Mafalda Gomes Machado

Dados biográficos:

filha de Sebastiana Gomes (proprietária da Quinta das Rosas)

– sobrinha de Gisele Nayr

– casada com Augusto Machado

– irmã de Ricardo Gomes e Carlos Gomes

– Deixou a Quinta das Rosas entre os anos de 1957 e 1958

– sobrinha de Angela Mayer Lopes Martins

 

Notícias completas:

1938

9 DE AGOSTO DE 41 Na nossa última correspondência noticiámos que esta freguesia já tem telefone. Evidentemente, devido à acção empreendedora dos srs. Ex.mos. D. Mafalda Gomes e dr. Carlos Pinto Ferreira, esta progressiva localidade acaba de ser dotada com mais este melhoramento. Muito concorreu também para a sua rápida efectivação o exmo. Sr. Engenheiro Augusto Machado, muito distinto Director dos Serviços Florestais do Norte.

24 DE OUTUBRO DE 42 (Junqueira, 20) No passado domingo reuniu a Assembleia Geral da Sociedade Electrificadora da Junqueira, Lda., para apreciação do Balanço e Contas desta Sociedade. O gerente da Sociedade sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, fez um minucioso e elucidativo relato da vida desta Sociedade verificando-se que além das beneficiações que a rede tem sofrido, de terem sido pagos os suprimentos feitos em virtude do capital subscrito não ter chegado para a conclusão da rede, ainda em caixa o saldo de 7.138$00.
Foi deliberado que esse saldo ficasse constituindo fundo de reserva e as contas foram aprovadas por unanimidade. A Assembleia manifestou o seu pesar por não haver um profissional que acudisse de pronto a qualquer avaria local que ocasionasse falta de luz nas casas dos sócios. A Gerência, porém, tomou o compromisso de providenciar de pronto para reparar qualquer avaria eventual. Foram tratados ainda outros assuntos de mediana importância.
Por último foi aprovado um voto de louvor aos exmos. Sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira e sra. D. Mafalda Gomes por velhos serviços prestados à Sociedade.

13 DE SETEMBRO DE 47 (Junqueira, 2) Qualquer pessoa que a sorte designe para exercer um cargo público deveria ter o maior prazer que, da sua administração, honrada e inteligente, resultasse qualquer obra útil para a colectividade, e que lentamente fosse modificando a fisionomia da sua terra, dando-lhe comodidade e mais beleza.
Era um bem e um incentivo para os futuros ocupantes daquele cargo, que por sua vez pensariam ligar o seu nome a novo benefício com o qual iriam engrandecendo a sua terra.
E assim, com estes dois grãos de areia com que cada um concorreria para o grande edifício social, diligente e patrioticamente se iria levantando a montanha da civilização esplêndida e fecunda.
Infelizmente não acontece assim. Não se escolhem para os cargos indivíduos competentes, activos, empreendedores, o que é uma pena. Passa um ano, passa uma década, passa uma vida e a aldeia é o que sempre foi, terra de bons ares, mas inóspitas, sem atractivos de qualquer espécie. E se uma vez se levanta, desinteressada e honesta, a apontar uma falta, a defender uma velha regalia da terra, a lembrar a conveniência de certo melhoramento, logo esse gesto é denegrido e acoimado de subversivo e hostil.
Como se – como muito bem disse Renovação num dos seus passos do último número – todos os que nessa terra vivem sejam cegos… A obra de maior vulto feita nesta freguesia nos últimos cinquenta anos foi a inauguração da luz eléctrica. Nunca nos cansaremos de destacar os nomes dos dois beneméritos que mais concorreram para esse importante melhoramente e a quem, mais uma vez, rendemos as nossas mais sinceras homenagens: os ex.mos srs. Randolfo Pinto Ferreira e D. Mafalda Gomes Machado. Agora consta que as autoridades da terra, juntamente com a Comissão da União Nacional, vão aproveitar o benefício do grande plano dos Centenários para construir nesta freguesia uma escola feminina. Essas entidades, que já efectuaram várias diligências para esse fim, não deixarão passar a magnífica oportunidade, pois é urgente que a escola feminina saia do edifício verdadeiramente impróprio em que desde há anos está instalada. Também o público aguarda com muita ansiedade que seja inaugurada a luz pública nesta freguesia, conforme foi deliberado há cinco anos numa Assembleia Geral da Sociedade Electrificadora desta freguesia. É um elementar dever que isso se faça, tanto mais que foi deliberado pelos sócios.

