Irmão, Lda (Serração de Madeiras), da Junqueira. (…)

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