José Lopes da Costa (F)

Dados biográficos:

  • professor
  • vizinho, a nascente e poente, de Joaquim Ferreira da Costa (proprietário de uma oficina de ferreiro) e de Manuel Rodrigues Palácio
  • natural de Lamelas
  • irmão de Joaquim Lopes da Costa
  • um dos responsáveis pelo Recenseamento da População, em 40
  • pai de Cândida Ferreira Lopes da Costa, Maria Augusta Ferreira Lopes da Costa, Adília Ferreira Lopes da Costa, Odete Ferreira Lopes da Costa, Alcina Ferreira Lopes da Costa, António Lopes Ferreira da Costa, José Ferreira Lopes da Costa, Rui Ferreira Lopes da Costa
  • correspondente do Renovação na Junqueira
  • casado com Etelvina Ferreira Lopes da Costa
  • sogro de  Eduardo da Silva Aguiar, Maria Alice Belo da Costa, António Ferreira da Costa Magalhães, Maria da Conceição Carvalho Paiva Lopes da Costa, Maria Alice do Espírito Santos Lopes da Costa, Maria Jorge Matos Lopes da Costa, Isolino Ferreira de Azevedo

JoseLopesCosta

Arquivo Distrital do Porto

Passaportes Ordinários – Livro 58

Referência: PT-ADPRT-AC-GCPRT-J-E-032-3586_m0331.tif

Notícias completas:

30 DE JULHO DE 1911 Completou o seu curso da Escola Normal de Braga, o sr. José Lopes da Costa, da Junqueira, alcançando uma classificação final honrosíssima. in Jornal República

10 DE MARCO DE 1912 Foi colocado na escola desta vila (1ª cadeira) o professor sr. José Lopes da Costa. in Jornal República

16 DE FEVEREIRO DE 1913 Sindicato dos professores primários vilacondenses – (…) Nesta mesma ocasião foi proclamada a direcção, que devia gerir durante o ano corrente, o Sindicato, sendo nomeados para os diferentes cargos uma comissão composta pelos srs. (…) José Lopes da Costa, professor oficial de Modivas, (…) in Jornal República

17 DE AGOSTO DE 1913 Pela Instrução (…) Permuta – Solicitaram permuta dos seus lugares, José Lopes da Costa e Albertina Pinho de Moura, respectivamente professores de Modivas e da Junqueira, concelho de Vila do Conde. (…)

28 DE SETEMBRO DE 1913 Parece que causou descontentamento em Modivas a transferência, por meio de permuta, para a Junqueira, do professor daquela freguesia sr. José Lopes da Costa.

28 DE SETEMBRO DE 1913 Pela Instrução (…) Permuta – Foi autorizado a permuta dos seus lugares aos professores José Lopes da Costa, de Modivas, e Albertina Pinho de Moura, da Junqueira. (…)

14 DE MAIO DE 1938 EDITAL Augusto Fernandes, engenheiro-chefe da 1.ª Circunscrição Industrial: Faz saber que: (…) Joaquim Ferreira da Costa requereu licença para instalar uma oficina de ferreiro, incluída na 2.ª classe, com os inconvenientes de barulho, trepidação e fumos, no lugar de Lamelas, freguesia da Junqueira, concelho de Vila do Conde, distrito do Porto, confrontando ao norte com Manoel Rodrigues Palácio, sul com Estrada Municipal, nascente e poente com José Lopes da Costa.

– aparece mencionado numa notícia em que dá conta da relação dos alunos que fizeram exame de 3ª classe e que foram aprovadas (20 de Julho de 40)

– apareceu mencionado numa notícia (20 de Julho de 40) em que dá conta de uma nomeação, por parte da Câmara Municipal de Vila do Conde, para liderar um processo de inventário de prédios e fogos, com António José da Costa, pároco

– aparece mencionado numa notícia (17 de Agosto de 40) em que dá conta de uma excursão escolar por várias terras do Minho, acompanhado de vários alunos

28 DE SETEMBRO DE 40 “De Lisboa, onde se encontravam de visita à Exposição do Mundo Português, regressaram à Junqueira os nossos amigos e assinantes srs. Pe. António José da Costa, prof. José Lopes da Costa e seu irmão Joaquim Lopes da Costa, António Araújo Ramos e esposa e António de Sá”

16 DE NOVEMBRO DE 40 O 8º Recenseamento Geral da População/ Terá lugar às 0 horas do dia 12 de Dezembro próximo (…) Agentes recenseadores (…) Junqueira – Padre António José da Costa, José Lopes da Costa e António Gonçalves Ramos de Araújo. (…)

2 DE AGOSTO DE 41 Concluiu o 2.º ano da Faculdade de Farmácia do Porto a sra. D. Maria Augusta Ferreira Lopes da Costa, da Junqueira. Também concluiu o 4º ano da mesma faculdade o sr. António Ferreira da Costa, da mesma freguesia. Fizeram exame de admissão ao liceu ficando aprovados, os meninos Orlando da Costa Pinto Ferreira, filho do nosso querido Director sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira e a menina Cândida Ferreira Lopes da Costa, filha do sr. José Lopes da Costa. Estes alunos foram apresentados a exame pelo sr. José Lopes da Costa, muito distinto professor da Junqueira.

