Augusto Ferreira Machado (F)

Dados biográficos:

  • Engenheiro
  • casado com Mafalda Gomes Machado
  • genro de Sebastiana Gomes
  • sobrinho de Angela Mayer Lopes Martins

AugustoFerreiraMachado2

Arquivo Distrital do Porto

Registo de Passaportes – Livro 11

Referência: PT-ADPRT-AC-GCPRT-J-E-032-3539_m0115.tif

JoseAugustoMachado

Arquivo Distrital do Porto

Registo de Passaportes – Livro 39

Referência: PT-ADPRT-AC-GCPRT-J-E-032-3567_m0268.tif

Notícias:

7 DE FEVEREIRO DE 48 (Junqueira, 4) Passa amanhã o aniversário natalício da ex.ma sra. D. Mafalda Gomes Machado, dedicada esposa do Engenheiro sr. dr. Augusto Machado. É-nos muito grato apresentar a s. ex.ª os nossos parabéns, por tão faustosa data. – C.

8 DE OUTUBRO DE 1949 Junqueira, 3 Passou há dias o aniversário natalício da exma. Sra. D. Sebastiana Gomes, proprietária da Quinta das Rosas, desta freguesia. Uma agradável e honrosa surpresa estava reservada, nesse dia, para aquela veneranda senhora, pois várias famílias de Lisboa, Porto, Braga e doutras localidades vieram cumprimentar a aniversariante, o que a sensibilizou em extremo. Sua filha, a sra. D. Mafalda Gomes Machado e o seu genro, sr. Engenheiro Augusto Machado, fizeram servir àquelas famílias ilustres, onde figurava uma escritora e vários homens de letras, um finíssimo copo de água, o que deu origem a pronunciar-se vários brindes de homenagem à sra. D. Sebastiana Gomes, a quem apresentamos também os nossos respeitosos cumprimentos com o desejo sincero de que esta data se repita por muitos anos.

8 DE OUTUBRO DE 1949 Junqueira, 3 Do Gerês, onde estiveram a fazer uso das águas daquela famosa estância termal, regressaram há dias o sr. Engenheiro Augusto Machado e a sua esposa a sra. D. Mafalda Gomes Machado.

18 DE MARÇO DE 1950 Junqueira, 13 Já se encontra plenamente restabelecido, o que muito estimamos, dos incómodos de que há dias foi acometido, o nosso prestigioso conterrâneo sr. Engenheiro Augusto Machado.

25 DE NOVEMBRO DE 1950 Chegadas De regresso de Sevilha e Madrid, onde se realizou o Congresso de Oleícultura, regressou à sua casa da Junqueira o sr. Engenheiro Augusto Machado, muito ilustre Director da 1.ª Circunscrição Florestal, acompanhado de sua Exma. Esposa sra. D. Mafalda Gomes Machado, e da sra. D. Maria Cupertino de Miranda.

26 DE MAIO DE 1951  Junqueira, 20 Regressou de Pernambuco, à sua casa desta freguesia, o nosso querido amigo sr. José Pinto Ferreira, acompanhado de sua Exma. Esposa D. Olga Aguiar Ferreira e de seu sobrinho Sr. Bento Aguiar. O povo desta terra, a que se associou as autoridades locais, prestaram-lhe uma singela mas sincera e merecida homenagem de simpatia e gratidão, pelos actos de benemerência que têm prodigalizado a esta sua terra natal. Embora vivendo longe, os seus progressos encontram sempre no seu coração um estímulo e uma ajuda para que se faça sempre mais e melhor, realizando, ainda, por usa iniciativa, melhoramentos que não podem deixar de nos sensibilizar. Assim, as obras de restauro da Capela de Nossa Senhora da Graça perduram no coração de todos e ficam, como marco miliário, a consagrar o seu espírito de benemerência espiritual. Por isso o povo os cobriu de flores. Por isso as pessoas gradas da nossa terra acorreram a cumprimentá-los e a agradecer-lhes o quanto têm feito pelo seu progresso moral e espiritual. À recepção assistiram os exmos. Senhores eng. Augusto Machado, muito ilustre Director da 1ª Circunscrição Florestal, Drs. Eduardo C. Costa e Sampaio de Araújo e Esposa, Nuno Salgueiro, Padre Manuel Gomes da Costa, prof. Henrique Carneiro, António Ramos e Esposa, Horácio Nogueira e Esposa, Joaquim Lopes da Costa e Esposa, exma. sras. D. Margarida Aguiar e D. Maria Casanova, António José da Costa Júnior, Joaquim Lopes da Silva, Manuel Leite de Sá, António da Costa Faria e muitas outras pessoas.

29 DE SETEMBRO DE 1951 Chegadas (…) Das Termas do Gerês, chegou ao seu palacete da freguesia da Junqueira, o sr. Dr. Augusto Ferreira Machado, muito distinto Director da 1ª Circunscrição Florestal, acompanhado de sua ex.ma esposa, sra. D. Mafalda Gomes Machado.

