Foto_CarlosPintoFerreiraDados biográficos:

  • médico
  • responsável pela Comissão Organizadora do II Circuito Ciclista
  • responsável pela vacinação de crianças
  • subscritor do telefone
  • Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde
  • deu 50$00 para a Santa Casa da Misericórdia
  • director do jornal Renovação a partir de 13 de Abril de 1940
  • sobrinho de José Pinto Ferreira e de Randolfo Pinto Ferreira
  • padrinho do casamento de Alice da Costa Fernandese Jaime Vilaça(13 de Julho de 40)
  • aparece mencionado numa notícia (17 de Agosto de 40) em que dá conta de uma excursão escolar por várias terras do Minho, acompanhado de vários alunos
  • 13 de Abril de 40, 13 de Julho de 40, 17 de Agosto de 40
  • Gerente da Sociedade Electrificadora da Junqueira, Lda., em 1942
  • primo de Maria Ferreira Campos e Silva
  • casado com Felismina Campos Costa
  • cunhado de José Quinteira, António Sampaio de Araújo, Eduardo Campos Costa e de Emelina Campos Costa
  • genro de José Baptista da Costa e de Guilhermina Ferreira Campos Costa
  • pai de EmelinaOrlando, Eduardo José e Fernando José da Costa Pinto Ferreira
  • irmão de Manuel Pinto Ferreira (filho)
  • filho de Manuel Pinto Ferreira
  • sogro de Maria da Conceição Fernando Pontes

CarlosPintoFerreira

Arquivo Distrital do Porto

Registo de Passaportes – Livro 53

Referência: PT-ADPRT-AC-GCPRT-J-E-032-3581_m0258.jpg

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Fonte: FamilySearch.org

Notícias completas:

7 DE MAIO DE 1938 Vacinação às crianças Pedem-nos para tornar público que a vacinação às crianças nascidas neste concelho durante o ano de 1937, ou nele residentes, principia a ministrar-se nos postos que vão indicados nos editais afixados nos lugares do costume de todas as freguesias deste concelho, desde o dia 9 até ao dia 21 do corrente mês de Maio. Os pais, tutores ou pessoas encarregadas dos cuidados das mencionadas crianças que as não apresentarem nos respectivos postos vacínicos incorrem na multa de 300$00 e serão relegados ao Poder Judicial como a lei determina. Postos de vacinação (…) Junqueira – Director o Exmo. Snr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, freguesias de Touguinhó, Junqueira, Rio Mau e Arcos, às 8 horas. (…)

12 DE ABRIL DE 41 Delegação de Saúde/ Vacinação contra a varíola/ Está aberta ao público, desde o dia 15 a 30 deste mês, a vacinação às crianças nascidas no ano de 1940. (…) Postos de vacinação (…) 2.º Dr. Carlos Pinto Ferreira, as freguesias da Junqueira, Arcos, Rio Mau, Touguinhó e Touguinha; (…)

10 DE MAIO DE 41 O nosso ilustre conterrâneo sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, Delegado de Saúde neste concelho, sempre tão solícito em atender os pobres que carecem dos seus serviços, tem procedido tanto à vacinação das crianças de tenra idade, como à revacinação dos adultos que o procuram para o mesmo fim. E não só procede da melhor vontade, a este importante serviço preventivo, mas convida e insta até com os interessados por todos os meios ao seu alcance, incluindo pela voz persuasiva dos Párocos, afim de poupar o público aos efeitos terríveis da epidemia da varíola. Merece, pois, a gratidão não só dos habitantes desta freguesia, mas até de todo o concelho pela larga sementeira de benefícios que prodigaliza a todos que precisam dos seus valiosos serviços.

19 DE JULHO DE 41 Telefones Estão sendo realizados os trabalhos da instalação de um cabo subterrâneo, destinado às linhas telefónicas que ligam esta vila à cidade do Porto. Está quase concluída a instalação do telefone na residência do nosso ilustre director – sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira – com uma ligação suplementar na Quinta das Rosas, propriedade da sra. D. Sebastiana Gomes.  É, sem dúvida, um grande melhoramento para aquela freguesia e até para as freguesias limítrofes.

2 DE AGOSTO DE 41 Os alunos da escola masculina desta freguesia, acompanhados dos seus professores e respectivas famílias, foram no passado domingo, em passeio escolar a Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Lousada, Felgueiras e Fafe, com regresso pela lindíssima Penha, que todos muito admiraram. O passeio decorreu na melhor ordem e na maior alegria, aumentando de ano a ano o entusiasmo por este passeio. Entre os componentes deste passeio, contam-se os seguintes srs. Abade da freguesia, regedor, Junta, dr. Carlos Pinto Ferreira, José da Costa Amorim, Carlos Gonçalves da S. Capela, Manuel Capela, Joaquim Cerqueira da Costa, etc., com suas famílias.

9 DE AGOSTO DE 41 Na nossa última correspondência noticiámos que esta freguesia já tem telefone. Evidentemente, devido à acção empreendedora dos srs. Ex.mos. D. Mafalda Gomes e dr. Carlos Pinto Ferreira, esta progressiva localidade acaba de ser dotada com mais este melhoramento. Muito concorreu também para a sua rápida efectivação o exmo. Sr. Engenheiro Augusto Machado, muito distinto Director dos Serviços Florestais do Norte.

2 DE AGOSTO DE 41 Concluiu o 2.º ano da Faculdade de Farmácia do Porto a sra. D. Maria Augusta Ferreira Lopes da Costa, da Junqueira. Também concluiu o 4º ano da mesma faculdade o sr. António Ferreira da Costa, da mesma freguesia. Fizeram exame de admissão ao liceu ficando aprovados, os meninos Orlando da Costa Pinto Ferreira, filho do nosso querido Director sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira e a menina Cândida Ferreira Lopes da Costa, filha do sr. José Lopes da Costa. Estes alunos foram apresentados a exame pelo sr. José Lopes da Costa, muito distinto professor da Junqueira.

18 DE OUTUBRO DE 41 Eleições Para presidirem ao acto eleitoral que se realiza em todas as freguesias do nosso concelho no próximo domingo foram nomeados os srs.: (…) Junqueira – Dr. Carlos Pinto Ferreira, ef. e Horácio da Silva Nogueira, sup. (…) Lista dos candidatos Pelo sr. Presidente da Câmara, foram aprovadas as listas dos candidatos para a eleição das Juntas de freguesia, deste concelho. Com excepção da Junta de freguesia de Parada, para a qual foram apresentadas duas listas, as restantes foram elaboradas e sancionadas pela Comissão Concelhia da União Nacional, e são constituídas pelos seguintes cidadãos: (…) Junqueira – Efectivos: José Baptista da Costa, Manuel Ferreira Amorim e Carlos Gonçalves da Silva Capela. Sub.: Manuel Lopes Ferreira Pinto, José Baptista da Costa Júnior e Manuel Gonçalves Ferreira.

28 DE FEVEREIRO DE 42 (Junqueira, 23) Apraz-nos noticiar o completo restabelecimento do nosso estimado conterrâneo e digno director deste semanário sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que nesta freguesia e limítrofes está a fazer uma larga e generosa assistência médica. Todos, pois, se congratularam com o seu regresso ao seio da Casa de Saúde da Boa Vista, onde esteve alguns dias em tratamento.

11 DE ABRIL DE 42 (Junqueira, 6 de Abril) – Ao nosso ilustre conterrâneo sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que amanhã festeja o seu aniversário natalício enviamos sinceros parabéns, com votos muito sinceros para que esta data se repita por muitos anos.

24 DE OUTUBRO DE 42 (Junqueira, 20) No passado domingo reuniu a Assembleia Geral da Sociedade Electrificadora da Junqueira, Lda., para apreciação do Balanço e Contas desta Sociedade. O gerente da Sociedade sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, fez um minucioso e elucidativo relato da vida desta Sociedade verificando-se que além das beneficiações que a rede tem sofrido, de terem sido pagos os suprimentos feitos em virtude do capital subscrito não ter chegado para a conclusão da rede, ainda em caixa o saldo de 7.138$00.
Foi deliberado que esse saldo ficasse constituindo fundo de reserva e as contas foram aprovadas por unanimidade. A Assembleia manifestou o seu pesar por não haver um profissional que acudisse de pronto a qualquer avaria local que ocasionasse falta de luz nas casas dos sócios. A Gerência, porém, tomou o compromisso de providenciar de pronto para reparar qualquer avaria eventual. Foram tratados ainda outros assuntos de mediana importância. Por último foi aprovado um voto de louvor aos exmos. Sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira e sra. D. Mafalda Gomes por velhos serviços prestados à Sociedade.

12 DE DEZEMBRO DE 42 (Junqueira, 8) Confortado com os sacramentos da igreja, faleceu anteontem, às 6 horas da noite, a sra. D. Maria Ferreira Campos e Silva, viúva, proprietária, desta freguesia. A saudosa extinta, que contava 83 anos de idade, era prima da sra. D. Guilhermina Ferreira de Campos e António Sampaio Araújo, e dos srs. Drs. Eduardo Campos Costa, Carlos Pinto Ferreira e António Sampaio Araújo, e tia dos srs. Drs. Abel da Silva Pereira, professor da Faculdade de Farmácia do Porto e António da Silva Pereira, médico em Terroso.
A sra. D. Maria foi uma verdadeira benfeitora da nossa igreja, mandando fazer reparos no exterior que eternizarão esse grandioso edifício, e no interior, pelas beneficiações que lhe fez, muito alindou esse vasto templo que por peditórios banais nunca poderia ser convenientemente reparado e venerado.
O seu funeral, que se realizou hoje às 10 horas, foi concorridíssimo, nele se incorporando pessoas de várias freguesias deste concelho, do da Póvoa de Varzim e de Famalicão. À família em luto, os nossos pêsames.

24 DE JUNHO DE 44 (Junqueira, 44) Faleceu na passada segunda-feira, após curta enfermidade, o sr. José Baptista da Costa, presidente da Junta desta freguesia, e antigo vereador da Câmara Municipal.
O saudoso extinto, que contava 75 anos de idade, era pai das sras. D. Felismina e D. Emelina Campos Costa e do sr. Eduardo Campos Costa e sogro dos srs. Carlos Pinto Ferreira, digno Delegado de Saúde deste Concelho e estimado director do nosso jornal, e António Sampaio Araújo, distinto médico na Póvoa de Varzim.
O seu funeral realizou-se hoje, sendo muito concorrido de pessoas desta freguesia, achando-se também largamente representadas quase todas as freguesias do concelho, e a Póvoa de Varzim.
O saimento fúnebre teve lugar às 10 horas, sendo acompanhado por onze eclesiásticos. A chave do caixão foi entregue ao sr. Presidente da Câmara.
Ao pano de honra pegaram os srs. Adelino Félix, António Magalhães, Carlos Capela, António C. Azevedo, Elias Cardoso e Joaquim Cerqueira da Costa.
De casa até ao cemitério organizaram-se diversos turnos, compostos pelos ex.mos. Srs.: Juiz de Direito, drs. Pereira Júnior e Andrade Ferreira, Bento Amorim, drs. José M. de Sousa Pereira, Serafim Ramos e J. Pacheco Neves, Engenheiro Augusto Machado, Teófilo Bento, dr. Américo Graça, João Dias, António Ribeiro, José Linhares, Bernardino Pinheiro, José Lima, José Magalhães, Américo Fernandes da Silva Madureira, Eduardo Correia, José Laranja, Major Serafim Temudo, dr. Raul Cardoso, Avelino Faria, João Torres, dr. Ramos de Almeida, dr. Albino Dias, Serafim Almeida, António Patrício, M. Guilherme de Faria, Horácio Nogueira, Manoel Baptista da Costa, etc.
Muitos “bouquets” e coroas foram entregues a pessoas cujos nomes não nos foi possível obter. O cadáver foi inhumado em jazigo de família.
A toda a família enlutada, os nossos sentidos pêsames.

24 DE JUNHO DE 44 Aniversários (…) No dia 28, os meninos Eduardo José e Fernando José da Costa Pinto Ferreira, filhos do nosso estimado director sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira.

16 DE AGOSTO DE 47 (Junqueira, 11) Transitou para o 6.º ano do Liceu o distinto académico Orlando da Costa Pinto Ferreira, filho do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira.

31 de Janeiro de 1948
Delegados eleitorais – Pelo sr. Presidente da Câmara foram nomeados seus delegados para constituírem, conjuntamente com os srs. Presidentes das Juntas e Regedores, as Comissões Paroquiais do Recenseamento Eleitoral, os srs.: (…) Junqueira, dr. Carlos Pinto Ferreira; (…)

31 DE JANEIRO DE 48 Delegados eleitorais Pelo sr. Presidente da Câmara foram nomeados seus delegados para constituírem, conjuntamente com os srs. Presidentes das Juntas e Regedores, as Comissões Paroquiais do Recenseamento Eleitoral, os srs.: (…) Junqueira, dr. Carlos Pinto Ferreira; (…)

7 DE FEVEREIRO DE 48 (Junqueira, 4) Ontem, aproximadamente às 4 horas da tarde, notou-se que o ruído de motor de um avião se prolongava demasiadamente, chamando o caso a atenção de algumas pessoas. Pouco tempo depois, porém, o aparelho deixou de se ouvir, não causando o caso mais qualquer suspeita. Mas em breve começou a circular a notícia de que um avião havia aterrado no lugar de Casavedra, na Quinta da Casavedra”. A notícias, com efeito, era verdadeira. Tratava-se de uma avionete que vinha de Biarritz, em escala por Alijó, Pedras Rubras e Lisboa, seguindo depois para Rabat, Marrocos. Como, porém, o aviador sr. Raymond René Danil-Laby, pressentisse que a gasolina era pouca e a visibilidade dificultava a procura do campo de Pedras Rubras, procurou terreno onde pudesse fazer uma aterragem normal, o que efectivamente conseguiu, pois nem o aparelho, nem o aviador sofreram o mais ligeiro dano. Como se tratava de um caso inédito para estas localidades, para lá se dirigiu grande número de pessoas desta e das freguesias vizinhas, parecendo tratar-se de uma concorrida romaria.
O aparelho ficou esta noite guardado por pessoas de confiança e o aviador foi hóspede do sr. dr. Carlos Pinto Ferreira, que no local compareceu a oferecer os seus serviços. A avioneta deve levantar voo hoje de manhã.

8 DE MAIO DE 1948 Junqueira, 4 Na sala de aula da Escola do sexo masculino desta freguesia, realizou-se, no dia 28 do mês findo, com extraordinário brilho, uma sessão de homenagem ao sr. dr. Oliveira Salazar, comemorativa do XX Aniversário da sua entrada para o Governo da Nação. A sala estava lindamente ornamentada, e a assistência era bastante numerosa. Presidiu à tocante cerimónia, por indicação de um dos Professores, o sr. Presidente da Junta, secretariado pelos srs. Carlos G. S. Capela, Manuel Domingues Leite de Sá, dr. Carlos Pinto Ferreira e o pároco desta freguesia. Falaram, enaltecendo a obra portentosa do enérgico estadista, os srs. Pároco, dr. Carlos Pinto Ferreira, os dois professores e as duas professoras da freguesia, cujos discursos causaram na assistência a melhor impressão. A sessão foi aberta pelo Hino Nacional e terminou com o Hino da Mocidade.

15 DE MAIO DE 1948 Desordem e agressão No passado domingo, quando Mário Ferreira Lopes, da freguesia da Junqueira deste concelho, passava no lugar da Ponte d´Este, da vizinha freguesia de Touguinhó, foi inopinadamente abordado por alguns indivíduos de Beiriz, que o agrediram a murro e à paulada, causando-lhe ainda um ferimento na cabeça que se supõe ter sido produzido por uma navalha. Esta agressão foi devido a rixas antigas entre o agredido e um dos agressores. O ferido recebeu tratamento no consultório do sr. dr. Carlos Pinto Ferreira, parecendo que apresentou queixa da traiçoeira agressão no tribunal desta comarca.

14 DE AGOSTO DE1948 Falecimento Manuel Ferreira Pinto Faleceu, subitamente, na última terça-feira, na freguesia da Junqueira, deste concelho, o nosso velho amigo sr. Manuel Ferreira Pinto, Presidente da Junta e antigo e considerado comerciante.
Era pai dos exmos. Srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, nosso querido director e subdelegado de Saúde neste concelho, e dr. Manuel Pinto Ferreira, advogado e notário em Louzada, e sogro do sr. José Quinteira, conceituado comerciante naquela freguesia.
O extinto, que pela afabilidade do seu trato conquistou muitas a firmes amizades, foi um trabalhador infatigável que pelo seu esforço se fez e aos seus deixou a lição do que pode uma vontade forte e honestamente guiada.
Dificuldades soube encará-las sem desânimos, e à formação moral e intelectual de seus filhos deu sempre o mais carinhoso interesse da sua vida. Neles podia rever-se com orgulho. E por seu velho pai, que tão bem o soube ser, podiam eles ter também, com justiça, a profunda afeição e respeito que lhe dispensavam.
Serviu vários cargos públicos com diligência e patriotismo; foi para com todos de uma perfeita correcção e lealdade; e de si fica a lição de um homem bom que sempre quis viver dignamente a sua vida.
Renovação sente a morte do seu velho amigo e apresenta à sua exma. Família, e especialmente a seus filhos, a expressão sincera do seu pesar. O seu funeral foi largamente concorrido, e dele daremos, no próximo número, mais larga referência.

5 DE NOVEMBRO DE 1949 Assembleias Eleitorais Por alvará do sr. Governador Civil do Distrito, foram nomeados para presidir às Assembleias deste concelho na eleição que se realiza no próximo dia 13, os srs.:- (…) Assembleia da Junqueira Efectivo – Dr. Carlos Pinto Ferreira; Suplente – Horácio da Silva Nogueira. (…) As Assembleias deste concelho funcionam nos seguintes edifícios: (…) Junqueira, constituída pelos eleitores das freguesias de Bagunte, Ferreiró, Parada, Outeiro, Rio Mau, Arcos, Touguinhó e Junqueira, na Escola Masculina da Junqueira. (…)

14 DE JANEIRO DE 1950 Delegados Eleitorais (…) Para delegados do sr. Presidente da Câmara junto das Comissões Eleitorais nas freguesias do concelho, foram nomeados: – (…) Junqueira – Dr. Carlos Pinto Ferreira. (…)

21 DE JANEIRO DE 1950  Nova Farmácia Na progressiva freguesia da Junqueira, deste concelho, foi inaugurada, no dia 29 do mês findo, uma nova e modelar farmácia a que foi dada o nome de “Farmácia do Padrão”, da qual é proprietária e Director Técnica a sra. D. Maria Augusta Ferreira Lopes da Costa, filha do nosso solícito correspondente e Professor Oficial naquela localidade, sr. José Lopes da Costa. O respectivo Alvará foi entregue, no acto da inauguração, pelo nosso Director e Delegado de Saúde Concelhio, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, estando presentes os srs. Bento Amorim, Presidente da nossa Câmara, dr. José Ferreira, Conservador do R. Predial, Dr. Jorge de Faria, Dr. João Alves Ferreira, José Teixeira da Silva, Chefe da Secretaria da Câmara, António Gonçalves da Silva Capela, vereador municipal, Orlando Pinto Ferreira, etc. Após a cerimónia, seguiu-se um lauto almoço, oferecido aos convidados, tendo sido pronunciados vários brindes, a que agradeceu o sr. Costa. Foram recebidos alguns telegramas de individualidades que não puderam comparecer. A nova “Farmácia do Padrão”, na freguesia da Junqueira, foi, de facto, um grande melhoramento para o povo daquelas redondezas, e encontra-se belamente instalada, possuindo um completo sortido em especialidades farmacêuticas. À proprietária e directora da nova Farmácia, bem como a seu pai, apresentamos as nossas felicitações.

28 DE OUTUBRO DE 1950 Junqueira, 24 Realizou-se no passado dia 15, no edifício da Escola Masculina, a eleição da Junta de Freguesia para servir no quadriénio de 1951 a 1954. O acto eleitoral, que decorreu num ambiente de entusiasmo e expectativa, visto terem sido apresentadas ao sufrágio duas listas, foi presidido pelo sr. Dr. Eduardo Campos Costa, tendo como substituto o sr. Flávio de Freitas Faria, que orientou os trabalhos eleitorais dentro da maior ordem e imparcialidade. Depois de encerrada a votação, procedeu-se à contagem dos votantes, que foi de 177, cabendo à lista A, composta pelos srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, Horácio da Silva Nogueira e Joaquim Lopes da Silva, como efectivos e Amadeu Ferreira da Costa Faria, José Ferreira Amorim e Joaquim Gonçalves de Sá, como substitutos, 148 votos e à lista B – 29 votos. Assim, no próximo quadriénio, ficam à frente dos destinos da nossa freguesia pessoas de quem muito temos a esperar, certos da vontade de que todos se encontram empenhados em bem servir.

20 DE JANEIRO DE 1951 Junqueira, 17 Telefones – Está em pleno funcionamento a rede telefónica da Junqueira, grande melhoramento para os povos das freguesias da “Faria”, pois em todas elas se encontram instalados telefones públicos e particulares. Apenas temos a lamentar a deficiência dos telefones instalados que, por contínuas avarias, não permitem a sua utilização constante, o que muitas vezes ocasiona prejuízos e transtornos incalculáveis aos seus possuidores. Para a Direcção-Geral dos C. T. T. chamamos a sua atenção, certos de que rapidamente será remediado este estado de coisas. Publicámos a seguir a lista dos telefones da rede da Junqueira e Parada:

1 – Posto Público (em casa do sr. José Quinteira)

2 – Dr. Carlos Pinto Ferreira

3 – Eng. José Ferreira Várzea

4 – Nuno Salgueiro (Quinta do Ral)

5 – D. Olga Pinheiro

6 – João Pacheco T. Rebelo Carvalho

7 – José Gomes Neto (Quinta da Boa-Vista – Casal de Pedro)

8 – Cupertino de Miranda (Ponte D´Ave)

9 – Arnaldo Miranda Guimarães (Ponte D´Ave)

10 – Horácio Nogueira

11 – António F. Costa Magalhães

12 – Dr. Eduardo Campos Costa

13 – António José da Costa Junior

14 – Joaquim Lopes da Silva

15 – Adelino Azevedo Cunha e Pereira

16 – José Lopes da Costa

17 – José Ferreira de Lima, de Rio Mau

18 – Júlio Bento Simões (Ponte D´Este)

19 – Joaquim Ribeiro (Rio Mau)

20 – Mário da Costa Macedo – Touguinhó

21 – Américo Angeiras – Touguinhó

1 de Parada – Dr. Manuel F. Campos

2 – Abílio Guimarães, de Ferreiró

3 – Viação Costa e Lino, Lda., de Parada

4 – Manuel Gonçalves, de Bagunte

5 – Manuel Carneiro Gonçalves, de Outeiro

6 – D. Beatriz Nóbrega

7 – António José da Fonseca, de Ferreiró

14 DE JULHO DE 1951 Eleições As Assembleias Eleitorais para a eleição do Presidente da República, funcionam, neste concelho, nos edifícios abaixo mencionados:(…) Junqueira (Escola Masculina) – Idem das freguesias da Junqueira, Touguinhó, Bagunte, Arcos, Rio Mau, Outeiro, Parada e Ferreiró. (…) Para presidirem às Assembleias Eleitorais, foram nomeados, por Alvará do senhor Governador Civil, os senhores: (…) Junqueira – Efectivo, Dr. Carlos Pinto Ferreira, Suplente, António Alves Torres Júnior. (…)

24 DE JANEIRO DE 1953 Delegados Eleitorais Por alvará do sr. Governador Civil do Distrito, foi nomeado para presidir à Comissão de Recenseamento Eleitoral deste Concelho, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, nosso ilustre Director e devotado Nacionalista. (…) – Para os delegados do sr. Presidente da Câmara, junto das Comissões Eleitorais nas freguesias do Concelho, foram nomeados: (…) Junqueira – Horácio da Silva Nogueira. (…)

18 DE ABRIL DE 1953 Empreza Têxtil da Junqueira, L.da Por escritura de 21 de Novembro de 1947, lavrada a fls. 93 v.º do livro próprio n.º 448 do cartório a cargo do então notário de Vila do Conde bacharel António Maria Pereira Júnior, foi constituída entre António José da Costa Junior, D. Maria dos Anjos Ferreira da Costa, José Quinteira e Dr. Carlos Pinto Ferreira, uma sociedade comercial por quotas de responsabilidade limitada, nos termos seguintes:

1º A sociedade adopta a denominação de Empreza Têxtil da Junqueira, L.da, e fica com a sua sede no lugar da Garrida, freguesia da Junqueira, comarca de Vila do Conde.