2 DE AGOSTO DE 41 Pelo professor desta freguesia sr. José Lopes da Costa, foram apresentados a exame de 2º grau 11 alunos, ficando todos aprovados com as seguintes classificações: Mário Ribeiro de Faria, Eduardo Cândido Baptista da Costa, Carlos F. da Ressurreição e Orlando da Costa Pinto Ferreira, distintos. Carlos de Oliveira Curval, José Fernandes das Neves, José Correia de Azevedo, António Gonçalves das Neves, José Ferreira Amorim, José da Costa Ramos e Horácio Fernandes Maciel, aprovados. – C.

31 DE JULHO DE 43 (Junqueira, 21) – Foi o seguinte o resultado dos exames do 2.º grau dos alunos do professor José Lopes da Costa: – António Gomes Amorim, Joaquim Fernandes Azevedo, José da Costa Oliveira, Rui Lopes da Costa, Manoel da Silva Machado e José Ferreira da Silva, distintos; Joaquim Maria Ferreira, António Ferreira da Costa, Manuel Balazeiro Amorim, Adelino Lopes Soares, Adelino Alves da Silva e Joaquim Lopes Ferreira Campos, aprovados.

13 DE DEZEMBRO DE 46 (Junqueira, 3) Na escola oficial masculina desta freguesia foi solenemente comemorada a gloriosa data do 1º de Dezembro, tendo falado sobre o histórico acontecimento os srs. Abade desta freguesia e professor José Lopes da Costa.

8 DE NOVEMBRO DE 47 Falecimento – José da Costa Amorim – Após alguns dias de sofrimento, faleceu no passado dia 3, às quatro da tarde, o sr. José da Costa Amorim, proprietário da Casa de Real, da freguesia da Junqueira. O saudoso extinto, que nesta freguesia era alguém, pelo seu carácter e pela sua bondade, exerceu, com muita competência e grande aprumo moral, os cargos de regedor, de presidente da Junta e de vereador da Câmara Municipal.
Deixa aqui um vácuo difícil de preencher, pois a sua figura, tão modesta quão insinuante, impunha-se por um natural prestígio que ele punha sempre ao dispor do interesse colectivo.
O seu funeral, realizado no dia seguinte, foi muito concorrido, não só por pessoas desta freguesia, mas de muitas freguesias do concelho e até de concelhos limítrofes. Era grande o número de coroas de saudade e de bouquets, oferecidos pelos seus numerosos amigos. O presidente da Câmara, sr. Bento de Sousa Amorim, fez-se representar no funeral pelo professor desta freguesia, sr. José Lopes da Costa. No cortejo fúnebre incorporaram-se doze eclesiásticos, irmandades e a cruzada eucarística. Paz à sua alma. A toda a família enlutada, envia o nosso jornal sentidas condolências.

22 DE OUTUBRO DE 1949 Carta da Junqueira Abertura solene das aulas Teve o maior brilho, a solene inauguração do presente Ano Lectivo, que teve lugar na espaçosa Sala de Aula da Escola Masculina desta freguesia, no passado dai 7. Linda flores, colocadas por toda a Sala, nas mesas e carteiras da escola, davam um lindo aspecto ao acto que pela primeira vez se ia praticar. Ao lado da mesa do professor via-se a Bandeira Nacional, e nas paredes, em vistosos dísticos, entre outros, liam-se os seguintes pensamentos: — Se tu soubesses o que custa mandar, gostarias mais de obedecer toda a Vida. – A tua Pátria é a mais linda de todas as Pátrias: merece todos os teus sacrifícios. – Nunca ponhas o teu interesse acima do da tua família, porque tu passas e ela fica. – Faz aos outros o que quiseres que te façam a ti. Presidiu à sessão o reverendo pároco desta freguesia, ladeado pelos srs. Carlos da Silva Capela, Domingos Lopes Faria e António da Costa Faria, que constituem a Junta de Freguesia. Em lugares de destaque, sentaram-se os srs. Comendador Rebelo de Carvalho e as sras. D. Ilda Rebelo de Carvalho, D. Sebastiana Gomes, D. Mafalda Gomes Machado, Júlio da Costa Amorim, José Ferreira Boucinha, etc. Numerosos pais de alunos e outras pessoas amigas da Escola completavam a avultada assistência. Em primeiro lugar usou da palavra o professor sr. José Lopes da Costa, que agradeceu a comparência da digna Junta, dos pais das crianças e das distintas Famílias ali presentes, que vinham assim manifestar o seu interesse, a sua dedicação e simpatia pela escola dos filhos do povo da nossa terra. Agradeceu ao reverendo pároco a boa vontade com que sempre coopera nestes actos, fazendo assim viver em proveitosa harmonia, em estreito amplexo, a Igreja e a Escola. Depois de se espraiar, em oportunas considerações, apela para os pais das crianças para que as mandem sempre à Escola e auxiliem os professores na obra educativa em que estão empenhados, frisando a Bondade, o Amor, a Caridade, a boa educação são atributos de Deus que todos devemos praticar para que a Sociedade seja mais perfeita e mais justa. Seguiu-se no uso da palavra a professora sra. D. Maria Júlia de Mesquita, cujo discurso foi muito apreciado. Começou por dizer que apresentava cumprimentos às pessoas que se dignaram prestigiar esta reabertura solene das nossas aulas com a sua honrosa presença, e, ainda mais, às que se dignaram oferecer as suas dádivas para os nossos alunos. A alegria que os interessantes prémios vão proporcionar às criancinhas, serão como que um raio de felicidade a penetrar na alma dos seus benfeitores. Entre a Escola e a Família deve existir um elo firme a ligá-las na mesma sublime aspiração. Minhas queridas meninas, – continuou noutro passo, um novo ano escolar se apresenta à nossa frente. Abrem-se, uma vez mais, as portas da nossa Escola velha, e vós, como andorinhas, alegres e chilreantes, voltais. Sêde bemvindas! Sinto pena que não possais entrar já este ano para uma Escola nova, bonita, radiosa, cheia de luz, onde poderieis sentir bem-estar e doces alegrias. Três coisas vos peço: pontualidade, dedicação pelo estudo e obediência. Por último falou o reverendo pároco, que disse: “Começar um ano lectivo é acender um facho para espancar as trevas que envolvem o cérebro das criancinhas. O professor vai incutir lentamente, nessas almas em embrião, os princípios da moral e da educação cívica, o amor de Deus, da Pátria, da Família e da Sociedade, e simultaneamente espalhando a luz do ABC, que opera maravilhas quando bem orientados e cai em terreno generosamente preparado. Mas para isso é preciso que os pais auxiliem os obreiros da instrução. Agradeceu também a comparência de tão boa gente, que assim deram um nobre exemplo de amor á Instrução”. Nos intervalos foram entoados o Hino Nacional e lindas canções patrióticas. Foram distribuídos prémios aos alunos, gentilmente oferecidos pela sra. D. Sebastiana Gomes, pela Junta de Freguesia e pela Caixa Escolar. A sessão que, como dissemos, foi muito concorrida, deixou a melhor impressão em todos os assistentes. – C.

