José Ferreira Várzea (F)

Dados biográficos:

– casado com Cândida Ferreira da Costa Várzea

 – genro de António José da Costa Júnior e de Idalina Ferreira da Costa

– cunhado de  Maria Amélia Ferreira da Costa, Maria dos Anjos Ferreira da Costa, Américo Ferreira da Costa, Eduardo Ferreira da Costa, Horácio Ferreira da Costa, António Ferreira da Costa

JoseFerreiraVarzea

Arquivo Distrital do Porto

Passaportes Ordinários – Livro 23

Referência – PT-ADPRT-AC-GCPRT-J-E-032-3553_m0370.tif

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Fonte: FamilySearch.org

Notícias completas:

20 DE JANEIRO DE 1951 Junqueira, 17 Telefones – Está em pleno funcionamento a rede telefónica da Junqueira, grande melhoramento para os povos das freguesias da “Faria”, pois em todas elas se encontram instalados telefones públicos e particulares. Apenas temos a lamentar a deficiência dos telefones instalados que, por contínuas avarias, não permitem a sua utilização constante, o que muitas vezes ocasiona prejuízos e transtornos incalculáveis aos seus possuidores. Para a Direcção-Geral dos C. T. T. chamamos a sua atenção, certos de que rapidamente será remediado este estado de coisas. Publicámos a seguir a lista dos telefones da rede da Junqueira e Parada:

1 – Posto Público (em casa do sr. José Quinteira)

2 – Dr. Carlos Pinto Ferreira

3 – Eng. José Ferreira Várzea

4 – Nuno Salgueiro (Quinta do Ral)

5 – D. Olga Pinheiro

6 – João Pacheco T. Rebelo Carvalho

7 – José Gomes Neto (Quinta da Boa-Vista – Casal de Pedro)

8 – Cupertino de Miranda (Ponte D´Ave)

9 – Arnaldo Miranda Guimarães (Ponte D´Ave)

10 – Horácio Nogueira

11 – António F. Costa Magalhães

12 – Dr. Eduardo Campos Costa

13 – António José da Costa Junior

14 – Joaquim Lopes da Silva

15 – Adelino Azevedo Cunha e Pereira

16 – José Lopes da Costa

17 – José Ferreira de Lima, de Rio Mau

18 – Júlio Bento Simões (Ponte D´Este)

19 – Joaquim Ribeiro (Rio Mau)

20 – Mário da Costa Macedo – Touguinhó

21 – Américo Angeiras – Touguinhó

1 de Parada – Dr. Manuel F. Campos

2 – Abílio Guimarães, de Ferreiró

3 – Viação Costa e Lino, Lda., de Parada

4 – Manuel Gonçalves, de Bagunte

5 – Manuel Carneiro Gonçalves, de Outeiro

6 – D. Beatriz Nóbrega

7 – António José da Fonseca, de Ferreiró

2 DE MAIO DE 1953 Falecimentos António José da Costa Junior Na freguesia da Junqueira, deste concelho, onde residia, faleceu na penúltima sexta-feira o sr. António José da Costa Junior, farmacêutico, de 75 anos, viúvo da sra. D. Idalina Ferreira da Costa e pai das sras. D. Cândida Ferreira da Costa Várzea, D. Maria Amélia Ferreira da Costa, D. Maria dos Anjos Ferreira da Costa e dos srs. Dr. Américo Ferreira da Costa (já falecido), Eduardo e Horácio Ferreira da Costa, ausentes no Brasil, dr. António Ferreira da Costa, sogro da sr. D. Eurídice Portela Ferreira da Costa e do sr. Eng.º José Ferreira Várzea, irmão da sr. D. Olívia Julia da Costa e do reverendo João José da Costa. O funeral realizou-se no domingo, pelas 11 horas, da residência do extinto para a Capela de Nossa Sra. Da Graça e dali para o cemitério paroquial, onde o corpo do finado ficou inhumado em Jazigo de Família. No préstito fúnebre, incorporou-se elevado número de pessoas de representação social deste concelho, do vizinho, de Famalicão e da cidade do Porto. A chave da urna foi conduzida pelo nosso Director, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira.

30 DE MAIO DE 1953 Esteve em festa, no domingo, a freguesia da Junqueira, Por motivo da inauguração do novo edifício das Escolas Femininas, do Lavadouro da Corredoura e dum Fontenário em Vilar de Matos. O passado domingo foi dia de festa para a freguesia da Junqueira, sem dúvida uma das “mais progressivas do Concelho e uma das mais belas”, como foi acentuado por alguns oradores. Inaugurava-se um belo edifício de duas salas, construído ao abrigo do Plano dos Centenários e destinadas à Escola Feminina, no largo principal da freguesia. O contentamento reflectia-se em todos os Junqueirenses, e ainda mais nas criancinhas e suas Professoras, que se viam finalmente livres da antiga Escola, que, pela sua exiguidade, nenhumas condições pedagógicas e higiénicas possuía. E ainda mais: criava-se a Assistência Médico-Social das Escolas Femininas, seguindo as pisadas do sr. Dr. José Aroso nas escolas de Vilar do Pinheiro, com a colaboração das Senhoras Professoras e dos distintos clínicos: srs drs. Carlos Pinto Ferreira, Eduardo Campos Costa, A. Sampaio de Araújo e Alfredo Gomes Peniche. A nota mais simpática da festa, ainda, foi a homenagem sincera, espontânea, do bom povo da Junqueira a um dos seus filhos mais queridos: o Dr. Carlos Pinto Ferreira, essa figura infatigável de Médico, o amigo dos pobres, o obreiro número um de todas as realizações para o bem da sua freguesia e da sua gente. O cronista já conhecia toda a sua actividade, mas, no domingo, verificou, de visu, quanto o povo da Junqueira quer ao seu Médico e ao seu Presidente da Junta. A comoção embargou-lhe a voz por mais do que uma vez, as lágrimas vieram-lhe aos olhos, comovido e surpreendido pela sinceridade e justiça de tal manifestação.