2º O seu objecto é a exploração da indústria de manufactura de tecidos de algodão, seda e mistos e seu comércio, podendo de futuro adicionar qualquer outro ramo de indústria ou comércio ou mesmo substituir aquele, com excepção do bancário.

3º A sua duração é por tempo indeterminado e o seu início é do dia 1 do próximo mês de Dezembro.

4º O capital social, já todo realizado, é de 180.000$, representado por quatro quotas, sendo duas de 30.000$ cada uma, dos sócios António José da Costa Junior e D. Maria dos Anjos Ferreira da Costa e duas de 60.000$ cada uma, dos sócios José Quinteira e Dr. Carlos Pinto Ferreira.

5º A cessão de quotas a estranhos fica dependente do consentimento da sociedade, a qual poderá, querendo, amortizar qualquer quota que se pretenda alienar, pagando-a pelo seu valor.

6º Os sócios têm preferência na cessão de quotas a estranhos quando a sociedade não tenha querido fazer a amortização delas.

7º A sociedade será representada, em juízo e fora dele, activa e passivamente, por todos os sócios que ficam sendo gerentes, mas para que fique obrigada será necessário que os respectivos actos sejam assinados pelos sócios António José da Costa Junior, José Quinteira e Dr. Carlos Pinto Ferreira.

8º Os balanços dar-se-ão no dia 31 de Dezembro de cada ano e os lucros líquidos obtidos, depois de retirados 5 por cento para o fundo de reserva legal, serão divididos pelos sócios na proporção das respectivas quotas.

9º As assembleias gerais serão convocadas por meio de cartas registadas, expedidas aos sócios com antecedência de cinco dias, salvo nos casos em que a lei exija outra forma de convocação.

10º Dissolvida a sociedade, proceder-se-ão à liquidação e partilha como se deliberar, salvo se algum sócio quiser ficar com o estabelecimento social, isto é, como todo o activo e passivo da sociedade, caso em que a adjudicação lhe será feita pelo valor em que acordarem. Se todos os sócios pretenderem o estabelecimento, haverá licitação entre eles e será preferido o que mais vantagens oferecer.

11º Nos casos omissos regulação as deliberações da assembleia geral e as disposições legais.

Vila do Conde, 17 de Março de 1953. O Notário, João Filomeno Afonso dos Santos.

Empreza Têxtil da Junqueira, L.da

Por escritura de 7 de Fevereiro de 1953, lavrada na secretaria notarial de Vila do Conde, fl. 79 c.º do livro próprio n.º 484 do cartório a cargo do notário licenciado João Filomeno Afonso dos Santos, foram cedidas pelos sócios António José da Costa Junior e D. Maria dos Anjos Ferreira da Costa, respectivamente aos consócios Dr. Carlos Pinto Ferreira e José Quinteira, as quotas de 30.000$ que cada um deles possuía na sociedade comercial por quotas Empreza Têxtil da Junqueira, L.da, com sede no lugar da Garrida, freguesia da Junqueira, concelho de Vila do Conde.

Vila do Conde, 17 de Março de 1953. O Notário, João Filomeno Afonso dos Santos.

Têxtil da Garrida, Lda.

Por escritura de 7 de Fevereiro de 1953, lavrada na secretaria notarial de Vila do Conde, a fls. 79 v.º do livro próprio n.º 484 do cartório a cargo do notário licenciado João Filomeno Afonso dos Santos, outorgada pelos únicos sócios, José Quinteira e dr. Carlos Pinto Ferreira, da sociedade comercial por quotas Empresa Têxtil da Junqueira, Lda., com sede no lugar da Garrida, da freguesia da Junqueira, do concelho de Vila do Conde, foi modificada a denominação da sociedade, tendo sido adoptada, em vez da anterior, a de Têxtil da Garrida, Lda., e alterado parcialmente o respectivo pacto social, substituindo os artigos 1.0, 4.0 e 7.0, os quais passaram a ter a seguinte redacção:

Artigo 1º A sociedade adopta a denominação de Têxtil da Garrida, Lda., e fica com a sede no lugar da Garrida, da freguesia da Junqueira, do concelho de Vila do Conde.

Artigo 4º O capital social, todo inteiramente realizado em dinheiro, é de 180.000$, representado por duas quotas iguais de 90.000$, uma de cada sócio.

Artigo 7º A gerência da sociedade fica a cargo de ambos os sócios.

Vila do Conde, 17 de Março de 1953. O Notário, João Filomeno Afonso dos Santos.

2 DE MAIO DE 1953 Falecimentos António José da Costa Junior Na freguesia da Junqueira, deste concelho, onde residia, faleceu na penúltima sexta-feira o sr. António José da Costa Junior, farmacêutico, de 75 anos, viúvo da sra. D. Idalina Ferreira da Costa e pai das sras. D. Cândida Ferreira da Costa Várzea, D. Maria Amélia Ferreira da Costa, D. Maria dos Anjos Ferreira da Costa e dos srs. Dr. Américo Ferreira da Costa (já falecido), Eduardo e Horácio Ferreira da Costa, ausentes no Brasil, dr. António Ferreira da Costa, sogro da sr. D. Eurídice Portela Ferreira da Costa e do sr. Eng.º José Ferreira Várzea, irmão da sr. D. Olívia Julia da Costa e do reverendo João José da Costa. O funeral realizou-se no domingo, pelas 11 horas, da residência do extinto para a Capela de Nossa Sra. Da Graça e dali para o cemitério paroquial, onde o corpo do finado ficou inhumado em Jazigo de Família. No préstito fúnebre, incorporou-se elevado número de pessoas de representação social deste concelho, do vizinho, de Famalicão e da cidade do Porto. A chave da urna foi conduzida pelo nosso Director, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira.

30 DE MAIO DE 1953 Esteve em festa, no domingo, a freguesia da Junqueira, Por motivo da inauguração do novo edifício das Escolas Femininas, do Lavadouro da Corredoura e dum Fontenário em Vilar de Matos. O passado domingo foi dia de festa para a freguesia da Junqueira, sem dúvida uma das “mais progressivas do Concelho e uma das mais belas”, como foi acentuado por alguns oradores. Inaugurava-se um belo edifício de duas salas, construído ao abrigo do Plano dos Centenários e destinadas à Escola Feminina, no largo principal da freguesia. O contentamento reflectia-se em todos os Junqueirenses, e ainda mais nas criancinhas e suas Professoras, que se viam finalmente livres da antiga Escola, que, pela sua exiguidade, nenhumas condições pedagógicas e higiénicas possuía. E ainda mais: criava-se a Assistência Médico-Social das Escolas Femininas, seguindo as pisadas do sr. Dr. José Aroso nas escolas de Vilar do Pinheiro, com a colaboração das Senhoras Professoras e dos distintos clínicos: srs drs. Carlos Pinto Ferreira, Eduardo Campos Costa, A. Sampaio de Araújo e Alfredo Gomes Peniche. A nota mais simpática da festa, ainda, foi a homenagem sincera, espontânea, do bom povo da Junqueira a um dos seus filhos mais queridos: o Dr. Carlos Pinto Ferreira, essa figura infatigável de Médico, o amigo dos pobres, o obreiro número um de todas as realizações para o bem da sua freguesia e da sua gente. O cronista já conhecia toda a sua actividade, mas, no domingo, verificou, de visu, quanto o povo da Junqueira quer ao seu Médico e ao seu Presidente da Junta. A comoção embargou-lhe a voz por mais do que uma vez, as lágrimas vieram-lhe aos olhos, comovido e surpreendido pela sinceridade e justiça de tal manifestação.

Como decorreram as manifestações

Muito antes da hora marcada, o largo em frente da escola já se encontrava repleto de pessoas de todas as condições sociais, aguardando a chegada do sr. Presidente do Município e outras entidades. A legenda “Junqueira saúda Bento Amorim”, falou por todo esse bom povo, não faltando as palmas, as flores, os vivas e os foguetes. Procedida a bênção do novo edifício pelo reverendo Pároco da freguesia, teve lugar a sessão solene num dos salões da nova escola. Presidiu o sr. Bento Amorim, ladeado pelas seguintes entidades: Dr. Carlos Pinto Ferreira; Prof. Manuel Martins Fernandes, Delegado Escolar e em representação da Direcção Escolar; Horácio Nogueira; Joaquim Lopes da Silva; reverendo Pároco, Manuel Leite de Sá; Vereador António Torres e Dr. Gualter Rodrigues. Vimos, entre a numerosa assistência, os senhores engenheiros António Dias Braga, dos edifícios escolares; José Inácio Vasconcelos, da Câmara Municipal; José Várzea e Isolino Azevedo; Drs. Emílio de Magalhães, da Liga Portuguesa de Profilaxia; Sampaio de Araújo e ex.ma esposa; Eduardo Campos Costa e António Ferreira da Costa; D. Ilda Rebelo de Carvalho e filhos; D. Maria Emelina Pinto Ferreira; Professoras D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, D. Maria de Lourdes Sequeira e D. Odette Ferreira da Costa; Nuno Salgueiro, José Pinheiro, Vereadores António Torres e Joaquim Neves, Prof. Eduardo Moura, José Teixeira da Silva, Flávio Faria, José Quinteira, Ernesto Cardoso, António Faria, Alexandrino Peniche, António Ramos, Artur do Bonfim, e muitas outras pessoas de que nos foi impossível tomar nota. Cantado o Hino Nacional pelas crianças da Escola, iniciou a série dos discursos o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, como Presidente da Junta, que depois de se referir ao significado da festa, saudou nestes termos o senhor Presidente do Município: “- Permitam-me, no entanto, que aproveite a oportunidade de destacar em lugar de relevo, a pessoa do ilustre Presidente da Edilidade Vilacondense, sr. Bento de Sousa Amorim, que, num despretensioso e acrisolado amor à nossa terra, tem procurado, no mais alto sentido da palavra – servir com aquela isenção e vigor todas as manifestações progressivas de ordem moral ou material. A nossa admiração atinge o auge, ao verificarmos que S. Exª, apesar de uma insignificante minoria tentar por vezes demolir aquilo que já podemos considerar um indelével facto na história do concelho de Vila do Conde, o seu dinamismo, os sacrifícios de toda a ordem, e, até, esta faceta singular, a sua benevolência em saber perdoar àqueles que, eivados de vaidades mal contidas, procuram toldar o brilho deste lutador incansável do bem e do progresso de Vila do Conde”. Focando a obra impulsionadora e revigorante do Estado Novo, o ilustre orador, referindo-se às novas escolas, acrescentou: “Por toda a parte onde se sente o impulso criador e renovador de Salazar e do seu Governo, se erguem, airosos e atraentes, edifícios escolares construídos dentro dos modernos conceitos higiénicos e pedagógicos. Velhas casas sombrias, sem luz, sem ar e sem sol criador que vivifica as almas e anima a Natureza, são substituídas por estes amplos e belos edifícios, onde a simplicidade de linhas e elegância de construções se conjugam num todo harmonioso que encanta e seduz”. Dirige saudações ao sr. Delegado Escolar, como representante do Ministério da Educação, ao reverendo Pároco e depois de traçar várias considerações – de que a falta de espaço impede a sua transcrição – sobre o problema magno da saúde da criança, o sr. Dr. Pinto Ferreira, referindo-se à criação da Assistência Médica à criança, diz: “Como médico e sanitarista, dentro dos princípios da Direcção Geral de Saúde, conducentes à redução de mortalidade e morbilidade pela profilaxia e medicina preventiva, acarinhei a ideia com a colaboração valiosa e desinteressada da Ex.ma Prof. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, distinta directora desta escola, de fundação neste dia festivo da inauguração da Obra de Assistência Médico Social das Escolas Femininas desta freguesia. Obra de boa vontade a bem da saúde pública e da educação, como lhe chamou o sr. Dr. José Aroso, criador no nosso país desta modalidade de medicina preventiva, vamos, como a colaboração das professoras e dos distintos clínicos: srs. Drs. Campos Costa, Sampaio de Araújo e Alfredo Peniche e outros amigos das crianças e do seu bem estar, lançar ombros a esta campanha de saúde pública a Bem da Nação”. E o sr. Dr. Pinto Ferreira, escutado sempre com o maior interesse, termina o discurso, dizendo: “-Aproveito a ocasião de nos encontrarmos aqui reunidos, para vos lembrar, neste dia festivo, algumas figuras que pelo seu desinteresse e sacrifício, tornaram possível a construção deste edifício, neste óptimo lugar, e a outros que, apesar de viverem em longes paragens, acarinharam do fundo do coração esta realização, contribuindo com palavras de incitamento e generosa dádiva, dando assim o exemplo edificante para as gerações presentes e vindouras e aos homens de boa vontade a certeza de mais uma vitória para o engrandecimento da nossa querida Junqueira. E, assim, suponde, sem querer ferir melindres ou susceptibilidades, não esquecerei a ajuda e colaboração das pessoas que mais directamente estavam interessadas, terminando por envolver nestas minhas homenagens o bom povo laborioso e honesto desta linda freguesia, sempre pronto a colaborar com a sua presença em todos os actos que dizem respeito ao engrandecimento e progresso desta Terra sem par”. Falou, em seguida, a Directora da Escola Feminina, a sra. Prof. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Saudou as Autoridades presentes, referiu-se à grandeza do melhoramento e descreveu as dificuldades que teve, para poder ensinar na antiga Escola “com 61 crianças dos 7 aos 8 anos, acumuladas em 17 carteiras, num recinto pequeníssimo, mal iluminado, anti-pedagógico, sem sol da vida, o ar, a luz, o espaço. Só a esperança de que em breve teria realização este belo sonho, me deu alento para continuar calmamente a minha missão de Outubro a esta parte. Felizmente que a tempestade passou. Hoje brilha o Sol doirado em nossas almas”… A sra. Professora referiu-se também à obra de Assistência Médica à criança, agradece aos Clínicos que a vão dirigir, e acrescenta: “Ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, dilecto Filho desta linda terra da Junqueira e que como Director ilustre desta obra de protecção à infância, vai ser o mais sacrificado de todos, patenteamos a nossa eterna gratidão. Estou bem certa de que S. Ex.ª, com aquela bondade que é apanágio da sua alma nobre, nem uma só vez deixará de acorrer prontamente ao chamamento das crianças da sua Terra natal, pela qual pugna com tanto interesse e carinho”. Depois de uma pequena da escola ter dirigido uma saudação ao sr. Presidente do Município, falou o sr. Prof. Manuel Martins Fernandes, delegado escolar, que disse: – “Está de parabéns a Junqueira; o ambiente festivo, a elite que aqui se reuniu, mostra com a sua presença que se orgulha pela elevação da sua Terra. Na pessoa do sr. Dr. Pinto Ferreira, eu saúdo esta linda Terra, que a Natureza encheu de flores e de verdura. Junqueira está de parabéns; o tapete, as flores com que recebeste o sr. Bento Amorim deve-se à vossa fidalguia… Fala do esforço e zelo que o sr. Bento Amorim tem posto ao serviço da educação do concelho. Aconselha ainda todas as pessoas a inscreverem-se nos dois cursos de educação que funcionam na freguesia, e terminou: – “A Escola inaugura-se e oxalá que ela realize a sua função. Levo a melhor impressão: a criação da Assistência Médica à criança. É necessário garantir antes a saúde ao corpo da criança e depois fazer dela a beleza moral, a educação da sua alma de forma a valorizá-la para engrandecimento e continuidade da Raça Portuguesa”. Encerrou a sessão o sr. Presidente da Câmara, que disse: – Em Política há um dualismo: uns vivem pela sua terra. É um exemplo de civismo, de verdade, um homem que não olha a sacrifícios”. E acrescentou, depois de breves considerações: – “Como sempre, o Presidente da Câmara continua inteiramente ao dispor das boas iniciativas”. Finda a sessão solene, inauguraram-se as novas instalações sanitárias da Escola Masculina, o lavadouro no lugar da Corredoura e o Fontenário de Vilar de Matos, obras devidas à Junta de Freguesia, a que preside o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira. Realizou-se também uma visita à capela da Senhora das Graças, que recentemente foi restaurada pelos beneméritos desta freguesia Ex.mos Srs. Randolfo e José Pinto Ferreira, visita essa que deixou as melhores impressões às entidades oficiais. Finalmente, pela Junta de Freguesia foi oferecido, em casa do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, às entidades oficiais e convidades, um bem servido “copo de água”. Brindaram pelas prosperidades do sr. Dr. Pinto Ferreira, ex.ma família e pela Junqueira, os srs. Bento Amorim, Delegado Escolar, Dr. Gualter Rodrigues, Prof. Eduardo Moura, João Rebelo de Carvalho e Celso Pontes. Agradecendo, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira a presença de tão ilustres pessoas nesse dia de festa para a Junqueira, disse: -“Habituado a trabalhar em bem dos outros, sinto-me bem em seguir esse caminho; a trabalhar contra os outros não sei fazer nada. O que tenho feito devo-o também a compreensão do povo desta freguesia, que fora uma pequena minoria, está connosco em todas as iniciativas para bem da nossa terra”. E dirigindo-se ao sr. Bento Amorim, acrescentou: “A Junqueira, sr. Presidente, acompanha-lo-á haja o que houver, porque em V. Ex.ª reconhecemos a pessoa que trabalha verdadeiramente por Vila do Conde. Não olhando ao que se diz, porque assim nada se faz, continue a velar por Vila do Conde”. Assim terminou esta simpática festa, que o povo laborioso e bom da Junqueira soube viver e, reconhecido, não esqueceu quem, por ela, tão desinteressadamente, tem trabalhado.

Notas Soltas – De manhã, o reverendo Pároco rezou uma missa de Acção de Graças com a assistência das autoridades locais, crianças da escola, etc. – Uma ampliação sonora do Centro Comercial Vilacondense, retransmitiu para o exterior os discursos pronunciados na sessão solene. – Os laboratórios “Bial”, por intermédio do sr. Dr. António Ferreira da Costa, filho desta terra ofereceram grande número de remédios à obra de Assistência Escolar. – O cronista, encarregado desta reportagem, agradece as facilidades dispensadas, facilitando assim a sua missão. F. Soares Gonçalves COM VÁRIAS FOTOS

6 DE JUNHO DE 1953 A lição da Junqueira Vila do Conde é todo o nosso vasto e laborioso concelho e não uma mesa de café com mais ou menos cadeiras à volta, onde, quando calha, alguém fala de cátedra, mas de cujas perorações nada sai, pelo menos que se veja, de concreto, de positivo, de útil… E como Vila do Conde é, de facto, todo o concelho, bom é que de vez quando vamos receber as lições simples e cheias de verdade que podemos acolher em qualquer ponto onde fala o progresso e a voz do Povo. Tão bem, que nada mais temos a fazer do que a ouvir, certos de que nos invadirá um bem-estar indizível, tanto maior quanto mais é a confiança nos homens e no futuro. Assim aconteceu no penúltimo domingo. Junqueira, a magnífica e bela freguesia de quintas modelos, que parecem jardins; de horizontes vastos, tão vastos como os vinhedos e milheirais que não tem fim, vistos de qualquer lado; de lugares belos e pitorescos, próprios para regalar os olhos e o espírito, como o da Senhora das Graças, – esta ridente Freguesia achou pouco a beleza dos seus campos, das suas quintas e dos seus jardins e transformou as ruas, colocando-lhes policromos e vistosos tapetes de flores, onde a arte rivalizava com a graça, para festejar os seus convidados, que iam assistir à realidade do seu progresso, principalmente o sr. Presidente da Câmara, que teria apoteótica recepção. E ante as ruas engalanadas e floridas, ante o aspecto acolhedor e satisfeito do povo, da cortesia e da sinceridade das Autoridades, da alegria das crianças, mal supunha, quem tanto via a aprendia, que mais, muito mais havia de encontrar que fosse motivo de satisfação, beleza interior, confiança na vida, nos homens e no amanhã. Com efeito, com a recepção total e sinceríssima a Bento Amorim, o Vilacondense número um, e ao inaugurar-se o novo edifício escolar, mimoso e encantador, onde a iniciativa particular, secundando a obra oficial, montou um serviço de educação e assistência que chega a espantar pelo arrojo e imprevisto – tão desacostumados estamos de pensamentos e acções deste género – verificou-se que o bom povo da Junqueira, toda a gente, demonstrando alegria e franqueza, entusiasmo e compreensão, estava convicta e inteligentemente ao lado das Autoridades locais, reconhecendo-lhe o seu valor e abnegação, e saudando de todo o coração quem aos vilacondenses tem dedicado a sua vida – Bento Amorim. E quanto um Presidente da Junta de Freguesia consegue desenvolver uma política de interesse geral, cujos frutos estavam bem visíveis e maduros, nas inaugurações de domingo, e consegue agradar sem reservas, de forma a receber incondicionalmente de todos os aplausos devidos aos que bem cumprem – é porque o Trabalho foi árduo, desinteressado, honesto e com mira apenas o bem de todos, e o Povo é franco, inteligente e bom. E o Povoa, que fez os tapetes e os festões, e encheu o largo de beleza e de fé, juntou-se às Autoridades, para, sem reservas nem adulações, dizer ao ilustre Presidente da nossa Câmara (aquele a quem os Vilacondenses gostam de ver à sua beira e se acostumaram a contar tanto nos bons como nos maus momentos, na certeza de que ele estará sempre presente de alma e coração), que Junqueira tinha-o como Amigo de todos os dias e de todas as horas, sabendo muito bem o quanto lhe deviam e que aproveitaram aquela soberana ocasião de todos juntos lhe dizerem, alto e colectivamente, aquilo que da boca de cada um já tinha muitas vezes ouvido: Conhecemo-lo de longa data, de tão longe quanto podemos recordar, e o quanto tem trabalhado desinteressadamente, sempre gastando e jamais recebendo, para o bem da Terra e dos Vilacondenses, por isso e pela amizade que pessoalmente lhe votamos, conte connosco para o progresso constante de Vila do Conde e bem estar dos seus filhos. Lição clara e intuitiva de gratidão, de cortesia, de compreensão, de gosto artístico e de unidade, a da Junqueira. E se bem que nos tenhamos de deter ante a figura lhana e franca do Presidente da Junta de Freguesia, o Dr. Carlos Pinto Ferreira, que, simples e fidalgo, soube merecer e receber, dos seus conterrâneos, uma consagração devida aos que não traem, temos que nos recordar sempre da união dos filhos da Junqueira – Senhores, Rendeiros e Jornaleiros – que todos souberam ser dignos e elevados, e justificaram merecer a Terra que lhes foi berço. Também foi lição a colher na Junqueira, a de que podem os homens dedicarem a sua vida a bater-se pelos interesses da sua Terra e do seu Povo, porque qualquer um pequeno abrolho topado no caminho, serve apenas para mais realçar a beleza da alegria, da arte e da dedicação do Povo, que não se deixa enganar, e que não trai, seja quais forem os sinos que toquem ou os ventos que soprem, e sabem dizer sem custo, antes com prazer, a palavra que tudo diz: OBRIGADO. Parabéns, Senhores da Junqueira, Vila do Conde ouviu com agrado a vossa magistral lição. Continue, senhor Bento Amorim, a bater-se pela sua dama, a nossa querida Vila do Conde, que nós, se nada mais sabemos dizer, temos muito gosto em bradar: Muito Obrigado e Avante por Vila do Conde! M. M.

