António Ferreira da Costa Magalhães Júnior

Dados biográficos:

  • filho de António Ferreira da Costa Magalhães e de Angélica do Souto Magalhães
  • casado com Deolinda Rodrigues Faria
  • genro de Domingos Lopes Faria e de Bernardina Rodrigues Palácio

Notícias completas:

9 DE FEVEREIRO DE 1957 Junqueira, 4 Num magnífico salão da “Casa do Mosteiro”, efectuou-se no dia 27 de Janeiro último uma reunião de estudo, em vistas à organização de uma Obra de Assistência Social nesta freguesia. Porque o problema é complexo e os grandes jornais já o noticiaram, limitamo-nos apenas a um resumo substancial. Estiveram presentes as pessoas de maior destaque no nosso meio. Aberta a sessão pelo sr. João Rebelo de Carvalho, falou em seguida o reverendo Pároco desta freguesia, que focou o objectivo da obra e a sua orgânica, que é igual à das Conferências Vicentinas e Centros de Assistência. O sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira louvou e incitou tão bela iniciativa, propondo a todos o exemplo de Fajozes e Mosteiró – as únicas freguesias deste concelho com obras de assistência. É justo que o seu exemplo tão nobre seja seguido por toda a parte. Numa brilhante alocução, o sr. Professor Lopes da Costa apresentou uma súmula de ideias práticas para a concretização do mesmo fim, sem esquecermos as oportunas sugestões dos srs. Nuno Salgueiro e Manuel Leite de Sá. Assumiram, para já, o fatigante encargo da organização, os srs. João Rebelo de Carvalho, pe. Manuel Baptista de Sousa, António Magalhães Júnior e Júlio da Costa Amorim. Que todos compreendam o seu esforço e prestem o seu concurso moral e material a tão digna cruzada de auxílio aos necessitados, são os nossos votos.

25 DE JANEIRO DE 1958 Junqueira, 14Falecimento No passado dia 8 do corrente faleceu António da Costa Machado, que há muito fora atacado de grave enfermidade. O finado só há alguns anos residia nesta freguesia, terra de sua naturalidade, pois esteve ausente no Brasil, cerca de 41 anos. O saudoso extinto, que contava 73 anos de idade, era pessoa bastante considerada, pelo que o seu funeral, realizado no dia seguinte, foi muito concorrido. A chave da urna foi conduzida pelo sr. António Ferreira da Costa Magalhães Júnior. Paz à sua alma. – C.

Março de 1965 – Uma pequena nota no Boletim Paroquial da Junqueira sobre donativos para o jornal informava que António Magalhães Junior havia contribuído com 2$50 para o primeiro e segundo números.

MAIO DE 1965 Benfeitores do Boletim – Pelo número anterior ofereceram: 3$50 – (…) António Ferreira da Costa Magalhães Júnior, (…) (Boletim Paroquial da Junqueira)

22 DE JUNHO DE 1965 Casamento Realizou-se, há dias, na Igreja Paroquial da freguesia da Junqueira, deste concelho, o auspicioso enlace matrimonial do sr. António F. da Costa Magalhães Júnior, comerciante naquela localidade, filho do sr. António Ferreira da Costa Magalhães e da sra. D. Angélica do Souto Magalhães, esta já falecida, com a menina Deolinda Rodrigues Faria, filha do sr. Domingos Lopes Faria e da sra. D. Bernardina Rodrigues Palácio, também já falecida. O acto teve grande solenidade, tendo nele tomado parte bastantes dezenas de pessoas. O copo de água, abundante e variado, efectuou-se em casa do pai da noiva, no lindo lugar de Casal do Pedro, que o povo daquele lugar mais alindou ainda em tapetes de flores e outros ornamentos. Foram padrinhos do casamento do noivo os srs. José Lopes da Costa e D. Cândida Carvalho Azevedo, e da noiva os srs. António da Costa Amorim e sua esposa. No fim foram pronunciados vários brindes enaltecendo o acto realizado e as qualidades nos nubentes. Os noivos seguiram, no fim, em viagem de núpcias para Fátima, Lisboa e outras terras de Portugal.