6 DE JANEIRO DE 1954 Uma “batida” aos lobos Na Serra da Cabreira No passado domingo, 20, realizou-se no perímetro florestal da serra da Cabreira, uma batida aos lobos, sob a orientação da 1ª Circunscrição Florestal e em homenagem aos representantes do Ministério da Marinha e da Agricultura, de Espanha, que tomaram parte nas reuniões da Comissão de Técnicos para o estudo da regulamentação de pesca no Rio Minho. Tomaram parte nessa batida numerosos caçadores portugueses e espanhóis, tendo sido abatidos dois corpulentos lobos e três rapozas. A caçada deixou, a todos quantos a ela assistiram, as melhores e mais agradáveis impressões. O exmo. Sr. En. Augusto Machado, muito ilustre Chefe da 1ª Circunscrição Florestal e Delegado do Governo Português na Comissão de Técnicos Hidrobiológicos para o estudo do projecto de regulamentação de pesca no Rio Minho, ofereceu na sua casa da Junqueira, um almoço de homenagem aos representantes do país vizinho, srs. Eng. Maximino Elegido, Delegado do Ministério da Agricultura e Capitão de Corveta D. Diogo Lousido, representante do Ministério da Marinha de Espanha, e aos restantes membros portugueses nessa Comissão de Estudos de Pesca.