29 DE AGOSTO DE 1953 José Pinto Ferreira O homem vale no mundo pelo aspecto de eternidade que encarna. Vivemos no tempo mas afinal fugimos continuamente do tempo, num anseio de eternidade. Sob os golpes do tempo desabam tronos, afundam-se impérios, quebram-se feixes de ceptros. Só o homem que por grandes actos do seu espírito paira muito acima das contingências mundanas, só esse afinal se liberta das peias do tempo e, morrendo, vence a morte. Os grandes actos de caridade como o espírito religioso do homem, são argumentos vivos da espiritualidade da alma e deste anseio de eternidade que nos devora. Se com a poeira do tempo se confundem as misérias humanas ao sol da eternidade surge em tintas de glória eterna, a grandeza do homem. Se a morte, como fada negra nos beija a fronte fria, não consegue contudo a vitória total sobre o homem que, como o sr. José Pinto Ferreira, erigiu, muito acima das fronteiras do tempo, a catedral eterna do valor humano, definido pelas coordenadas do amor de Deus, do profundo da Terra onde nasceu. Ao soar aos nossos ouvidos a notícia dolorosa do falecimento deste grande amigo da Junqueira, um pensamento nos ocupou o espírito, enchendo-o de esperançosa luz: é um homem que o tempo não venceu e que a eternidade cantará. Não foi ele um benemérito insigne da linda Capela da Senhora das Graças? E não é ela um hino em pedra a cantar pelos séculos fora a generosidade do seu benfeitor? Capela da Senhora das Graças – pedras de Deus insensíveis aos desvarios do homem, que são frutas do tempo e não captaram ainda o sentido da eternidade. O tempo não o venceu porque viverá na memória grata dos pobrezinhos. Ouçamos a voz dos miseráveis que da valeta gritam e estendem a mão, mas que também sabem cantar, com voz de Cristo, os actos de heróica caridade dos seus benfeitores. Também os pobrezinhos da Junqueira sentiram as mãos carinhosas que de tão longe e tão escondidas lhes aliviava os males. Ouçamos agora a voz das criancinhas das escolas femininas da sua terra, primaveras em flor que cantarão a grande beleza da alma do sr. José Pinto Ferreira, que longe também se não esqueceu delas.

– O saudoso extinto, que era natural da freguesia da Junqueira, tinha 55 anos, e era casado com a ex.ma sra. D. Olga Aguiar Ferreira. Era sócio, juntamente com o seu irmão, Randolfo Pinto Ferreira, também grande benemérito dessa freguesia, da Joalharia Krauser e C.ª de Pernambuco, e ainda há cerca de dois anos estivera em Portugal. Ao querido Director deste jornal, de quem o extinto era tio, enviamos o nosso cartão de condolências. F. Soares Gonçalves

7 DE NOVEMBRO DE 1953 Assembleias Eleitorais Pelo sr. Governador Civil do Distrito, foram nomeados para presidirem às eleições de deputados a realizar amanhã, os srs: Assembleia da Junqueira – Dr. Carlos Pinto Ferreira e António Alves Torres Junior. (…)

16 DE JANEIRO DE 1954 Junqueira, 12 Festa Infantil nas Escolas Femininas Num ambiente festivo, de alegria sã e comunicativa, que as crianças das escolas são às suas festas, embora simples mas encantadoras, realizou-se no passado dia 10, na escola feminina desta freguesia, uma festa para distribuição de roupas às suas alunas pobres. À sessão solene presidiu o sr. Prof. Manuel Fernandes, digno Delegado Escolar do Concelho, secretariado pelos srs. Pe. Manuel Gomes, Abade da freguesia, Dr. Pinto Ferreira, Manuel Gonçalves de Sá, Regedor, Horácio Nogueira e Joaquim Lopes da Silva, Vogais da Junta de Freguesia, e pelos distintos clínicos Drs. Sampaio de Araújo e Alfredo G. Peniche e pelas professoras sras, D. Maria Júlia Mesquita Ramos e D. Maria Madalena de Sousa Maia. A sala encontrava-se artisticamente engalanada e entre a assistência viam-se as pessoas de maior representação da freguesia. Aberta a sessão, usou da palavra, em primeiro lugar, o sr. Dr. Pinto Ferreira, que se referiu à Obra de Assistência Médico Social das crianças desta escola feminina, ao seu objectivo no campo da medicina preventiva e à distribuição de agazalhos só tornada possível graças a essa Obra de Assistência, e à colaboração da Professora sra. D. Maria Júlia Mesquita Ramos e ao espírito de bem fazer de algumas distintas famílias desta progressiva e laboriosa terra, agradecendo ao seu Corpo Clínico de Assistência e aos “Laboratórios Bial” a colaboração generosa e desinteressadamente prestada. Falou a seguir o reverendo Pároco, referindo primorosamente a colaboração que deve existir entre a Escola e a Igreja, nos domínios da educação e do ensino. A Professora sra. D. Maria Júlia Mesquita Ramos, muito distinta Directora das Escolas, agradeceu a colaboração e entusiasmo recebidas das pessoas que contribuiu para a realização de tão simpática festa, seguindo-se recitativos e cânticos. Foram, a seguir, distribuídos 5 blusões, pelo Plano de Educação de Adultos; 20 blusas, 30 saias, 22 novelos de lã, 120 lápis, 120 chupas (papel mata-borrão), 120 pães e 2 casaquinhos de lã, pela Obra de Assistência e Benfeitores; e 40 frascos de medicamentos oferecidos pelos “Laboratórios Bial”. Encerrou a sessão o sr. Prof. Manuel Fernandes, que se referiu em termos elogiosos à festa a que acabava de assistir, enaltecendo todos que contribuíram para a sua realização. Finalmente, foi servido às entidades oficiais e convidados, um “Porto de Honra”. – C.

20 DE MARÇO DE 1954 – COM FOTO O nosso Director, Dr. Carlos Pinto Ferreira é o novo Presidente da Câmara Municipal Vila do Conde tem, desde a passada quarta-feira, no seu Município, um novo Presidente: o Dr. Carlos Pinto Ferreira, nosso querido Director e figura prestigiosa do nosso Concelho. Em política, “a verdade é humilde e austera”, como afirma a experiência e o talento de um escritor que à causa pública devotou a sua poderosa inteligência, consagrando longo tempo ao estudo e à meditação das suas questões. Só os regimes que escudam a sua força na intransigência inflexível daquela ética moral perduram e transcendem os ambientes fictícios das explosões revolucionárias; e só os homens que se integram nos rígidos princípios da sua lógica e, com eles, se identificam no idealismo dominante da sua actividade, atingem a plenitude de autênticas funções políticas, sem clientelas, mais ansiosas em disputar os favores da sua posição do que, verdadeiramente, empenhadas em serviços desinteressados e amistosos da sua colaboração. E a modéstia rara que reveste de excelentes predicados o carácter e a personalidade do Dr. Carlos Pinto Ferreira, é uma garantia segura de que a sua acção na nossa Edilidade se caracterizará por uma firme conduta de apêgo e de respeito à verdade da sua política administrativa, rejeitando as sonoridades dos aplausos que não deslumbram a dignidade dos seus sentimentos nem a simplicidade da sua vida, sem todavia deixar de imprimir à sua gerência o impulso salutar de nobres empreendimentos que, certamente, germinam no seu pensamento. Não vem, tão pouco, para o cargo em que o colocou uma acertada deliberação, com a insatisfação presunçosa de recrear ambições e de exercitar os méritos para mais ousadas honrarias que não o moveram a aceitar o convite, e só a preocupação de servir a sua terra, como melhor puder e souber, influenciou a sua decisão. Conhecedor das necessidades vilacondenses, animado de ardentes propósitos patrióticos para resolver os seus principais problemas e debelar as suas dificuldades mais exigentes, homem bom, cuja reputação a filantropia do seu magistério profissional granjeou no reconhecimento público, espírito franco e sensível às iniciativas beneméritas que se não condensam em mesquinhas obstinações de animosidades irredutíveis, tais são os atributos pessoais do Dr. Carlos Pinto Ferreira, que confirmam o acerto da sua nomeação para a Presidência da nossa Câmara Municipal e permitem esperar do seu trabalho uma obra de intenso ressurgimento e da sua intervenção conciliadora um esforço sincero de união bairrista e uma cooperação decidida das energias valorizadoras do progresso e da prosperidade de Vila do Conde. Se a missão delicada em que acaba de ser investido, por escolha solene do Governo, lhe confere pesadas responsabilidades no exercício do seu alto cargo e lhe impõe deveres sérios para retribuir a confiança que honrou a preferência do seu nome no cumprimento das esperanças e das aspirações dos vilacondenses, o êxito da tentativa ficará comprometido no exclusivo empenho da sua acção pessoal; é, sobretudo, da compreensão, da boa vontade, do incondicional apoio de todas as instituições e entidades representativas dos nossos interesses colectivos, de quem, mais directamente, dependem as conquistas e os triunfos do futuro de Vila do Conde. “Renovação” permite-se apelar para a coesão e a concórdia da unidade vilacondense – factor indispensável da nossa grandeza – saudando efusivamente o Dr. Carlos Pinto Ferreira com a promessa da sua calorosa colaboração, que não a obriga a abdicar da independência de critérios que, sob a direcção do seu nome, conserva, há longos anos, sem intenções equívocas e malévolas de paixões, mas apenas orientados por esclarecimentos oportunos de sugestões patrióticas. A posse do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira no Governo Civil do Porto No Governo Civil do Porto, o sr. Dr. Braga da Cruz, chefe do distrito, deu, na passada quarta-feira, a posse do cargo de presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira. Ao acto, que esteve muito concorrido – reflexo do valor e da consideração em que é tido o novo Presidente do Município vilacondense – assistiram as personalidades de primeiro plano, não só de Vila do Conde, como do nosso Concelho, da cidade do Porto, etc. estando presentes, entre muitos outros, os srs. Dr. Arnaldo Pinheiro Torres, presidente da Comissão Distrital da União Nacional; Bento de Amorim, presidente da Comissão Concelhia da U. N. de Vila do Conde; dr. António Cruz, Director do Diário do Norte; dr. José Maia, dr. Luiz Trêpa, eng.º Moreira de Sá, eng.º Augusto Machado, dr. José Ramos, dr. Cabral de Matos, dr. Teixeira da Silveira, dr. Serafim Ramos, eng.º José Rodrigo de Carvalho, Delfim Ferreira, dr. José Ferreira, dr. Henrique Belchior, dr. Fernando Pires de Lima, dr. Alfredo Peniche, arquitecto Germano de Castro, dr. Quelhas Lima, dr. Eduardo Campos Costa, José dos Santos Pereira e Silva, dr. Alberto Maia, dr. A. Sampaio de Araújo, dr. Amadeu Gonçalves de Azevedo, Américo Fernandes da Silva, Jerónimo Vasques, Jacinto António da Costa e toda a vereação do município vilacondense. Depois do sr. Dr. Vitor Lopes Dias, secretário-geral do Governo Civil, ter lido o auto de posse, o sr. Dr. Braga da Cruz usou da palavra, agradecendo ao sr. Dr. Pinto Ferreira a maneira pronta como acedeu ao convite que lhe faz para exercer as funções de primeiro magistrado do concelho. Em seguida traçou, em termos breves mas expressivos, o perfil do empossado, afirmando: “- V. Ex.ª não é para mim um desconhecido, pois já em 1943 tive a oportunidade de tomar contactos frequentes com a sua obra como subdelegado de saúde de Vila do Conde, no decorrer dos quais pude bem avaliar das suas qualidades de inteligência e dedicação”. Continuando, o sr. Dr. Braga da Cruz enalteceu a obra do sr. Bento de Amorim, presidente cessante, cuja presença naquele acto lhe dava um aspecto de “render da guarda”. Depois de focar, em termos eloquentes, a sua acção, e de lhe ter agradecido a sua preciosa colaboração, o chefe do distrito terminou a sua oração frisando que via naquela cerimónia de posse a continuação da obra do sr. Bento de Amorim. Seguidamente, falou o sr. Dr. Arnaldo Pinheiro Torres, presidente da Comissão Distrital da U. N., que dirigindo-se ao sr. Dr. Pinto Ferreira, afirmou: – No desempenho de qualquer cargo surgem sempre dificuldades, mas, estou certo de que Vila do Conde vai beneficiar da sua acção, como continuador da obra do sr. Bento de Amorim. Da União Nacional, sempre ao lado do Governo Civil, pode V. Ex.ª contar, desde já, com todo o seu apoio. Falou depois o sr. Bento de Amorim, que agradeceu ao sr. Dr. Braga da Cruz toda a sua colaboração e felicitou-o pela escolha acertada do sr. Dr. Pinto Ferreira para presidente do município vilacondense. Dirigindo-se ao sr. Dr. Pinto Ferreira, afirmou: – “A família de Vila do Conde está unida. V. Exª pode contar comigo inteiramente, com a minha colaboração leal, em prol de uma terra pela qual gostaria de morrer como escravo”. Finalmente, falou o sr. Dr. Pinto Ferreira. Calmo e reflectindo, medindo bem a responsabilidade das suas afirmações, agradeceu a prova de confiança que lhe fora dada, ao distinguir-se um dos mais humildes vilacondenses com a chamada para tão honroso cargo. Depois de saudar na pessoa do Chefe do Distrito o Governo da Nação, referiu-se ao sr. Bento de Amorim, que considerou o vilacondense número um ao serviço do Concelho e do Estado Novo, reiterando-lhe os propósitos da sua leal colaboração na resolução dos problemas justos que digam respeito a Vila do Conde. E a terminar: “- Farei tudo o que puder para que do concelho a cujos destinos vou ter a honra de presidir, saia tudo o que é necessário para o seu engrandecimento”. Depois de ter assinado o auto de posse, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira foi muito cumprimentado, agradecendo, a todos, a sua presença naquele acto.

27 DE MARÇO DE 1954 – COM FOTO!!! A Junqueira em festa para saudar o Dr. Carlos Pinto Ferreira S. Simão da Junqueira, uma das mais aprazíveis e prósperas freguesias do nosso concelho, prestou sentida e carinhosa homenagem ao dr. Carlos Pinto Ferreira, no passado domingo, com um banquete de confraternização, solenizando festivamente a sua posse na Presidência do nosso município. Filho dilecto e ilustre daquela freguesia, o dr. Carlos Pinto Ferreira tem afirmado, desde longa data, na defesa dos interesses da sua terra e no exercício filantrópico da sua profissão, uma acção notável de progresso e de benemerência, cujos benefícios os seus conterrâneos reconhecem, sem excepção, e vêm retribuindo com solenes manifestações de apreço, de respeito e de amizade. “Só não se herda o esforço, que é o que faz o homem verdadeiramente grande” e constitui saliência dominante da existência de cada um, sejam quais forem os signos da fortuna, inclementes na desventura ou indulgentes na prosperidade, que iluminam o reino da Terra de um Ideal comum à vida de todos os homens e é, acima de tudo e de todas as aparências convencionais da sociedade, a conquista do Bem. Volvidos os anos ditosos e descuidados da mocidade do Dr. Carlos Pinto, a sua terra assistiu ao desabrochar do seu carácter, temperado no esforço tenaz e persistente que impôs à sua vontade para atingir essa suprema finalidade da vida e manter intactas, no seu coração, todas as virtudes edificantes que irradiam da sua conduta particular e da sua actividade pública. Com o decorrer do tempo, foram-se assinalando os exemplos do seu trabalho e da sua dignidade, os actos exuberantes da sua bondade, o acolhimento afável e cordial às pretensões da sua Terra e dos seus amigos, a todas as solicitações compensando, com igual solicitude, os favores da sua competência profissional e da sua influência prestigiosa na política local. E a roda das suas amizades foi aumentando, não apenas em número, mas principalmente em dedicações sinceras e espontâneas que se apressaram em testemunhar-lhe, sempre que as circunstâncias o exigiam, a sua gratidão, o seu reconhecimento, a sua calorosa simpatia, e aclamar, sem dissonâncias e sem restrições, a sua presença na vanguarda das iniciativas em prol da laboriosa freguesia da Junqueira. Não só ali, como em outras freguesias circunvizinhas, os efeitos prestimosos da sua acção se têm feito sentir com geral agrado e aplauso unânime, alargando o âmbito da sua interferência ao progresso daquela região concelhia. Em cada porta um amigo e em cada amigo um admirador ferveroso dos magnânimos sentimentos que exomam o seu carácter, todos encontram no dr. Pinto Ferreira, em horas graves, no seu coração e na sua inteligência, um conforto afectuoso para os revezes e as contrariedades da vida, um apaziguador sensato e prudente para compôr discórdias, um conselheiro persuasivo e tolerante para evitar atritos e esclarecer equívocos. Não podem, porém, os homens, nas suas relações públicas, imunizar o seu comportamento, por mais límpidas e puras que sejam as suas intenções, das emulações despeitadas e das invejas intransigentes que provocam ingratidões desabridas e ressentimentos rancorosos na presunção de deturpar o valor dos méritos alheios. Mas a manifestação de domingo, que reuniu à volta do dr. Pinto Ferreira tantos e tão numerosos amigos, prova indiscutivelmente a nobreza da sua figura de homem, de médico e de político.

– O banquete que reuniu aproximadamente 100 convivas, realizou-se, cerca das 21 horas, no elegante palacete do sr. Randolfo Pinto Ferreira, tio do homenageado e um dos mais conceituados membros da colónia portuguesa do Recife (Brasil). Meia hora antes, deu entrada no largo fronteiro, que se encontrava vistosamente engalanado e atapetado caprichosamente, por uma rica passadeira de flores, o dr. Pinto Ferreira, que se fazia acompanhar pelo sr. Bento Amorim, ilustre Presidente da Comissão Concelhia da União Nacional, sendo entusiasticamente saudados pela enorme multidão que ali os guardava. Após os cumprimentos o jantar, primoriosamente confeccionados, foi imediatamente servido, e decorreu num ambiente da mais franca intimidade e de uma transbordante alegria. Aos brindes, falou em primeiro lugar o sr. Horácio da Silva Nogueira, presidente da Junta de Freguesia da Junqueira, e uma das figuras mais consideradas da Lavoura do nosso concelho. Referiu-se, em termos enternecidos, ao dr. Pinto Ferreira, que conhece desde criança, diz, e cuja amizade muito o desvanece. Na rústica sinceridade das suas palavras entoa, alterada pela comoção, a justiça daquela homenagem e o significado sincero que a reveste. E não é ao Dr. Pinto Ferreira, afirma, a quem deve dirigir os parabéns, mas à sua freguesia, que vê um dos seus filhos mais queridos e estimados investido em tão alto cargo. Bento de Amorim, num brilhante improviso, põe em relevo as qualidades morais do dr. Pinto Ferreira, de quem fez um caloroso elogio. Tem recebido dele, acentua com vigor, lições de lealdade e de amizade que não esquece e assegura-lhe o incondicional apoio da sua confiança e do seu prestígio. Nenhum homem, talvez, diz Bento Amorim, “conhece tão bem como eu, os limites desse generoso concelho de Vila do Conde”, cuja integridade é um encargo sagrado que defenderá sempre com intransigente veemência. E terminou, bebendo pelas prosperidades do dr. Pinto Ferreira no desempenho da sua honrosa missão. Em seguida, o dr. José Ferreira exprime o seu contentamento, como vilacondense, pelo acerto da escolha, designando as dificuldades do cargo, que conhece por experiência própria e confirma as suas esperanças no talento e na capacidade de trabalho do novo Presidente da Câmara para vender os escolhos que surjam a impedir o êxito da sua tarefa. E com a elegência e aprumo da sua figura de insinuante simpatia, o sr. Engenheiro Augusto Machado, Director da Estação Aquícola do Ave e da 1ª Circunscrição Florestal, velho e querido amigo da família Pinto Ferreira, declarou não ser político mas não podia deixar de regozijar-se por ver à frente dos destinos de Vila do Conde, um homem probo, íntegro e justo que saberá honrar a escolha da sua nomeação. Idênticas palavras de simpatia, de amizade e de afectuoso respeito foram pronunciadas pelo srs. Eng.º Várzea, António de Araújo Ramos e Flávio Faria, este na qualidade de Secretário da Junta de Freguesia da Junqueira, que se despediu, com palavras repassadas de saudade, do dr. Pinto Ferreira, que resignara, por imposição das novas funções, ao cargo de ser Presidente. Finalmente, visivelmente emocionado, o dr. Pinto Ferreira levantou-se para falar, sendo recebido por uma vibrante salva de palmas. Agradece a presença daquela assistência selecta que, na sua terra, veio trazer-lhe o estímulo para as canseiras e as fadigas que o esperam, e conservará daquela festa, no seu coração, a recordação grata de um momento inolvidável da sua vida. Não tem um programa de aspirações que antecipadamente defina e oriente a sua acção, mas traz no pensamento a preocupação benévola de reunir as boas vontades que, verdadeiramente, se interessam pelo desenvolvimento e pela prosperidade de Vila do Conde, para que da cooperação amistosa de tantas energias dispersas resulte uma força activa e decidida a instaurar uma obra de franco e fecundo progresso. Não tem preferências especiais, tão pouco acrescenta, que imponham atenções e cuidados mais disvelados pelas necessidades de qualquer das freguesias do nosso concelho; para todas igual protecção e para as dificuldades de cada uma o empenho em resolvê-las satisfatoriamente. E renovando os seus agradecimentos mais profundos por aquela manifestação que muito o sensibilizou e nem mesmo a sua modéstia podia recusar, renova também a sua promessa de trabalhar, sem desfalecimento, por Vila do Conde, pelo seu concelho e pela Nação. As últimas palavras do dr. Pinto Ferreira foram abafadas por uma entusiástica ovação que envolveu na mesma apoteótica saudação os nomes do Presidente da Câmara, de Vila do Conde, do seu concelho e da Pátria. Findo o banquete, a assistência dispersou-se pelos salões do palacete em ameno convívio e sempre rodeados pelas gentilezas da família do dr. Pinto Ferreira e dos organizadores da homenagem, que foram inexcedíveis na fidalguia do seu acolhimento. A simpática festa, que terminou por volta das 3 horas da madrugada, deixou em todos que a ela assistiram uma indelével lembrança.

– Notas várias

Entre a assistência, além dos srs. Bento de Amorim, dr. José Maria de Andrade Ferreira, Engenheiro Augusto Machado, viam-se também Engenheiro Várzea e Esposa, dr. António Sampaio de Araújo e esposa, dr. E. Campos Costa e esposa, António Araújo Ramos e esposa, e muitas outras pessoas de que não nos foi possível colher os nomes. – O sr. Nuno Salgueiro e esposa, impossibilitados de assistir à homenagem, enviaram ao dr. Pinto Ferreira um expressivo telegrama de congratulações. – As crianças das escolas femininas da Junqueira, deram a nota enternecedora da sua presença à chegada do dr. Pinto Ferreira, lançando uma chuva de pétalas de frescas flores. – Animou a festa um esplêndido terceto musical, cujo conjunto foi unanimemente apreciado. – “Renovação” agradece, penhorada, a gentileza do convite e as atenções que ao seu representante foram dispensadas, abraçando afectuosamente o dr. Carlos Pinto Ferreira.