19 DE FEVEREIRO DE 1966 Junqueira, 13 Notícias várias Também nesta freguesia faleceu, após curta enfermidade, o sr. Domingos Lopes Faria, proprietário, do lugar de Casal do Pedro. O saudoso extinto, que era aqui muito estimado, era pai da sra. D. Deolinda Rodrigues Faria Magalhães, esposa do sr. António Ferreira da Costa Magalhães Junior, comerciante, desta freguesia.

28 DE OUTUBRO DE 1967 Vila do Conde, Votou! (…) Em face do escrutínio verificado, foram eleitos os Cidadãos a seguir indicados, que passam a constituir as Juntas de Freguesia deste concelho, a saber: (…) Junqueira – António Ferreira de Araújo, António Ferreira da Costa Magalhães Júnior e Manuel Lopes Curval. (…)

26 DE AGOSTO DE 1977 O Salão Paroquial da Junqueira S. Simão da Junqueira está em vésperas de mais uma e grande realização: a construção do seu salão paroquial. E como a obra de restauro da igreja, também esta será à custa da freguesia. No terreno doado há anos por Paulino da Costa Curval, a que António Ferreira da Costa Magalhães Júnior acrescentaria parte de um que no lugar possui, alcançando-se assim a área desejada, começaram as obras de implantação do imóvel que custará 3 500 contos, não estando incluídos nesta estimativa o trabalho dos paroquianos. Para obviar aos encargos que a obra acarreta começaram os cortejos de oferendas na freguesia, esperando-se que quando terminados tenham proporcionado uma recolha na ordem dos 300 contos que, juntamente com os 800 já arrecadados, farão as obras avançar em bom ritmo. O primeiro cortejo esteve a cargo do lugar de Casal do Pedro. E se os dos outros ugares o igualarem, os 300 contos serão ultrapassados. As casas de António Ferreira da Costa Magalhães Júnior, de Manuel Marinhas, Adelino Neta e dos Padres Monfortinos apresentaram tractores rebocando atrelados cheiinhos de coisas boas. O de Manuel Marinhas transportava diversos artigos da terra, aves, um pipo de vinho e um touro, ainda criança, mas a que os entendidos atribuíam o valor de 8 contos. Na empilhadeira erguida ao seu limite, o leiloeiro que iria por pregão de tudo aquilo e também de cestos valiosos, alguns deles de fazer inveja. E depois haviam os arbustos que rapazes e raparigas transportavam e que à moda de frutos levavam chouriços, preciosas garrafas de bom e velho vinho e muitas notas de cem. E tudo aquilo desfilou por entre cânticos alusivos ao trabalho em que S. Simão da Junqueira se vai empenhar, e também o seu abade. Ao padre da freguesia Nós vimos agradecer, Porque ele tanto trabalha Para o salão se fazer. Na cerca do mosteiro da Junqueira onde funcionava um restaurante montado e fornecido quer em viandas (sic ?) quer em trabalho, pelo António Magalhães e o Manuel Marinhas e esposas e familiares, encontramos o reverendo abade da Junqueira. “– Olhe! Tudo isto se deve a esta boa gente. O Marinhas quase despejou a sua casa e o Magalhães também. Este ainda fez mais: deu o terreno necessário para a obra que temos em vista e mais 55 contos. Da obra, o mais importante para mim será o jardim-escola que terá como complemento um parque infantil – o primeiro pela assistência e educação que proporcionará às crianças, o segundo pelo apoio que virá dar às mães da freguesia, na sua quase totalidade trabalhadoras do campo e operárias”. O salão paroquial da Junqueira, para além dos salões de festa e do convívio terá um self-service, biblioteca, jardim-escola, parque infantil e gabinetes para serviços de secretaria. Possuirá uma cozinha completamente montada e um salão para jantares de casamento, baptizados e outras festas. A utilização deste salão bem como da cozinha, pelos paroquianos, será gratuita. Junqueira lançou-se a mais um empreendimento vultuoso. E que ninguém duvide da sua concretização. Num dos intervalos do leilão, o Rancho de Touguinhó, de que é principal responsável o nosso amigo João Machado, exibiu-se com muito agrado e arrancou da numerosa assistência muitos aplausos.