21 DE JANEIRO DE 1950  Nova Farmácia Na progressiva freguesia da Junqueira, deste concelho, foi inaugurada, no dia 29 do mês findo, uma nova e modelar farmácia a que foi dada o nome de “Farmácia do Padrão”, da qual é proprietária e Director Técnica a sra. D. Maria Augusta Ferreira Lopes da Costa, filha do nosso solícito correspondente e Professor Oficial naquela localidade, sr. José Lopes da Costa. O respectivo Alvará foi entregue, no acto da inauguração, pelo nosso Director e Delegado de Saúde Concelhio, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, estando presentes os srs. Bento Amorim, Presidente da nossa Câmara, dr. José Ferreira, Conservador do R. Predial, Dr. Jorge de Faria, Dr. João Alves Ferreira, José Teixeira da Silva, Chefe da Secretaria da Câmara, António Gonçalves da Silva Capela, vereador municipal, Orlando Pinto Ferreira, etc. Após a cerimónia, seguiu-se um lauto almoço, oferecido aos convidados, tendo sido pronunciados vários brindes, a que agradeceu o sr. Costa. Foram recebidos alguns telegramas de individualidades que não puderam comparecer. A nova “Farmácia do Padrão”, na freguesia da Junqueira, foi, de facto, um grande melhoramento para o povo daquelas redondezas, e encontra-se belamente instalada, possuindo um completo sortido em especialidades farmacêuticas. À proprietária e directora da nova Farmácia, bem como a seu pai, apresentamos as nossas felicitações.

15 DE ABRIL DE 1950 Pela Câmara Municipal Na última sessão da Câmara, deram entrada os seguintes requerimentos: (…) José Lopes da Costa, da Junqueira, requere Alvará de ocupação para o prédio que mandou construir no lugar de Padrão. Deferido.(…) <<< DUVIDA NESTA NOTÍCIA >>>

2 DE SETEMBRO DE 1950 Carta à Redacção Junqueira, 28 de Agosto de 1950, Ex.mo Sr. Redactor Venho, como com certeza já contava, responder à carta, aos enxovalhos que “Renovação” inseriu no último número, só porque eu ousei, no uso de um direito e aliás nos termos correctos, fazer umas referências à festa do SS: Sacramento que não soaram bem ao respectivo tesoureiro. Eu bem sei que aquilo não é obra do Sá, a quem eu, desde criancinha sempre tratei com as devidas atenções, mas dos oportunistas a quem ele se encostou e que não deixam perder a ocasião de, na sombra traiçoeira, arremessar a sua seta perigosa. Por isso, eu perdoava-lhe, se ele, signatário daquele pobre escrito, espelho miserável da alma dos seus autores, não revelasse na sua antipática atitude somente ignorância; mas o Sá, que é de maior idade, no seu procedimento comigo foi também grosseiro, insultuoso e até calunioso, subscrevendo afirmações tendenciosas, que deverá provar. Assim, que é que tu queres dizer naquela expressão: – Para as pessoas festa freguesia, que conhecem de sobejo do quanto so sr. Correspondente é capaz…? De que é que eu sou capaz? De assaltar o teu cofre? De infamar alguém? De faltar a compromissos? Pobre intelecto o teu!… São as leituras de Zola e de Victor Hugo, naturalmente, que te tem levado a esse estado de alma… Mas, mais: quais foram as pessoas honestas, ou mesmo desonestas, que eu maltratei? Que obras desta freguesia, por mim sugeridas, é que não lograram o aplauso geral – reparação de fontes, lavadouros, asseio do cemitério, plantação de árvores, aformoseamento de largos, etc.? Quem não aplaude isto? E quais foram as tuas obras e as dos teus secretários e ajudantes? Só estes é que não aplaudiram, porque nunca fizeram nada de útil e também, invejosamente, não querem que os outros façam. Se, pois, não provares as tuas insidiosas afirmações, terei o direito de te chamar caluniador. Aqui não se tratava, homem, de uma festa feitas com mais ou menos pompa: há até festas que não têm música e em que ninguém repara nem censura. A tua festa, porém, tem carácter vincadamente acintoso, e sabes bem os desgostos que isso te acarretou, em virtude da tua atitude desconcertante e autoritária até para com os teus colegas da Mesa. – Se os pobres quiserem uma festa melhor, que a façam, disseste tu. Isto são frases infelizes, meu caro… Os pobres, sendo honrados, valem tanto ou mais do que alguns ricos, mas tu lembras-te de que só quem tem dinheiro é que marca… Tu viste como eles te responderam, – com brio, com dignidade. Além de outras coisas desagradáveis, no fim da missa, quando a música se preparava para entoar os seus primeiros acordes, o povo, esse povo honrado e bom que tu desprezas, retirou-se em massa, no local apenas ficando tu e alguns mesários. Terrível resposta para quem souber interpretar bem a alma popular. Quanto às insolências que perfilhaste, oxalá vós tivesses os mesmos altos e nobres sentimentos daqueles que dizes navegarem nas mesmas águas… E prepara-te para concretizares as aleixosias que insinuaste. Desculpe, sr. Redactor, o precioso espaço que lhe tomei e que foi preciso para sanear o ambiente. De V. Ex.ª, etc. José Lopes da Costa (Correspondente da Junqueira)