8 DE MAIO DE 1954 Subdelegação de Saúde Vacinação contra a varíola Está aberta ao público, durante o mês corrente, a vacinação às crianças nascidas no ano de 1953. (…) Postos de Vacinação (…) 10 – Dr. Carlos Pinto Ferreira, as freguesias de Arcos, Junqueira, Touguinha e Touguinhó. (…) Todas as freguesias serão avisadas, por intermédio dos respectivos párocos, do dia e hora da vacina.

18 DE DEZEMBRO DE 1954 Junqueira, 16 Falecimento – Confortada com os Sacramentos da Santa Igreja, e após prolongado e doloroso sofrimento, faleceu no passado dia 12, na sua residência, no lugar da Sra. Das Graças, desta freguesia, a sra. D. Guilhermina da Silva Félix, de 74 anos de idade, casada com o sr. Joaquim Lopes da Silva, secretário da Junta desta freguesia. A saudosa finada, muito estimada por todos pelas suas raras virtudes e qualidades, era Mãe das sras. D. Maria, Beatriz, Arminda, Rosa e Alice da Silva Félix; e dos srs Alfredo (ausente no Brasil), José e Júlio L. da Silva Félix. No seu funeral, que se realizou no dia 14, de casa para o cemitério paroquial, incorporaram-se centenas de pessoas da maior representação social, não só desta freguesia, e circunvizinhas, como de Vila do Conde, Porto, Macieira de Rates, Fontainhas, Balazar, etc., que conduziram dezenas de coroas e bouquets. Na Capela da sra. Das Graças foi rezada Missa de Corpo Presente. A chave da urna foi entregue ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, Presidente da Câmara Municipal deste concelho. A toda a numerosa família enlutada, em especial ao sr. Joaquim Lopes da Silva, a seus filhos Júlio e José Lopes da Silva Félix, e seu genro sr. Joaquim da Silva Amorim, nossos prezados amigos e assinantes, apresentamos sentidos pêsames. – À Missa do 7º dia, celebrada hoje na nossa Igreja Paroquial, assistiu elevadíssimo número de pessoas.

15 DE JANEIRO DE 1955 Na Junqueira Festa na Escola Feminina No passado dia 2, realizou-se na Escola Feminina desta freguesia uma encantadora festa de caridade, dirigida e organizada pela distinta Professora sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Teve como finalidade a distribuição de agasalhos às crianças mais pobres. Contribuíram para a festa uma importante verba oferecida pela Assistência Médico-Social e a generosidade e boa compreensão das sras. D. Mafalda Gomes Machado, Cândida Ferreira da Costa Várzea, Alice da Silva Nogueira, Amélia Ribeiro Nogueira, Beatriz Rainha, Matilde Ferreira Várzea, Fernanda de Freitas Faria, Ana Pinto Ferreira Quinteira, Maria Pinto Ferreira, Lizete da Costa Ferreira Magalhães, Constância Leite de Sá, Felismina Félix Aguiar, Maria da Assunção Caldas de Mesquita, Maria Eugénia da Costa Fernandes, Guilhermina Ferreira Campos, Emelina Campos Costa e o menino José César Cardoso Pinto Ferreira. Também foram oferecidos pelo Laboratório Bial, por intermédio do nosso conterrâneo, sr. Dr. António Ferreira da Costa, uma grande quantidade de remédios que serão distribuídos às crianças, conforme as necessidades físicas e por indicação médica dos clínicos que prestam auxílio nesta Obra de Assistência. O montante de agasalhos fornecidos às crianças foi de 1.277$00, afora os medicamentos. Ao acto compareceram as pessoas mais gradas e representativas da freguesia, bem como um grande número de espectadores, que assistiu, comovido e encantado, a esta festa. À Mesa, presidiu o dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente do nosso Município; era ladeado, à direita, pelos srs. Pe. Manuel Gomes Fernandes, Pároco da Junqueira, Manuel Gonçalves de Sá, Regedor; Dr. António Ferreira da Costa e António Augusto G. Amorim; à esquerda, sentaram-se os srs. Horácio da Silva Nogueira, Presidente da Junta; e Eng. José Várzea. A abrir a sessão, usou da palavra o sr. Dr. Pinto Ferreira que, num brilhante improviso, focou o significado e o alto valor da obra realizada pela Assistência Médico-Social, lembrando quanto se tem feito nesta terra, por intermédio daquele organismo. Acabou por dar a boa nova da fundação de uma Cantina Escolar, com o fim de serem distribuídas sopas, diariamente, às crianças pobres, sub-alimentadas. Para isso, dirigiu palavras de apelo e compreensão aos habitantes da freguesia, para darem a sua cooperação e auxílio a esta importante Obra de Beneficiência e Caridade. As suas palavras foram veementemente aplaudidas por toda a assistência, que mostrou a sua plena adesão àquela ideia. Falou, em seguida, a professora da Escola Feminina, sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Começou por pronunciar sentidas palavras de agradecimento a todas as pessoas que contribuíram, de algum modo, para que esta festa se realizasse, destacando, em primeiro lugar a acção do sr. Dr. José Aroso, poderoso impulsionador da Obra de Assistência Escola, e da qual se deve a sua instituição nesta terra, expressando, em seguida, o seu pesar por não poder estar presente. Em segundo lugar, dirigiu as suas palavras, também de gratidão, ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, pelo muito que tem feito pelas crianças das escolas e, de uma maneira geral, por toda a freguesia. “Através da sua acção – afirmou – verifica-se o veemente desejo de dar solução aos problemas mais urgentes da sua terra, que ele quereria ver próspera e feliz. Para tudo que tenda a beneficiar os seus conterrâneos, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira está pronto a dar o melhor do seu coração e do seu esforço“. Focou, em seguida, o quanto se deve ao sr. Dr. António Ferreira da Costa, por intermédio de quem tem sido oferecida grande quantidade de medicamentos, pelo Laboratório “Bial”, que têm garantido uma boa assistência higiénica às crianças. Agradeceu, também, aos distintos clínicos que, de bom grado, se prontificaram a colaborar nesta Obra de Assistência Escolar, srs drs. Sampaio de Araújo, Eduardo Campos Costa e Alfredo Peniche. Finalmente, dirigiu palavras de louvor às senhoras que contribuíram tão generosamente com as suas dávidas. Depois destas palavras, as crianças entoaram diversas canções e recitaram várias poesias, alusivas à quadra festiva do Natal. Por fim, procedeu-se à distribuição das roupas e agasalhos a 52 crianças que, comovidamente, as iam recebendo das mãos do sr. Dr. Pinto Ferreira. Parabéns a todos quantos contribuíram para esta festa de Beneficiência e Caridade e, em especial, à sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, distinta professora da Escola Feminina, que é digna dos melhores elogios, pela maneira brilhante como soube organizá-la. – C.

5 DE FEVEREIRO DE 1955Junqueira, 25 Cantina Escolar – Sob a presidência do Director de Assistência Escolar, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, reuniu-se um grupo de senhoras, na Escola Feminina desta freguesia, com o fim de tratarem de assuntos relativos à Cantina Escolar. Depois desta selecta reunião, decidiram iniciar o funcionamento da Cantina na próxima quinta-feira, dia 27. Durante algum tempo deve esta funcionar particularmente, a título experimental, devendo ser subsidiada por particulares, enquanto não está tudo devidamente organizado. Oxalá que esta boa instituição tenha uma longa existência e que seja bem acatada e compreendida por todo o povo da Junqueira. Mais uma vez, parabéns aos seus fundadores e beneméritos. – C.

12 DE FEVEREIRO DE 1955 Na Junqueira Inauguração da Cantina Escolar Com grande brilho e com manifesta alegria de toda a sua população, foi inaugurada, no passado dia 27 de Janeiro, a nova Cantina Escolar da Junqueira, com a distribuição da primeira refeição às crianças das Escolas daquela freguesia. A esta inauguração assistiram as sras. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, D. Emelina Campos Costa Sampaio de Araújo; as digníssimas Professoras das Escolas; a menina Maria Emelina da Costa Pinto Ferreira e os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira e Sampaio de Araújo. Foi indescritível a alegria das criancinhas contempladas: nos seus lábios de inocentes desenhava-se um sorriso de satisfação, de aprazimento e de gratidão; é que para elas aquele era um grande dia: habituadas às inclemências e doas rigores debilitantes de insuficiência alimentar, viam, finalmente, solucionado o problema da sua alimentação. Nas outras crianças, não beneficiadas, notava-se a mesma euforia, compartilhando da alegrai das suas companheiras. As pessoas que assistiram à festa gozavam os primeiros efeitos de uma obra de que haviam sido os principais instigadores. De facto, quando sentimos ter sido úteis à humanidade, experimentamos a alegria mais espiritual, mais íntima e mais duradoira. Dispendiou esta primeira refeição a sra. D. Mafalda Gomes Machado, digna esposa do sr. Eng. Augusto Machado, ilustre Director da 1ª Circunscrição Florestal, que tem sido a grande animadora desta obra de beneficência. À bondade e nobreza da sua alma, se devem um firme apoio e uma valiosa ajuda moral e material, ora incitando à continuação e desenvolvimento, ora oferecendo os talheres e mobiliário necessários ao funcionamento da Cantina. É com pessoas assim que uma obra pode ir avante, porque não falta o entusiasmo, o incentivo do desenvolvimento e, o que vale mais que tudo, o amor e a abnegação. Bem hajam, por isso!

12 DE FEVEREIRO DE 1955 Nomes dos Membros das Comissões dos Amigos dos Bombeiros nas freguesias (…) Junqueira – Horácio da Silva Nogueira e Dr. Carlos Pinto Ferreira. (…)

12 DE MARÇO DE 1955 D. Sebastiana Maria Mayr Gomes À hora do nosso jornal entrar na máquina, chega-nos a notícia de ter falecido na Junqueira, na “Quinta das Rosas”, de que era proprietária, a Ex.ma sra. D. Sebastiana Maria Mayr Gomes, mãe da ex.ma sra. D. Mafalda Gomes Machado, e sogra do ex.mo sr. Dr. Augusto Machado, ilustre Director da Estação Aquícola do Rio Ave. No próximo número daremos relato detalhado do seu funeral, endereçando, desde já, a toda a família enlutada, as nossas sentidas condolências.

19 DE MARÇO DE 1955 Falecimentos D. Sebastiana Mayr Gomes No passado dia 7 do corrente, faleceu na sua residência, na “Quinta das Rosas”, da freguesia da Junqueira, a sra. D. Sebastiana Mayr Gomes. A extinta, que era de nacionalidade suiça, era mãe da sra. D. Mafalda Gomes Machado e dos srs. Ricardo Gomes e Carlos Gomes, ausentes no Rio de Janeiro; sogra do sr. Engenheiro Augusto Ferreira Machado, director da Estação Aquícola do Rio Ave e Chefe da 1ª Circunscrição Florestal; e irmã da sra. D. Ângela Lopes Martins. A saudosa extinta, que contava 85 anos de idade, pelas suas elevadas e íntegras qualidades de bondade, caridade e honorabilidade, soube impôr-se à consideração de quantos a conheciam. A morte da desventurada senhora foi, por conseguinte, muito sentida, não só pelas pessoas da sua família, mas também pelas das suas relações. O funeral realizou-se no dia imediato, pelas 10 horas, da sua residência para jazigo de família no Cemitério Paroquial de Touguinhó. A chave da urna foi conduzida pelo sr. Dr. Vasco Nogueira que, a meio do percurso, a entregou ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, digno presidente da Câmara Municipal. No préstito fúnebre tomaram parte numerosas pessoas, vindas das mais diversas partes do país, prova da extensão das suas relações e do quanto era estimada e querida por quantos a conheciam. De entre as diversas individualidades que assistiram ao funeral, destacamos os srs.:  Srs. Celestino Maio, Armando da Costa Lima, Carlos Areias, Taveira Costa, Alcino de Magalhães, Jaime de Magalhães, Ângelo César (filho), José Maria de Andrade Ferreira, Eduardo V. Nogueira, António José de Sousa Pereira, António Ferreira da Costa, Sampaio de Araújo e Eduardo Campos Costa; Engenheiros: Jaime de Oliveira, José Várzea, João Costa, António Rebelo de Oliveira, António Gravato, Ernâni Silva, António Luiz Sampaio e Albano Brito de Almeida; funcionários da Estação Aquícola do Rio Ave e da 1ª Circunscrição Florestal (Porto), Artur Cupertino de Miranda (filho), Alberto Félix, Nuno Salgueiro, José Pinheiro, Aires Gomes Ferreira, Horácio Nogueira, Carlos Pinto, José Carvalho, Gaspar Domingues Luiz, Lino Curval, António Magalhães, Maximiano Angeiras, Adário Angeiras, Carlos Barreto, António Mesquita, António Soeiro, Manuel Angeiras, Pe. Manuel Pires, etc., etc., e ainda inúmeras senhoras. Como representantes da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, de Lisboa, vieram expressamente para assistir ao funeral, os srs. Engenheiros Sousa Monteiro, Alfredo Rego Barata e Manuel Bazílio Vieira Ribeiro. À família enlutada, enviamos os nossos sentidos pêsames. – Em sufrágio da alma da veneranda senhora, foi entregue na nossa redacção a quantia de 100$00, com que a família quis contemplar os pobrezinhos envergonhados, protegidos pelo nosso jornal. Em nome deles, o nosso sincero agradecimento.

21 DE MAIO DE 1955 Bodas de Prata O nosso querido director, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, distinto clínico e ilustre Presidente da Câmara Municipal, teve o seu lar em festa, na última terça-feira, por motivo do 25º aniversário do seu casamento. Para comemorar esta festiva data, reuniu na sua linda vivenda de S. Simão da Junqueira um grande número de amigos íntimos, sendo servido um esplêndido “copo de água”, durante o qual usaram da palavra, para saudar os esposos e seus familiares, os srs. Bento Amorim e o dr. Andrade Ferreira. Ao nosso prezadíssimo Director e Amigo, apresenta “Renovação” as mais sinceras felicitações.

4 DE JUNHO DE 1955 Na freguesia da Junqueira Inauguração de uma Biblioteca Escolar No passado dia 22 de Maio, realizou-se na freguesia da Junqueira, deste concelho, perante uma grande assistência, a inauguração de uma Biblioteca, na Escola Feminina daquela freguesia. Presidiu à Sessão o sr. Horácio da Silva Nogueira, digno Presidente da Junta de Freguesia, ladeado pela ex.ma sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, esposa do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente da nossa Câmara, e pela sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, Directora da Biblioteca Escolar e da Escola Feminina. Além das individualidades acima citadas, compareceu, também, grande número de pessoas daquela localidade.Falou a activa Directora da Biblioteca, sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos que, em palavras simples e claras, soube fazer compreender ao bom povo daquela freguesia o alto valor o significado que constitui tal instituição. Referiu-se, em primeiro lugar, às enormes vantagens que a leitura de um bom livro oferece ao homem, como valioso meio de cultura. “É através das páginas dos livros – disse – que o homem adquire conceitos que lhe valorizam a vida. Não lhe bastam as suas faculdades inatas para interpretar e compreender os mistérios que o rodeiam; estes foram desvendados, a pouco e pouco, pela acção laboriosa de Homens que passaram a vida inteira entregues ao estudo e à meditação. É, portanto, na leitura desses livros, que o homem deve ocupar as suas horas de ociosidade”. Em seguida, aconselhou sobre a maneira como se deve ler um livro, mostrando que nada vale ler sem compreender. Finalmente, explicou como funcionará a Biblioteca Escolar, que é destinada, não só às crianças das Escolas, mas também a toda a população daquela freguesia. É a Junqueira a segunda freguesia do nosso concelho a possuir uma Biblioteca e, por conseguinte, é preciso que o povo se saiba aproveitar deste importante melhoramento, para que se incentive e se alastre pelas populações rurais o desejo de cultura que alarga os horizontes do homem, fazendo o sair do seu plano de inferioridade, a que o mundo restrito das suas relações e conhecimentos, o tem relegado.

29 DE OUTUBRO DE 1955 Junqueira, 25 Casamento – No último dia 17, consorciou-se nesta freguesia a menina Alice Lopes Ferreira Campos, com o conceituado motorista Domingos da Costa Lopes. Como prova irrefagável da simpatia que usufruiam no nosso meio, tivemos ocasião de ver desfilar um cortejo de cerca de vinte automóveis, que acompanharam os noivos até à Igreja Paroquial, onde se realizou o acto solene do matrimónio, assistido pelo reverendo pároco da freguesia e destacando-se, entre os assistentes, os srs. Drs. Pinto Ferreira, E. Campos Costa e António Sampaio de Araújo. Ao fim da tarde a noiva, num gesto de simpatia e devoção filial e cristã, veio depor o seu elegante ramo de noivado aos pés de N. Sra. De Fátima e consagrar-lhe a sua vida nova. Ao novo casal desejamos as maiores felicidades. – C.

A Cantina Escolar na Junqueira

À tarde, teve lugar na progressiva freguesia da Junqueira, terra natal do Presidente da Câmara, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, a inauguração de uma Cantina Escolar, a que também presidiu o sr. Governador Civil do Porto. No edifício da Escola Feminina teve lugar uma sessão solene presidida pelo sr. Governador Civil, tendo à sua direita os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, comandante Branco Lopes, Capitão do Porto, Manuel Fernandes, Delegado Escolar, dr. José Aroso, fundador da obra da assistência social em Vilar do Pinheiro, dr. Amadeu Azevedo, dr. Alfredo Peniche, dr. José Pereira, Amadeu Faria, Horácio Cerqueira, dr. Campos Costa e Manuel de Sá e Leite; à esquerda os srs. José Lobato, Director Escolar do Distrito, dr. José M. Andrade Ferreira, vice-presidente da U. N., dr. José Moreira Maia, António Torres Junior e António da Costa e Silva, vereadores, eng. Augusto Machado e Arquitecto Altino Fernandes da Hora e Silva.

Iniciou a série de discursos o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que disse:

“Quis V. Ex. sr. Governador, dar-nos a subida honra de vir assistir à inauguração de duas casas devotadas ao auxílio dos que precisam – o refeitório da sopa dos pobres em Vila do Conde e a cantina escolar da Junqueira – imprimindo-lhes um brilhantismo e beleza que nos sensibiliza e profundamente desvanece.

Como Presidente da Câmara e filho desta terra de amplos horizontes e nobres pergaminhos, onde a natureza exuberante e prodigiosa se desenvolve e frutifica trabalhada pela alma e sentimentalidade cristã do seu povo, de coração aberto aos anseios dos desprotegidos da sorte, duplamente e sinceramente agradeço a V. Ex. a presença nesta festa simples e pequena, mas grande e esplendorosa pelo alcance social que encerra.” E mais adiante:

“A V. Ex. Sr. Director Escolar, que tão grandemente tem contribuído para a renovação das instalações escolares neste concelho, tendo em vista a criação ainda recente de oito salas de aulas e uma cantina nos populosos bairros piscatórios das Caxinas e Poça da Barca, cuja necessidade se tornava imperiosa, e os subsídios pecuniários para a manutenção das cantinas existentes, constituindo uma valiosa ajuda, pela qual muito penhoradamente nos sentimos agradecidos”.

Depois de uma breve pausa, continuou:

“Sr. Governador:

Se me permitem V- Ex., parece-me não ser despropositado fazer uma ligeira história da forma como surgiu esta cantina. Um grupo de distintas senhoras desta freguesia, movidas por um sentimento de caridade cristã, de almas bem formadas e corações generosos, dando realização a um imperativo da sua consciência, revendo no semblante triste e na palidez que revestia algumas crianças, a amargura que lhes ia na alma por privações que a miséria acarreta, resolveu convocar para uma reunião o povo desta freguesia. Todos compareceram à chamada. Expostos os motivos e razão da convocação, ficou deliberado que em cada dia de aula uma família forneceria uma sopa e pão para 20 crianças pobres. Nesse dia memorável ficou criada em bases sólidas esta cantina”. E a terminar, disse:

“O povo desta freguesia é bom e generoso. Coração aberto às desditas do seu semelhante, sofrendo quando ele sofre, esta obra é o mais alto padrão de glória que poderá gravar no seu coração. Por isso eu lhe rendo as minhas homenagens, admiração e simpatia, pedindo a Deus que lhe conserve este espírito de caridade e de bem fazer. Que este exemplo ecoe de quebrada em quebrada, de aldeia em aldeia. A todos que aqui vieram, peço que meditem e realizem nas suas terras uma obra como esta que hoje inauguramos, e, à imprensa em particular, o meu muito obrigado”.

A seguir, falou o Director Escolar do Distrito, sr. José Lobato, que, espraiando-se em várias considerações sobre a benéfica obra das Cantinas, em prol das crianças que delas beneficiam, focou e teve palavras de muito louvor para o grupo de Senhoras da Junqueira a quem se ficou devendo o melhoramento da Cantina, que dera motivo àquela festa.

A Directora das Escolas Femininas da Junqueira, D. Maria Júlia Ramos, usando da palavra, apontou os belos resultados que na instrução da criança pobre se tiram com o funcionamento das Cantinas, pois, dadas as distâncias da residência de muitas delas, os inconvenientes que isso trazia, na frequência às aulas, principalmente no Inverno, terminando por agradecer aos srs. Governador Civil e Presidente da Câmara, e ao grupo de Senhoras da freguesia, as ajudas concedidas à obra levada a cabo.

Encerrando a sessão, o sr. Dr. Domingos Braga da Cruz mostrou o seu contentamento por inaugurar um melhoramento de Assistência Infantil – a Cantina da Junqueira – tendo palavras de maior gratidão para as Senhoras da Comissão Promotora da organização e funcionamento da Cantina, fazendo votos para que o exemplo da Junqueira, na simpatiquíssima Obra da Cantina, se estenda a todas as outras freguesias do vasto concelho de Vila do Conde, talqualmente aconteceu com a instituição das Misericórdias, que, como um grão de semente, semeado em Lisboa, pela benemérita senhora DX. Leonor, se espalhou a todo o país.

Disse – ainda – que a tarefa é vasta e os médicos podiam prestar valiosa colaboração às iniciativas do género daquelas como a que se ia inaugurar, numa Assistência Médico Infantil. Terminou por agradecer as atenções que lhe dispensaram, e prometeu nunca negar a sua protecção às obras de Assistência. Foram-lhe oferecidos, depois, ramos de flores, por crianças da Escola.

O vasto Salão da escola encontrava-se repleto de pessoas, destacando-se, à frente, um grupo de Senhoras do melhor escol da Junqueira, e as crianças das Escolas, com os seus bibes brancos. Finda a sessão solene, procedeu-se á cerimónia da inauguração da Cantina, com o corte da fita pela sra. D. Emelina Campos Costa Pinto Ferreira, esposa do sr. Presidente da Câmara, e à benção do edifício, pelo reverendo Abade da Junqueira, sendo, pouco depois, servida uma refeição a 80 crianças.

No largo das Escolas, o típico Rancho da Junqueira exibiu-se com as suas danças e cantares perante numerosa assistência, que o aplaudiu entusiasticamente. Na residência particular do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira foi oferecido, depois, a todos os convidados e à imprensa, um finíssimo “copo de água”, em que usaram da palavra enaltecendo o valor social da obra inaugurada, diversos oradores. A. B.