7 DE FEVEREIRO DE 48 (Junqueira, 4) Passa amanhã o aniversário natalício da ex.ma sra. D. Mafalda Gomes Machado, dedicada esposa do Engenheiro sr. dr. Augusto Machado. É-nos muito grato apresentar a s. ex.ª os nossos parabéns, por tão faustosa data. – C.

8 DE OUTUBRO DE 1949 Junqueira, 3 Passou há dias o aniversário natalício da exma. Sra. D. Sebastiana Gomes, proprietária da Quinta das Rosas, desta freguesia. Uma agradável e honrosa surpresa estava reservada, nesse dia, para aquela veneranda senhora, pois várias famílias de Lisboa, Porto, Braga e doutras localidades vieram cumprimentar a aniversariante, o que a sensibilizou em extremo. Sua filha, a sra. D. Mafalda Gomes Machado e o seu genro, sr. Engenheiro Augusto Machado, fizeram servir àquelas famílias ilustres, onde figurava uma escritora e vários homens de letras, um finíssimo copo de água, o que deu origem a pronunciar-se vários brindes de homenagem à sra. D. Sebastiana Gomes, a quem apresentamos também os nossos respeitosos cumprimentos com o desejo sincero de que esta data se repita por muitos anos.

8 DE OUTUBRO DE 1949 Junqueira, 3 Do Gerês, onde estiveram a fazer uso das águas daquela famosa estância termal, regressaram há dias o sr. Engenheiro Augusto Machado e a sua esposa a sra. D. Mafalda Gomes Machado.