Como decorreram as manifestações

Muito antes da hora marcada, o largo em frente da escola já se encontrava repleto de pessoas de todas as condições sociais, aguardando a chegada do sr. Presidente do Município e outras entidades. A legenda “Junqueira saúda Bento Amorim”, falou por todo esse bom povo, não faltando as palmas, as flores, os vivas e os foguetes.Procedida a bênção do novo edifício pelo reverendo Pároco da freguesia, teve lugar a sessão solene num dos salões da nova escola. Presidiu o sr. Bento Amorim, ladeado pelas seguintes entidades: Dr. Carlos Pinto Ferreira; Prof. Manuel Martins Fernandes, Delegado Escolar e em representação da Direcção Escolar; Horácio Nogueira; Joaquim Lopes da Silva; reverendo Pároco, Manuel Leite de Sá; Vereador António Torres e Dr. Gualter Rodrigues. Vimos, entre a numerosa assistência, os senhores engenheiros António Dias Braga, dos edifícios escolares; José Inácio Vasconcelos, da Câmara Municipal; José Várzea e Isolino Azevedo; Drs. Emílio de Magalhães, da Liga Portuguesa de Profilaxia; Sampaio de Araújo e ex.ma esposa; Eduardo Campos Costa e António Ferreira da Costa; D. Ilda Rebelo de Carvalho e filhos; D. Maria Emelina Pinto Ferreira; Professoras D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, D. Maria de Lourdes Sequeira e D. Odette Ferreira da Costa; Nuno Salgueiro, José Pinheiro, Vereadores António Torres e Joaquim Neves, Prof. Eduardo Moura, José Teixeira da Silva, Flávio Faria, José Quinteira, Ernesto Cardoso, António Faria, Alexandrino Peniche, António Ramos, Artur do Bonfim, e muitas outras pessoas de que nos foi impossível tomar nota. Cantado o Hino Nacional pelas crianças da Escola, iniciou a série dos discursos o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, como Presidente da Junta, que depois de se referir ao significado da festa, saudou nestes termos o senhor Presidente do Município: “- Permitam-me, no entanto, que aproveite a oportunidade de destacar em lugar de relevo, a pessoa do ilustre Presidente da Edilidade Vilacondense, sr. Bento de Sousa Amorim, que, num despretensioso e acrisolado amor à nossa terra, tem procurado, no mais alto sentido da palavra – servir com aquela isenção e vigor todas as manifestações progressivas de ordem moral ou material. A nossa admiração atinge o auge, ao verificarmos que S. Exª, apesar de uma insignificante minoria tentar por vezes demolir aquilo que já podemos considerar um indelével facto na história do concelho de Vila do Conde, o seu dinamismo, os sacrifícios de toda a ordem, e, até, esta faceta singular, a sua benevolência em saber perdoar àqueles que, eivados de vaidades mal contidas, procuram toldar o brilho deste lutador incansável do bem e do progresso de Vila do Conde”. Focando a obra impulsionadora e revigorante do Estado Novo, o ilustre orador, referindo-se às novas escolas, acrescentou: “Por toda a parte onde se sente o impulso criador e renovador de Salazar e do seu Governo, se erguem, airosos e atraentes, edifícios escolares construídos dentro dos modernos conceitos higiénicos e pedagógicos. Velhas casas sombrias, sem luz, sem ar e sem sol criador que vivifica as almas e anima a Natureza, são substituídas por estes amplos e belos edifícios, onde a simplicidade de linhas e elegância de construções se conjugam num todo harmonioso que encanta e seduz”. Dirige saudações ao sr. Delegado Escolar, como representante do Ministério da Educação, ao reverendo Pároco e depois de traçar várias considerações – de que a falta de espaço impede a sua transcrição – sobre o problema magno da saúde da criança, o sr. Dr. Pinto Ferreira, referindo-se à criação da Assistência Médica à criança, diz: “Como médico e sanitarista, dentro dos princípios da Direcção Geral de Saúde, conducentes à redução de mortalidade e morbilidade pela profilaxia e medicina preventiva, acarinhei a ideia com a colaboração valiosa e desinteressada da Ex.ma Prof. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, distinta directora desta escola, de fundação neste dia festivo da inauguração da Obra de Assistência Médico Social das Escolas Femininas desta freguesia. Obra de boa vontade a bem da saúde pública e da educação, como lhe chamou o sr. Dr. José Aroso, criador no nosso país desta modalidade de medicina preventiva, vamos, como a colaboração das professoras e dos distintos clínicos: srs. Drs. Campos Costa, Sampaio de Araújo e Alfredo Peniche e outros amigos das crianças e do seu bem estar, lançar ombros a esta campanha de saúde pública a Bem da Nação”. E o sr. Dr. Pinto Ferreira, escutado sempre com o maior interesse, termina o discurso, dizendo: “-Aproveito a ocasião de nos encontrarmos aqui reunidos, para vos lembrar, neste dia festivo, algumas figuras que pelo seu desinteresse e sacrifício, tornaram possível a construção deste edifício, neste óptimo lugar, e a outros que, apesar de viverem em longes paragens, acarinharam do fundo do coração esta realização, contribuindo com palavras de incitamento e generosa dádiva, dando assim o exemplo edificante para as gerações presentes e vindouras e aos homens de boa vontade a certeza de mais uma vitória para o engrandecimento da nossa querida Junqueira. E, assim, suponde, sem querer ferir melindres ou susceptibilidades, não esquecerei a ajuda e colaboração das pessoas que mais directamente estavam interessadas, terminando por envolver nestas minhas homenagens o bom povo laborioso e honesto desta linda freguesia, sempre pronto a colaborar com a sua presença em todos os actos que dizem respeito ao engrandecimento e progresso desta Terra sem par”. Falou, em seguida, a Directora da Escola Feminina, a sra. Prof. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Saudou as Autoridades presentes, referiu-se à grandeza do melhoramento e descreveu as dificuldades que teve, para poder ensinar na antiga Escola “com 61 crianças dos 7 aos 8 anos, acumuladas em 17 carteiras, num recinto pequeníssimo, mal iluminado, anti-pedagógico, sem sol da vida, o ar, a luz, o espaço. Só a esperança de que em breve teria realização este belo sonho, me deu alento para continuar calmamente a minha missão de Outubro a esta parte. Felizmente que a tempestade passou. Hoje brilha o Sol doirado em nossas almas”… A sra. Professora referiu-se também à obra de Assistência Médica à criança, agradece aos Clínicos que a vão dirigir, e acrescenta: “Ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, dilecto Filho desta linda terra da Junqueira e que como Director ilustre desta obra de protecção à infância, vai ser o mais sacrificado de todos, patenteamos a nossa eterna gratidão. Estou bem certa de que S. Ex.ª, com aquela bondade que é apanágio da sua alma nobre, nem uma só vez deixará de acorrer prontamente ao chamamento das crianças da sua Terra natal, pela qual pugna com tanto interesse e carinho”. Depois de uma pequena da escola ter dirigido uma saudação ao sr. Presidente do Município, falou o sr. Prof. Manuel Martins Fernandes, delegado escolar, que disse: – “Está de parabéns a Junqueira; o ambiente festivo, a elite que aqui se reuniu, mostra com a sua presença que se orgulha pela elevação da sua Terra. Na pessoa do sr. Dr. Pinto Ferreira, eu saúdo esta linda Terra, que a Natureza encheu de flores e de verdura. Junqueira está de parabéns; o tapete, as flores com que recebeste o sr. Bento Amorim deve-se à vossa fidalguia… Fala do esforço e zelo que o sr. Bento Amorim tem posto ao serviço da educação do concelho. Aconselha ainda todas as pessoas a inscreverem-se nos dois cursos de educação que funcionam na freguesia, e terminou: – “A Escola inaugura-se e oxalá que ela realize a sua função. Levo a melhor impressão: a criação da Assistência Médica à criança. É necessário garantir antes a saúde ao corpo da criança e depois fazer dela a beleza moral, a educação da sua alma de forma a valorizá-la para engrandecimento e continuidade da Raça Portuguesa”. Encerrou a sessão o sr. Presidente da Câmara, que disse: – Em Política há um dualismo: uns vivem pela sua terra. É um exemplo de civismo, de verdade, um homem que não olha a sacrifícios”. E acrescentou, depois de breves considerações: – “Como sempre, o Presidente da Câmara continua inteiramente ao dispor das boas iniciativas”. Finda a sessão solene, inauguraram-se as novas instalações sanitárias da Escola Masculina, o lavadouro no lugar da Corredoura e o Fontenário de Vilar de Matos, obras devidas à Junta de Freguesia, a que preside o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira. Realizou-se também uma visita à capela da Senhora das Graças, que recentemente foi restaurada pelos beneméritos desta freguesia Ex.mos Srs. Randolfo e José Pinto Ferreira, visita essa que deixou as melhores impressões às entidades oficiais. Finalmente, pela Junta de Freguesia foi oferecido, em casa do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, às entidades oficiais e convidades, um bem servido “copo de água”. Brindaram pelas prosperidades do sr. Dr. Pinto Ferreira, ex.ma família e pela Junqueira, os srs. Bento Amorim, Delegado Escolar, Dr. Gualter Rodrigues, Prof. Eduardo Moura, João Rebelo de Carvalho e Celso Pontes. Agradecendo, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira a presença de tão ilustres pessoas nesse dia de festa para a Junqueira, disse: -“Habituado a trabalhar em bem dos outros, sinto-me bem em seguir esse caminho; a trabalhar contra os outros não sei fazer nada. O que tenho feito devo-o também a compreensão do povo desta freguesia, que fora uma pequena minoria, está connosco em todas as iniciativas para bem da nossa terra”. E dirigindo-se ao sr. Bento Amorim, acrescentou: “A Junqueira, sr. Presidente, acompanha-lo-á haja o que houver, porque em V. Ex.ª reconhecemos a pessoa que trabalha verdadeiramente por Vila do Conde. Não olhando ao que se diz, porque assim nada se faz, continue a velar por Vila do Conde”. Assim terminou esta simpática festa, que o povo laborioso e bom da Junqueira soube viver e, reconhecido, não esqueceu quem, por ela, tão desinteressadamente, tem trabalhado.