29 DE SETEMBRO DE 1956 A Cantina Escolar na Junqueira À tarde, teve lugar na progressiva freguesia da Junqueira, terra natal do Presidente da Câmara, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, a inauguração de uma Cantina Escolar, a que também presidiu o sr. Governador Civil do Porto. No edifício da Escola Feminina teve lugar uma sessão solene presidida pelo sr. Governador Civil, tendo à sua direita os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, comandante Branco Lopes, Capitão do Porto, Manuel Fernandes, Delegado Escolar, dr. José Aroso, fundador da obra da assistência social em Vilar do Pinheiro, dr. Amadeu Azevedo, dr. Alfredo Peniche, dr. José Pereira, Amadeu Faria, Horácio Cerqueira, dr. Campos Costa e Manuel de Sá e Leite; à esquerda os srs. José Lobato, Director Escolar do Distrito, dr. José M. Andrade Ferreira, vice-presidente da U. N., dr. José Moreira Maia, António Torres Junior e António da Costa e Silva, vereadores, eng. Augusto Machado e Arquitecto Altino Fernandes da Hora e Silva.

Iniciou a série de discursos o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que disse:

“Quis V. Ex. sr. Governador, dar-nos a subida honra de vir assistir à inauguração de duas casas devotadas ao auxílio dos que precisam – o refeitório da sopa dos pobres em Vila do Conde e a cantina escolar da Junqueira – imprimindo-lhes um brilhantismo e beleza que nos sensibiliza e profundamente desvanece.

Como Presidente da Câmara e filho desta terra de amplos horizontes e nobres pergaminhos, onde a natureza exuberante e prodigiosa se desenvolve e frutifica trabalhada pela alma e sentimentalidade cristã do seu povo, de coração aberto aos anseios dos desprotegidos da sorte, duplamente e sinceramente agradeço a V. Ex. a presença nesta festa simples e pequena, mas grande e esplendorosa pelo alcance social que encerra.” E mais adiante:

“A V. Ex. Sr. Director Escolar, que tão grandemente tem contribuído para a renovação das instalações escolares neste concelho, tendo em vista a criação ainda recente de oito salas de aulas e uma cantina nos populosos bairros piscatórios das Caxinas e Poça da Barca, cuja necessidade se tornava imperiosa, e os subsídios pecuniários para a manutenção das cantinas existentes, constituindo uma valiosa ajuda, pela qual muito penhoradamente nos sentimos agradecidos”.

Depois de uma breve pausa, continuou:

“Sr. Governador:

Se me permitem V- Ex., parece-me não ser despropositado fazer uma ligeira história da forma como surgiu esta cantina. Um grupo de distintas senhoras desta freguesia, movidas por um sentimento de caridade cristã, de almas bem formadas e corações generosos, dando realização a um imperativo da sua consciência, revendo no semblante triste e na palidez que revestia algumas crianças, a amargura que lhes ia na alma por privações que a miséria acarreta, resolveu convocar para uma reunião o povo desta freguesia. Todos compareceram à chamada. Expostos os motivos e razão da convocação, ficou deliberado que em cada dia de aula uma família forneceria uma sopa e pão para 20 crianças pobres. Nesse dia memorável ficou criada em bases sólidas esta cantina”. E a terminar, disse:

“O povo desta freguesia é bom e generoso. Coração aberto às desditas do seu semelhante, sofrendo quando ele sofre, esta obra é o mais alto padrão de glória que poderá gravar no seu coração. Por isso eu lhe rendo as minhas homenagens, admiração e simpatia, pedindo a Deus que lhe conserve este espírito de caridade e de bem fazer. Que este exemplo ecoe de quebrada em quebrada, de aldeia em aldeia. A todos que aqui vieram, peço que meditem e realizem nas suas terras uma obra como esta que hoje inauguramos, e, à imprensa em particular, o meu muito obrigado”.

A seguir, falou o Director Escolar do Distrito, sr. José Lobato, que, espraiando-se em várias considerações sobre a benéfica obra das Cantinas, em prol das crianças que delas beneficiam, focou e teve palavras de muito louvor para o grupo de Senhoras da Junqueira a quem se ficou devendo o melhoramento da Cantina, que dera motivo àquela festa.

A Directora das Escolas Femininas da Junqueira, D. Maria Júlia Ramos, usando da palavra, apontou os belos resultados que na instrução da criança pobre se tiram com o funcionamento das Cantinas, pois, dadas as distâncias da residência de muitas delas, os inconvenientes que isso trazia, na frequência às aulas, principalmente no Inverno, terminando por agradecer aos srs. Governador Civil e Presidente da Câmara, e ao grupo de Senhoras da freguesia, as ajudas concedidas à obra levada a cabo.

Encerrando a sessão, o sr. Dr. Domingos Braga da Cruz mostrou o seu contentamento por inaugurar um melhoramento de Assistência Infantil – a Cantina da Junqueira – tendo palavras de maior gratidão para as Senhoras da Comissão Promotora da organização e funcionamento da Cantina, fazendo votos para que o exemplo da Junqueira, na simpatiquíssima Obra da Cantina, se estenda a todas as outras freguesias do vasto concelho de Vila do Conde, talqualmente aconteceu com a instituição das Misericórdias, que, como um grão de semente, semeado em Lisboa, pela benemérita senhora DX. Leonor, se espalhou a todo o país.

Disse – ainda – que a tarefa é vasta e os médicos podiam prestar valiosa colaboração às iniciativas do género daquelas como a que se ia inaugurar, numa Assistência Médico Infantil. Terminou por agradecer as atenções que lhe dispensaram, e prometeu nunca negar a sua protecção às obras de Assistência. Foram-lhe oferecidos, depois, ramos de flores, por crianças da Escola.

O vasto Salão da escola encontrava-se repleto de pessoas, destacando-se, à frente, um grupo de Senhoras do melhor escol da Junqueira, e as crianças das Escolas, com os seus bibes brancos. Finda a sessão solene, procedeu-se á cerimónia da inauguração da Cantina, com o corte da fita pela sra. D. Emelina Campos Costa Pinto Ferreira, esposa do sr. Presidente da Câmara, e à benção do edifício, pelo reverendo Abade da Junqueira, sendo, pouco depois, servida uma refeição a 80 crianças.

No largo das Escolas, o típico Rancho da Junqueira exibiu-se com as suas danças e cantares perante numerosa assistência, que o aplaudiu entusiasticamente. Na residência particular do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira foi oferecido, depois, a todos os convidados e à imprensa, um finíssimo “copo de água”, em que usaram da palavra enaltecendo o valor social da obra inaugurada, diversos oradores. A. B.

27 DE OUTUBRO DE 1956 Crónica da Junqueira O povo da Junqueira aplaude as eméritas figuras dos srs. Randolfo e José Pinto Ferreira, numa homenagem sincera Nos últimos anos de vida desta terra, duas figuras de raro merecimento avultam no primeiro plano das personagens que, impulsionadas por uma acendrada paixão bairrista e filantrópica, têm dado todo o seu apoio e auxílio para que a Junqueira progrida e se engrandeça: os irmãos, filhos distintos desta terra, sr. Randolfo e José Pinto Ferreira. Bem cedo partiram daqui para solo esperançoso do Brasil em busca de felicidade e fortuna; ali, mercê de porfiados trabalhos e canseiras insanas, a sorte bafejou-os, dando-lhes riqueza e conforto, justo prémio dos seus esforços. Mas, mesmo longe da sua terra, da terra que os viu nascer e tentar os primeiros passos, estes Junqueirenses ilustres não a olvidaram nunca, ligados como estavam a ela por fortes laços de imperecível e inabalável amor ao torrão natal. Não constituiu, portanto, para nós, motivo de admiração a imponência e a sinceridade com que o povo da Junqueira exornou (?) a grandiosa homenagem de domingo passado. Foi uma expressão sincera de reconhecimento profundo que brotou espontânea do peito de cada um, a quem sempre adoptou como norma de conduta os ideais do Bem, da Virtude e do Amor. Ficou, assim, bem grata e sentida no coração de todos nós a consciência do dever cumprido. Pena foi que o sr. José Pinto Ferreira já tenha sido riscado do número dos vivos. Morreu sem que alguém lhe esboçasse um gesto de gratidão; mas, com certeza que se não sentiu ofendido, pois, quem dá como ele dava, de olhos postos em Deus e não nos homens, não quer manifestações nem grandezas. Que a sua alma descanse em paz. Como decorreu a festa de homenagem Às 10, 30 horas da manhã, foi celebrada uma missa em acção de graças, cantada pelo coro litúrgico feminino, retransmitida por alto-falante, na Capela da Senhora das Graças. O pequeno templo estava repleto de pessoas de todas as categorias sociais, apresentando um aspecto imponente e festivo. À esquerda do Altar, colocou-se o homenageado vivo, sr. Randolfo Pinto Ferreira. Foi celebrante o reverendo Pe. Manuel Baptista de Sousa, Pároco desta terra; ao Evangelho foi proferido um brilhante sermão pelo reverendo dr. Miguel Baptista Pereira, da vizinha freguesia de Bagunte, que focou as virtudes cristãs e os raros sentimentos religiosos do homenageado presente, implorando à Virgem Mãe protecção para aquele Seu filho. No fim do acto religioso, foi descerrada uma lápide comemorativa desta homenagem, pela menina Maria Emelina das Costa Pinto Ferreira, filha do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, sobrinho do homenageado, que continha a seguinte inscrição:

Homenagem desta freguesia

A seus beneméritos filhos

Randolfo Pinto Ferreira

E

José Pinto Ferreira

21/10/1956

Enaltecendo as qualidades morais e cívicas dos homenageados, falaram, ainda, o reverendo Abade da Junqueira, e o sr. Horácio da Silva Nogueira, digno Presidente da Junta, em nome desta e do povo da Junqueira. Em nome do homenageado presente, falou o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que agradeceu a homenagem dos seus conterrâneos a seus tios, afirmando que tudo o que ele faz não é mais do que aquilo que lhe vai na alma. Ainda no uso da palavra, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira acabou, também, por agradecer aos homenageados, em nome do povo da Junqueira, pedindo que esses mesmos agradecimentos fossem transmitidos à viúva do outro seu tio, sr. José Pinto Ferreira, desejando a todos as maiores felicidades. Em seguida, o reverendo Abade dirigiu-se ao microfone e deu calorosas vivas ao sr. Randolfo Pinto Ferreira, e família, ao sr. Presidente da Câmara e à Junqueira. Finda a homenagem, o sr. Randolfo Pinto Ferreira foi cumprimentado e cordialmente abraçado pelas mais destacadas individualidades desta terra. – C.

9 DE FEVEREIRO DE 1957 Junqueira, 4 Num magnífico salão da “Casa do Mosteiro”, efectuou-se no dia 27 de Janeiro último uma reunião de estudo, em vistas à organização de uma Obra de Assistência Social nesta freguesia. Porque o problema é complexo e os grandes jornais já o noticiaram, limitamo-nos apenas a um resumo substancial. Estiveram presentes as pessoas de maior destaque no nosso meio. Aberta a sessão pelo sr. João Rebelo de Carvalho, falou em seguida o reverendo Pároco desta freguesia, que focou o objectivo da obra e a sua orgânica, que é igual à das Conferências Vicentinas e Centros de Assistência. O sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira louvou e incitou tão bela iniciativa, propondo a todos o exemplo de Fajozes e Mosteiró – as únicas freguesias deste concelho com obras de assistência. É justo que o seu exemplo tão nobre seja seguido por toda a parte. Numa brilhante alocução, o sr. Professor Lopes da Costa apresentou uma súmula de ideias práticas para a concretização do mesmo fim, sem esquecermos as oportunas sugestões dos srs. Nuno Salgueiro e Manuel Leite de Sá. Assumiram, para já, o fatigante encargo da organização, os srs. João Rebelo de Carvalho, pe. Manuel Baptista de Sousa, António Magalhães Júnior e Júlio da Costa Amorim. Que todos compreendam o seu esforço e prestem o seu concurso moral e material a tão digna cruzada de auxílio aos necessitados, são os nossos votos.

13 DE JULHO DE 1957 Corrida de Galgos na Junqueira Constituiu um acontecimento inédito, presenciado por milhares de pessoas deste concelho e limítrofes, a corrida de galgos realizada no passado domingo, na freguesia da Junqueira, para a qual se inscreveram 18 desses animais, não só deste concelho, como de Famalicão e da vizinha vila. O público presenciou por vezes com incontido entusiasmo tanto as cinco corridas eliminatórias, como a “final”, o que contribuiu para que alguns animais mais tímidos e menso habituados a semelhante ambiente, não dessem o melhor do seu rendimento. O Júri, constituído pelos srs. Drs. António Teixeira da Silveira, Octávio de Carvalho, Carlos Pinto Ferreira e Horácio Nogueira, Ramiro da Costa Araújo e António Ramos, atribuiu as seguintes classificações:

1º – Uma Taça, ao galgo “Valente”, pertencente ao sr. Manuel da Silva Neves.

2º – Um cinzeiro, ao galgo “Preto”, pertencente ao sr. Jaime da Silva Moreira.

3º – Um guarda-jóias, à galga “Faísca”, pertencente ao sr. Carlos Moreira da Silva.

4º – Um paliteiro, ao galgo “Raio”, pertencente ao sr. António Dias Teixeira.

5º – Um paliteiro, à galga “Andorinha”, pertencente ao sr. Afonso da Silva Oliveira, da vizinha vila.

Os quatro primeiros prémios foram para a freguesia de Mosteiró, deste concelho, ganhos, por coincidência, por descendentes de um galgo pertencente ao sr. Horácio Nogueira, da Junqueira. Está de parabéns o grupo de entusiastas que, levados apenas por um espírito de puro desportivismo, viu coroado de êxito os seus esforços.

10 DE AGOSTO DE 1957 Junqueira, 5 Falecimento – Pelas 5 horas da madrugada do passado dia 1 do corrente, faleceu na sua residência, do lugar de Barros, desta freguesia, confortada com os Sacramentos da Santa Madre Igreja, a sra. D. Ana Rosa Leites. A saudosa extinta, que era viúva e contava 70 anos de idade, era mãe da sra. D. Constança Leite de Sá e do sr. Manuel Domingues Leite de Sá e sogra da sra. D. Adelina Dias de Figueiredo. De profundos e convictos sentimentos religiosos, a falecida era senhora de raras virtudes, cultivando sobretudo a caridade, que a tornou uma das pessoas mais queridas e estimadas do povo desta terra. O funeral real realizou-se no dia seguinte pelas 9 horas da manhã, de casa para o Cemitério Paroquial, onde a falecida foi sepultada em jazigo de família, e foi uma prova eloquente de gratidão o grande número de pessoas, quer da terra, quer das freguesias vizinhas, que a ele assistiram. Por alma da saudosa extinta foi celebrada missa de corpo presente e rezado ofício. Conduziu a chave da urna o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira e a taça com a toalha o sr. Manuel Dias de Figueiredo, de Rio Mau. No próximo dia 7, é celebrada a missa do 7º dia. À família enlutada, os nossos sentidos pêsames.

24 DE AGOSTO DE 1957 Junqueira, 20 Falecimento – Depois de prolongado e doloroso sofrimento, faleceu no passado dia 17 do corrente, com 82 anos de idade, na sua residência desta freguesia, o conceituado comerciante, o sr. Joaquim Lopes da Silva. O saudoso extinto, viúvo da sra. D. Guilhermina da Silva Félix, era pai das senhoras: Maria, Arminda, Rosa, Beatriz e Alice da Silva Félix e dos senhores: José, Júlio e Alfredo da Silva Félix, este ausente no Brasil. O falecido era pessoa muito conhecida e estimada, porquanto possuía qualidades de rara nobreza e fortes sentimentos de solidariedade humana. Durante os vários períodos de tempo em que exerceu diversos cargos na Junta desta freguesia, mostrou sempre um intenso dinamismo a dar realidade às aspirações do povo da sua terra. Durante a sua longa existência, teve, por vezes, que lutar contra as consequências de um destino adverso, mas a sua alma forte nunca soçobrou perante a má sorte. As sua preciosas qualidades de trabalho e a sua honradez foram as únicas armas com que venceu na vida. Tendo muitos filhos, a todos soube dar uma educação condigna e a todos garantiu um bom futuro material, dando-lhes a grande lição de que “o trabalho é a maior fonte de riqueza”. O seu funeral realizou-se no dia seguinte, pelas 11 horas, de sua casa para a Capelinha de Nossa Senhora das Graças, onde foi celebrada missa de corpo presente, e daqui para o Cemitério Paroquial, tendo sido sepultado em jazigo de família. Imensa gente, de perto e de longe, acompanhou o falecido à sua última morada, testemunhando, assim, a sua estime e a sua amizade à família do extinto. Em virtude do caminho a percorrer, entre a casa do extinto e o cemitério, ser demasiado curto, apenas foi possível organizar um turno, constituído por pessoas de família. Conduziram a chave do caixão e a toalha, respectivamente, os srs. Bento de Sousa Amorim e dr. Carlos Pinto Ferreira. A todo a família enlutada, envia Renovação os seus sentidos pêsames.

14 DE DEZEMBRO DE 1957 Junqueira, 9 Casamento – No passado dia 8, consorciaram-se, na nossa Igreja Paroquial, a menina Maria Elisa Rodrigues Campos, desta freguesia com o sr. António Martins da Silva, da vizinha freguesia de Arcos. Paraninfaram o acto o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira e sua ex.ma esposa, D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira. Finda a cerimónia religiosa, foi oferecido um “copo de água” aos numerosos e selectos convidados. Os nossos sinceros desejos de um lar muito feliz. – C.

22 DE MARÇO DE 1958 Casamento elegante na Junqueira No último dia 15 , consorciaram-se na Igreja Paroquial da freguesia da Junqueira, deste concelho, o sr., Orlando da Costa Pinto Ferreira e a menina Maria da Conceição Fernando Pontes. O noivo, natural daquela freguesia, é filho do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, digno presidente do nosso município e director deste jornal, e a sra. D. Felismina de Campos Costa Pinto Ferreira; e a noiva, natural da vizinha vila, é filha do sr. Joaquim Fernando e da sra. D. Urbana Vieira Pontes. O acto religioso, que começou a celebrar-se por volta das 11, 30 horas, decorreu com brilho e solenidade; enquanto, no arco cruzeiro, o reverendo pároco unia os nubentes pelos laços sagrados do matrimónio, brancas e delicadas pétalas de flores adejavam, indecisas, no espaço, como alvos flocos de neve em serena atmosfera, para depois cairem, de mansinho, sobre eles. Seguiu-se a missa, durante a qual o celebrante lançou a benção sobre os nubentes. Durante toda a cerimónia, ressoaram pelo vasto recinto da Igreja acordes musicais, de violino e de órgão, de um bem escolhido e apropriado programa, tornando o ambiente crespuscular e sombrio do templo, mais propício ainda à meditação e ao recolhimento. No final, o reverendo pároco, num feliz improviso, dissertou sobre as responsabilidades do casamento, lembrando aos noivos a obrigação de cada um para que no lar reine sempre a harmonia e a felicidade. Em seguida, os noivos foram cumprimentados por todos os convidados, não podendo aqueles esconder a sua comoção. Apadrinharam o acto religioso o sr. Bento de Sousa Amorim e sua exma. Esposa, sr. D. Maria Amélia Chambers de Sousa Amorim. Finalmente, os noivos desceram a nave da Igreja em direcção à porta de saída, ao som da marcha nupcial, seguidos de todos os convidados, que caminhavam aos pares. No adro da igreja, lindas raparigas lançavam flores sobre os noivos, enquanto estes pisavam um belo tapete, feito durante o decorrer da cerimónia. Em seguida, noivos e convidados deslocaram-se, em automóveis, para esta vila, formando um extenso cortejo, onde lhes foi servido um magnífico almoço no “Mar à vista”. Enquanto se atravessava a freguesia, ao longo da estrada, raparigas lançavam flores, num gesto de espontânea demonstração de simpatia pelos noivos. Já próximo do fim da freguesia, junto da residência dos pais do noivo, um grupo de raparigas abeirou-se do carro em que os nubentes seguiam e pediu-lhes que descessem para pisarem um multicolor e aprimorado tapete. Acedendo ao pedido, foram saudados por todos, enquanto atravessavam o comprido tapete. Eram quase duas horas da tarde quando começou o almoço, que decorreu num ambiente de franca familiaridade. Por volta das 16 horas, os noivos abandonaram a sala e partiram em viagem de núpcias para o norte do país. Ao novo lar que ora se constituiu, os nossos sinceros e calorosos votos de uma eterna felicidade, onde reine sempre o amor, condição essencial de harmonia conjugal.

9 DE AGOSTO DE 58 Casamento elegante No dia 21 do passado mês de Julho, efectuou-se na Igreja Matriz da freguesia de Bagunte, o enlace matrimonial do sr. António Augusto Gomes de Amorim, da freguesia da Junqueira, deste concelho, com a menina Maria Gonçalves de Azevedo, natural da dita freguesia, e filha da sra. D. Ana Gonçalves de Azevedo e do sr. Joaquim Gonçalves de Azevedo, que completou há pouco os seus estudos na Escola do Magistério Primário do Porto. O noivo, representante da Casa de Real, filho da sra. D. Maria Gomes da Silva Casanova e do sr. José da Costa Amorim (já falecido), é também professor oficial na freguesia da Junqueira. Paraninfaram o acto, por parte da noiva, a sra. Dr. Aurora Figueiredo e o sr. Dr. Manuel Ribeiro Ferreira; e por parte do noivo, a sra. D. Georgette Gonçalves Mendes de Amorim e o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre presidente da nossa Câmara Municipal. O acto religioso, que teve assistência de numerosos convidados, foi celebrado pelo reverendo Pe. Manuel de Sousa Gonçalves, pároco daquela freguesia, e abrilhantado por belos trechos musicais executados por um exímio violinista. No final, foi servido um primoroso almoço num restaurante de Vila do Conde, durante o qual usaram da palavra diversos convivas, que enalteceram as boas qualidades dos nubentes. Na “corbeille” dos noivos, viam-se lindas e valiosas lembranças. Os noivos – a quem desejamos muitas felicidades – seguiram em viagem de núpcias para o norte do país.

15 DE NOVEMBRO DE 1958 Falecimento Randolfo Pinto Ferreira Depois de curto mas doloroso sofrimento, faleceu na cidade do Recife – Pernambuco, no dia 24 do mês passado, o sr. Randolfo Pinto Ferreira, ilustre filho da freguesia da Junqueira, deste concelho. O saudoso extinto era marido da sra. D. Eufrosina Oliveira Pinto Ferreira e pai do sr. Dr. Luís Pinto Ferreira, ambos residentes no Brasil; era também tio do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, do sr. Dr. Manuel Pinto Ferreira, notário em Famalicão e das sras. D. Ana e Deolinda Pinto Ferreira. Causou viva consternação no povo daquela terra, tão infausta notícia. Seria ingratidão tal coisa não suceder, pois, embora passasse quase toda a sua vida longe da sua Pátria e da sua aldeia natal, não esqueceu nunca o lugar onde deu os seus primeiros e indecisos passos; favorecido pelos ventos da fortuna, nunca desertou do seu coração o sentimento mais humano, mais puro e mais dignificador – o sentimento da caridade. Possuidor dos mais nobres sentimentos e das mais sublimes virtudes, foi um grande amigo dos pobres e um valioso benemérito desta terra. Não podendo aqui enumerar tudo o que fez pela sua terra, basta recordar as dezenas de contos que gastou no restauro da Capelinha da Senhora das Graças, juntamente com o seu irmão, o também já falecido, José Pinto Ferreira e a prodigalidade com que sempre distribuía esmolas aos pobres. Não foi apenas bom na sua terra, procurando comprar virtudes e nobres sentimentos à custa de uma caridade que dá nas vistas, mas que é fictícia. Possuía todas as virtudes, que lhe atribuíam, sem precisar de comprá-las com o seu dinheiro: adquiriu-as com o seu bondoso coração. No Recife, onde exercia a sua profissão de pobro comerciante, era o mesmo que na sua terra: a todos os portugueses que, em precária situação financeira, apelavam para os seus créditos, ele dava ajuda, arriscando, por vezes, os seus capitais. Por tudo isto, e por aquilo que aqui não dissemos, por nos faltar espaço, é que nunca da memória do povo da Junqueira se apagará, com certeza, o nome de tão ilustre conterrâneo. Há dois anos, quando pela última vez, visitou a sua terra natal, o povo da Junqueira, movido por um natural sentimento de gratidão, prestou a Randolfo Pinto Ferreira e a seu irmão, José Pinto Ferreira, também grande amigo da sua terra, uma simples mas sincera e justa homenagem, fazendo descerrar no frontespício da Capela de Nossa Senhora das Graças, uma lápide que fará com que os seus nomes, pela vida fora, não sejam olvidados. Paz à sua alma. À família enlutada, os nossos mais sinceros sentimentos de pesar.