22 DE OUTUBRO DE 1949 Carta da Junqueira Abertura solene das aulas Teve o maior brilho, a solene inauguração do presente Ano Lectivo, que teve lugar na espaçosa Sala de Aula da Escola Masculina desta freguesia, no passado dai 7. Linda flores, colocadas por toda a Sala, nas mesas e carteiras da escola, davam um lindo aspecto ao acto que pela primeira vez se ia praticar. Ao lado da mesa do professor via-se a Bandeira Nacional, e nas paredes, em vistosos dísticos, entre outros, liam-se os seguintes pensamentos: — Se tu soubesses o que custa mandar, gostarias mais de obedecer toda a Vida. – A tua Pátria é a mais linda de todas as Pátrias: merece todos os teus sacrifícios. – Nunca ponhas o teu interesse acima do da tua família, porque tu passas e ela fica. – Faz aos outros o que quiseres que te façam a ti. Presidiu à sessão o reverendo pároco desta freguesia, ladeado pelos srs. Carlos da Silva Capela, Domingos Lopes Faria e António da Costa Faria, que constituem a Junta de Freguesia. Em lugares de destaque, sentaram-se os srs. Comendador Rebelo de Carvalho e as sras. D. Ilda Rebelo de Carvalho, D. Sebastiana Gomes, D. Mafalda Gomes Machado, Júlio da Costa Amorim, José Ferreira Boucinha, etc. Numerosos pais de alunos e outras pessoas amigas da Escola completavam a avultada assistência. Em primeiro lugar usou da palavra o professor sr. José Lopes da Costa, que agradeceu a comparência da digna Junta, dos pais das crianças e das distintas Famílias ali presentes, que vinham assim manifestar o seu interesse, a sua dedicação e simpatia pela escola dos filhos do povo da nossa terra. Agradeceu ao reverendo pároco a boa vontade com que sempre coopera nestes actos, fazendo assim viver em proveitosa harmonia, em estreito amplexo, a Igreja e a Escola. Depois de se espraiar, em oportunas considerações, apela para os pais das crianças para que as mandem sempre à Escola e auxiliem os professores na obra educativa em que estão empenhados, frisando a Bondade, o Amor, a Caridade, a boa educação são atributos de Deus que todos devemos praticar para que a Sociedade seja mais perfeita e mais justa. Seguiu-se no uso da palavra a professora sra. D. Maria Júlia de Mesquita, cujo discurso foi muito apreciado. Começou por dizer que apresentava cumprimentos às pessoas que se dignaram prestigiar esta reabertura solene das nossas aulas com a sua honrosa presença, e, ainda mais, às que se dignaram oferecer as suas dádivas para os nossos alunos. A alegria que os interessantes prémios vão proporcionar às criancinhas, serão como que um raio de felicidade a penetrar na alma dos seus benfeitores. Entre a Escola e a Família deve existir um elo firme a ligá-las na mesma sublime aspiração. Minhas queridas meninas, – continuou noutro passo, um novo ano escolar se apresenta à nossa frente. Abrem-se, uma vez mais, as portas da nossa Escola velha, e vós, como andorinhas, alegres e chilreantes, voltais. Sêde bemvindas! Sinto pena que não possais entrar já este ano para uma Escola nova, bonita, radiosa, cheia de luz, onde poderieis sentir bem-estar e doces alegrias. Três coisas vos peço: pontualidade, dedicação pelo estudo e obediência. Por último falou o reverendo pároco, que disse: “Começar um ano lectivo é acender um facho para espancar as trevas que envolvem o cérebro das criancinhas. O professor vai incutir lentamente, nessas almas em embrião, os princípios da moral e da educação cívica, o amor de Deus, da Pátria, da Família e da Sociedade, e simultaneamente espalhando a luz do ABC, que opera maravilhas quando bem orientados e cai em terreno generosamente preparado. Mas para isso é preciso que os pais auxiliem os obreiros da instrução. Agradeceu também a comparência de tão boa gente, que assim deram um nobre exemplo de amor á Instrução”. Nos intervalos foram entoados o Hino Nacional e lindas canções patrióticas. Foram distribuídos prémios aos alunos, gentilmente oferecidos pela sra. D. Sebastiana Gomes, pela Junta de Freguesia e pela Caixa Escolar. A sessão que, como dissemos, foi muito concorrida, deixou a melhor impressão em todos os assistentes. – C.

20 DE MAIO DE 1950 Junqueira, 16 Encontra-se bastante doente a sra. D. Sebastiana Gomes, proprietária da “Quinta das Rosas” e mãe da sra. D. Mafalda Gomes Machado. Desejamos as suas melhoras.

3 DE JUNHO DE 1950 Junqueira, 29 Tem obtido melhoras, o que muito estimamos, a sra. D. Sebastiana Gomes, veneranda mãe da sra. D. Mafalda Gomes Machado. Da Quinta das Rosas, desta freguesia.

25 DE NOVEMBRO DE 1950 Chegadas De regresso de Sevilha e Madrid, onde se realizou o Congresso de Oleícultura, regressou à sua casa da Junqueira o sr. Engenheiro Augusto Machado, muito ilustre Director da 1.ª Circunscrição Florestal, acompanhado de sua Exma. Esposa sra. D. Mafalda Gomes Machado, e da sra. D. Maria Cupertino de Miranda.

29 DE SETEMBRO DE 1951 Chegadas (…) Das Termas do Gerês, chegou ao seu palacete da freguesia da Junqueira, o sr. Dr. Augusto Ferreira Machado, muito distinto Director da 1ª Circunscrição Florestal, acompanhado de sua ex.ma esposa, sra. D. Mafalda Gomes Machado.