20 DE MARÇO DE 1954 – COM FOTO O nosso Director, Dr. Carlos Pinto Ferreira é o novo Presidente da Câmara Municipal Vila do Conde tem, desde a passada quarta-feira, no seu Município, um novo Presidente: o Dr. Carlos Pinto Ferreira, nosso querido Director e figura prestigiosa do nosso Concelho. Em política, “a verdade é humilde e austera”, como afirma a experiência e o talento de um escritor que à causa pública devotou a sua poderosa inteligência, consagrando longo tempo ao estudo e à meditação das suas questões. Só os regimes que escudam a sua força na intransigência inflexível daquela ética moral perduram e transcendem os ambientes fictícios das explosões revolucionárias; e só os homens que se integram nos rígidos princípios da sua lógica e, com eles, se identificam no idealismo dominante da sua actividade, atingem a plenitude de autênticas funções políticas, sem clientelas, mais ansiosas em disputar os favores da sua posição do que, verdadeiramente, empenhadas em serviços desinteressados e amistosos da sua colaboração. E a modéstia rara que reveste de excelentes predicados o carácter e a personalidade do Dr. Carlos Pinto Ferreira, é uma garantia segura de que a sua acção na nossa Edilidade se caracterizará por uma firme conduta de apêgo e de respeito à verdade da sua política administrativa, rejeitando as sonoridades dos aplausos que não deslumbram a dignidade dos seus sentimentos nem a simplicidade da sua vida, sem todavia deixar de imprimir à sua gerência o impulso salutar de nobres empreendimentos que, certamente, germinam no seu pensamento. Não vem, tão pouco, para o cargo em que o colocou uma acertada deliberação, com a insatisfação presunçosa de recrear ambições e de exercitar os méritos para mais ousadas honrarias que não o moveram a aceitar o convite, e só a preocupação de servir a sua terra, como melhor puder e souber, influenciou a sua decisão. Conhecedor das necessidades vilacondenses, animado de ardentes propósitos patrióticos para resolver os seus principais problemas e debelar as suas dificuldades mais exigentes, homem bom, cuja reputação a filantropia do seu magistério profissional granjeou no reconhecimento público, espírito franco e sensível às iniciativas beneméritas que se não condensam em mesquinhas obstinações de animosidades irredutíveis, tais são os atributos pessoais do Dr. Carlos Pinto Ferreira, que confirmam o acerto da sua nomeação para a Presidência da nossa Câmara Municipal e permitem esperar do seu trabalho uma obra de intenso ressurgimento e da sua intervenção conciliadora um esforço sincero de união bairrista e uma cooperação decidida das energias valorizadoras do progresso e da prosperidade de Vila do Conde. Se a missão delicada em que acaba de ser investido, por escolha solene do Governo, lhe confere pesadas responsabilidades no exercício do seu alto cargo e lhe impõe deveres sérios para retribuir a confiança que honrou a preferência do seu nome no cumprimento das esperanças e das aspirações dos vilacondenses, o êxito da tentativa ficará comprometido no exclusivo empenho da sua acção pessoal; é, sobretudo, da compreensão, da boa vontade, do incondicional apoio de todas as instituições e entidades representativas dos nossos interesses colectivos, de quem, mais directamente, dependem as conquistas e os triunfos do futuro de Vila do Conde. “Renovação” permite-se apelar para a coesão e a concórdia da unidade vilacondense – factor indispensável da nossa grandeza – saudando efusivamente o Dr. Carlos Pinto Ferreira com a promessa da sua calorosa colaboração, que não a obriga a abdicar da independência de critérios que, sob a direcção do seu nome, conserva, há longos anos, sem intenções equívocas e malévolas de paixões, mas apenas orientados por esclarecimentos oportunos de sugestões patrióticas. A posse do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira no Governo Civil do Porto No Governo Civil do Porto, o sr. Dr. Braga da Cruz, chefe do distrito, deu, na passada quarta-feira, a posse do cargo de presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira. Ao acto, que esteve muito concorrido – reflexo do valor e da consideração em que é tido o novo Presidente do Município vilacondense – assistiram as personalidades de primeiro plano, não só de Vila do Conde, como do nosso Concelho, da cidade do Porto, etc. estando presentes, entre muitos outros, os srs. Dr. Arnaldo Pinheiro Torres, presidente da Comissão Distrital da União Nacional; Bento de Amorim, presidente da Comissão Concelhia da U. N. de Vila do Conde; dr. António Cruz, Director do Diário do Norte; dr. José Maia, dr. Luiz Trêpa, eng.º Moreira de Sá, eng.º Augusto Machado, dr. José Ramos, dr. Cabral de Matos, dr. Teixeira da Silveira, dr. Serafim Ramos, eng.º José Rodrigo de Carvalho, Delfim Ferreira, dr. José Ferreira, dr. Henrique Belchior, dr. Fernando Pires de Lima, dr. Alfredo Peniche, arquitecto Germano de Castro, dr. Quelhas Lima, dr. Eduardo Campos Costa, José dos Santos Pereira e Silva, dr. Alberto Maia, dr. A. Sampaio de Araújo, dr. Amadeu Gonçalves de Azevedo, Américo Fernandes da Silva, Jerónimo Vasques, Jacinto António da Costa e toda a vereação do município vilacondense. Depois do sr. Dr. Vitor Lopes Dias, secretário-geral do Governo Civil, ter lido o auto de posse, o sr. Dr. Braga da Cruz usou da palavra, agradecendo ao sr. Dr. Pinto Ferreira a maneira pronta como acedeu ao convite que lhe faz para exercer as funções de primeiro magistrado do concelho. Em seguida traçou, em termos breves mas expressivos, o perfil do empossado, afirmando: “- V. Ex.ª não é para mim um desconhecido, pois já em 1943 tive a oportunidade de tomar contactos frequentes com a sua obra como subdelegado de saúde de Vila do Conde, no decorrer dos quais pude bem avaliar das suas qualidades de inteligência e dedicação”. Continuando, o sr. Dr. Braga da Cruz enalteceu a obra do sr. Bento de Amorim, presidente cessante, cuja presença naquele acto lhe dava um aspecto de “render da guarda”. Depois de focar, em termos eloquentes, a sua acção, e de lhe ter agradecido a sua preciosa colaboração, o chefe do distrito terminou a sua oração frisando que via naquela cerimónia de posse a continuação da obra do sr. Bento de Amorim. Seguidamente, falou o sr. Dr. Arnaldo Pinheiro Torres, presidente da Comissão Distrital da U. N., que dirigindo-se ao sr. Dr. Pinto Ferreira, afirmou: – No desempenho de qualquer cargo surgem sempre dificuldades, mas, estou certo de que Vila do Conde vai beneficiar da sua acção, como continuador da obra do sr. Bento de Amorim. Da União Nacional, sempre ao lado do Governo Civil, pode V. Ex.ª contar, desde já, com todo o seu apoio. Falou depois o sr. Bento de Amorim, que agradeceu ao sr. Dr. Braga da Cruz toda a sua colaboração e felicitou-o pela escolha acertada do sr. Dr. Pinto Ferreira para presidente do município vilacondense. Dirigindo-se ao sr. Dr. Pinto Ferreira, afirmou: – “A família de Vila do Conde está unida. V. Exª pode contar comigo inteiramente, com a minha colaboração leal, em prol de uma terra pela qual gostaria de morrer como escravo”. Finalmente, falou o sr. Dr. Pinto Ferreira. Calmo e reflectindo, medindo bem a responsabilidade das suas afirmações, agradeceu a prova de confiança que lhe fora dada, ao distinguir-se um dos mais humildes vilacondenses com a chamada para tão honroso cargo. Depois de saudar na pessoa do Chefe do Distrito o Governo da Nação, referiu-se ao sr. Bento de Amorim, que considerou o vilacondense número um ao serviço do Concelho e do Estado Novo, reiterando-lhe os propósitos da sua leal colaboração na resolução dos problemas justos que digam respeito a Vila do Conde. E a terminar: “- Farei tudo o que puder para que do concelho a cujos destinos vou ter a honra de presidir, saia tudo o que é necessário para o seu engrandecimento”. Depois de ter assinado o auto de posse, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira foi muito cumprimentado, agradecendo, a todos, a sua presença naquele acto.