7 DE FEVEREIRO DE 1959 Junqueira, 4 Visita Pastoral Na passada 4ª feira, dia 28, engalanou-se esta freguesia para receber, condignamente, Sua ex.ma reverendíssima o sr. Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga, D. Francisco Maria da Silva. Às 15 horas em ponto, conforme estava anunciado, chegou ao Cruzeiro Sua Ex.ma reverendíssima, acompanhado do seu fâmulo e do sr. Arcipreste de Vila do Conde. Uma grande multidão de povo o aguardava, com os corações em festa, que se expandiram em vivas entusiastas ao sr. Bispo, à Igreja Católica e ao sr. Arcebispo Primaz. D. Francisco Maria da Silva, com um sorriso de gratidão e simpatia a aflorar aos lábios, lançou a benção sobre todo o povo e depois ouviu palavras de saudação proferidas por uma gentil menina., que no fim lhe entregou, dentro de uma salva de prata, um envelope com uma avultada esmola para o Seminário. Depois de S. Ex. se ter paramentado, seguiu em procissão para a Igreja Paroquial, cujo percurso estava coberto por um rico tapete. Na Igreja, D. Francisco Maria da Silva proferiu breves palavras ao povo, agradecendo a manifestação de que foi alvo, e traçando, em resumo, o fim da sua visita a esta terra. Seguiu-se depois o Crisma, de que foram padrinhos a sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira e o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, e, no fim, o exame de doutrina às crianças e a visita aos Altares. Findas estas cerimónias, S. ex. tornou a falar ao povo, tendo, novamente, palavras de agradecimento pela maneira carinhosa e festiva como o haviam recebido e revelou as suas impressões colhidas durante esta visita: dirigiu palavras de louvor ao nosso pároco, Pe. Manuel Baptista de Sousa, pelo zêlo com que cuida do seu rebanho e pelo esmero com que apresentou a igreja que lhe confiaram; deu os parabéns às catequistas, que tão bem preparadas tinham as crianças, em catecismo; finalmente, dirigindo-se a todo o povo, disse estar encantado com a gente da Junqueira, que lhe pareceu ser bem cristã. No fim, S. ex. dirigiu-se à Residência Paroquial, onde lhe foi oferecido um fino copo de água. Parabéns ao nosso pároco e a todas as pessoas que contribuiram para o brilho desta festa.

3 DE OUTUBRO DE 1959 Junqueira, 26 Visita oficial De Oviedo – Espanha, onde tinha ido em visita oficial, regressou já a esta freguesia, acompanhado de sua ex.ma esposa, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente da Câmara Municipal deste concelho e director desta jornal. – C.

31 DE OUTUBRO DE 1959 Pelos Bombeiros (…) A Comissão angariadora de fundos para a aquisição da nova “SIRENE”, foi, no passado dia 4 do corrente, de abalada à próspera freguesia da Junqueira. Todos os seus habitantes, gente boa, sã e compreensiva, contribuíram com a mais viva satisfação para a compra da nova “SIRENE”. Concorreram com os seus óbulos, as pessoas seguintes: Com 100$00 – Nuno Villares Salgueiro e José Fernandes Campos. Com 50$00 – Dr. Carlos Pinto Ferreira, Júlio da Costa Amorim, António Magalhães, António Carvalho de Azevedo, D. Inez Pimenta de Fonseca, José Lopes da Costa, Adelino Augusto Cunha e Pereira e D. Ilda Rebelo de Carvalho. Com 30$00 – José Quinteira e Júlio Lopes da Silva Félix. Com 20$00 – Amadeu Faria, Amândio Machado, José Bento Correia, José Ferreira Boucinha, Carlos Gonçalves da Silva Capela, Arnaldo Pinto Braga, D. Amélia Ferreira da Costa, Ernesto Cardoso de Oliveira e um anónimo. Com 10$00 – Alberto Antunes, Júlio Augusto Miranda, João Gomes Araújo, D. Maria Pinto de Lima, Armando da Costa Neves, Joaquim Gonçalves Baptista, Avelino Alves e Armindo da Silva Lopes. Com 5$00 – Alexandrino Cunha, Cândido Alves Remelhe, Joaquim Agra, Adelino Cândido Baptista da Costa, Abel Lopes Moreira, Francisco Lopes da Silva, Galiza de S. Simão e Manuel Baptista da Costa Júnior. Com 2$50 – Tomaz Ferreira Baptista, Carlos Fructuoso da Silva e Adelino Lopes de Almeida. Com 1$50 – Bernardino da Silva. Com 1$00 – Luiz Lopes da Costa, Manuel Fernandes e Marcelino Gomes de Araújo. Com $50 – Cândido Batista da Costa. Num total de 922$50. E assim, Junqueira, os seus habitantes, acabavam de escrever mais uma página de amor e caridade. A todos, o nosso “muito obrigado”! (…)

5 DE DEZEMBRO DE 1959 Eleição da Câmara Sob a presidência do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, reuniu, na última 4ª feira, o Conselho Municipal recentemente eleito. Procedeu à eleição da Câmara para o quadriénio de 1960/ 1963, que deu o seguinte resultado: – Efectivos – (…) António Augusto Gomes Amorim, da Junqueira (…)

12 DE DEZEMBRO DE 1959 Junqueira, 2 Casamento No passado dia 28 de Novembro, contraíram matrimónio na Igreja Paroquial desta freguesia, a menina Maria Alice Nogueira Amorim, filha do sr. Paulino da Costa Amorim e da sra. D. Mariana da Silva Nogueira e neta do sr. Horácio da Silva Nogueira e da sra. D. Amélia da Silva Ribeiro, e o sr. Júlio Balazeiro Amorim, filho do sr. Júlio da Costa Amorim e da sra. D. Maria Balazeiro Amorim. O acto religioso, que foi celebrado pelo pároco desta freguesia, teve início às 11 horas. No fim, o celebrante fez a costumada alocução, lembrando aos noivos os seus novos deveres de marido e esposa e indicando-lhes o caminho a seguir para encontrarem a felicidade no matrimónio. Findas as cerimónias religiosas, os convidados dirigiram-se para a Quinta do Cerqueiral, propriedade do avô da noiva, onde foi servido um lauto banquete. Aos brindes falaram os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira e Pe. Manuel Gomes da Costa, ex-pároco desta freguesia, que enalteceram as qualidades dos noivos e de suas famílias, augurando-lhes um futuro risonho e feliz. Em seguida, o sr. Horácio da Silva Nogueira, avô da noiva, agradeceu a todos os convidados a sua presença e dirigiu os últimos conselhos. Pelas 18 horas, os convidados acompanharam os nubentes à sua nova residência, no lugar de Chantada, onde lhes foi servido um finíssimo copo de água. Aos noivos, os nossos desejos de que constituam um lar, onde reine sempre a paz e a alegria. – C.

9 DE JANEIRO DE 1960 Pela Câmara Municipal Realizou-se no dia 12 do corrente a primeira reunião camarária, sob a presidência do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira (…) Ao vereador sr. Gomes Amorim, ficou o pelouro da Instrução e das obras nas freguesias de (…) Junqueira (…)

14 DE MAIO DE 1960 Junqueira 9 Casamento elegante No passado dia 7 do corrente, uniram-se pelo santo sacramento do matrimónio, a menina Maria Emelina da Costa Pinto Ferreira, filha do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre presidente da nossa Câmara Municipal e director deste jornal, e da sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, e o sr. João Gomes da Costa Amorim, filho do sr. José da Costa Amorim (já falecido), e da sra. D. Maria Gomes da Silva Casanova. O acto religioso realizou-se pelas 12 horas, na nossa Igreja Paroquial, com a assistência de muitos ilustres convidados, ao qual presidiu o Padre Manuel José Gomes da Costa Amorim, Pároco de Beiriz, e primo do noivo, que proferiu uma brilhante e emotiva alocução para apontar aos noivos o caminho a seguir na nova vida de casados. Celebrou a Santa Missa o pároco desta freguesia. Paraninfaram, por parte da noiva, a sra. D. Emelina Campos Costa de Araújo e o sr. Dr. Manuel Pinto Ferreira; e por parte do noivo, a sra. D. Georgete de Lima Amorim e o sr. António Amorim, primos do noivo. Em seguinda, os noivos e convidados dirigiram-se, em automóvel, para casa dos pais da noiva, onde foi servido um primoroso copo de água. Durante o percurso, os noivos tiveram de se apear várias vezes para pisarem lindos tapetes de flores com que vários grupos de raparigas os homenagearam. Os noivos seguiram em viagem de núpcias para o Sul do País. Aos nubentes, os nossos desejos de muitas felicidades.

16 DE JULHO DE 1960 Ecos do São João (…) Visita das Autoridades Espanholas à Junqueira Na sua “Casa da Junqueira”, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira e esposa sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, deram, no sábado 25, uma recepção às autoridades espanholas e ao Grupo de Oviedo. Além desta atenção, que muito sensibilizou os nossos visitantes, tiveram estes oportunidade de admirar, durante o trajecto, alguns dos mais notáveis trechos paisagísticos rurais de Vila do Conde. (…)

3 DE SETEMBRO DE 1960 Da Junqueira Falecimento Confortada com os Sacramentos da Santa Madre Igreja, faleceu nesta freguesia, no passado dia 24 de Agosto, com 84 anos, a sra. D. Rosa Baptista da Costa. A saudosa extinta, que era mãe do sr. Manuel Baptista da Costa Júnior, era pessoa muito estimada nesta localidade, pelo que o seu funeral, realizado no dia seguinte, para o Cemitério Paroquial, foi muito concorrido. Levaram a chave da urna e a toalha, respectivamente, os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira e Guilherme Faria. À família enlutada, os nossos sentidos pêsames.

10 DE JUNHO DE 1961 A visita do sr. Subsecretário da Educação (…) Na Junqueira Na freguesia da Junqueira, a população acolheu com vivas o sr. Subsecretário e Governador Civil, numa calorosa e espontânea manifestação de homenagem e agradecimento aos Poderes Públicos. Além das outras notas festivas que se observaram nas outras freguesias, a Junqueira tinha também uma Banda de Música. Numa das salas do andar superior do novo edifício escolar, o professor daquela freguesia e Vereador da Câmara, sr. António Amorim, usou da palavra. Seguiu-se uma visita à Cantina Escolar que ali funciona, na prestação de uma benemérita assistência às crianças pobres, dirigida pelo sr. Sr. Carlos Pinto Ferreira, Maria Júlia Mesquita e António Amorim. (…)

28 DE ABRIL DE 1962 Na Junqueira (COM FOTO) Homenagem ao Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Carlos Pinto Ferreira Foi com brilho extraordinário que decorreu o almoço há dias realizado nesta freguesia, em homenagem ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, e filho querido desta terra. A Junqueira, esta encantadora freguesia de Vila do Conde, berço do homenageado, quis dar um exemplo de gratidão manifestando a sua ex.a todo o seu reconhecimento e admiração. Reconhecimento, pelo dinamismo e pelas raras qualidades de inteligência e rectidão, postas ao serviço do progresso e prosperidade de Vila do Conde. Admiração, pelas excelsas virtudes de homem de bem, com uma conduta e aprumo inexcedíveis em todos os ramos da sua actividade. Como homem, é o esposo fiel, o pai carinhoso, o amigo dedicado; como médico, é o clínico de coração bondoso que, com extraordinária abnegação, acorre a toda a parte onde há alguém em perigo de vida, onde há um moribundo que precisa de uma palavra de conforto e de esperança, onde há uma dor que é preciso minorar. Como Presidente da Câmara, é o homem público ideal que sacrifica a sua vida em prol do agregado social que dirige, que põe todas as suas faculdades ao serviço do bem comum, que rouba às horas de lazer ao doce convívio do lar, para tratar com carinho dos interesses dos seus munícipes. Foi por tudo isto que o povo da terra natal do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira lhe quis manifestar a estima e o apreço que tem pela sua personalidade. Se, apesar de tudo isto, ainda há quem lhe não reconheça essas virtudes sublimes e essas raras qualidades de homem público, só pode ser uma pessoa mordida pela inveja do alto cargo que ele ocupa. Assistiram ao almoço, que decorreu num ambiente de alegre familiaridade, cerca de 120 pessoas todas da Junqueira. Antes da série de brindes, foi oferecido um artístico ramo de flores à esposa do homenageado, sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, que foi entregue por uma sua encantadora netinha, e o sr. Presidente da Junta desta freguesia entregou ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira uma pasta de couro contendo uma mensagem do povo da Junqueira. Depois, usaram da palavra os srs. Reverendo Pároco desta freguesia; Nuno Vilares Salgueiro, Flávio Freitas Faria e António Augusto Gomes Amorim. Todos enalteceram as qualidades do homenageado. Encerrou a série de brindes o homenageado, que, comovidamente, agradeceu a todos os presentes a homenagem que lhe foi prestada, dizendo não ser merecedor dela porque, se, como médico, lhe chamaram já o “mártir” da Junqueira, parecia-lhe que o sacerdócio da medicina não devia ser encarado de outra maneira. Continuando, disse que na vida administrativa tem procurado fazer valer os direitos a que a sua terra (Vila do Conde) tem jus. Disse ainda que esta homenagem seria o incentivo para que continue no próximo quadriénio a trabalhar mais ardentemente por Vila do Conde e por todos os vilacondenses. – C.

4 DE AGOSTO DE 1962 Da Junqueira Falecimento Às primeiras horas da madrugada do passado dia 29, faleceu a sra. D. Guilhermina Ferreira Campos, de 88 anos de idade, deixando a família mergulhada na mais profunda consternação. A saudosa extinta era casada com o sr. José Baptista da Costa, já falecido; mãe das sras. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira e Emelina Campos Costa de Araújo e do sr. Dr. Eduardo Campos Costa; sogra dos srs. Drs. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente da Câmara Municipal deste concelho, e António Sampaio de Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal do concelho vizinho; e avó da sra. D. Maria Emelina da Costa Pinto Ferreira Amorim, ausente no Brasil e casada com o sr. João Gomes da Costa Amorim, da menina Maria Eduarda Costa de Araújo e dos srs. Orlando da Costa Pinto Ferreira, casado com a sra. D. Maria da Conceição Pontes Pinto Ferreira, Fernando José da Costa Pinto Ferreira, Eduardo da Costa Pinto Ferreira e Sérgio da Costa Araújo. Era uma senhora muito estimada por quantos a conheciam, porquanto era possuidora das mais nobres e excelsas virtudes. O amor ao semelhante foi um sentimento que constantemente se revelava em actos de caridade. Na verdade, os mais desventurados, os mais desprotegidos da fortuna, sempre encontraram no coração bondoso da sra. D. Guilhermina o alívio das suas dores; nunca negou uma esmola a quem alguma vez lha pediu; a sua casa, amparo de muitas famílias, todos acolhia com a mais extrema compaixão pelo infortúnio, todos acarinhava num amplexo de amor. Os seus profundos sentimentos religiosos manifestaram-se durante a sua vida numa frequência assídua dos sacramentos e em dádivas pródigas para a conservação e melhoramentos da Igreja Paroquial. O funeral da saudosa extinta, que a todos deixou profunda mágoa, realizou-se no dia seguinte, pelas 10 horas, da sua residência, no lugar da Garrida, para jazigo de família no Cemitério Paroquial. No préstito fúnebre incorporaram-se centenas de pessoas de todas as classes sociais, desde os mais humildes a quem protegeu, até às mais altas individualidades com quem contactou. Este extenso cortejo que a acompanhou até à sua última morada foi a prova eloquente da estima que grangeara no coração de quantos a conheciam. A urna foi conduzida num luxuoso carro fúnebre, atrás do qual seguiam pessoas de família e uma extensa fila de automóveis. A chave da urna foi conduzida pelo neto da falecida, sr. Orlando da Costa Pinto Ferreira. À família enlutada, os nossos mais sentidos pêsames. – C.

29 DE SETEMBRO DE 1962 Doente Por via aérea, a fim de se submeter a uma operação cirúrgica, regressou do Recife – Brasil, à sua casa da freguesia da Junqueira, a sra. D. Maria Emelina da Costa Pinto Ferreira Amorim, dedicada esposa do nosso amigo e conterrâneo sr. João Gomes Amorim, comerciante naquela cidade e filha do nosso prezado Director sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, Presidente do Município.

19 DE OUTUBRO DE 1963 Junqueira, 12 No dia 19 do mês findo, realizou-se no vetusto Mosteiro de Leça do Bailio o enlace matrimonial do sr. Dr. Eduardo José da Costa Pinto Ferreira, filho do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, digno Presidente da nossa Câmara, e da sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, com a sra. Dra. D. Maria Manuela da Cunha e Silva, do Porto. Findo o acto religioso, foi servido aos convidados um finíssimo copo de água na residência dos pais da noiva. Dada a sólida formação moral que os noivos possuem, é de crer que constituam um lar verdadeiramente feliz, onde o amor e a virtude serão o berço que embalará os seus filhos. Educados no seio de famílias autenticamente cristãs, é natural que conservem e comuniquem aos seus descendentes as virtudes morais tão peculiares em tais ambientes. Aos noivos, que agora concluíram, também, os seus cursos de Medicina, apresentamos os nossos sinceros parabéns, manifestando-lhes os desejos de uma vida conjugal longa e feliz e de uma vida profissional repleta de êxitos.

19 DE OUTUBRO DE 1963 Junqueira, 12 Notícias várias (…) Encontra-se no Recife – Brasil, de visita a sua filha, a sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, esposa do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente do nosso município.

16 DE NOVEMBRO DE 1963 Regresso Por via aérea, regressou no último sábado a sua casa, na freguesia da Junqueira, a sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, dedicada esposa do nosso prezado director e Presidente da Câmara, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que se encontrava na cidade do Recife – Brasil, de visita a sua filha.

7 DE DEZEMBRO DE 1963 Câmara Municipal Sob a presidência do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, secretariado pelos srs. Ezequiel Minhava e Joaquim Azevedo Neves, reuniu, no último dia 2, o novo Conselho Municipal, para proceder à eleição dos vereadores para a gerência de 1964-67 (…) Efectivos (…) António Augusto Gomes de Amorim, professor, da Junqueira. (…) Substitutos (…) Flávio de Freitas Faria, industrial, da Junqueira. (…)

15 DE FEVEREIRO DE 1964 Pelos Bombeiros Continuamos a publicar os nomes das pessoas que contribuíram, com os seus donativos, para a compra da nova ambulância: Freguesia da Junqueira Com 250$00: Dr. Eduardo Campos da Costa Com 200$00 António da Costa Faria Com 100$00 Dr. Carlos Pinto Ferreira e Joaquim Ferreira da Costa Com 50$00 Adelino Azevedo Cunha e Pereira, Flávio de Freitas Faria, António Ferreira da Costa Magalhães, António Lucas Patrício, Manuel Lopes Curval, Anónimo, Júlio da Costa Amorim, Alberto Lima Ventura da Conceição, Carlos Rocha e Padres Monfortinos. Com 40$00 José Lopes da Costa Com 30$00 Alcino Costa Fernandes, Padre Manuel Baptista de Sousa e Manuel Domingos e Sá Com 20$00 Manuel da Silva Costa, Carlos da Silva Lopes, Alberto Antunes Lopes da Costa, Serafim Martins Ramos, Alfredo Moreira Maia, António Gonçalves Araújo Ramos, Manuel Campos Ferreira, António da Silva Baptista, Alexandrino Gomes Peniche, D. Maria Gomes da Silva Casa Nova, Ernesto Cardoso de Oliveira, Joaquim Gomes da Silva, Armindo da Silva Lopes, Joaquim Gonçalves de Sá, João da Costa Carneiro, Manuel Lopes da Silva, José Maria Ferreira, Albino Ferreira Boucinha e Manuel Gonçalves Ferreira. Com 10$00 Domingos Lopes Faria, António Pereira Novais, Luís Cândido Baptista da Costa, Manuel Lopes Baptista da Costa, José da Costa e Silva, Adelino Gomes Oliveira, Luis Dias, Joaquim da Costa Santos, João Amorim Silva Capela, Armando da Costa Neves, Carlos Baptista Carvalho, Amândio Machado, António Oliveira, Manuel José Pereira, José de Sousa, Manuel da Costa Ferreira, Joaquim Gomes Ferreira, Alfredo José do Vale, Daniel Ferreira, José Ferreira de Matos, António Ferreira de Matos, José da Costa Oliveira, Domingos Cunha Soares, Manuel José Aguiar, António Gonçalves Faria, Fernando da Silva Fernandes, Francisco Lopes da Silva, Amadeu Alves, Adelino Lopes da Silva e Joaquim Ferreira Matos. Com 7$50 Lino Fernandes Faria e Júlio Balazeiro Amorim Com 5$00 Manuel Rodrigues da Costa, Joaquim Gonçalves Baptista, Adelino Cândido Baptista da Costa, José Lopes Moreira, Constantino Lopes Ferreira, Marcelino Gomes Araújo, José Ferreira da Costa, Carlos Frutuoso da Silva, Augusto Lopes Moreira, Manuel Baptista Carvalho, Marcelino Baptista Oliveira, Américo Cândido Baptista da Costa, Marcelino Baptista da Rocha, Manuel José Luís, D. Maria da Piedade Neves, Francisco Pereira da Costa, José da Costa Campos, D. Odete Ferreira Soares Carneiro, José António Ferreira Alves, Eduardo Silva, António Carreira Faria, Joaquim Gonçalves Gomes, Alexandrino da Silva, José Maria Lopes, Fernando Vilarinho Silva, António Lopes Ferreira, António da Silva Azevedo, David Américo Ferreira Alves, José da Costa Santos, D. Inês Neves Maia, António da Costa Ramos, D. Emília Lopes Curval, António Lopes Alves, Ângelo Dias Ferreira, Alexandrino Machado da Cunha, Isaac Leituga de Sousa, Luís Carvalho da Silva, Abel da Costa Oliveira, José Lopes do Souto, António Francisco Fernandes, António da Costa Cardoso Barbosa, Júlio Pereira da Silva, Carlos Faria, Paulino Ferreira Matos, Manuel Fernandes, D. Diolinda Ferreira Matos, Augusto Cerqueira, António Ferreira da Silva, Francisco Pereira dos Santos, D. Arminda da Silva Cerqueira, Aníbal Moreira Mesquita, D. Olívia Rodrigues Palácio, Laurentino Alves das Neves, António de Oliveira Carvalho, D. Maria Alves de Oliveira, D. Maria Amélia Baptista, D. Albertina Joaquina Ferreira, Manuel Gomes Pereira, Joaquim Agra, Albino Lopes Ferreira, António Martins Ferreira da Costa, Adelino Oliveira Curval, Manuel da Costa e Silva, António Vilas-Boas, Manuel Silva, Manuel António Faria, António Joaquim Monteiro da Silva, D. Maria da Silva Ferreira, José Gomes Lameiro, Manuel Alves Amorim, Manuel da Silva Pereira, Manuel Capela, José Martins, Horácio da Silva Pereira, Joaquim Gomes da Silva, Horácio Costa Santos, José Ferreira da Costa, David Lopes Azevedo, Álvaro Gonçalves da Costa, Joaquim Lopes da Silva, Armindo Leites, José Lopes da Silva e Joaquim Lopes da Silva. De diversos, com importância inferiores a 5$00 – 257$30.