Notas Soltas De manhã, o reverendo Pároco rezou uma missa de Acção de Graças com a assistência das autoridades locais, crianças da escola, etc. – Uma ampliação sonora do Centro Comercial Vilacondense, retransmitiu para o exterior os discursos pronunciados na sessão solene. – Os laboratórios “Bial”, por intermédio do sr. Dr. António Ferreira da Costa, filho desta terra ofereceram grande número de remédios à obra de Assistência Escolar. – O cronista, encarregado desta reportagem, agradece as facilidades dispensadas, facilitando assim a sua missão. F. Soares Gonçalves COM VÁRIAS FOTOS

27 DE MARÇO DE 1954 – COM FOTO!!! A Junqueira em festa para saudar o Dr. Carlos Pinto Ferreira S. Simão da Junqueira, uma das mais aprazíveis e prósperas freguesias do nosso concelho, prestou sentida e carinhosa homenagem ao dr. Carlos Pinto Ferreira, no passado domingo, com um banquete de confraternização, solenizando festivamente a sua posse na Presidência do nosso município. Filho dilecto e ilustre daquela freguesia, o dr. Carlos Pinto Ferreira tem afirmado, desde longa data, na defesa dos interesses da sua terra e no exercício filantrópico da sua profissão, uma acção notável de progresso e de benemerência, cujos benefícios os seus conterrâneos reconhecem, sem excepção, e vêm retribuindo com solenes manifestações de apreço, de respeito e de amizade. “Só não se herda o esforço, que é o que faz o homem verdadeiramente grande” e constitui saliência dominante da existência de cada um, sejam quais forem os signos da fortuna, inclementes na desventura ou indulgentes na prosperidade, que iluminam o reino da Terra de um Ideal comum à vida de todos os homens e é, acima de tudo e de todas as aparências convencionais da sociedade, a conquista do Bem. Volvidos os anos ditosos e descuidados da mocidade do Dr. Carlos Pinto, a sua terra assistiu ao desabrochar do seu carácter, temperado no esforço tenaz e persistente que impôs à sua vontade para atingir essa suprema finalidade da vida e manter intactas, no seu coração, todas as virtudes edificantes que irradiam da sua conduta particular e da sua actividade pública. Com o decorrer do tempo, foram-se assinalando os exemplos do seu trabalho e da sua dignidade, os actos exuberantes da sua bondade, o acolhimento afável e cordial às pretensões da sua Terra e dos seus amigos, a todas as solicitações compensando, com igual solicitude, os favores da sua competência profissional e da sua influência prestigiosa na política local. E a roda das suas amizades foi aumentando, não apenas em número, mas principalmente em dedicações sinceras e espontâneas que se apressaram em testemunhar-lhe, sempre que as circunstâncias o exigiam, a sua gratidão, o seu reconhecimento, a sua calorosa simpatia, e aclamar, sem dissonâncias e sem restrições, a sua presença na vanguarda das iniciativas em prol da laboriosa freguesia da Junqueira. Não só ali, como em outras freguesias circunvizinhas, os efeitos prestimosos da sua acção se têm feito sentir com geral agrado e aplauso unânime, alargando o âmbito da sua interferência ao progresso daquela região concelhia. Em cada porta um amigo e em cada amigo um admirador ferveroso dos magnânimos sentimentos que exomam o seu carácter, todos encontram no dr. Pinto Ferreira, em horas graves, no seu coração e na sua inteligência, um conforto afectuoso para os revezes e as contrariedades da vida, um apaziguador sensato e prudente para compôr discórdias, um conselheiro persuasivo e tolerante para evitar atritos e esclarecer equívocos. Não podem, porém, os homens, nas suas relações públicas, imunizar o seu comportamento, por mais límpidas e puras que sejam as suas intenções, das emulações despeitadas e das invejas intransigentes que provocam ingratidões desabridas e ressentimentos rancorosos na presunção de deturpar o valor dos méritos alheios. Mas a manifestação de domingo, que reuniu à volta do dr. Pinto Ferreira tantos e tão numerosos amigos, prova indiscutivelmente a nobreza da sua figura de homem, de médico e de político.