9 DE SETEMBRO DE 1950 Esteve na Junqueira O cinema ambulante do S. N. I. Esteve há pouco na freguesia da Junqueira, do nosso Concelho, o Cinema Ambulante do Secretariado Nacional de Informação e Cultura, onde deu uma sessão cinematográfica dedicada às classes trabalhadoras daquela freguesia e vizinhas, que foi muito concorrida e tendo deixado em todos a melhor impressão. Antes de começar o espectáculo, conforme o desejo do sr. Presidente da Câmara, foi pronunciada ao microfone do Cinema uma palestra pelo professor primário daquela localidade, sr. José Lopes da Costa, que a assistência muito apreciou e em que foi explicado o motivo porque o Governo criou e envia às populações distantes o Cinema Ambulante.

23 DE SETEMBRO DE 1950  Carta à Redacção Junqueira, 20 de Setembro de 1950. Ex.mo Sr. Redactor de “Renovação” “Mais uma vez quis o Senhor Correspondente da Junqueira mostrar a sua verbosidade com o arrozoado que “Renovação” inseriu no penúltimo número. Mais uma vez quis o Senhor Correspondente mostrar quem é, julgando erradamente mostrar ser o que pretende ser. Metendo os pés pelas mãos, vem agora dizer que não se pretendia uma festa pomposa, quando na sua correspondência, que motivou a minha primeira carta, focou a pompa das festas passadas, as quais tinham atingido “proporções grandiosas, que pela decoração da nossa melhor artéria, quer pelas afamadas Bandas de Música, quer pelo concurso de distintos pirotécnicos”, etc., etc., e “que a generosidade do nosso povo é garantia segura para se fazer uma festa sem sacrifícios grandes para ninguém”. Agora já não é da falta de pompa que se acusa a minha festa. Agora é acintosa. Coitada dela. Que nome tão feio V. Ex.ª lhe deu. Mas ela não se zanga, senhor correspondente, com a afronta. Como a queria, então? Com pompa ou sem ela? Pena foi que C. Ex.ª não aceitasse o encargo de a fazer para o ano, para nós lhe tirarmos o modelo. Lamento que V. Ex.ª não quisesse compreender o que eu disse ao escrever que nem todas as obras sugeridas por V. Ex.ª tiveram o aplauso geral. Eu lho explico: qualquer obra, por muito importante que seja, tem sempre alguém que a critique. Há sempre qualquer coisa a dizer dela, embora os seus benefícios sejam bem palpáveis. Uns fazem-no por espírito crítico, outros por maldade, outros ainda por inimizade com os seus autores. Não admira, pois, que a minha festa, sendo uma obra, tivesse também quem a criticasse, estando à frente V. Ex.ª e os seus satélites. Partiu de V. Ex.ª a ideia da construção dos bancos em frente à escola, onde V. Ex.ª se senta nas horas de recreio. Não seria mais útil que o dinheiro nosso gasto fosse dispendido na limpeza do poço que há na Escola donde V. Ex.ª tirava água para consumo, quando nela habitava? Acha bonito que as crianças, para matar a sede, andem em bicha, atravessando a estrada, em correrias, com perigo até de ser atropeladas, a incomodar constantemente a vizinhança para lá beberem, indo por vezes pedir água a uma loja onde se vende vinho, de onde um professor as deve constantemente afastar? Não sabe V. Ex.ª do que é capaz? Esquece-se da maldade dos seus escritos para os jornais? Ou julga que não há quem veja neles o que neles há de encoberto? Se não se lembra já, que lho lembrem os seus amigos, apostando-lhe este o aquele caso, esta ou aquela pessoa atingida. E veja V. Ex.ª, se a sua obra é tão boa como diz, se os benefícios que por sua iniciativa vieram para a nossa terra são de tal importância, se o seu trato é cavalheiresco, porque razão não encontra V. Ex.ª um amigo em cada habitante da freguesia? E em amigos é V. Ex.ª muito pobre. Não lho diz a consciência? Não lho diz a recordação dos muitos dissabores por que tem passado? Não sou caluniador, senhor correspondente. Com a minha carta quis apenas dar uma explicação ao povo da minha terra, se bem que tal não fosse preciso, por ser bem conhecido o autor do enxovalho. E saiba V. Ex.º que, não me merecendo a mínima consideração, dou o caso por arrumado. De V., etc., Manuel Domingues Leite de Sá