10 DE FEVEREIRO DE 1978 São Simão da Junqueira A Festa de Barros – a vontade de três homens e a força de um povo Barros é um dos lugares de S. Simão da Junqueira. No ano de 1508, o enfiteuta João, do lugar de Barros, será, por ordem do Padre D. João Gonçalves, Prior do Mosteiro, uma das testemunhas na segunda demarcação do Couto de S. Simão, marcação em tudo igual à mandada fazer por D. Afonso Henriques, no ano de 1136, a favor de um dos seus melhores guerreiros, D. Paio Guterres, o da cunha. Barros ergue-se num outeirinho por onde corre a velhíssima estrada, que vai para Casal do Pedro, onde existia uma estalagem dos Cónegos de S. Simão, e que Camilo Castelo Branco celebraria com o nome de “Estalagem das Pulgas”: Devido a diferenças de nível, os moradores do alto de Barros tinham carências de águas potáveis. Alguns dos poços do lugar só conseguiam captá-las a profundidades de cerca de vinte e seis metros. Barros, o mais populoso dos lugares de S. Simão e simultaneamente o mais pobre dos bens do mundo mas o mais rico de vontade, encontrou em três homens, Fernando da Silva Fernandes, Eduardo Pereira da Silva e David Ferreira Alves, presidente, secretário e tesoureiro da Junta de Freguesia, os grandes impulsionadores que fizeram com que terminasse a carência de água potável. De porta em porta, sem um desfalecimento, quer no lugar quer noutros da Junqueira, a Junta conseguiu o que muitas das vilas, cidades até, não conseguem. Não houve milagres, mas sim determinação duma Junta de Freguesia e a força dum povo. Muitas das vezes sob chuva impiedosa, as roupas coladas nos corpos onde a água se misturava ao suor, eles e elas, manejando alviões, pás, enxadas e picaretas, aquela boa gente esventrou mais de um quilómetro de caminho e parte de uma estrada e, na vala, lançou dois tubos de apreciável diâmetro que vão buscar a um poço com a profundidade de doze metros, poço que uma mina com o comprimento de 10, alimenta na baixa de “Casal Maria” onde também está instalada a central elevatória provida de um motor de 10 H. P., que atira a água para um depósito no Alto de Barros e deste para muitas das casas do lugar e para o fontanário público. Admirável gente que soube pôr de parte ideologias para cerrar fileiras e trabalhar pelo progresso da sua terra. Foi para inaugurar o fontanário público que Barros esteve em festa e também para mostrar a toda a gente a força da sua gente, da gente de S. Simão da Junqueira. Basta dizer que a obra, a ser feita por empreitada, custaria mais de 600 contos. Ficará por uns 400, dos quais já estão pagos 293. Foi para obviar à diferença que Barros organizou um cortejo de oferendas, que as senhoras do lugar montaram um cozinha que trabalhou até altas horas, sendo a maior parte dos géneros oferecidos, que o Rancho de S. Mamede, outro dos lugares da Junqueira cantou e dançou. Mas o momento alto da festa foi aquele em que e na presença dos Vereadores da nossa Câmara, Dr. Geraldo dos Reis Casais e António Augusto Ferreira Curval, o Presidente da Junta de Freguesia de S. Simão fez correr do fontanário a linfa que passa a matar a sede a todos quantos por Barros passarem. Resta dizer que habitantes do lugar contribuíram com cerca de 120 contos. E no cortejo – o leilão deve cobrir as despesas feitas e futuras – figuraram grandes cestos, cheiinhos de coisas boas, um porco, aves, etc. Abria o cortejo um numeroso grupo de crianças com os peitos couraçados em notas de cem escudos. A família Ferreira da Costa mandou 60 contos. E António Magalhães e sua esposa mais uma vez puseram os seus terrenos e os seus dinheiros a favor da sua terra. Barros tem um fontanário. E tem água encanada ao domicílio. Aqui está como a vontade do povo dum lugar pode mais do que os muitos milhares de contos de muitas vilas, de algumas cidades. M.

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