– O banquete que reuniu aproximadamente 100 convivas, realizou-se, cerca das 21 horas, no elegante palacete do sr. Randolfo Pinto Ferreira, tio do homenageado e um dos mais conceituados membros da colónia portuguesa do Recife (Brasil). Meia hora antes, deu entrada no largo fronteiro, que se encontrava vistosamente engalanado e atapetado caprichosamente, por uma rica passadeira de flores, o dr. Pinto Ferreira, que se fazia acompanhar pelo sr. Bento Amorim, ilustre Presidente da Comissão Concelhia da União Nacional, sendo entusiasticamente saudados pela enorme multidão que ali os guardava. Após os cumprimentos o jantar, primoriosamente confeccionados, foi imediatamente servido, e decorreu num ambiente da mais franca intimidade e de uma transbordante alegria. Aos brindes, falou em primeiro lugar o sr. Horácio da Silva Nogueira, presidente da Junta de Freguesia da Junqueira, e uma das figuras mais consideradas da Lavoura do nosso concelho. Referiu-se, em termos enternecidos, ao dr. Pinto Ferreira, que conhece desde criança, diz, e cuja amizade muito o desvanece. Na rústica sinceridade das suas palavras entoa, alterada pela comoção, a justiça daquela homenagem e o significado sincero que a reveste. E não é ao Dr. Pinto Ferreira, afirma, a quem deve dirigir os parabéns, mas à sua freguesia, que vê um dos seus filhos mais queridos e estimados investido em tão alto cargo. Bento de Amorim, num brilhante improviso, põe em relevo as qualidades morais do dr. Pinto Ferreira, de quem fez um caloroso elogio. Tem recebido dele, acentua com vigor, lições de lealdade e de amizade que não esquece e assegura-lhe o incondicional apoio da sua confiança e do seu prestígio. Nenhum homem, talvez, diz Bento Amorim, “conhece tão bem como eu, os limites desse generoso concelho de Vila do Conde”, cuja integridade é um encargo sagrado que defenderá sempre com intransigente veemência. E terminou, bebendo pelas prosperidades do dr. Pinto Ferreira no desempenho da sua honrosa missão. Em seguida, o dr. José Ferreira exprime o seu contentamento, como vilacondense, pelo acerto da escolha, designando as dificuldades do cargo, que conhece por experiência própria e confirma as suas esperanças no talento e na capacidade de trabalho do novo Presidente da Câmara para vender os escolhos que surjam a impedir o êxito da sua tarefa. E com a elegência e aprumo da sua figura de insinuante simpatia, o sr. Engenheiro Augusto Machado, Director da Estação Aquícola do Ave e da 1ª Circunscrição Florestal, velho e querido amigo da família Pinto Ferreira, declarou não ser político mas não podia deixar de regozijar-se por ver à frente dos destinos de Vila do Conde, um homem probo, íntegro e justo que saberá honrar a escolha da sua nomeação. Idênticas palavras de simpatia, de amizade e de afectuoso respeito foram pronunciadas pelo srs. Eng.º Várzea, António de Araújo Ramos e Flávio Faria, este na qualidade de Secretário da Junta de Freguesia da Junqueira, que se despediu, com palavras repassadas de saudade, do dr. Pinto Ferreira, que resignara, por imposição das novas funções, ao cargo de ser Presidente. Finalmente, visivelmente emocionado, o dr. Pinto Ferreira levantou-se para falar, sendo recebido por uma vibrante salva de palmas. Agradece a presença daquela assistência selecta que, na sua terra, veio trazer-lhe o estímulo para as canseiras e as fadigas que o esperam, e conservará daquela festa, no seu coração, a recordação grata de um momento inolvidável da sua vida. Não tem um programa de aspirações que antecipadamente defina e oriente a sua acção, mas traz no pensamento a preocupação benévola de reunir as boas vontades que, verdadeiramente, se interessam pelo desenvolvimento e pela prosperidade de Vila do Conde, para que da cooperação amistosa de tantas energias dispersas resulte uma força activa e decidida a instaurar uma obra de franco e fecundo progresso. Não tem preferências especiais, tão pouco acrescenta, que imponham atenções e cuidados mais disvelados pelas necessidades de qualquer das freguesias do nosso concelho; para todas igual protecção e para as dificuldades de cada uma o empenho em resolvê-las satisfatoriamente. E renovando os seus agradecimentos mais profundos por aquela manifestação que muito o sensibilizou e nem mesmo a sua modéstia podia recusar, renova também a sua promessa de trabalhar, sem desfalecimento, por Vila do Conde, pelo seu concelho e pela Nação. As últimas palavras do dr. Pinto Ferreira foram abafadas por uma entusiástica ovação que envolveu na mesma apoteótica saudação os nomes do Presidente da Câmara, de Vila do Conde, do seu concelho e da Pátria. Findo o banquete, a assistência dispersou-se pelos salões do palacete em ameno convívio e sempre rodeados pelas gentilezas da família do dr. Pinto Ferreira e dos organizadores da homenagem, que foram inexcedíveis na fidalguia do seu acolhimento. A simpática festa, que terminou por volta das 3 horas da madrugada, deixou em todos que a ela assistiram uma indelével lembrança.

– Notas várias

Entre a assistência, além dos srs. Bento de Amorim, dr. José Maria de Andrade Ferreira, Engenheiro Augusto Machado, viam-se também Engenheiro Várzea e Esposa, dr. António Sampaio de Araújo e esposa, dr. E. Campos Costa e esposa, António Araújo Ramos e esposa, e muitas outras pessoas de que não nos foi possível colher os nomes. – O sr. Nuno Salgueiro e esposa, impossibilitados de assistir à homenagem, enviaram ao dr. Pinto Ferreira um expressivo telegrama de congratulações. – As crianças das escolas femininas da Junqueira, deram a nota enternecedora da sua presença à chegada do dr. Pinto Ferreira, lançando uma chuva de pétalas de frescas flores. – Animou a festa um esplêndido terceto musical, cujo conjunto foi unanimemente apreciado. – “Renovação” agradece, penhorada, a gentileza do convite e as atenções que ao seu representante foram dispensadas, abraçando afectuosamente o dr. Carlos Pinto Ferreira.

17 DE JULHO DE 1954 Edital Mário Kol de Alvarenga, Engenheiro Chefe da 1ª Circunscrição Industrial, faz saber que: (…) A firma “Indústria Têxtil da Junqueira, Lda”, requereu licença para instalar uma oficina de tecelagem de algodão, incluída na 2ª classe, com os inconvenientes de barulho, trepidação, perigo de incêndio e fumos, no lugar de Barreiro, freguesia da Junqueira, concelho de Vila do Conde, distrito do Porto, confrontando do norte com o prédio de Francisco José Pereira, do sul e do poente com terrenos de José Ferreira Várzea e D. Ana Maria dos Anjos Ferreira da Costa e do nascente com caminho público. (…)