20 DE JANEIRO DE 1951 Junqueira, 17 Telefones – Está em pleno funcionamento a rede telefónica da Junqueira, grande melhoramento para os povos das freguesias da “Faria”, pois em todas elas se encontram instalados telefones públicos e particulares. Apenas temos a lamentar a deficiência dos telefones instalados que, por contínuas avarias, não permitem a sua utilização constante, o que muitas vezes ocasiona prejuízos e transtornos incalculáveis aos seus possuidores. Para a Direcção-Geral dos C. T. T. chamamos a sua atenção, certos de que rapidamente será remediado este estado de coisas. Publicámos a seguir a lista dos telefones da rede da Junqueira e Parada:

1 – Posto Público (em casa do sr. José Quinteira)

2 – Dr. Carlos Pinto Ferreira

3 – Eng. José Ferreira Várzea

4 – Nuno Salgueiro (Quinta do Ral)

5 – D. Olga Pinheiro

6 – João Pacheco T. Rebelo Carvalho

7 – José Gomes Neto (Quinta da Boa-Vista – Casal de Pedro)

8 – Cupertino de Miranda (Ponte D´Ave)

9 – Arnaldo Miranda Guimarães (Ponte D´Ave)

10 – Horácio Nogueira

11 – António F. Costa Magalhães

12 – Dr. Eduardo Campos Costa

13 – António José da Costa Junior

14 – Joaquim Lopes da Silva

15 – Adelino Azevedo Cunha e Pereira

16 – José Lopes da Costa

17 – José Ferreira de Lima, de Rio Mau

18 – Júlio Bento Simões (Ponte D´Este)

19 – Joaquim Ribeiro (Rio Mau)

20 – Mário da Costa Macedo – Touguinhó

21 – Américo Angeiras – Touguinhó

1 de Parada – Dr. Manuel F. Campos

2 – Abílio Guimarães, de Ferreiró

3 – Viação Costa e Lino, Lda., de Parada

4 – Manuel Gonçalves, de Bagunte

5 – Manuel Carneiro Gonçalves, de Outeiro

6 – D. Beatriz Nóbrega

7 – António José da Fonseca, de Ferreiró

22 DE SETEMBRO DE 1951 Casamento Na segunda-feira última, dia 17, realizou-se o enlace matrimonial da menina Maria da Conceição Carvalho Paiva, desta vila, com o sr. António Lopes Ferreira da Costa, da Junqueira. A cerimónia teve lugar numa capela ricamente armada em casa da família da noiva, tendo celebrado o acto o reverendo Porfírio Alves, prior desta vila que, no momento próprio, dedicou aos nubentes oportunas palavras inspiradas no Evangelho. Serviram de padrinhos, por parte da noiva, sua mãe D. Emília de Carvalho Maia e seu irmão sr. Manuel José de Carvalho Paiva, e por parte dos noivos seus primos D. Aurea Faria Félix e sr. António Ferreira da Costa Magalhães, tendo conduzido as alianças a menina Nelita, graciosa sobrinha da noiva. Finda a cerimónia religiosa, e depois dos recém-casados terem recebido de todos os cumprimentos de parabéns, foi servido um fino “almoço volante” a que assistiram mais de setenta convidados e pessoas de família. Aos brindes, usaram da palavra, manifestando os desejos de felicidades que os noivos merecem pelas suas qualidades e virtudes, os srs. Dr. José Moreira Maia, reverendo Porfírio Alves, Ruy Ferreira da Costa, reverendo Manuel Gomes da Costa (pároco da Junqueira), José Lopes da Costa (pai do noivo), dr. José Casal Pelayo, F. Monteiro e dr. José Lopes Ferreira da Costa. O noivo teve, depois, palavras sentidas de agradecimento e apreço para todos. Aos noivos foram oferecidas muitas e valiosas prendas, em que predominavam artísticos objectos de prata. A meio da tarde, dirigiram-se a Valença, seguindo para Espanha. No dia 16 do próximo mês, embarcarão para a cidade de Recife, no Brasil, em companhia de seu irmão e cunhado sr. Manuel José de Carvalho Paiva.