15 DE JANEIRO DE 1955 Na Junqueira Festa na Escola Feminina No passado dia 2, realizou-se na Escola Feminina desta freguesia uma encantadora festa de caridade, dirigida e organizada pela distinta Professora sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Teve como finalidade a distribuição de agasalhos às crianças mais pobres. Contribuíram para a festa uma importante verba oferecida pela Assistência Médico-Social e a generosidade e boa compreensão das sras. D. Mafalda Gomes Machado, Cândida Ferreira da Costa Várzea, Alice da Silva Nogueira, Amélia Ribeiro Nogueira, Beatriz Rainha, Matilde Ferreira Várzea, Fernanda de Freitas Faria, Ana Pinto Ferreira Quinteira, Maria Pinto Ferreira, Lizete da Costa Ferreira Magalhães, Constância Leite de Sá, Felismina Félix Aguiar, Maria da Assunção Caldas de Mesquita, Maria Eugénia da Costa Fernandes, Guilhermina Ferreira Campos, Emelina Campos Costa e o menino José César Cardoso Pinto Ferreira. Também foram oferecidos pelo Laboratório Bial, por intermédio do nosso conterrâneo, sr. Dr. António Ferreira da Costa, uma grande quantidade de remédios que serão distribuídos às crianças, conforme as necessidades físicas e por indicação médica dos clínicos que prestam auxílio nesta Obra de Assistência. O montante de agasalhos fornecidos às crianças foi de 1.277$00, afora os medicamentos. Ao acto compareceram as pessoas mais gradas e representativas da freguesia, bem como um grande número de espectadores, que assistiu, comovido e encantado, a esta festa. À Mesa, presidiu o dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente do nosso Município; era ladeado, à direita, pelos srs. Pe. Manuel Gomes Fernandes, Pároco da Junqueira, Manuel Gonçalves de Sá, Regedor; Dr. António Ferreira da Costa e António Augusto G. Amorim; à esquerda, sentaram-se os srs. Horácio da Silva Nogueira, Presidente da Junta; e Eng. José Várzea. A abrir a sessão, usou da palavra o sr. Dr. Pinto Ferreira que, num brilhante improviso, focou o significado e o alto valor da obra realizada pela Assistência Médico-Social, lembrando quanto se tem feito nesta terra, por intermédio daquele organismo. Acabou por dar a boa nova da fundação de uma Cantina Escolar, com o fim de serem distribuídas sopas, diariamente, às crianças pobres, sub-alimentadas. Para isso, dirigiu palavras de apelo e compreensão aos habitantes da freguesia, para darem a sua cooperação e auxílio a esta importante Obra de Beneficiência e Caridade. As suas palavras foram veementemente aplaudidas por toda a assistência, que mostrou a sua plena adesão àquela ideia. Falou, em seguida, a professora da Escola Feminina, sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Começou por pronunciar sentidas palavras de agradecimento a todas as pessoas que contribuíram, de algum modo, para que esta festa se realizasse, destacando, em primeiro lugar a acção do sr. Dr. José Aroso, poderoso impulsionador da Obra de Assistência Escola, e da qual se deve a sua instituição nesta terra, expressando, em seguida, o seu pesar por não poder estar presente. Em segundo lugar, dirigiu as suas palavras, também de gratidão, ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, pelo muito que tem feito pelas crianças das escolas e, de uma maneira geral, por toda a freguesia. “Através da sua acção – afirmou – verifica-se o veemente desejo de dar solução aos problemas mais urgentes da sua terra, que ele quereria ver próspera e feliz. Para tudo que tenda a beneficiar os seus conterrâneos, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira está pronto a dar o melhor do seu coração e do seu esforço“. Focou, em seguida, o quanto se deve ao sr. Dr. António Ferreira da Costa, por intermédio de quem tem sido oferecida grande quantidade de medicamentos, pelo Laboratório “Bial”, que têm garantido uma boa assistência higiénica às crianças. Agradeceu, também, aos distintos clínicos que, de bom grado, se prontificaram a colaborar nesta Obra de Assistência Escolar, srs drs. Sampaio de Araújo, Eduardo Campos Costa e Alfredo Peniche. Finalmente, dirigiu palavras de louvor às senhoras que contribuíram tão generosamente com as suas dávidas. Depois destas palavras, as crianças entoaram diversas canções e recitaram várias poesias, alusivas à quadra festiva do Natal. Por fim, procedeu-se à distribuição das roupas e agasalhos a 52 crianças que, comovidamente, as iam recebendo das mãos do sr. Dr. Pinto Ferreira. Parabéns a todos quantos contribuíram para esta festa de Beneficiência e Caridade e, em especial, à sra. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, distinta professora da Escola Feminina, que é digna dos melhores elogios, pela maneira brilhante como soube organizá-la. – C.