15 DE JANEIRO DE 1955 Na Junqueira Festa na Escola Feminina No passado dia 2, realizou-se na Escola Feminina desta freguesia uma encantadora festa de caridade, dirigida e organizada pela distinta Professora sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Teve como finalidade a distribuição de agasalhos às crianças mais pobres. Contribuíram para a festa uma importante verba oferecida pela Assistência Médico-Social e a generosidade e boa compreensão das sras. D. Mafalda Gomes Machado, Cândida Ferreira da Costa Várzea, Alice da Silva Nogueira, Amélia Ribeiro Nogueira, Beatriz Rainha, Matilde Ferreira Várzea, Fernanda de Freitas Faria, Ana Pinto Ferreira Quinteira, Maria Pinto Ferreira, Lizete da Costa Ferreira Magalhães, Constância Leite de Sá, Felismina Félix Aguiar, Maria da Assunção Caldas de Mesquita, Maria Eugénia da Costa Fernandes, Guilhermina Ferreira Campos, Emelina Campos Costa e o menino José César Cardoso Pinto Ferreira. Também foram oferecidos pelo Laboratório Bial, por intermédio do nosso conterrâneo, sr. Dr. António Ferreira da Costa, uma grande quantidade de remédios que serão distribuídos às crianças, conforme as necessidades físicas e por indicação médica dos clínicos que prestam auxílio nesta Obra de Assistência. O montante de agasalhos fornecidos às crianças foi de 1.277$00, afora os medicamentos. Ao acto compareceram as pessoas mais gradas e representativas da freguesia, bem como um grande número de espectadores, que assistiu, comovido e encantado, a esta festa. À Mesa, presidiu o dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente do nosso Município; era ladeado, à direita, pelos srs. Pe. Manuel Gomes Fernandes, Pároco da Junqueira, Manuel Gonçalves de Sá, Regedor; Dr. António Ferreira da Costa e António Augusto G. Amorim; à esquerda, sentaram-se os srs. Horácio da Silva Nogueira, Presidente da Junta; e Eng. José Várzea. A abrir a sessão, usou da palavra o sr. Dr. Pinto Ferreira que, num brilhante improviso, focou o significado e o alto valor da obra realizada pela Assistência Médico-Social, lembrando quanto se tem feito nesta terra, por intermédio daquele organismo. Acabou por dar a boa nova da fundação de uma Cantina Escolar, com o fim de serem distribuídas sopas, diariamente, às crianças pobres, sub-alimentadas. Para isso, dirigiu palavras de apelo e compreensão aos habitantes da freguesia, para darem a sua cooperação e auxílio a esta importante Obra de Beneficiência e Caridade. As suas palavras foram veementemente aplaudidas por toda a assistência, que mostrou a sua plena adesão àquela ideia. Falou, em seguida, a professora da Escola Feminina, sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Começou por pronunciar sentidas palavras de agradecimento a todas as pessoas que contribuíram, de algum modo, para que esta festa se realizasse, destacando, em primeiro lugar a acção do sr. Dr. José Aroso, poderoso impulsionador da Obra de Assistência Escola, e da qual se deve a sua instituição nesta terra, expressando, em seguida, o seu pesar por não poder estar presente. Em segundo lugar, dirigiu as suas palavras, também de gratidão, ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, pelo muito que tem feito pelas crianças das escolas e, de uma maneira geral, por toda a freguesia. “Através da sua acção – afirmou – verifica-se o veemente desejo de dar solução aos problemas mais urgentes da sua terra, que ele quereria ver próspera e feliz. Para tudo que tenda a beneficiar os seus conterrâneos, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira está pronto a dar o melhor do seu coração e do seu esforço“. Focou, em seguida, o quanto se deve ao sr. Dr. António Ferreira da Costa, por intermédio de quem tem sido oferecida grande quantidade de medicamentos, pelo Laboratório “Bial”, que têm garantido uma boa assistência higiénica às crianças. Agradeceu, também, aos distintos clínicos que, de bom grado, se prontificaram a colaborar nesta Obra de Assistência Escolar, srs drs. Sampaio de Araújo, Eduardo Campos Costa e Alfredo Peniche. Finalmente, dirigiu palavras de louvor às senhoras que contribuíram tão generosamente com as suas dávidas. Depois destas palavras, as crianças entoaram diversas canções e recitaram várias poesias, alusivas à quadra festiva do Natal. Por fim, procedeu-se à distribuição das roupas e agasalhos a 52 crianças que, comovidamente, as iam recebendo das mãos do sr. Dr. Pinto Ferreira. Parabéns a todos quantos contribuíram para esta festa de Beneficiência e Caridade e, em especial, à sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, distinta professora da Escola Feminina, que é digna dos melhores elogios, pela maneira brilhante como soube organizá-la. – C.

22 DE JANEIRO DE 1955 Horácio Ferreira da Costa Faleceu na cidade do Recife (Brasil), o sr. Horácio Ferreira da Costa, de 43 anos de idade, comerciante, natural da freguesia da Junqueira, deste concelho, filho do sr. António José da Costa Júnior e da sr. D. Idalina Ferreira da Costa (já falecidos). O extinto era irmão das sras. D. Cândida Ferreira da Costa Várzea, D. Maria Amélia Ferreira da Costa e D. Maria dos Anjos Ferreira da Costa e dos senhores Eduardo Ferreira da Costa, ausente no Brasil e dr. António Ferreira da Costa e cunhado da sra. D. Eurícide Portela Ferreira da Costa e do sr. Engenheiro José Ferreira Várzea. Será celebrada missa do 7º dia na próxima 2ª feira, pelas 8 e meia horas, na Igreja Matriz da Junqueira.

12 DE MARÇO DE 1955 D. Sebastiana Maria Mayr Gomes À hora do nosso jornal entrar na máquina, chega-nos a notícia de ter falecido na Junqueira, na “Quinta das Rosas”, de que era proprietária, a Ex.ma sra. D. Sebastiana Maria Mayr Gomes, mãe da ex.ma sra. D. Mafalda Gomes Machado, e sogra do ex.mo sr. Dr. Augusto Machado, ilustre Director da Estação Aquícola do Rio Ave. No próximo número daremos relato detalhado do seu funeral, endereçando, desde já, a toda a família enlutada, as nossas sentidas condolências.

19 DE MARÇO DE 1955 Falecimentos D. Sebastiana Mayr Gomes No passado dia 7 do corrente, faleceu na sua residência, na “Quinta das Rosas”, da freguesia da Junqueira, a sra. D. Sebastiana Mayr Gomes. A extinta, que era de nacionalidade suiça, era mãe da sra. D. Mafalda Gomes Machado e dos srs. Ricardo Gomes e Carlos Gomes, ausentes no Rio de Janeiro; sogra do sr. Engenheiro Augusto Ferreira Machado, director da Estação Aquícola do Rio Ave e Chefe da 1ª Circunscrição Florestal; e irmã da sra. D. Ângela Lopes Martins. A saudosa extinta, que contava 85 anos de idade, pelas suas elevadas e íntegras qualidades de bondade, caridade e honorabilidade, soube impôr-se à consideração de quantos a conheciam. A morte da desventurada senhora foi, por conseguinte, muito sentida, não só pelas pessoas da sua família, mas também pelas das suas relações. O funeral realizou-se no dia imediato, pelas 10 horas, da sua residência para jazigo de família no Cemitério Paroquial de Touguinhó. A chave da urna foi conduzida pelo sr. Dr. Vasco Nogueira que, a meio do percurso, a entregou ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, digno presidente da Câmara Municipal. No préstito fúnebre tomaram parte numerosas pessoas, vindas das mais diversas partes do país, prova da extensão das suas relações e do quanto era estimada e querida por quantos a conheciam. De entre as diversas individualidades que assistiram ao funeral, destacamos os srs.:  Srs. Celestino Maio, Armando da Costa Lima, Carlos Areias, Taveira Costa, Alcino de Magalhães, Jaime de Magalhães, Ângelo César (filho), José Maria de Andrade Ferreira, Eduardo V. Nogueira, António José de Sousa Pereira, António Ferreira da Costa, Sampaio de Araújo e Eduardo Campos Costa; Engenheiros: Jaime de Oliveira, José Várzea, João Costa, António Rebelo de Oliveira, António Gravato, Ernâni Silva, António Luiz Sampaio e Albano Brito de Almeida; funcionários da Estação Aquícola do Rio Ave e da 1ª Circunscrição Florestal (Porto), Artur Cupertino de Miranda (filho), Alberto Félix, Nuno Salgueiro, José Pinheiro, Aires Gomes Ferreira, Horácio Nogueira, Carlos Pinto, José Carvalho, Gaspar Domingues Luiz, Lino Curval, António Magalhães, Maximiano Angeiras, Adário Angeiras, Carlos Barreto, António Mesquita, António Soeiro, Manuel Angeiras, Pe. Manuel Pires, etc., etc., e ainda inúmeras senhoras. Como representantes da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, de Lisboa, vieram expressamente para assistir ao funeral, os srs. Engenheiros Sousa Monteiro, Alfredo Rego Barata e Manuel Bazílio Vieira Ribeiro. À família enlutada, enviamos os nossos sentidos pêsames. – Em sufrágio da alma da veneranda senhora, foi entregue na nossa redacção a quantia de 100$00, com que a família quis contemplar os pobrezinhos envergonhados, protegidos pelo nosso jornal. Em nome deles, o nosso sincero agradecimento.