4 DE ABRIL DE 1964 Fazem anos: (…) Dia 7, os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente do nosso Município e estimado director deste semanário; (…)

8 DE AGOSTO DE 1964 Junqueira, 31 Junqueira – Espinheira Sendo, embora, das mais populosas e progressivas freguesias de Vila do Conde, é, no entanto, sobretudo pelas suas belezas naturais que S. Simão da Junqueira se distingue. É cercada por dois rios – o Este e o Ave – que a cingem num terno e suave abraço e a orlam, qual moldura de prata da mais bela pintura do Divino Artista. É no cenário maravilhoso das margens destes dois rios, que nós encontrámos os lugares mais aprazíveis para passar uns dias de descanso, onde o corpo pode repousar serenamente, enquanto o espírito se recreia no meio de uma paisagem de sonho. São precisamente estas belezas naturais que chamam a S. Simão muitos turistas, sobretudo aos domingos. Um dos lugares mais aprazíveis e típicos desta freguesia e, consequentemente, dos mais frequentados, é, sem dúvida, a Espinheira, na margem direita do Ave e quase no extremo ocidental de S. Simão, já muito próximo de Touguinhó. O rumorejar constante das águas prateadas do Ave, que galgam afoitamente o açude que lhes barra a passagem e se precipitam da altura de alguns metros; o seu gracioso colear por entre maciços de verdura; as vetustas azenhas das duas margens; o chiar cadenciado e característico da célebre “roda grande” que se move lentamente, elevando a água que vai fertilizar e verdecer viçoso brejo, tudo isto, enfim, fá ao local um bucolismo encantador. Foi, precisamente, neste lugar de tanta beleza, que se realizaram, ultimamente, dois acontecimentos importantes – o Almoço Regional oferecido aos participantes do Congresso Internacional de Estomatologia, realizado no Porto e o 1º Grande Concurso Internacional de Pesca do Rio do Norte de Portugal. Ambos se realizaram no Solar da Quinta da Espinheira, transformado assim em “sala de visitas” de S. Simão da Junqueira. Justo é salientar a gentileza dos seus proprietários, a ex.ma sra. D. Olga Elisa de Carvalho Pinheiro Salgueiro e o sr. Nuno Villares Salgueiro, que tão atenciosamente cederam a sua casa. Outra coisa, aliás, não era de esperar daqueles que tantas provas têm dado de amor e carinho por S. Simão, apesar de cá não terem nascido. Na verdade, o sr. Nuno Salgueiro e sua Esposa estão sempre prontos a colaborar, desde que se trate do bem desta freguesia e do seu povo, compartilhando das suas alegrias e tristezas. Ao almoço, oferecido aos Congressistas pela Câmara Municipal, que se realizou no dia 24 de Junho findo, compareceram mais de 400 pessoas, todas levando a melhor das impressões, que do local, quer do banquete, que estava delicioso e cuja preparação esteve a cargo de um grupo de Senhoras, à frente das quais se encontrava a sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, digníssima esposa do sr. Presidente da Câmara. A todos os que contribuíram para o sucesso desta festa, os nossos sinceros parabéns. ———————————————- No dia 5 deste mês, outro acontecimento veio dar, uma vez mais, vida e animação à Espinheira. Foi este de carácter desportivo, o 1º Grande Concurso Internacional de Pesca do Rio do Norte de Portugal, organizado pelo Clube Desportivo da Póvoa. No dia anterior ao Concurso, foi servido, também na Quinta da Espinheira, uma merenda regional, oferecida aos participantes das equipas estrangeiras e aos delegados dos clubes nacionais concorrentes. Cerca de 250 foram os competidores, os quais pescaram boa quantidade de peixe e de bom tamanho. Foi vencedor deste Concurso o sr. João António Ruivo, do Desportivo de Torres Novas, com 3553 pontos. Das Senhoras, saiu vencedora a sra. D. Josina Sampaio Castro, do F. C. do Porto, com 745 pontos. Na categoria de Juniores, ganhou o menino Luís Américo Rafael, do Invicta, com 619 pontos. Por clubes, venceu o clube organizador, com 9372 pontos e por equipas ganhou a equipa A do mesmo clube, com 7962 pontos. Certos de que o local a todos agradou e de que o Rio Ave tem possibilidades desportivas desta natureza, esperamos que mais concursos de pesca aqui se venham a realizar, podendo os clubes organizadores contar sempre com a boa-vontade e a dedicação do povo desta freguesia. Ao “Desportivo”, os nossos parabéns pela boa organização e êxito do Com curso e o nosso profundo reconhecimento por ter escolhido a nossa terra para competição desportiva de tal importância. – C.

ABRIL DE 1965 No dia 21 de Março foi inaugurada uma Avenida nas Caxinas que ficou designada por “Avenida Dr. Carlos Pinto Ferreira”. Justa homenagem ao sr. Presidente da Câmara, ilustre filho desta terra. – in Boletim Paroquial da Junqueira

31 DE JULHO DE 1965 P.e Manuel Baptista da Silva – COM FOTO S. Simão da Junqueira, uma das mais belas e progressivas freguesias do nosso Concelho, alindou-se com arcos, bandeiras, cordas e tapetes de flores naturais para servir de cenário à Primeira Missa que na sua Igreja Paroquial cantava um seu filho querido. Todo o povo da Junqueira viveu esse grande dias. Incansavelmente, rapazes e raparigas, homens e mulheres trabalharam nos enfeites que acima falamos. Momentos antes, o Neo-Presbítero saiu, em cortejo, da sua residência em direcção à Igreja Paroquial, incorporando-se nele os seus pais, familiares, convidados e muitos dos seus condiscípulos. Às 11 horas, com o templo literalmente cheio, o P.e Manuel iniciou a Missa, servindo-lhe de diácono e sub-diácono, respectivamente, os P.es António de Oliveira e Manuel do Vale Meira, seus condiscípulos. Foi Mestre de Cerimónias o Rev. P.e Porfírio Salazar, pároco de Arcos e Presbítero Assistente Monsenhor Pires Quesado, Arcipreste de Vila do Conde. O coro, formado por elementos da “Schola Cantorum”, do Seminário de Braga, foi dirigido pelo P.e Manuel Branco Matos. A Oração Sagrada proferiu-a o Rev. Dr. Miguel Baptista Pereira, Assistente da Faculdade de Letras de Coimbra. Serviram às 1.as lavandas o pai do sacerdote, sr. António da Silva Baptista, Alberto Aguiar e Marcelino Aguiar; e às 2as, os srs. Engenheiro Duarte Silva, Dr. Carlos Pinto Ferreira e António Ramos. Foi cantada a “Missa da Senhora do Sameiro”, do Dr. Manuel Faria, F. J. Cantou-se Solene “Te-Deum”, com Exposição do SS.mo Sacramento e o neo-sacerdote deu a Bênção Papal aos fiéis, privilégio concedido recentemente pelo Santo Papa aos neo-sacerdotes no dia da sua Primeira Missa. Terminou com a tocante cerimónia do “Beija-Mão”, ajoelhando-se aos pés do Sacerdote todas as pessoas que enchiam literalmente o vasto templo da Junqueira. – Na casa dos pais, no lugar da Garrida, foi finalmente oferecido um almoço de confraternização a um elevado número de convidados. Os brindes foram iniciados pelo Rev.do Dr. Miguel Pereira, seguindo-se-lhes os dos Srs. Presidente da Câmara, Monsenhor Pires Quesado, Pároco da Junqueira, P.e Costa Araújo e alguns condiscípulos. Finalmente, o P.e Manuel Baptista da Silva agradeceu a todos os que tão dignamente o souberam honrar nesse dia grande da sua vida. “Renovação” agradece o convite, lamenta não ter podido estar presente o seu representante e deseja ao P.e Manuel Baptista da Silva as maiores felicidades na vida de Apostolado que vai iniciar. NOTAS – O Rev. P.e Manuel Baptista da Silva é filho do sr. António Baptista da Silva e da sra. D. Maria Alice da Silva Aguiar, que registava nesse dia o seu aniversário natalício, razão porque foi escolhido para a celebração da Missa. – As ornamentações que se estendiam desde o lugar da Garrida até à Igreja Paroquial, devem-se a toda a gente da Junqueira, que trabalhou devotadamente para que esta Missa Nova ficasse memorável. – Ao Rev. Pároco da Junqueira, “Renovação agradece a cedência da gravura e as notas fornecidas para a elaboração desta notícia. F. S. G.

21 DE MAIO DE 1966 Dr. Carlos Pinto Ferreira As forças vivas e os homens bons da nossa freguesia da Junqueira, vão, amanhã, domingo, homenagear o nosso estimado Director, Dr. Carlos Pinto Ferreira, que, durante 12 anos, dirigiu, com zelo e inteligência, os destinos de Vila do Conde. Homenageando-o, os seus conterrâneos, as gentes da Junqueira querem, assim, testemunhar a este ilustre Vilacondense, o seu apreço, pela obra realizada em prol do nosso Concelho.

28 DE MAIO DE 1966 A população da Junqueira Homenageou um dos seus mais ilustres filhos – o Dr. Médico distinto, Director do nosso jornal e, até há pouco, Presidente da Edilidade Vilacondense No passado domingo, a nossa progressiva freguesia de S. Simão da Junqueira prestou homenagem a um dos seus filhos mais ilustres, o Dr. Carlos Pinto Ferreira, estimado Director deste semanário, que durante doze anos foi Presidente da nossa Edilidade. Querido das gentes da sua terra, querido de todos os vilacondenses, o dr. Pinto Ferreira viu, no domingo, à sua volta, todos os seus amigos, todos os seus conterrâneos, que ali foram afirmar, com as suas presenças, o respeito e a amizade que ele lhes merece. O Dr. Pinto Ferreira foi alvo de mais uma homenagem. O cidadão prestante, o médico ilustre, o homem bom, teve a rodeá-lo, no mesmo braço, todos os seus amigos junqueirenses. Afirmação de apreço, que a nós, que neste jornal trabalhamos, enche de orgulho.
Pelas 11, 30 h. da manhã e na antiga Capelinha da Senhora da Graça, foi rezada Missa de Acção de Graças, sendo celebrante o Reverendo Padre Huberto Van Loo, da Congregação dos Padres Monfortinos, a que assistiram muitas pessoas, que enchiam por completo o pequeno Templo. Após a missa, teve lugar um almoço de homenagem, em Salão gentilmente cedido pelos activos junqueirenses A. Ferreira, e Irmão, vistosamente decorado com festões e lençoes de lavradeira.
Presidiu o homenageado, que dava a esquerda aos srs. Bento Amorim, Presidente da Comissão Concelhia da U. N.; Dr. José da Silva Ramos, Presidente da nossa Câmara; D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira; Nuno Villares Salgueiro; D. Maria Júlia Ramos; José Fernandes Campos, Regedor; D. Rita Pinto Ferreira e Abílio F. Costa; e a direita à sra. D. Alice da Silva Ramos; Pe. Manuel Baptista de Sousa; D. Olga Pinheiro Salgueiro; António da Costa Faria, Presidente da Junta; D. Maria de Azevedo Gomes Amorim e António Ferreira de Araújo. Junto à Mesa de Honra, tomaram lugar a família do homenageado, convidados, entre os quais muitas senhoras, e, indistintamente, cerca de 200 pessoas. Ao champanhe, iniciou a série de discursos o sr. Presidente da Câmara, Dr. José da Silva Ramos, que começou por dizer que “das homenagens prestadas ao Dr. Pinto Ferreira, esta é a que mais deve dizer ao seu coração, por ser prestada por gente que o conhece de perto e sabe das suas qualidades de homem bom e amigo. Mais do que ninguém, eles podem dar a esta homenagem o cunho de uma perfeita manifestação de amizade”. Mais adiante, disse: “E eu, sinto-me francamente bem dentro desta casa, desta animação, porque também me sinto preso por uma simpatia à Junqueira, de que tantas vezes tenho recebido provas de amizade, que não posso, de maneira alguma, considerar-me um estranho nesta terra. aqui passei uns anos das minhas férias, aqui vim casar, aqui criei um grupo de amigos, tantos e tão bons que me sinto junqueirense de coração e como tal estou aqui a prestar-lhe esta homenagem de amizade, de reconhecimento e de admiração”. E, a terminar, afirmou: “Faço-o com a melhor da minha sinceridade e creia que é com ela que lhe desejo a melhor saúde, que consome generosamente em defesa dos outros, e aquelas prosperidades pessoais de que é bem digno”.
Seguiu-se no uso da palavra, o Pároco da Junqueira, Pe. Baptista de Sousa, que em nome dos seus paroquianos, disse da razão daquela festa. Depois de agradecer a comparência dos junqueirenses aquela manifestação, recordou outra que o Concelho havia prestado ao Dr. Pinto Ferreira. “Foi por gratidão para com V. Ex.ª, que o Concelho lhe prestou homenagem em Vila do Conde, conforme é do conhecimento geral. A essa homenagem não poderíamos estar todos. Sem partidarismos e sem malquerença alguma, nós preferimos, então, fazer-lhe uma homenagem, de todos os junqueirenses, na terra da Junqueira. Aqui estamos, portanto, a prestar-lhe essa homenagem”. E, a terminar: “Segundo disseram os jornais, a quando da grandiosa manifestação em Vila do Conde, V. Exª só fez bem, só espalhou o bem. Interpretando os votos de todos os vilacondenses, eu bebo à saúde de V. Exª, para que continue, na sua nobre profissão, a espalhar esse bem”. Falou, a seguir, o sr. Dr. António Augusto Gomes Amorim que começou por historiar o que foi a acção do sr. Dr. Pinto Ferreira dentro da nossa Câmara, dos seus anseios e sacrifícios, dizendo, a certa altura: “Não admira, pois, que Vila do Conde lhe tivesse prestado uma homenagem retumbante, quando deixou, por imposição da Lei, o cargo de Presidente da Câmara. Mas não é V. Exª apenas o homem público que sacrifica a sua vida em prol do agregado social que dirige e representa. Como médico, é também o clínico incansável que acorre a toda a parte, onde há uma dor que é preciso minorar, onde há um condenado à morte a quem é preciso levar uma palavra de esperança. Como homem, em face da sociedade, é V. Exª o amigo dedicado, sempre pronto a servir o próximo. é para nós, portanto, sr. Dr. Pinto Ferreira, uma grande honra senti-lo no número dos junqueirenses. V. Exª ilustra a sua terra e são os homens que engrandecem uma terra e não a terra que engrandece os homens. Termino as minhas palavras, formulando o veemente desejo de que Deus lhe conceda ainda muitos anos de vida e saúde para que possa gozar no seio da sua família o descanso que nunca teve durante estes 12 anos de trabalho esgotante da sua terra”.
Seguiu-se, no uso da palavra, o sr. Bento Amorim, que disse: “A minha provecta idade, que é séria, só fala a verdade e V. Ex.as sabem que é assim. Por isso quero dizer que sendo convidado para assistir à vossa festa, convite que me desvaneceu, vim com todo o prazer, para mais uma vez convier com os senhores da Junqueira, fidalgos e gente séria, que quiseram homenagear em festa íntima o seu médico e ilustre conterrâneo, Dr. Carlos Pinto Ferreira, que por ter deixado a presidência da nossa Câmara Municipal foi ainda, há bem pouco, homenageado com toda a dignidade pelo nosso concelho. É feliz o Dr. Carlos Pinto Ferreira. É Feliz por ver que lhe são gratos os seus conterrâneos. E essa gratidão, porque não dizer, toca-me, comove-me. Mas são gratos, porquê? Porque V. Ex.as são justos e o Dr. Pinto Ferreira merece. Ouvi dizer ainda há pouco que o Dr. Pinto Ferreira serviu a Nação durante doze anos. Não. Serve-a há mais de trinta! E quero aqui dizer, e com honra o digo, que sempre o encontrei a servir com todo o entusiasmo e a maior lealdade. E a lealdade dos homens, minhas Senhoras e meus Senhores, é rara. Eu, naturalmente, também aqui estou pela muita amizade que me liga ao homenageado, amizade de todos conhecida. E também o que mais exalta e se salienta nesta amizade, é uma lealdade profunda e quase sem limites. Pode haver grandes e duradouras amizades, mas lealdade sincera que dura trinta e sete anos, é muito, muitíssimo rara. Por isso, calculem o quanto me é grato estar entre V. Ex.as e pelo motivo por que estamos reunidos. Associando-me, pois, de todo o coração a esta íntima homenagem, eu brindo, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, pela sua saúde e de sua Ex.ma Esposa, e que Deus lhe dê, com muitas prosperidades e alegrias, muitos e bons anos de vida, para bem de todos nós”. Em nome da Comissão Organizadora daquela festa de homenagem, falou, depois, o sr. Nuno Salgueiro, que proferiu as seguintes palavras: “A Comissão organizadora desta, como se vê, tão sincera e sentida homenagem ao sr. Dr. Pinto Ferreira e, paralelamente também, à Sra. D. Felismina, para nós todos a Sra. D. Mina, que sempre, com exemplar dedicação e eficiência, o acompanha, quis dar-me a honra de aqui a representar. Peço licença para tratar o querido casal homenageado com esta familiaridade. Encontramo-nos numa autêntica festa de família, e é assim que entre todos os seus simpáticos conterrâneos eles são conhecidos e assim que, certamente, querem continuar a ser carinhosamente tratados. Mas abrimos, com muito gosto de todos, quatro excepções e quisemos ter aqui connosco o Ex.mo Sr. Dr. José da Silva Ramos, distinto sucessor do sr. Dr. Pinto Ferreira na presidência da Câmara de Vila do Conde e grande amigo desta freguesia, conde até, veio casar, e o Ex.mo Bento de Sousa Amorim, dedicado amigo de todo o concelho, que, se todos procuram nas horas de aflição e sempre encontram de braços protectoramente abertos, também queremos junto de nós nas horas de alegria e gratidão. Pedimos para que Suas Ex.as se fizessem acompanhar por suas Ex.mas Esposas e, assim, temos a honra da presença da Senhora do Sr. Dr. Silva Ramos, tendo sido privados da honra da assistência da Senhora do Sr. Bento Amorim, infelizmente por motivos de saúde. Ao sr. Dr. Pinto Ferreira, e a sua Ex.ma Esposa, queremos deixar aqui bem marcado o nosso agradecimento por terem permitido que se realizasse esta manifestação de admiração e reconhecimento. A Comissão organizadora quer, ainda, agradecer ao Povo da Junqueira, a maneira como, por todas as formas, colaborou e correspondeu às suas propostas. A razão e justiça desta festa de homenagem, é bem compreendida e sentida por todos quantos estão aqui reunidos. Resta-me, por isso, pedir ao nosso querido homenageado que aceite esta lembrança, que estes seus amigos, e ainda alguns, impossibilitados de aqui estar presentes, lhe querem oferecer para guardar como recordação da amizade, gratidão e admiração de todos”. Uma bela moçoila, em traje de festa, ofereceu, então, ao Dr. Pinto Ferreira, um artístico tabuleiro em prata, com um valioso serviço de porcelana; e as meninas Maria Gabriela e Maria Carla, netas do homenageado, ofertaram às Ex.mas Sras. D. Alice da Silva Ramos e D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, dois lindos ramos de flores. Visivelmente emocionado, levantou-se, então, o homenageado, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira que disse o seguinte: “ As palavras imerecidas que me dirigistes, são o reflexo do sentir do vosso coração magnânimo, sempre dado à realização de obras que marquem a sua passagem pela Terra. Para mim, esta festa, será mais ainda uma festa de confraternização, de unidade, que mostre, que todos juntos, de mãos dadas, sem olhar a retaliações e malquerenças, caminhando em frente, podemos contribuir para o engrandecimento da nossa Terra – de Vila do Conde. E foi assim, com a ajuda de todos, que eu pude, durante 12 anos, superando intempéries, mas com os olhos no futuro, estar à frente dos seus destinos. Na imensidade do tempo, isto é uma gota de água, que corre lentamente, mas que deixa bem marcado, ao alto, o que planeamos e tão avaramente quisemos realizar, para bem da comunidade. Alguma coisa se fez. Porém, muito também ficou por fazer. Espero que um dia os nossos legítimos anseios sejam uma realidade, a mostrar aos nossos descendentes o quanto vale uma vontade firme e persistente de bem querer. Quiseram dar-nos a honra da sua presença, pessoas muito ilustres da nossa Terra – os ex.mos srs. Bento Amorim e Dr. José Ramos, que comandam os destinos de Vila do Conde e sobejamente conhecidos de todos nós pelas suas altas qualidades de inteligência, de trabalho e amor à Terra que os viu nascer. Outras, que embora não sendo de cá, estão radicadas a esta Terra tão antiga e tão cheia de tradições, a quem devo muita amizade. A todos desejo testemunhar a minha gratidão e sinceros agradecimentos. Para a Comissão organizadora desta festa, para todos os meus amigos e conterrâneos, aqui presentes ou que de qualquer forma para ela contribuíram, sem distinção a todos agradeço com um abraço, que deixará em cada um – um muito obrigado – muito sentido e muito do coração”. ———————————————–Notas – A Comissão Organizadora da Festa de Homenagem ao sr. Dr. C. Pinto Ferreira era constituída pelos srs.: Pe. Manuel Baptista de Sousa, pároco da freguesia: Nuno Vilares Salgueiro, Dr. António A. Gomes de Amorim, Dr. Eduardo Campos Costa, José Fernandes Campos, Ernesto Cardoso de Oliveira, António Araújo Ramos, António da Costa Faria, Abílio Ferreira da Costa, António Ferreira de Araújo, José Quinteira, Bento Correia, Manuel Lopes Curval e António Alves. Renovação agradece a gentileza do convite e todas as atenções dispensadas ao seu enviado especial.

17 DE SETEMBRO DE 1966 Falecimentos D. Maria Pinto de Lima Ferreira Na sua casa da Senhora da Graça, em S. Simão da Junqueira, deste concelho, faleceu, no passado dia 11, a sra. D. Maria Pinto de Lima Ferreira, de 86 anos, proprietária, viúva do saudoso Junqueirense Manuel Lopes Ferreira. A extinta, que pelos seus dotes de carácter, conquistara gerais simpatias de toda a gente daquela freguesia, era Mãe extremosa das sras. D. Ana Pinto Ferreira Quinteira, D. Deolinda Pinto Ferreira de Oliveira e dos srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Director deste semanário, e dr. Manuel Pinto Ferreira, Director do 6.° Cartório Notarial do Porto; sogra das sras. D. Felismina de Campos Costa Pinto Ferreira e D. Corina Moreira Pinto Ferreira e dos srs. Ernesto Cardoso de Oliveira e José Quinteira; avó da sra. D. Maria Emelina Campos Ferreira Amorim (ausente no Brasil), do sr. Eng. Orlando Campos Pinto Ferreira, Drs. Fernando José e Eduardo José Pinto Ferreira; e dos estudantes universitários Manuel Bento, José Luiz, Rui Moreira Pinto Ferreira e José César Pinto Ferreira de Oliveira. O seu funeral, que teve lugar no dia seguinte, constituiu uma grandiosa manifestação de pesar, nele se incorporando centenas de pessoas de todas as condições sociais quer desta vila, quer dos concelhos limítrofes, e ainda da cidade do Porto. De casa para o cemitério, efectuaram-se dois turnos, sendo a chave da urna entregue a seu neto, sr. Eng. Orlando Pinto Ferreira. Renovação apresenta a toda a família enlutada, muito especialmente ao seu estimado Director, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, as suas mais sentidas condolências.