27 DE MARÇO DE 1954 – COM FOTO!!! A Junqueira em festa para saudar o Dr. Carlos Pinto Ferreira S. Simão da Junqueira, uma das mais aprazíveis e prósperas freguesias do nosso concelho, prestou sentida e carinhosa homenagem ao dr. Carlos Pinto Ferreira, no passado domingo, com um banquete de confraternização, solenizando festivamente a sua posse na Presidência do nosso município. Filho dilecto e ilustre daquela freguesia, o dr. Carlos Pinto Ferreira tem afirmado, desde longa data, na defesa dos interesses da sua terra e no exercício filantrópico da sua profissão, uma acção notável de progresso e de benemerência, cujos benefícios os seus conterrâneos reconhecem, sem excepção, e vêm retribuindo com solenes manifestações de apreço, de respeito e de amizade. “Só não se herda o esforço, que é o que faz o homem verdadeiramente grande” e constitui saliência dominante da existência de cada um, sejam quais forem os signos da fortuna, inclementes na desventura ou indulgentes na prosperidade, que iluminam o reino da Terra de um Ideal comum à vida de todos os homens e é, acima de tudo e de todas as aparências convencionais da sociedade, a conquista do Bem. Volvidos os anos ditosos e descuidados da mocidade do Dr. Carlos Pinto, a sua terra assistiu ao desabrochar do seu carácter, temperado no esforço tenaz e persistente que impôs à sua vontade para atingir essa suprema finalidade da vida e manter intactas, no seu coração, todas as virtudes edificantes que irradiam da sua conduta particular e da sua actividade pública. Com o decorrer do tempo, foram-se assinalando os exemplos do seu trabalho e da sua dignidade, os actos exuberantes da sua bondade, o acolhimento afável e cordial às pretensões da sua Terra e dos seus amigos, a todas as solicitações compensando, com igual solicitude, os favores da sua competência profissional e da sua influência prestigiosa na política local. E a roda das suas amizades foi aumentando, não apenas em número, mas principalmente em dedicações sinceras e espontâneas que se apressaram em testemunhar-lhe, sempre que as circunstâncias o exigiam, a sua gratidão, o seu reconhecimento, a sua calorosa simpatia, e aclamar, sem dissonâncias e sem restrições, a sua presença na vanguarda das iniciativas em prol da laboriosa freguesia da Junqueira. Não só ali, como em outras freguesias circunvizinhas, os efeitos prestimosos da sua acção se têm feito sentir com geral agrado e aplauso unânime, alargando o âmbito da sua interferência ao progresso daquela região concelhia. Em cada porta um amigo e em cada amigo um admirador ferveroso dos magnânimos sentimentos que exomam o seu carácter, todos encontram no dr. Pinto Ferreira, em horas graves, no seu coração e na sua inteligência, um conforto afectuoso para os revezes e as contrariedades da vida, um apaziguador sensato e prudente para compôr discórdias, um conselheiro persuasivo e tolerante para evitar atritos e esclarecer equívocos. Não podem, porém, os homens, nas suas relações públicas, imunizar o seu comportamento, por mais límpidas e puras que sejam as suas intenções, das emulações despeitadas e das invejas intransigentes que provocam ingratidões desabridas e ressentimentos rancorosos na presunção de deturpar o valor dos méritos alheios. Mas a manifestação de domingo, que reuniu à volta do dr. Pinto Ferreira tantos e tão numerosos amigos, prova indiscutivelmente a nobreza da sua figura de homem, de médico e de político.