22 DE JUNHO DE 1961 Junqueira, 11 Chegadas Vindos do Brasil, chegaram há dias a esta terra, com o fim de passarem uma temporada com as respectivas famílias, os srs. Eng. José Várzea e esposa; e José Ferreira Boucinha, esposa e filhos, aquele proprietário na cidade do Recife e este comerciante na mesma cidade. Os nossos cumprimentos.

3 DE MARÇO DE 1962 Notariado Português Secretaria Notarial do Concelho de Vila do Conde Certifico, para fins de publicação, que de folhas noventa e duas, verso, a noventa e quatro, do livro de notas para escrituras diversas A – número três, do primeiro cartório a cargo do notário desta Secretaria, Licenciado António Maria Fernandes Pêgo foi lavrada, com data de onze de Novembro de mil novecentos e sessenta e um, uma escritura de Dissolução da Sociedade comercial por quotas de responsabilidade limitada denominada “Industrial Têxtil da Junqueira, Limitada”, com sede no lugar do Barreiro, da freguesia da Junqueira, deste concelho, que se havia constituído por escritura de vinte e dois de Março de mil novecentos e cinquenta e dois, lavrada pelo então notário desta secretaria, Licenciado João Filomeno Afonso dos Santos, a folhas quinze, verso, do Livro número quatrocentos e setenta e oito, entre José Ferreira Várzea, casado com D. Cândida Ferreira da Costa Várzea, engenheiro civil, natural da freguesia de São Pedro, do concelho de Torres Vedras, morador na referida freguesia da Junqueira, e Virgílio Torres Carneiro de Araújo, casado com D. Violante Pereira, comerciante, residente na cidade do Rio de Janeiro, da República dos Estados Unidos do Brasil na rua Sá Ferreira, oitenta e oito, apartamento número mil e um Copacabana, e com o capital de vinte mil escudos, subscrito em partes iguais pelos dois sócios. É certidão de narrativa parcial que fiz extrair e vai conforme o original na parte narrada, nada havendo, na parte omitida, além ou em contrário, do que se narra. Vila do Conde, vinte e seis de Fevereiro de mil novecentos e sessenta e dois. O Ajudante da Secretaria, José de Faria Graça Júnior

 24 DE SETEMBRO DE 1966 Engenheiro José Ferreira Várzea O Eng. Várzea veio, muito moço, radicar-se na nossa freguesia da Junqueira. Culto, educado, cedo conquistou nesta Vila inúmeras amizades, quer no campo social, quer desportivo. Conhecemo-lo ainda estudante na Faculdade do Porto – em cuja academia deixou nome como cantor de Tangos e atitudes de fama – foi, anos volvidos, Campeão de Portugal de Tiro e, mais tarde, nesta terra, viemos com ele a estreitar laços de indestrutível amizade. um dia, José Várzea, levado pela saudade que tinha de duas crianças, suas sobrinhas, então em Pernambuco, deixou a sua bela “Quinta das Flores”, na Junqueira, e foi de abalada, com sua esposa, até ao Recife. E porque o Eng. Várzea se conduziu nos mesmos moldes de aqui, conquistou também a cidade do Recife. Director de dois grandes clubes da cidade nordestina, elemento preponderante da colónia vilacondense ali radicada, também ele jamais esqueceu a “sua” Vila do Conde, onde passou anos de convívio ameno, onde praticou e ensinou desporto, onde deixou inúmeras amizades. Que ele sempre quis a esta terra, demonstra-o aquele carinho que um dos nossos clubes lhe vem merecer: o “Rio Ave”. Mais uma vez, o Eng. Várzea, como bom vilacondense de adopção, enviou ao Rio Ave uma oferta: 2 bolas de futebol e a promessa de uma colaboração eficiente numa festa que no Recife se prepara a favor do nosso clube. Não saberemos do que ela constará; mas sabemos que o vilacondense no Recife vai fazer coisa de vulto. Pernambuco é daquelas cidades do Brasil imenso que jamais enganou: a sua gente, quer natural quer a radicada, nunca deixou os créditos do Recife por mãos alheias. Cidade grata a todos os vilacondense, lá nasceu um vulto grande das nossas letras, que para aqui veio muito moço e aqui dorme o longo sono da morte, a Veneza do Brasil vai, estamos certos, dar ao Rio Ave, a par dum donativo valioso, a certeza de que, embora separadas por um mar com milhares de milhas, estamos sempre juntos. Mais que os transportes, valem os nossos braços e os deles, por sobre o Oceano lançados, num almoço que nada – enquanto o Brasil for Brasil e Portugal, Portugal – conseguirá desmanchar.

