Eufrosina de Oliveira Ferreira

Dados biográficos:

– esposa de Randolfo Pinto Ferreira

– tia de Carlos Pinto Ferreira, Manuel Pinto Ferreira, Ana Pinto Ferreira e Deolinda Pinto Ferreira

Notícias completas:

7 DE ABRIL DE 1951 Capela da Nossa Senhora da Graça, na Junqueira Depois de concluídas as obras de restauro do Altar da Capela da Senhora da Graça, realizou-se no passado domingo a primeira missa, em honra de Nossa Senhora e dos seus beneméritos benfeitores, Senhores José Pinto Ferreira, sua esposa senhora D. Olga Aguiar Ferreira, senhor Randolfo Pinto Ferreira e sua esposa D. Eufrosina de Oliveira Ferreira, considerados joalheiros em Pernambuco, Rio de Janeiro, Baía e Pará. A este acto religioso assistiram todas as pessoas gradas desta terra, tendo à homilia o reverendo abade desta freguesia, Padre Manuel Gomes da Costa, tecido um hino de louvor a Nossa Senhora e aos seus ilustres devotos, filhos desta terra, e que, longe do seu torrão natal, acarinham e ajudam, com larga benemerência, os seus progressos e anseios. As obras levadas a efeito, vieram realçar a magnífica talha Renascença de que são revestidos o Altar, as paredes e o tecto, onde vemos os maravilhosos painéis representando: – A fugida para o Egipto – A visita de Nossa Senhora a Santa Isabel – A Anunciação – tornando-se, assim, esta Capela, digna de ser visitada e admirada. Para os nossos ilustres conterrâneos, vai a gratidão sincera do povo desta freguesia, certo de que nunca se esquecem e que encontram sempre nos seus bondosos corações um estímulo e uma ajuda para os seus legítimos progressos. 

15 DE NOVEMBRO DE 1958 Falecimento Randolfo Pinto Ferreira Depois de curto mas doloroso sofrimento, faleceu na cidade do Recife – Pernambuco, no dia 24 do mês passado, o sr. Randolfo Pinto Ferreira, ilustre filho da freguesia da Junqueira, deste concelho. O saudoso extinto era marido da sra. D. Eufrosina Oliveira Pinto Ferreira e pai do sr. Dr. Luís Pinto Ferreira, ambos residentes no Brasil; era também tio do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, do sr. Dr. Manuel Pinto Ferreira, notário em Famalicão e das sras. D. Ana e Deolinda Pinto Ferreira. Causou viva consternação no povo daquela terra, tão infausta notícia. Seria ingratidão tal coisa não suceder, pois, embora passasse quase toda a sua vida longe da sua Pátria e da sua aldeia natal, não esqueceu nunca o lugar onde deu os seus primeiros e indecisos passos; favorecido pelos ventos da fortuna, nunca desertou do seu coração o sentimento mais humano, mais puro e mais dignificador – o sentimento da caridade. Possuidor dos mais nobres sentimentos e das mais sublimes virtudes, foi um grande amigo dos pobres e um valioso benemérito desta terra. Não podendo aqui enumerar tudo o que fez pela sua terra, basta recordar as dezenas de contos que gastou no restauro da Capelinha da Senhora das Graças, juntamente com o seu irmão, o também já falecido, José Pinto Ferreira e a prodigalidade com que sempre distribuía esmolas aos pobres. Não foi apenas bom na sua terra, procurando comprar virtudes e nobres sentimentos à custa de uma caridade que dá nas vistas, mas que é fictícia. Possuía todas as virtudes, que lhe atribuíam, sem precisar de comprá-las com o seu dinheiro: adquiriu-as com o seu bondoso coração. No Recife, onde exercia a sua profissão de pobro comerciante, era o mesmo que na sua terra: a todos os portugueses que, em precária situação financeira, apelavam para os seus créditos, ele dava ajuda, arriscando, por vezes, os seus capitais. Por tudo isto, e por aquilo que aqui não dissemos, por nos faltar espaço, é que nunca da memória do povo da Junqueira se apagará, com certeza, o nome de tão ilustre conterrâneo. Há dois anos, quando pela última vez, visitou a sua terra natal, o povo da Junqueira, movido por um natural sentimento de gratidão, prestou a Randolfo Pinto Ferreira e a seu irmão, José Pinto Ferreira, também grande amigo da sua terra, uma simples mas sincera e justa homenagem, fazendo descerrar no frontespício da Capela de Nossa Senhora das Graças, uma lápide que fará com que os seus nomes, pela vida fora, não sejam olvidados. Paz à sua alma. À família enlutada, os nossos mais sinceros sentimentos de pesar.

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