– O banquete que reuniu aproximadamente 100 convivas, realizou-se, cerca das 21 horas, no elegante palacete do sr. Randolfo Pinto Ferreira, tio do homenageado e um dos mais conceituados membros da colónia portuguesa do Recife (Brasil). Meia hora antes, deu entrada no largo fronteiro, que se encontrava vistosamente engalanado e atapetado caprichosamente, por uma rica passadeira de flores, o dr. Pinto Ferreira, que se fazia acompanhar pelo sr. Bento Amorim, ilustre Presidente da Comissão Concelhia da União Nacional, sendo entusiasticamente saudados pela enorme multidão que ali os guardava. Após os cumprimentos o jantar, primoriosamente confeccionados, foi imediatamente servido, e decorreu num ambiente da mais franca intimidade e de uma transbordante alegria. Aos brindes, falou em primeiro lugar o sr. Horácio da Silva Nogueira, presidente da Junta de Freguesia da Junqueira, e uma das figuras mais consideradas da Lavoura do nosso concelho. Referiu-se, em termos enternecidos, ao dr. Pinto Ferreira, que conhece desde criança, diz, e cuja amizade muito o desvanece. Na rústica sinceridade das suas palavras entoa, alterada pela comoção, a justiça daquela homenagem e o significado sincero que a reveste. E não é ao Dr. Pinto Ferreira, afirma, a quem deve dirigir os parabéns, mas à sua freguesia, que vê um dos seus filhos mais queridos e estimados investido em tão alto cargo. Bento de Amorim, num brilhante improviso, põe em relevo as qualidades morais do dr. Pinto Ferreira, de quem fez um caloroso elogio. Tem recebido dele, acentua com vigor, lições de lealdade e de amizade que não esquece e assegura-lhe o incondicional apoio da sua confiança e do seu prestígio. Nenhum homem, talvez, diz Bento Amorim, “conhece tão bem como eu, os limites desse generoso concelho de Vila do Conde”, cuja integridade é um encargo sagrado que defenderá sempre com intransigente veemência. E terminou, bebendo pelas prosperidades do dr. Pinto Ferreira no desempenho da sua honrosa missão. Em seguida, o dr. José Ferreira exprime o seu contentamento, como vilacondense, pelo acerto da escolha, designando as dificuldades do cargo, que conhece por experiência própria e confirma as suas esperanças no talento e na capacidade de trabalho do novo Presidente da Câmara para vender os escolhos que surjam a impedir o êxito da sua tarefa. E com a elegência e aprumo da sua figura de insinuante simpatia, o sr. Engenheiro Augusto Machado, Director da Estação Aquícola do Ave e da 1ª Circunscrição Florestal, velho e querido amigo da família Pinto Ferreira, declarou não ser político mas não podia deixar de regozijar-se por ver à frente dos destinos de Vila do Conde, um homem probo, íntegro e justo que saberá honrar a escolha da sua nomeação. Idênticas palavras de simpatia, de amizade e de afectuoso respeito foram pronunciadas pelo srs. Eng.º Várzea, António de Araújo Ramos e Flávio Faria, este na qualidade de Secretário da Junta de Freguesia da Junqueira, que se despediu, com palavras repassadas de saudade, do dr. Pinto Ferreira, que resignara, por imposição das novas funções, ao cargo de ser Presidente. Finalmente, visivelmente emocionado, o dr. Pinto Ferreira levantou-se para falar, sendo recebido por uma vibrante salva de palmas. Agradece a presença daquela assistência selecta que, na sua terra, veio trazer-lhe o estímulo para as canseiras e as fadigas que o esperam, e conservará daquela festa, no seu coração, a recordação grata de um momento inolvidável da sua vida. Não tem um programa de aspirações que antecipadamente defina e oriente a sua acção, mas traz no pensamento a preocupação benévola de reunir as boas vontades que, verdadeiramente, se interessam pelo desenvolvimento e pela prosperidade de Vila do Conde, para que da cooperação amistosa de tantas energias dispersas resulte uma força activa e decidida a instaurar uma obra de franco e fecundo progresso. Não tem preferências especiais, tão pouco acrescenta, que imponham atenções e cuidados mais disvelados pelas necessidades de qualquer das freguesias do nosso concelho; para todas igual protecção e para as dificuldades de cada uma o empenho em resolvê-las satisfatoriamente. E renovando os seus agradecimentos mais profundos por aquela manifestação que muito o sensibilizou e nem mesmo a sua modéstia podia recusar, renova também a sua promessa de trabalhar, sem desfalecimento, por Vila do Conde, pelo seu concelho e pela Nação. As últimas palavras do dr. Pinto Ferreira foram abafadas por uma entusiástica ovação que envolveu na mesma apoteótica saudação os nomes do Presidente da Câmara, de Vila do Conde, do seu concelho e da Pátria. Findo o banquete, a assistência dispersou-se pelos salões do palacete em ameno convívio e sempre rodeados pelas gentilezas da família do dr. Pinto Ferreira e dos organizadores da homenagem, que foram inexcedíveis na fidalguia do seu acolhimento. A simpática festa, que terminou por volta das 3 horas da madrugada, deixou em todos que a ela assistiram uma indelével lembrança.

– Notas várias

Entre a assistência, além dos srs. Bento de Amorim, dr. José Maria de Andrade Ferreira, Engenheiro Augusto Machado, viam-se também Engenheiro Várzea e Esposa, dr. António Sampaio de Araújo e esposa, dr. E. Campos Costa e esposa, António Araújo Ramos e esposa, e muitas outras pessoas de que não nos foi possível colher os nomes. – O sr. Nuno Salgueiro e esposa, impossibilitados de assistir à homenagem, enviaram ao dr. Pinto Ferreira um expressivo telegrama de congratulações. – As crianças das escolas femininas da Junqueira, deram a nota enternecedora da sua presença à chegada do dr. Pinto Ferreira, lançando uma chuva de pétalas de frescas flores. – Animou a festa um esplêndido terceto musical, cujo conjunto foi unanimemente apreciado. – “Renovação” agradece, penhorada, a gentileza do convite e as atenções que ao seu representante foram dispensadas, abraçando afectuosamente o dr. Carlos Pinto Ferreira.