29 DE JULHO DE 1967 Engenheiro José Várzea O Governo da Nação acaba de conferir o Grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique ao nosso particular amigo, sr. Engenheiro José Várzea. Destinada a premiar serviços de assinalado mérito, em especial aqueles ligados a actividades ou estudos histórico-marítimos, ou ao conhecimento e divulgação da expansão de Portugal no Mundo, a Ordem do Infante D. Henrique é condecoração de alta valia, e, como tal, só concedida aqueles que pelo seu valimento, inteligência, trabalho e acção, prestigiam o nome de Portugal. O Eng.° José Várzea, embora nascido em Torres Vedras, é por todos considerado vilacondense. concluída a sua formatura, veio constituir o seu lar na Junqueira, bela, histórica e progressiva freguesia do nosso concelho, onde rapidamente conquistou amigos e se ligou a todas as coisas nobres que a Vila do Conde e ao seu concelho dizem respeito. Inteligente, dinâmico, empreendedor, o Eng.° Várzea cedo se tornou, nesta terra, um dos homens mais solicitados a todos os empreendimentos. a sua acção fez-se sentir em muitas das realizações desta vila, em especial no campo desportivo e cultural. Excelente desportista, foi Campeão Nacional de Tiro aos Pombos, remador, nadador, e óptimo jogador de voleibol; apaixonado pelos desportos mecânicos, participou em diversas gincanas de automóveis. Deu o seu concurso, valioso, ao Clube Fluvial Vilacondense e ao Rio Ave Futebol Clube. durante os anos que viveu entre nós, pode dizer-se que tudo o que no campo desportivo se fez em Vila do Conde, levou o parecer, sempre respeitado, do Eng.° Várzea. Um dia, abalaram de Vila do Conde, a caminho da cidade do Recife, a bela capital do histórico Estado de Pernambuco, tão querido dos vilacondenses – não há rua, avenida ou praça, nessa cidade, que não tenha comerciantes oriundos desta terra – seus cunhados e sobrinhas. A saudade, palavra portuguesa, a única capaz de exprimir o nosso amor por tudo o que queremos, entrou a miná-lo; e um dia, na companhia de sua ex.ma esposa, deixou a sua bonita quinta da Junqueira e foi para o Recife, a buscar os abraços das sobrinhas que ajudara a criar com desvelos de pai. A sua maneira de ser, que tantos amigos lhe conquistara nesta vila, fez com que Recife lhe abrisse os braços. O Eng.° Várzea é, na bela cidade nordestina, o que foi e continua a ser, na sua Pátria: cidadão prestante, honrado, solicitado. Os cargos altos que vem a exercer na cidade do Recife, não o fazem esquecer, um só momento, as coisas de Vila do Conde, a quem quer como terra de seu nascimento. Sempre na brecha em defesa dos interesses das colectividades locais, elas, merecem sempre, ao Eng.° Várzea, total e incondicional apoio. Muito daquilo que se tem feito no Rio Ave Futebol Clube, é devido ao seu incentivo, à sua bolsa, às inúmeras amizades que na colónia portuguesa, e fora dela, no Recife, o Eng.° Várzea conta. Ao darmos aos vilacondenses a notícia da alta distinção que o Governo português acaba de lhe conferir, Renovação cumprimenta o sr. Eng. José Várzea, nosso particular amigo e deseja-lhe muita saúde, para que possa, nesse belo e progressivo Estado do Brasil Irmão, continuar a honrar e prestigiar PORTUGAL!

27 DE JANEIRO DE 1968 Engenheiro José Várzea Noticiam os jornais do Brasil, a festa que teve lugar no Gabinete Português de Leitura para a entrega de duas condecorações portuguesas: a da Ordem Militar de Cristo ao escritor Marcus Venicius Vilaça e a da Ordem do Infante D. Henrique, ao nosso prezado amigo, sr. Eng.° José Ferreira Várzea. (…) Nós vilacondenses, que pelo Engenheiro José Várzea, temos desde a primeira hora a mais alta estima e consideração – justiça que prestamos ao seu belo espírito – associamo-nos com todo o nosso coração à homenagem que em terras do Brasil lhe foi prestada e como nestas coisas de coração as distâncias e os elementos não contam, estendemos os nossos braços por sobre o Atlântico, para neles apertar o Eng.° Várzea, bom amigo, e bom Português.

8 DE JUNHO DE 1968 Eng.° José Várzea Deu-nos o prazer da sua visita, o sr. Eng.° José Ferreira Várzea, que, com sua ex.ma esposa, se encontra a passar férias na sua “Quinta” da freguesia da Junqueira, deste concelho.

5 DE OUTUBRO DE 1968 Novos assinantes de Renovação (…) Eng. José Ferreira Várzea e João Gomes de Araújo, ambos da Junqueira. (…)

23 DE NOVEMBRO DE 1968 Eng.º José Ferreira Várzea Com sua esposa, embarcou há dias para a cidade do Recife – Brasil, depois de ter passado alguns meses nas suas propriedades da Junqueira, o nosso amigo e assinante sr. Eng.º José Ferreira Várzea, que na colónia portuguesa daquela cidade brasileira goza de enorme prestígio. Boa saúde e feliz regresso num curto prazo, é o que desejamos ao distinto casal.

22 DE NOVEMBRO DE 1969 Partidas (…) Embarcou há dias para o Recife, acompanhado de sua esposa, o sr. Eng.º José Ferreira Várzea, que teve a gentileza de vir apresentar os seus cumprimentos de despedida à nossa redacção. Fazemos votos para que o bom amigo num curto prazo regresse a desfrutar a tranquilidade e os bons ares da sua Quinta da Junqueira.

10 DE OUTUBRO DE 1970 Falecimentos Daniel Inácio Ferreira Várzea No passado sábado, faleceu na quinta das Flores, em S. Simão da Junqueira, o sr. Daniel Inácio Ferreira Várzea, de 85 anos, natural de Torres Vedras, onde foi considerado industrial de Transportes e contraiu sólidas amizades. O saudoso extinto, muito conhecido em Vila do Conde onde contava inúmeros amigos pelo seu feitio alegre, brincalhão, era casado com a sr. D. Matilde Várzea Ferreira e pai do nosso prezado amigo sr. Eng.º José Ferreira Várzea, e sogro da sra. D. Cândida Ferreira da Costa Várzea. O funeral do saudoso extinto, realizou-se no dia seguinte da residência para a Igreja da Senhora da Graça e dela – após Missa de Corpo Presente – para o Cemitério paroquial da freguesia, com grande acompanhamento de pessoas de todas as categorias sociais não só da Junqueira, como de Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Porto, Santo Tirso, Famalicão e outras terras distantes do País. A toda a família enlutada e em especial ao sr. Eng.º José Várzea, Renovação apresenta o seu cartão de sentidos pêsames.

21 DE NOVEMBRO DE 1970 Eng. José Ferreira Várzea Teve a amabilidade de vir à nossa Redacção apresentar cumprimentos de despedida, no seu novo regresso ao Recife, onde já se encontra, com sua esposa, o nosso amigo e assinante sr. Eng. José Ferreira Várzea, proprietário na nossa freguesia da Junqueira. Registamos a gentileza e oxalá, num até breve, o possamos abraçar de novo nesta “Vila do Conde feiticeira”, que muito o estima.

24 DE JULHO DE 1971 Estadas (…) Eng. José Ferreira Várzea Encontra-se na sua “Quinta das Flores”, na Junqueira, acompanhado de sua esposa, o nosso prezado amigo, Eng. José Ferreira Várzea, radicado na bela cidade do Recife, onde é figura destacada no meio social, desempenhando o alto cargo de Vice-Presidente da Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras. Grande amigo da nossa terra, é um dos grandes impulsionadores a quem se deve a corrente para a formação do Grupo de Amigos de Vila do Conde Desejamos ao casal Ferreira Várzea uma muito agradável e proveitosa estadia entre nós.