22 DE FEVEREIRO DE 1969 A Junqueira vai ter o seu Salão Paroquial No passado dia 3 (domingo), o sr. Paulino da Costa Curval e sua esposa, reuniram-se na sua bonita quinta de Vilar de Matos, na Junqueira, com os srs. Drs. Carlos Pinto Ferreira, estimado Director do nosso jornal; reverendo Pároco da Junqueira; membros da Junta de Freguesia; professoras e professores; um sem número de convidados e muito povo daquela freguesia. Presentes, o Grupo de Escutas da Junqueira, constituído por algumas dezenas de moças e moços que vêm prestando ali óptimos serviços. Motivo daquela reunião: – o anúncio, pelo sr. Paulino da Costa Curval e ex.ma esposa, de irem dotar S. Simão da Junqueira com um Salão Paroquial, obra das mais necessárias naquela freguesia, mas no momento só possível pela generosidade de um dos seus mais ilustres filhos, dado todos os seus membros estarem empenhados na obra de restauro da sua bonita e valiosa Igreja, obra que se estima em mais de mil contos. O Reverendo Abade da Junqueira, depois de se referir à presença, ainda há bem pouco tempo, naquela casa, de suas excelências o senhor Bispo Auxiliar de Braga, D. António Ribeiro e do sr. Governador Civil do Distrito e outras proeminentes figuras da vida nacional, a quando da inauguração da Capela da Casa, que o seu proprietário tornou pública, falou sobre o significado do dia – Dia da Caridade – dia escolhido pelos proprietários daquela casa para dizerem alguma coisa ao povo da freguesia. Por isso o povo ali estava e porque esse povo sabia que algo de bom para todos traria o anúncio do sr. Paulino Curval, estava ali em festa, única maneira de exteriorizar o seu agradecimento, muito pequeno, é certo, para aquilo que dentro em breve iam ter. No vasto terreiro, onde se ergue uma preciosa fonte seiscentista, com uma imagem de Nossa Senhora, um Coral constituído por senhoras, moços e moças da Junqueira, fez-se ouvir com muito agrado, a que se seguiram duetos pantominas, danças regionais, tudo muito bem executado, a denunciar a mão do seu ensaiador e o gosto de todos os intervenientes e a vocação extraordinária de alguns para a Arte de Talma. Terminada aquela festa, demonstração do muito que a Junqueira pode fazer – recordamos aqui o seu extraordinário Rancho – o reverendo Abade de Bagunte, a quem afazeres da sua Paróquia não consentiram haver chegado antes, fez uso da palavra para saudar os donos da casa, sempre prontos a servir a Causa de Deus e da Junqueira. Referiu-se àquilo que o simpático casal Curval ia fazer na freguesia, padrão imorredoiro ao serviço da Fé e da Infância, e não só dessas, como de todos os habitantes da freguesia, que iam ter a sua Casa-Convívio, onde pudessem discutir os assuntos da sua Junqueira e por ela trabalharem mais fortalecidos. O sr. Paulino da Costa Curval disse, então, que aquela reunião tivera lugar, para anunciar o seu desejo e de sua esposa em erguer, nas proximidades do velho Cruzeiro que os Cónegos Regrantes haviam levantado há séculos, o Centro Paroquial da Junqueira, num terreno por ele recentemente adquirido. Que o Centro Paroquial da Junqueira “é uma casa que vai servir todos, pequenos e grandes, porque será ponto de reunião da freguesia. Foi sempre meu desejo acudir aos mais necessitados; desejo e dever, porque a Caridade é um dos dons de Deus e ninguém melhor do que eu sabe quanto por Ele tenho sido ajudado. Tenho por dever para com Deus e com os meus concidadãos, ajudar aqueles que precisam”. E mais adiante: “O nosso Centro terá que trazer muitas sequências, o mesmo é dizer, muitas outras obras”. Referindo-se à “Fundação Salazar”, “Obra de Caridade, Obra tão necessária entre nós, portugueses, Obra do Bem”, o sr. Paulino Curval acrescentou: “E por que não, na Junqueira, naturalmente muito mais pequena, algo de similar, a favor das crianças e dos velhos, em principal?”. “Quando o sr. Abade da Junqueira disse que gostaria de fazer aqui um Salão Paroquial para as crianças, tomei sobre mim o encargo de o levar a efeito. E ao agradecer a todos vós e a todas estas crianças a festa aqui levada a efeito e que eu e a minha mulher não merecemos, quero dizer que a obra que se vai realizar, não é minha: é vossa, é da Junqueira.”. Uma salva de palmas coroou as últimas palavras do sr. Curval, que foi depois muito cumprimentado por todos os presentes. _ Num dos intervalos da festa, um grupo de crianças entregou um lindo ramo de flores e outras prendas, ao casal Curval e seus filhos. O nosso representante agradeceu as referências feitas à Imprensa.

22 DE NOVEMBRO DE 1969 Dr. Carlos Pinto Ferreira Foi internado há dias, numa Casa de Saúde da cidade do Porto, o nosso querido Director Sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, distinto médico, da freguesia da Junqueira, deste concelho, que vai ser sujeito a um intervenção cirúrgica, que não requer cuidados de maior. Rápidas melhores desejamos para para alegria de sua família e satisfação dos seus conterrâneos.

20 DE DEZEMBRO DE 1969 Dr. Carlos Pinto Ferreira Após ter sido submetido a uma operação cirúrgica, encontra-se já na sua casa da Junqueira, em franca convalescença, com que sinceramente nos regozijámos, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, estimado Director deste Jornal.

20 DE DEZEMBRO DE 1969 D. Rita Pinto Ferreira No passado dia 12 e na sua residência em S. Simão da Junqueira, faleceu com a idade de 74 anos, a sr. D. Rita Pinto Ferreira, solteira e natural daquela freguesia. A saudosa extinta, pessoa muito estimada pelos seus dotes de carácter e benemerência, era tia do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, estimado Director deste semanário, casado com a sra. D. Guilhermina Campos Pinto Ferreira: Dr. Manuel Pinto Ferreira, casado com a sr. D. Corina de Sousa Moreira Pinto Ferreira; D. Deolinda Pinto Ferreira, casada com o sr. Ernesto Cardoso; D. Ana Pinto Ferreira, casada com o sr. José Quinteira. O funeral, que constituiu uma grande manifestação de pesar, teve lugar no dia seguinte. Após missa de corpo presente, o corpo da extinta ficou depositado em jazigo de família. A toda a família enlutada e em especial ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, as nossas condolências.

18 DE ABRIL DE 1970 30 anos na Direcção de Renovação (COM FOTO!!) Há trinta anos – fez no passado dia 13 que o ex.mo sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira é Director deste nosso Jornal. E é nosso desejo aproveitar esta efeméride para ao mesmo tempo nos congratularmos com a escolha então efectuada, prestarmos uma singela mas muito sentida homenagem de apresentar publicamente cumprimentos ao Homem bom, íntegro e bairrista, capaz de sacrificar os seus ócios, as suas comodidades, os seus bens, para servir os Amigos – e quem não é amigo do Dr. Carlos Pinto Ferreira? – e a sua terra. Confiando em todos os que aqui trabalham e colaboram – e Renovação está sempre com as suas portas escancaradas a todos que desejam servir nesta tribuna VILA DO CONDE – nunca o Dr. Carlos Pinto Ferreira viu traída a confiança depositada, porque todos compreendem sem imposições o respeito devido ao Homem que sabendo cumprir o seu dever, confiando, merece por isso mesmo, idêntica reciprocidade. Sabemos ao tomarmos esta atitude que estamos a ferir a modéstia peculiar do nosso Director, mas não podíamos em data tão festiva calar os nossos agradecimentos por quem tanto e tão bem se tem dedicado à sua profissão, pela qual serve abnegadamente os seus semelhantes, e ao bem público, todo se entregando à tarefa de dignificar, prestigiando a nossa terra. E queremos ainda por último dizer ao nosso estimado Director que pode contar incondicionalmente com o nosso trabalho, com a nossa amizade e com a nossa dedicação para o engrandecimento do nosso jornal que quer ser e é porta voz das aspirações e dos direitos dos Vilacondenses.

11 DE JULHO DE 1970 Casamento elegante No passado dia 27 de Junho, na centenária e pitoresca ermida da Senhora da Graça, em S. Simão da Junqueira, celebrou-se o casamento da Senhorita Sofia Adelaide, filha muito querida de D. Maria Julieta Vilela de Aguiar e do nosso amigo e conceituado comerciante em Pernambuco, sr. Alberto da Silva Aguiar, com o Dr. José César Ferreira de Oliveira, filho de D. Deolinda Pinto Ferreira de Oliveira e do sr. Ernesto Cardoso de Oliveira, e sobrinho do nosso ilustre Director, Dr. Carlos Pinto Ferreira. A cerimónia, a que assistiram mais de duzentas pessoas, muitas das quais vieram expressamente do Brasil, seguiu-se um requintado almoço, no palacete da Junqueira, que serviu para os noivos e seus pais sentirem o calor da amizade de tantas e tão destacadas personalidades presentes.  Cumprimentamos os pais dos noivos e respectivas Famílias, muito consideradas e estimadas não só na Junqueira, como em todo o Concelho, e desejamos ao novo casal, as maiores e perenes felicidades.

31 DE JULHO DE 1971 A Inauguração da Ponte Provisória de Vila do Conde No último sábado, foi inaugurada a ponte provisória entre esta vila e Azurara para servir o trânsito da estrada nacional 13, durante o tempo necessário à demolição da velha ponte metálica e à implantação, no mesmo local, doutra com quatro faixas de rodagem e passeios laterais e em cuja construção se utilizará betão armado. (…) [Nota minha: Carlos Pinto Ferreira e Nuno Vilares Salgueiro marcaram presença no evento].

22 DE JANEIRO DE 1972 Delegados Eleitorais (…) foram nomeados como seus Delegados junto das Comissões Eleitorais, nas freguesias deste concelho, os seguintes cidadãos: (…) Junqueira – Dr. Carlos Pinto Ferreira. (…)

29 DE JANEIRO DE 1972 Comissões da Acção Nacional Popular em Vila do Conde Foram constituídas as Comissões de Concelho e de Freguesia de Vila do Conde da Acção Nacional Popular, de que fazem parte as seguintes entidades: (…) Freguesia de Junqueira Presidente: Dr. Carlos Pinto Ferreira; Vogais: Ernesto Cardoso de Oliveira e Manuel Domingos Leite de Sá. (…)

1 DE ABRIL DE 1972 Aniversários (…) No dia 7, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, nosso estimado director. (…)

6 DE MAIO DE 1972 Bodas de Ouro Matrimoniais No pretérito dia 22, celebraram as suas “Bodas de Ouro” os nossos conterrâneos sr. José Ferreira de Carvalho e sua Exma. Esposa D. Guilhermina Gomes Angeiras, da Junqueira. Na monumental igreja de S. Simão da Junqueira, primorosamente ornamentada, participaram, com seus numerosos amigos, numa missa de “Acção de Graças” celebrada pelo reverendo Pároco, pelos benefícios recebidos durante estes 50 anos de vida matrimonial. Um grupo de jovens solenizou tão piedoso acto; este ao órgão o conhecido artista Sérgio Augusto. Finda a cerimónia religiosa os numerosos convivas dirigiram-se para o confortável restaurante “Mar-à-Vista”, nesta vila, onde o simpático casal brindou os amigos com um requintado almoço, no fim do qual foram destacadas as raras qualidades do sr. Carvalho e esposa. Do grande número de amigos seja-nos lícito destacar a presença dos senhores Doutor Carlos Pinto Ferreira e exma. Esposa, Doutor José Moreira Maia e ex.ma esposa, Doutor Manuel José Reis Sá e ex.ma esposa, senhor Américo Angeiras e ex.ma esposa, senhor António Gonçalves Rebelo e ex.ma esposa, senhora D. Maria Madalena Lopes de Carvalho, senhor António Gonçalves de Araújo Ramos e Doutor Eduardo Campos Costa.

23 DE DEZEMBRO DE 1972 Falecimento Dr. Manuel Pinto Ferreira Na penúltima terça-feira, foi a enterrar no cemitério paroquial da Junqueira, terra da sua naturalidade, o sr. Dr. Manuel Pinto Ferreira que na sua residência à rua de Luis Woodhouse, na cidade do Porto, falecera no dia anterior. O saudoso extinto, que pelos seus dotes de carácter e bondade conquistara inúmeras simpatias, era casado com a sr. D. Corina de Sousa Moreira Pinto Ferreira; pai da sra. D. Maria Manuela de Sousa Pinto Ferreira e dos srs. Dr. Manuel Bento de Sousa Pinto Ferreira, José Luís de Sousa Pinto Ferreira e Rui de Sousa Pinto Ferreira; irmão das sras. D. Deolinda Pinto Ferreira de Oliveira, D. Ana Pinto Ferreira Quinteira e do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, nosso estimado director; cunhado das sras. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, Carmem de Sousa Moreira de Castro e Maria Humberta Carmona Gonçalves Moreira, e dos srs. Professor Doutor Artur Anselmo de Castro, Dr. Carlos Domingues Moreira, Ernesto Cardoso de Oliveira e José Quinteira. O funeral saiu da igreja das Antas, após missa de corpo presente, para S. Simão da Junqueira, e ali, depois dos responsos na capela de Nossa Senhora da Graça, foi a urna transladada com grande acompanhamento de pessoas de todas as categorias sociais, desta vila, Porto, Vila Verde, Terras do Bouro e Famalicão, para jazigo de família. – O sr. Dr. Manuel Pinto Ferreira, formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, vindo abrir banca nesta vila, na rua do Lidador. Pouco tempo depois, foi nomeado notário em Terras do Bouro, tendo-lhe sido conferida a posse em Vila Verde, no mesmo distrito. Anos depois, foi nomeado notário em Vila Nova de Famalicão, de onde transitou para o 6º Cartório Notarial do Porto. Foi, com o sr. Dr. Pinto Coelho, redactor do novo Código do Notariado. A doença que o vinha importunando, tinha-o afastado há alguns meses das suas funções. A destacada posição que alcançara, em nada o modificou. Foi durante a sua vida – morreu com sessenta e sete anos incompletos – extremamente bondoso e simples, qualidades que aliava ao mais fino trato. Por isso a sua morte foi muito sentida nesta vila, onde contava, por amigos, todos os vilacondenses. À família enlutada, envia Renovação sentidos pêsames.

6 DE ABRIL DE 1974 Aniversários (…) Amanhã, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, nosso estimado Director; (…)

8 DE FEVEREIRO DE 1975 Dr. Carlos Pinto Ferreira Na última semana, foi acometido de doença que se supunha sem melindres clínicos que justificasse receios de gravidade, o nosso querido Director Dr. Carlos Pinto Ferreira. Entretanto, os seus padecimentos agravaram-se imprevistamente, o que obrigou a internamento numa casa de saúde, na cidade do Porto, onde ainda se encontra em tratamento. Renovação deseja-lha de todo o coração o seu rápido restabelecimento.

7 DE ABRIL DE 1977 Aniversários Hoje, Carlos Pinto Ferreira, estimado director deste semanário; (…)

Dr. Carlos Pinto Ferreira Encontra-se na Suécia, acompanhado de sua esposa e filha, o nosso estimado Director Sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que àquela cidade nórdica foi consultar um especialista, para a doença que de há tempos o vem afligindo. Que em breve e com boa disposição regresse à sua casa da freguesia da Junqueira, são os sinceros votos de todos os que em “Renovação” trabalham.

8 DE JULHO DE 1977 Dr. Carlos Pinto Ferreira Tivemos o prazer de aqui, na nossa redacção, abraçar o nosso querido director e muito Amigo Dr. Carlos Pinto Ferreira, já em convalescença da doença que o retirou, durante algum tempo, da nossa companhia. Que daqui em diante e cada vez melhor o possamos ter junto de nós, com a sua amizade, dedicação e simpatia, são os nossos votos.

15 DE JULHO DE 1977 Pelo Tribunal Distribuição em 1-6-1977 1.ª Secção (…) Inventário facultativo por óbito de Ana Francisca Lima, que foi da Junqueira; Inventariante, Dr. Carlos Pinto Ferreira, da mesma freguesia. (…)

6 DE JANEIRO DE 1978 Dr. Carlos Pinto Ferreira Deu-nos o prazer da sua presença sempre desejada e bem-vinda, o nosso querido Amigo e nosso Director, já bastante melhor da doença que o retirou um pouco do nosso convívio, mas jamais do nosso pensamento. Ao Dr. Carlos Pinto Ferreira, com os nossos agradecimentos públicos, para que todos os que por nosso intermédio perguntam pelo seu estado, saibam que se encontra quase restabelecido, os desejos de um Ano de Paz e Saúde.

10 DE FEVEREIRO DE 1978 Tribunal Judicial da Comarca de Vila do Conde Anúncio (1ª publicação) Pelo presente se faz saber que são citados Carlos Telles Villa –Chan e mulher Antonieta Lucena Villa-Chan, que tiveram a sua última residência conhecida na Av. Conselheiro Rosa e Silva, 1393, Ap. 22, Aflitos, Recife, PE, Brasil, e actualmente ausentes em parte incerta do mesmo país, na qualidade de interessados, do prosseguimento do inventário facultativo a que se procede por óbito de Ana Francisca de Lima, que também usava Ana Lopes Curval e Rita Pinto Ferreira, residentes que foram na freguesia de Junqueira, Vila do Conde e no qual desempenha as funções de cabeça-de-casal Carlos Pinto Ferreira, casado, médico, residente na Junqueira, Vila do Conde e passa assistirem a todos os termos do referido processo, podendo no prazo de dez dias, decorrida que seja a dilação de trinta dias, contados da segunda e última publicação deste anúncio, deduzirem oposição ao inventário, impugnarem a sua própria legitimidade ou das outras pessoas citadas e a competência do cabeça-de-casal. Vila do Conde, 3 de Fevereiro de 1978. O Juiz de Direito, (Alfredo José de Sousa) O Escrivão, (Carlos Costa)

7 DE ABRIL DE 1978 Hoje, Carlos Pinto Ferreira, estimado director deste semanário; (…)

18 DE AGOSTO DE 1978 Pela Câmara Municipal Assuntos de interesse geral tratados na reunião de 8 de Agosto Correspondência Foi presente o ofício da Junta de Freguesia da Junqueira informando que, não podendo estar presente no almoço de homenagem realizado no dia 29, embora não impedida por quaisquer motivos políticos, não poderia deixar de manifestar ao actual Presidente da Câmara, hoje e sempre, o seu apoio por reconhecer na sua figura dignidade mora e alto valor humano. Acrescentava que a Junta de Freguesia lavrou em acta um voto de louvor e apoio à actual acção do Presidente da Câmara.

4 DE MAIO DE 1979 Fazem anos: (…) No dia 9, (…) o menino Manuel, filho do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, da Junqueira; (…)

27 DE JULHO Notícias da Junqueira Homenagem ao Dr. Carlos Pinto Ferreira No próximo mês de Agosto, a generosa e grata gente da Junqueira vai homenagear o seu conterrâneo Dr. Carlos Pinto Ferreira, médico que, ao longo de 50 anos, fez da sua profissão um autêntico sacerdócio. A homenagem, a realizar ao nosso Director, no dia 12 do referido mês, está a ser preparada com o maior carinho por um grupo de junqueirenses por delegação de todo o povo da freguesia e constará do seguinte programa: às 11 horas, Missa de Acção de Graças na Capela setecentista da Senhora das Graças. Pelas 12 horas, no Largo das escolas, será descerrado um busto do homenageado, da autoria do insigne escultor portuense, prof. Gustavo Bastos. Pelas 13 horas, proceder-se-á à inauguração de uma secção do edifício do Salão Paroquial da Junqueira, a que será dado o nome de “Dr. Carlos Pinto Ferreira”, descerrando-se aí uma placa alusiva ao acto. Por fim, haverá um almoço de convívio com o homenageado.

A Junqueira vai homenagear o seu mais dilecto filho (COM FOTO) O brioso e consciente povo de S. Simão da Junqueira prepara-se com todo o entusiasmo para homenagear o seu mais querido, amigo e respeitado conterrâneo, que durante a sua longa e laboriosa vida, pode-se dizer que viveu incansavelmente para servir, como médico e cidadão, o povo da Junqueira e a sua Terra. Só quem vive ou muito bem conhece a Junqueira sabe do que o Dr. Carlos ou o Dr. Pinto é capaz pelos seus conterrâneos e como bom samaritano, a acudir quem lhe pedia auxílio ou remédio sem olhar a quem e a que horas o fazia. Mas se o Dr. Carlos Pinto Ferreira é um homem bom, um dedicadíssimo médico, um amigo da sua gente, a verdade é que o povo da Junqueira o merece e grande e sentida é a homenagem que lhe vai prestar no dia 12 do próximo mês de Agosto e para o qual se preparam com todo o entusiasmo, dedicação e alegria. Nós, que para além de termos no Dr. Carlos Pinto Ferreira um Director e um Amigo que tudo nos dá sem nada nos pedir em troca e a quem muito queremos e respeitamos, e admiramos, sempre, o Presidente da Câmara isento e trabalhador que, preocupado até ao sacrifício com as características respeitáveis e o progresso de Vila do Conde e o bem estar dos seus habitantes, procurou e conseguiu eliminar discórdias e criar um ambiente de respeito e amizade onde coubessem e pudessem conviver todos os vilacondenses, estamos de alma e coração com esta sentida e justíssima homenagem a que nos queremos associar no mais lato comprometimento, saudando o Povo da Junqueira e abraçando o justamente homenageado – DR. CARLOS PINTO FERREIRA.

10 DE AGOSTO DE 1979 Homenagem da Junqueira ao Dr. Carlos Pinto Ferreira È no próximo domingo, dia 12, que o laborioso povo da freguesia de S. Simão da Junqueira vai homenagear, conforma já aqui dissemos, o seu mais lídimo e estimado conterrâneo, o Dr. Carlos Pinto Ferreira, que além de cidadão íntegro e exemplar e médico devotado, desempenhou altos cargos no nosso Concelho, entre os quais, é de justiça destacar, o de Presidente da Câmara Municipal, não só por ter servido como dificilmente se pode servir, com uma isenção rara e a contento de todos, como ainda na sua determinante conduta de apaziguamento da família vilacondense, fértil e fácil nas suas desavenças. Nós não esquecemos os seus quarenta anos na Direcção do nosso jornal, certos de que sem a sua dedicação e o seu conselho amigo talvez não nos pudessemos atestar com orgulho a nossa longevidade. Nesta festa, que esperamos seja memorável, estaremos presentes e daremos a maior cobertura, em homenagem à Junqueira e aos seus filhos que sabem, em momentos como este, ser gratos a quem sempre os serviu e serve.

17 DE AGOSTO DE 1979 Justíssima Homenagem – EM FALTA

 NOTA: ESTE PERFIL PRECISA DE SER REVISTO.

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4 thoughts on “Carlos Pinto Ferreira (F)

  1. Pingback: Junqueira Antiga
  2. Fernando José da Costa Pinto Ferreira, professor, filho de Dr. Carlos Pinto Ferreira e Felismina da Costa Pinto Ferreira, casou com Maria Docelina Ramos Nunes Pinto Ferreira, professora, e teve 3 filhos: Luis Carlos Ramos Nunes Pinto Ferreira (o mais velho), Maria José Ramos Nunes Pinto Ferreira e José Eduardo Ramos Nunes Pinto Ferreira

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