12 DE FEVEREIRO DE 1955 Na Junqueira Inauguração da Cantina Escolar Com grande brilho e com manifesta alegria de toda a sua população, foi inaugurada, no passado dia 27 de Janeiro, a nova Cantina Escolar da Junqueira, com a distribuição da primeira refeição às crianças das Escolas daquela freguesia. A esta inauguração assistiram as sras. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, D. Emelina Campos Costa Sampaio de Araújo; as digníssimas Professoras das Escolas; a menina Maria Emelina da Costa Pinto Ferreira e os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira e Sampaio de Araújo. Foi indescritível a alegria das criancinhas contempladas: nos seus lábios de inocentes desenhava-se um sorriso de satisfação, de aprazimento e de gratidão; é que para elas aquele era um grande dia: habituadas às inclemências e doas rigores debilitantes de insuficiência alimentar, viam, finalmente, solucionado o problema da sua alimentação. Nas outras crianças, não beneficiadas, notava-se a mesma euforia, compartilhando da alegrai das suas companheiras. As pessoas que assistiram à festa gozavam os primeiros efeitos de uma obra de que haviam sido os principais instigadores. De facto, quando sentimos ter sido úteis à humanidade, experimentamos a alegria mais espiritual, mais íntima e mais duradoira. Dispendiou esta primeira refeição a sra. D. Mafalda Gomes Machado, digna esposa do sr. Eng. Augusto Machado, ilustre Director da 1ª Circunscrição Florestal, que tem sido a grande animadora desta obra de beneficência. À bondade e nobreza da sua alma, se devem um firme apoio e uma valiosa ajuda moral e material, ora incitando à continuação e desenvolvimento, ora oferecendo os talheres e mobiliário necessários ao funcionamento da Cantina. É com pessoas assim que uma obra pode ir avante, porque não falta o entusiasmo, o incentivo do desenvolvimento e, o que vale mais que tudo, o amor e a abnegação. Bem hajam, por isso!

12 DE MARÇO DE 1955 D. Sebastiana Maria Mayr Gomes À hora do nosso jornal entrar na máquina, chega-nos a notícia de ter falecido na Junqueira, na “Quinta das Rosas”, de que era proprietária, a Ex.ma sra. D. Sebastiana Maria Mayr Gomes, mãe da ex.ma sra. D. Mafalda Gomes Machado, e sogra do ex.mo sr. Dr. Augusto Machado, ilustre Director da Estação Aquícola do Rio Ave. No próximo número daremos relato detalhado do seu funeral, endereçando, desde já, a toda a família enlutada, as nossas sentidas condolências.

19 DE MARÇO DE 1955 Falecimentos D. Sebastiana Mayr Gomes No passado dia 7 do corrente, faleceu na sua residência, na “Quinta das Rosas”, da freguesia da Junqueira, a sra. D. Sebastiana Mayr Gomes. A extinta, que era de nacionalidade suiça, era mãe da sra. D. Mafalda Gomes Machado e dos srs. Ricardo Gomes e Carlos Gomes, ausentes no Rio de Janeiro; sogra do sr. Engenheiro Augusto Ferreira Machado, director da Estação Aquícola do Rio Ave e Chefe da 1ª Circunscrição Florestal; e irmã da sra. D. Ângela Lopes Martins. A saudosa extinta, que contava 85 anos de idade, pelas suas elevadas e íntegras qualidades de bondade, caridade e honorabilidade, soube impôr-se à consideração de quantos a conheciam. A morte da desventurada senhora foi, por conseguinte, muito sentida, não só pelas pessoas da sua família, mas também pelas das suas relações. O funeral realizou-se no dia imediato, pelas 10 horas, da sua residência para jazigo de família no Cemitério Paroquial de Touguinhó. A chave da urna foi conduzida pelo sr. Dr. Vasco Nogueira que, a meio do percurso, a entregou ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, digno presidente da Câmara Municipal. No préstito fúnebre tomaram parte numerosas pessoas, vindas das mais diversas partes do país, prova da extensão das suas relações e do quanto era estimada e querida por quantos a conheciam. De entre as diversas individualidades que assistiram ao funeral, destacamos os srs.:  Srs. Celestino Maio, Armando da Costa Lima, Carlos Areias, Taveira Costa, Alcino de Magalhães, Jaime de Magalhães, Ângelo César (filho), José Maria de Andrade Ferreira, Eduardo V. Nogueira, António José de Sousa Pereira, António Ferreira da Costa, Sampaio de Araújo e Eduardo Campos Costa; Engenheiros: Jaime de Oliveira, José Várzea, João Costa, António Rebelo de Oliveira, António Gravato, Ernâni Silva, António Luiz Sampaio e Albano Brito de Almeida; funcionários da Estação Aquícola do Rio Ave e da 1ª Circunscrição Florestal (Porto), Artur Cupertino de Miranda (filho), Alberto Félix, Nuno Salgueiro, José Pinheiro, Aires Gomes Ferreira, Horácio Nogueira, Carlos Pinto, José Carvalho, Gaspar Domingues Luiz, Lino Curval, António Magalhães, Maximiano Angeiras, Adário Angeiras, Carlos Barreto, António Mesquita, António Soeiro, Manuel Angeiras, Pe. Manuel Pires, etc., etc., e ainda inúmeras senhoras. Como representantes da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, de Lisboa, vieram expressamente para assistir ao funeral, os srs. Engenheiros Sousa Monteiro, Alfredo Rego Barata e Manuel Bazílio Vieira Ribeiro. À família enlutada, enviamos os nossos sentidos pêsames. – Em sufrágio da alma da veneranda senhora, foi entregue na nossa redacção a quantia de 100$00, com que a família quis contemplar os pobrezinhos envergonhados, protegidos pelo nosso jornal. Em nome deles, o nosso sincero agradecimento.