18 DE ABRIL DE 1953 Campanha contra o analfabetismo Por Portaria publicada no “Diário do Governo” foram nomeados regentes dos cursos de educação de adultos os seguintes professores: (…) José Lopes da Costa, da Junqueira (…)

1 DE MAIO DE 1954 Campanha contra o Analfabetismo Por despacho ministerial recentemente publicado no “Diário do Governo”, foram nomeados Regentes dos Cursos de Educação de Adultos, os seguintes professores: – (…) José Lopes da Costa, para a da Junqueira; (…)

9 DE FEVEREIRO DE 1957 Junqueira, 4 Num magnífico salão da “Casa do Mosteiro”, efectuou-se no dia 27 de Janeiro último uma reunião de estudo, em vistas à organização de uma Obra de Assistência Social nesta freguesia. Porque o problema é complexo e os grandes jornais já o noticiaram, limitamo-nos apenas a um resumo substancial. Estiveram presentes as pessoas de maior destaque no nosso meio. Aberta a sessão pelo sr. João Rebelo de Carvalho, falou em seguida o reverendo Pároco desta freguesia, que focou o objectivo da obra e a sua orgânica, que é igual à das Conferências Vicentinas e Centros de Assistência. O sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira louvou e incitou tão bela iniciativa, propondo a todos o exemplo de Fajozes e Mosteiró – as únicas freguesias deste concelho com obras de assistência. É justo que o seu exemplo tão nobre seja seguido por toda a parte. Numa brilhante alocução, o sr. Professor Lopes da Costa apresentou uma súmula de ideias práticas para a concretização do mesmo fim, sem esquecermos as oportunas sugestões dos srs. Nuno Salgueiro e Manuel Leite de Sá. Assumiram, para já, o fatigante encargo da organização, os srs. João Rebelo de Carvalho, pe. Manuel Baptista de Sousa, António Magalhães Júnior e Júlio da Costa Amorim. Que todos compreendam o seu esforço e prestem o seu concurso moral e material a tão digna cruzada de auxílio aos necessitados, são os nossos votos.

7 DE SETEMBRO DE 1957 Junqueira, 3 Casamento No passado dia 26, efectuou-se o enlace matrimonial da menina Adília Ferreira Lopes da Costa, digna professora de Ferreiró e filha do sr. José Lopes da Costa (professor aposentado) e da sra. D. Etelvina Ferreira Lopes da Costa, com o sr. Eduardo da Silva Aguiar, comerciante no Brasil, filho do sr. Manuel Aguiar e da sra. D. Felismina da Silva Félix. A cerimónia religiosa foi realizada pelo digno pároco desta freguesia, Pe. Manuel Baptista de Sousa, na Igreja de Nossa Senhora da Penha, em Guimarães. Paraninfaram o acto um irmão do noivo, sr. António Lopes da Costa e sua esposa, a sra. D. Maria da Conceição Azevedo Lopes da Costa. Finda a cerimónia, foi oferecido, aos convidados, um primoroso almoço num hotel daquela cidade. Em seguida, os noivos – a quem desejamos uma perene felicidade – seguiram em viagem de núpcias por várias terras de Portugal.

5 DE OUTUBRO DE 1957 Junqueira, 26 Casamento – No último dia 19 de Setembro, consorciou-se no Santuário do Sameiro, em Braga, a menina Fernanda Souto Magalhães, estimada filha do importante e conceituado comerciante desta freguesia, proprietário da “Casa Quelhas”, sr. António Ferreira da Costa Magalhães, com o sr. Joaquim Ferreira da Costa, comerciante em Angola. Depois da cerimónia religiosa, foi oferecido aos numerosos convidados um lauto almoço num restaurante daquela cidade, perante o qual usaram da palavra o pároco da freguesia dos noivos, Pe. Manuel Baptista de Sousa, o Pároco de Gavião – Famalicão, Pe. Manuel Gomes da Costa e o professor aposentado sr. José Lopes da Costa, que focaram, em brilhantes improvisos, as excelentes qualidades dos noivos. A estes, que em breve partem para Angola, desejamos muitos prosperidades no futuro.

5 DE OUTUBRO DE 1957 Junqueira, 26 Falecimento – No passado dia 24, depois de prolongada doença, e confortado com os Sacramentos da Santa Igreja, faleceu o sr. Manuel Rodrigues Palácio, proprietário, de 74 anos de idade, que deixa viúva a sra. D. Ana Gomes da Costa. O seu funeral, que se realizou no dia imediato, foi muito concorrido, o que demonstra bem a estima de que o saudoso extinto gozava entre toda a gente. Foi celebrada Missa de Corpo Presente e rezado Ofício Divino, findo o que o cadáver foi conduzido ao cemitério local. Conduziu a chave do caixão o sr. Prof. José Lopes da Costa. À família enlutada, enviamos sentidos pêsames. – C.

25 DE JANEIRO DE 1958 Junqueira, 14 Gesto de caridade António Aires da Silva Ferreira, considerado comerciante em S. Tomé e Príncipe, enviou ao sr. José Lopes da Costa, professor aposentado, a quantia de 300$00 para ser distribuída pelos pobres desta freguesia na quadra do Natal. Esta esmola foi criteriosamente dividida pelas 30 pessoas mais necessitadas. São exemplos dignificantes, como este, que nós devemos tomar por norma de conduta. A generosidade desinteressada dos que podem para com os que precisam é a virtude que devia imperar no coração de cada um. É preciso combater a miséria e esta só a golpes de generosidade será vencida. Em nome dos pobrezinhos desta freguesia aqui ficam expressos os nossos sinceros agradecimentos, fazendo votos para que o vento da fortuna continue a soprar de feição nos negócios deste nosso caritativo conterrâneo.