9 DE OUTUBRO DE 1971 Nota minha: Carta de José Ferreira Várzea sobre a criação do Grupo de Amigos de Vila do Conde.

20 DE NOVEMBRO DE 1971 Eng. José Ferreira Várzea Para o Recife, via Luanda-Rio seguiu, acompanhado de sua exma. Esposa, o nosso querido amigo, eng. José Ferreira Várzea, que, como, habitualmente, passou entre nós o Verão, na sua Quinta das Flores. O Engenheiro Várzea, que desde há muitos anos é um apaixonado pelas nossas coisas e por elas se tem batido com denodo, tem agora, tanto no Brasil como aqui, desenvolvido grande actividade para a fundação da ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE VILA DO CONDE. Por isso mesmo foi obsequiado com dois almoços de despedida que se traduziram e transformaram em duas sessões de convívio e trabalho e que deram bem a medida do que é já e do que virá a ser este agrupamento de pessoas interessadas no seu desenvolvimento social e cultural e ainda no progresso de VILA DO CONDE.  Ao nosso querido amigo, cujo bem querer à nossa Terra muito apreciamos, desejamos, com os votos de boa saúde, boa viagem e que possa dar o nosso forte abraço de muita amizade e camaradagem aos nossos conterrâneos radicados no Brasil.

8 DE JULHO DE 1972 Engenheiro José Várzea Na sua “Quinta das Flores”, da freguesia da Junqueira, deste concelho, e acompanhado de sua esposa, encontra-se este nosso prezado amigo, a passar as suas habituais férias, que sempre as aproveita para se dedicar às coisas da nossa terra, como aliás não deixa de fazer na sua cidade do Recife, onde é personalidade marcante nos meios sociais e intelectuais e destacada figura da Colónia Portuguesa.

2 DE DEZEMBRO DE 1972 Eng. José Ferreira Várzea Depois das suas habituais férias na Quinta das Flores, na Junqueira, regressou à cidade de Recife, acompanhado de sua Esposa, o nosso bom amigo Eng. José Várzea, que aqui e lá, não deixa de pugnar pelos interesses da nossa terra com todo o entusiasmo e abnegação e a quem neste momento apresentamos os nossos cumprimentos de boa viagem.

21 DE JULHO DE 1973 Chegadas Na sua Quinta das Flores, em S. Simão da Junqueira, encontra-se, acompanhado de sua esposa, o nosso prezado amigo sr. Eng. José Ferreira Várzea, proprietário e embaixador dos vilacondenses na cidade de Recife (Pernambuco), a quem apresentamos os nossos cumprimentos.

28 DE JULHO DE 1973 Falecimento Dr. António Ferreira da Costa Na cidade de Recife, Estado de Pernambuco, Brasil, onde se radicara, faleceu no dia 20 p. p. o sr. Dr. António Ferreira da Costa, natural da freguesia da Junqueira, deste concelho. Licenciado pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, exerceu durante alguns anos a sua actividade num Laboratório daquela cidade, indo depois para o Recife, onde instalou um laboratório que apoiava uma sua farmácia. Devido ao seu feitio alegre e fina educação, conquistou naquela cidade nordestina inúmeras simpatias. Profissional competentíssimo, em muito contribuiu para a sanidade da bonita e progressiva cidade pernambucana. Mesmo longe, o Dr. Ferreira da Costa nunca se alienou dos problemas de Vila do Conde. Quando há dois anos visitou a Junqueira as obras na Igreja, mereceram-lhe particular carinho. Foi um dos sócios fundadores dos “Amigos de Vila do Conde”. Embora o soubessemos doente e de um mal que dificilmente perdoa e por pouco tempo, nada fazia prever um tão rápido desenlace. Por isso a notícia do seu passamento surpreendeu familiares e amigos. Que descanse na Paz do Senhor. O saudoso extinto que contava 59 anos, era casado com a sra. D. Eurídice Teixeira Portela Ferreira da Costa; pai da Arquitecta D. Maria Manuela, da finalista de Engenharia Química, Maria Cândida e da menina Maria Eduarda Portela Ferreira da Costa, estudante ginasial; irmão das sras. D. Cândida Ferreira da Costa Várzea, Maria Amélia Ferreira da Costa e Maria dos Anjos Ferreira da Costa; genro da sra. D. Cândida Teixeira Portela, e cunhado da sra. D. Maria José Portela e dos srs. Eng. José Ferreira Várzeae Álvaro Teixeira Portela. A toda a família enlutada, apresentamos o nosso cartão de sentidos pêsames.

15 DE ABRIL DE 1976 Falecimento D. Maria dos Anjos Ferreira da Costa Na Casa de Saúde da Boavista, na cidade do Porto, faleceu com a idade de 66 anos, a sra. D. Maria dos Anjos Ferreira da Costa, solteira, natural de S. Simão da Junqueira. A saudosa extinta era irmã das sras. D. Maria Amélia Ferreira da Costa e D. Cândida Ferreira da Costa Várzea; cunhada da sra. D. Eurídice Portela Ferreira da Costa Várzea, viúva do saudoso Dr. António Ferreira da Costa e do sr. Eng.° José Ferreira Várzea. O funeral realizou-se da capela mortuária da referida casa de saúde para a igreja paroquial de S. Simão da Junqueira e desta, após missa de corpo presente, para o cemitério daquela freguesia, ficando inumado em jazigo de família. A toda a família enlutada apresentamos sentidos pêsames.

22 DE JULHO DE 1977 José Ferreira Várzea Acompanhado de sua Esposa, chegou à sua quinta das Flores, na Junqueira, o nosso Amigo, assinante e colaborador, Eng.º José Ferreira Várzea, que vivendo em Pernambuco, não deixa, sempre que pode, de vir à sua terra para matar saudades com os Amigos, que o têm em grande estima. Boa estadia.

14 DE JULHO DE 1978 Engenheiro José Ferreira Várzea Acaba de chegar à sua Quinta das Rosas, acompanhado de sua esposa, o nosso prezado amigo e colaborador, e figura de grande prestígio nos meios cultos do Recife, onde é conhecido pela sua actuação activa para o desenvolvimento das relações luso-brasileiras, de que é um extremo defensor, o Eng.º José Várzea. Ao nosso amigo, muito dedicado a Vila do Conde, aqui ficam os nossos cumprimentos com os desejos de uma boa estadia entre os seus amigos desta terra, que, pelo amor que lhe dedica, também é sua.

7 DE DEZEMBRO DE 1978 Eng. José Ferreira Várzea Para Pernambuco partiu na semana passada, acompanhado de sua esposa, o nosso querido amigo, Engenheiro José Várzea, que há longos anos foi destacada figura desportiva na nossa terra, e que todos os anos aqui se desloca, para visitar amigos e matar saudades, e é no Recife figura preponderante da Colónia Portuguesa na cidade. Boa viagem e até ao próximo ano.

13 DE JULHO DE 1979 Eng. José Ferreira Várzea Acompanhado de sua esposa encontra-se na sua bela Quinta das Flores, na Junqueira, o nosso prezado amigo e colaborador, Eng. José Ferreira Várzea, a quem desejamos uma boa estadia.

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