22 DE SETEMBRO DE 1956 A Cantina Escolar na Junqueira À tarde, teve lugar na progressiva freguesia da Junqueira, terra natal do Presidente da Câmara, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, a inauguração de uma Cantina Escolar, a que também presidiu o sr. Governador Civil do Porto. No edifício da Escola Feminina teve lugar uma sessão solene presidida pelo sr. Governador Civil, tendo à sua direita os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, comandante Branco Lopes, Capitão do Porto, Manuel Fernandes, Delegado Escolar, dr. José Aroso, fundador da obra da assistência social em Vilar do Pinheiro, dr. Amadeu Azevedo, dr. Alfredo Peniche, dr. José Pereira, Amadeu Faria, Horácio Cerqueira, dr. Campos Costa e Manuel de Sá e Leite; à esquerda os srs. José Lobato, Director Escolar do Distrito, dr. José M. Andrade Ferreira, vice-presidente da U. N., dr. José Moreira Maia, António Torres Junior e António da Costa e Silva, vereadores, eng. Augusto Machado e Arquitecto Altino Fernandes da Hora e Silva. Iniciou a série de discursos o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que disse: “Quis V. Ex. sr. Governador, dar-nos a subida honra de vir assistir à inauguração de duas casas devotadas ao auxílio dos que precisam – o refeitório da sopa dos pobres em Vila do Conde e a cantina escolar da Junqueira – imprimindo-lhes um brilhantismo e beleza que nos sensibiliza e profundamente desvanece. Como Presidente da Câmara e filho desta terra de amplos horizontes e nobres pergaminhos, onde a natureza exuberante e prodigiosa se desenvolve e frutifica trabalhada pela alma e sentimentalidade cristã do seu povo, de coração aberto aos anseios dos desprotegidos da sorte, duplamente e sinceramente agradeço a V. Ex. a presença nesta festa simples e pequena, mas grande e esplendorosa pelo alcance social que encerra.” E mais adiante: “A V. Ex. Sr. Director Escolar, que tão grandemente tem contribuído para a renovação das instalações escolares neste concelho, tendo em vista a criação ainda recente de oito salas de aulas e uma cantina nos populosos bairros piscatórios das Caxinas e Poça da Barca, cuja necessidade se tornava imperiosa, e os subsídios pecuniários para a manutenção das cantinas existentes, constituindo uma valiosa ajuda, pela qual muito penhoradamente nos sentimos agradecidos”. Depois de uma breve pausa, continuou: “Sr. Governador: Se me permitem V- Ex., parece-me não ser despropositado fazer uma ligeira história da forma como surgiu esta cantina. Um grupo de distintas senhoras desta freguesia, movidas por um sentimento de caridade cristã, de almas bem formadas e corações generosos, dando realização a um imperativo da sua consciência, revendo no semblante triste e na palidez que revestia algumas crianças, a amargura que lhes ia na alma por privações que a miséria acarreta, resolveu convocar para uma reunião o povo desta freguesia. Todos compareceram à chamada. Expostos os motivos e razão da convocação, ficou deliberado que em cada dia de aula uma família forneceria uma sopa e pão para 20 crianças pobres. Nesse dia memorável ficou criada em bases sólidas esta cantina”. E a terminar, disse: “O povo desta freguesia é bom e generoso. Coração aberto às desditas do seu semelhante, sofrendo quando ele sofre, esta obra é o mais alto padrão de glória que poderá gravar no seu coração. Por isso eu lhe rendo as minhas homenagens, admiração e simpatia, pedindo a Deus que lhe conserve este espírito de caridade e de bem fazer. Que este exemplo ecoe de quebrada em quebrada, de aldeia em aldeia. A todos que aqui vieram, peço que meditem e realizem nas suas terras uma obra como esta que hoje inauguramos, e, à imprensa em particular, o meu muito obrigado”. A seguir, falou o Director Escolar do Distrito, sr. José Lobato, que, espraiando-se em várias considerações sobre a benéfica obra das Cantinas, em prol das crianças que delas beneficiam, focou e teve palavras de muito louvor para o grupo de Senhoras da Junqueira a quem se ficou devendo o melhoramento da Cantina, que dera motivo àquela festa.  A Directora das Escolas Femininas da Junqueira, D. Maria Júlia Ramos, usando da palavra, apontou os belos resultados que na instrução da criança pobre se tiram com o funcionamento das Cantinas, pois, dadas as distâncias da residência de muitas delas, os inconvenientes que isso trazia, na frequência às aulas, principalmente no Inverno, terminando por agradecer aos srs. Governador Civil e Presidente da Câmara, e ao grupo de Senhoras da freguesia, as ajudas concedidas à obra levada a cabo. Encerrando a sessão, o sr. Dr. Domingos Braga da Cruz mostrou o seu contentamento por inaugurar um melhoramento de Assistência Infantil – a Cantina da Junqueira – tendo palavras de maior gratidão para as Senhoras da Comissão Promotora da organização e funcionamento da Cantina, fazendo votos para que o exemplo da Junqueira, na simpatiquíssima Obra da Cantina, se estenda a todas as outras freguesias do vasto concelho de Vila do Conde, talqualmente aconteceu com a instituição das Misericórdias, que, como um grão de semente, semeado em Lisboa, pela benemérita senhora DX. Leonor, se espalhou a todo o país. Disse – ainda – que a tarefa é vasta e os médicos podiam prestar valiosa colaboração às iniciativas do género daquelas como a que se ia inaugurar, numa Assistência Médico Infantil. Terminou por agradecer as atenções que lhe dispensaram, e prometeu nunca negar a sua protecção às obras de Assistência. Foram-lhe oferecidos, depois, ramos de flores, por crianças da Escola.  O vasto Salão da escola encontrava-se repleto de pessoas, destacando-se, à frente, um grupo de Senhoras do melhor escol da Junqueira, e as crianças das Escolas, com os seus bibes brancos. Finda a sessão solene, procedeu-se á cerimónia da inauguração da Cantina, com o corte da fita pela sra. D. Emelina Campos Costa Pinto Ferreira, esposa do sr. Presidente da Câmara, e à benção do edifício, pelo reverendo Abade da Junqueira, sendo, pouco depois, servida uma refeição a 80 crianças. No largo das Escolas, o típico Rancho da Junqueira exibiu-se com as suas danças e cantares perante numerosa assistência, que o aplaudiu entusiasticamente. Na residência particular do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira foi oferecido, depois, a todos os convidados e à imprensa, um finíssimo “copo de água”, em que usaram da palavra enaltecendo o valor social da obra inaugurada, diversos oradores. A. B.