31 DE OUTUBRO DE 1959 Pelos Bombeiros (…) A Comissão angariadora de fundos para a aquisição da nova “SIRENE”, foi, no passado dia 4 do corrente, de abalada à próspera freguesia da Junqueira. Todos os seus habitantes, gente boa, sã e compreensiva, contribuíram com a mais viva satisfação para a compra da nova “SIRENE”. Concorreram com os seus óbulos, as pessoas seguintes: Com 100$00 – Nuno Villares Salgueiro e José Fernandes Campos. Com 50$00 – Dr. Carlos Pinto Ferreira, Júlio da Costa Amorim, António Magalhães, António Carvalho de Azevedo, D. Inez Pimenta de Fonseca, José Lopes da Costa, Adelino Augusto Cunha e Pereira e D. Ilda Rebelo de Carvalho. Com 30$00 – José Quinteira e Júlio Lopes da Silva Félix. Com 20$00 – Amadeu Faria, Amândio Machado, José Bento Correia, José Ferreira Boucinha, Carlos Gonçalves da Silva Capela, Arnaldo Pinto Braga, D. Amélia Ferreira da Costa, Ernesto Cardoso de Oliveira e um anónimo. Com 10$00 – Alberto Antunes, Júlio Augusto Miranda, João Gomes Araújo, D. Maria Pinto de Lima, Armando da Costa Neves, Joaquim Gonçalves Baptista, Avelino Alves e Armindo da Silva Lopes. Com 5$00 – Alexandrino Cunha, Cândido Alves Remelhe, Joaquim Agra, Adelino Cândido Baptista da Costa, Abel Lopes Moreira, Francisco Lopes da Silva, Galiza de S. Simão e Manuel Baptista da Costa Júnior. Com 2$50 – Tomaz Ferreira Baptista, Carlos Fructuoso da Silva e Adelino Lopes de Almeida. Com 1$50 – Bernardino da Silva. Com 1$00 – Luiz Lopes da Costa, Manuel Fernandes e Marcelino Gomes de Araújo. Com $50 – Cândido Batista da Costa. Num total de 922$50. E assim, Junqueira, os seus habitantes, acabavam de escrever mais uma página de amor e caridade. A todos, o nosso “muito obrigado”! (…)

13 DE JANEIRO DE 1962 Boas festas Durante a quadra festiva do Natal e Ano Bom, tiveram a amabilidade de nos enviar cumprimentos de Boas Festas, gentileza que agradecemos e retribuímos, as seguintes firmas e individualidades: (…) José Lopes da Costa, da Junqueira (…)

15 DE FEVEREIRO DE 1964 Pelos Bombeiros Continuamos a publicar os nomes das pessoas que contribuíram, com os seus donativos, para a compra da nova ambulância: Freguesia da Junqueira Com 250$00: Dr. Eduardo Campos da Costa Com 200$00 António da Costa Faria Com 100$00 Dr. Carlos Pinto Ferreira e Joaquim Ferreira da Costa Com 50$00 Adelino Azevedo Cunha e Pereira, Flávio de Freitas Faria, António Ferreira da Costa Magalhães, António Lucas Patrício, Manuel Lopes Curval, Anónimo, Júlio da Costa Amorim, Alberto Lima Ventura da Conceição, Carlos Rocha e Padres Monfortinos. Com 40$00 José Lopes da Costa Com 30$00 Alcino Costa Fernandes, Padre Manuel Baptista de Sousa e Manuel Domingos e Sá Com 20$00 Manuel da Silva Costa, Carlos da Silva Lopes, Alberto Antunes Lopes da Costa, Serafim Martins Ramos, Alfredo Moreira Maia, António Gonçalves Araújo Ramos, Manuel Campos Ferreira, António da Silva Baptista, Alexandrino Gomes Peniche, D. Maria Gomes da Silva Casa Nova, Ernesto Cardoso de Oliveira, Joaquim Gomes da Silva, Armindo da Silva Lopes, Joaquim Gonçalves de Sá, João da Costa Carneiro, Manuel Lopes da Silva, José Maria Ferreira, Albino Ferreira Boucinha e Manuel Gonçalves Ferreira. Com 10$00 Domingos Lopes Faria, António Pereira Novais, Luís Cândido Baptista da Costa, Manuel Lopes Baptista da Costa, José da Costa e Silva, Adelino Gomes Oliveira, Luis Dias, Joaquim da Costa Santos, João Amorim Silva Capela, Armando da Costa Neves, Carlos Baptista Carvalho, Amândio Machado, António Oliveira, Manuel José Pereira, José de Sousa, Manuel da Costa Ferreira, Joaquim Gomes Ferreira, Alfredo José do Vale, Daniel Ferreira, José Ferreira de Matos, António Ferreira de Matos, José da Costa Oliveira, Domingos Cunha Soares, Manuel José Aguiar, António Gonçalves Faria, Fernando da Silva Fernandes, Francisco Lopes da Silva, Amadeu Alves, Adelino Lopes da Silva e Joaquim Ferreira Matos. Com 7$50 Lino Fernandes Faria e Júlio Balazeiro Amorim Com 5$00 Manuel Rodrigues da Costa, Joaquim Gonçalves Baptista, Adelino Cândido Baptista da Costa, José Lopes Moreira, Constantino Lopes Ferreira, Marcelino Gomes Araújo, José Ferreira da Costa, Carlos Frutuoso da Silva, Augusto Lopes Moreira, Manuel Baptista Carvalho, Marcelino Baptista Oliveira, Américo Cândido Baptista da Costa, Marcelino Baptista da Rocha, Manuel José Luís, D. Maria da Piedade Neves, Francisco Pereira da Costa, José da Costa Campos, D. Odete Ferreira Soares Carneiro, José António Ferreira Alves, Eduardo Silva, António Carreira Faria, Joaquim Gonçalves Gomes, Alexandrino da Silva, José Maria Lopes, Fernando Vilarinho Silva, António Lopes Ferreira, António da Silva Azevedo, David Américo Ferreira Alves, José da Costa Santos, D. Inês Neves Maia, António da Costa Ramos, D. Emília Lopes Curval, António Lopes Alves, Ângelo Dias Ferreira, Alexandrino Machado da Cunha, Isaac Leituga de Sousa, Luís Carvalho da Silva, Abel da Costa Oliveira, José Lopes do Souto, António Francisco Fernandes, António da Costa Cardoso Barbosa, Júlio Pereira da Silva, Carlos Faria, Paulino Ferreira Matos, Manuel Fernandes, D. Diolinda Ferreira Matos, Augusto Cerqueira, António Ferreira da Silva, Francisco Pereira dos Santos, D. Arminda da Silva Cerqueira, Aníbal Moreira Mesquita, D. Olívia Rodrigues Palácio, Laurentino Alves das Neves, António de Oliveira Carvalho, D. Maria Alves de Oliveira, D. Maria Amélia Baptista, D. Albertina Joaquina Ferreira, Manuel Gomes Pereira, Joaquim Agra, Albino Lopes Ferreira, António Martins Ferreira da Costa, Adelino Oliveira Curval, Manuel da Costa e Silva, António Vilas-Boas, Manuel Silva, Manuel António Faria, António Joaquim Monteiro da Silva, D. Maria da Silva Ferreira, José Gomes Lameiro, Manuel Alves Amorim, Manuel da Silva Pereira, Manuel Capela, José Martins, Horácio da Silva Pereira, Joaquim Gomes da Silva, Horácio Costa Santos, José Ferreira da Costa, David Lopes Azevedo, Álvaro Gonçalves da Costa, Joaquim Lopes da Silva, Armindo Leites, José Lopes da Silva e Joaquim Lopes da Silva. De diversos, com importância inferiores a 5$00 – 257$30.