10 DE MAIO DE 1958 Junqueira, 3 Quinta das Rosas Há bastante tempo que a “Quinta das Rosas” se encontrava desabitada, por terem mudado a sua residência para o Porto os muito estimados ex-proprietários, sr. Engenheiro Augusto Machado e sua esposa, a sra. D. Mafalda Machado. Pedimos desculpa por não termos relatado o facto na ocasião devida, o que não fizemos por estarmos ausentes. Não podemos, porém, neste momento, deixar de evocar estas duas simpáticas figuras que tanto enobreceram esta freguesia e que o seu povo viu partir com saudade. Partiram, é verdade, deixaram de viver aqui, mas os seus nomes ficaram gravados no coração de cada um, pois foi por sua iniciativa que se realizaram muitos e importantes melhoramentos e generosas obras de caridade e assistência. Serviram esta terra com verdadeiro desinteresse e abnegada dedicação durante o tempo que aqui viveram. Resta-nos exprimir-lhes o profundo reconhecimento do povo da Junqueira e desejar-lhes a continuação de uma vida feliz. – A Quinta das Rosas voltou, porém, a dar sinal de vida: abriram-se de novo as suas portas, perdeu o aspecto sombrio de solar abandonado e dentro dos seus vastos aposentos, há, de novo, vida. A sua actual proprietária, a sra. D. Maria das Dores Pimenta, muito nos honra com a escola para sua residência desta nossa humilde, mas hospitaleira, terra, onde todos encontram a paz duma existência sem ambições e o deslumbramento das suas ricas e variadas paisagens. Apresentamos-lhe os nossos respeitosos cumprimentos, bem como a suas gentis filhas, as meninas Maria Luiza, Maria Antónia e Maria Manuela da Costa Pimenta dos Santos, com votos de que gozem uma existência muito feliz. – C.

13 DE SETEMBRO DE 1958 Junqueira, 9 Faleceu também, há dias, na cidade do Porto, a sra. D. Angela Mayer Lopes Martins. Esta bondosa senhora que, durante muitos anos, residiu na Quinta das Rosas, desta freguesia, era tia da sra. D. Mafalda Gomes Machado, esposa do sr. Engenheiro Augusto Machado. O seu funeral constituiu uma prova eloquente da estima e consideração que merecia a quantos a conheciam. Às famílias enlutadas, enviamos os nossos sentidos pêsames.

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