22 DE JUNHO DE 1965 Casamento Realizou-se, há dias, na Igreja Paroquial da freguesia da Junqueira, deste concelho, o auspicioso enlace matrimonial do sr. António F. da Costa Magalhães Júnior, comerciante naquela localidade, filho do sr. António Ferreira da Costa Magalhães e da sra. D. Angélica do Souto Magalhães, esta já falecida, com a menina Deolinda Rodrigues Faria, filha do sr. Domingos Lopes Faria e da sra. D. Bernardina Rodrigues Palácio, também já falecida. O acto teve grande solenidade, tendo nele tomado parte bastantes dezenas de pessoas. O copo de água, abundante e variado, efectuou-se em casa do pai da noiva, no lindo lugar de Casal do Pedro, que o povo daquele lugar mais alindou ainda em tapetes de flores e outros ornamentos. Foram padrinhos do casamento do noivo os srs. José Lopes da Costa e D. Cândida Carvalho Azevedo, e da noiva os srs. António da Costa Amorim e sua esposa. No fim foram pronunciados vários brindes enaltecendo o acto realizado e as qualidades nos nubentes. Os noivos seguiram, no fim, em viagem de núpcias para Fátima, Lisboa e outras terras de Portugal.

22 DE OUTUBRO DE 1966 Doente Tem passado muito mal da sua saúde, o nosso amigo e antigo correspondente na freguesia da Junqueira, sr. professor José Lopes da Costa. Acentuadas melhoras nos seus padecimentos, lhe desejamos.

5 DE NOVEMBRO DE 1966 Falecimentos (…) José Lopes da Costa No passado dia 30, e na sua residência em S. Simão da Junqueira, deste concelho, faleceu, com a idade de 76 anos, o sr. José Lopes da Costa, professor aposentado do ensino primário. O saudoso extinto, era casado com a sra. D. Etelvina Ferreira da Costa, pai das sr.as Dra. Maria Augusta, Odete, Cândida, Alcina e Adília Lopes Ferreira da Costa (ausente no Brasil) e dos srs. António Ferreira da Costa (comerciante em Pernambuco), Dr. José Lopes Ferreira da Costa, médico nos Estados Unidos da América, e Dr. Rui Lopes Ferreira da Costa. Era sogro das sr.as D. Maria da Conceição Carvalho Paiva Lopes da Costa, D. Maria Alice do Espírito Santo Lopes da Costa e da sra. D. Maria Jorge Matos Lopes da Costa e dos srs. Eng Isolino Ferreira de Azevedo, Eduardo da Silva Aguiar e cunhado da sra. D. Maria Alice Belo da Costa e António Ferreira da Costa Magalhães. O professor Costa, ora desaparecido, exerceu na Junqueira, durante mais de 40 anos, a sua profissão e foi, durante muito tempo, naquela freguesia, correspondente do nosso jornal, nele defendendo os interesses da sua terra com aprumo e integridade. O seu funeral realizou-se, após missa de corpo presente, para o cemitério paroquial, com grande acompanhamento de pessoas de todas as classes sociais, ficando o seu corpo depositado em jazigo de família. Renovação apresenta a toda a família enlutada, os seus mais sentidos pêsames.

NOTA: ESTE PERFIL PRECISA DE SER REVISTO POR HAVER CONFLITO COM OUTRO NOME NA LISTA.

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