12 DE FEVEREIRO DE 1955 Na Junqueira Inauguração da Cantina Escolar Com grande brilho e com manifesta alegria de toda a sua população, foi inaugurada, no passado dia 27 de Janeiro, a nova Cantina Escolar da Junqueira, com a distribuição da primeira refeição às crianças das Escolas daquela freguesia. A esta inauguração assistiram as sras. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, D. Emelina Campos Costa Sampaio de Araújo; as digníssimas Professoras das Escolas; a menina Maria Emelina da Costa Pinto Ferreira e os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira e Sampaio de Araújo. Foi indescritível a alegria das criancinhas contempladas: nos seus lábios de inocentes desenhava-se um sorriso de satisfação, de aprazimento e de gratidão; é que para elas aquele era um grande dia: habituadas às inclemências e doas rigores debilitantes de insuficiência alimentar, viam, finalmente, solucionado o problema da sua alimentação. Nas outras crianças, não beneficiadas, notava-se a mesma euforia, compartilhando da alegrai das suas companheiras. As pessoas que assistiram à festa gozavam os primeiros efeitos de uma obra de que haviam sido os principais instigadores. De facto, quando sentimos ter sido úteis à humanidade, experimentamos a alegria mais espiritual, mais íntima e mais duradoira. Dispendiou esta primeira refeição a sra. D. Mafalda Gomes Machado, digna esposa do sr. Eng. Augusto Machado, ilustre Director da 1ª Circunscrição Florestal, que tem sido a grande animadora desta obra de beneficência. À bondade e nobreza da sua alma, se devem um firme apoio e uma valiosa ajuda moral e material, ora incitando à continuação e desenvolvimento, ora oferecendo os talheres e mobiliário necessários ao funcionamento da Cantina. É com pessoas assim que uma obra pode ir avante, porque não falta o entusiasmo, o incentivo do desenvolvimento e, o que vale mais que tudo, o amor e a abnegação. Bem hajam, por isso!

12 DE MARÇO DE 1955 D. Sebastiana Maria Mayr Gomes À hora do nosso jornal entrar na máquina, chega-nos a notícia de ter falecido na Junqueira, na “Quinta das Rosas”, de que era proprietária, a Ex.ma sra. D. Sebastiana Maria Mayr Gomes, mãe da ex.ma sra. D. Mafalda Gomes Machado, e sogra do ex.mo sr. Dr. Augusto Machado, ilustre Director da Estação Aquícola do Rio Ave. No próximo número daremos relato detalhado do seu funeral, endereçando, desde já, a toda a família enlutada, as nossas sentidas condolências.

19 DE MARÇO DE 1955 Falecimentos D. Sebastiana Mayr Gomes No passado dia 7 do corrente, faleceu na sua residência, na “Quinta das Rosas”, da freguesia da Junqueira, a sra. D. Sebastiana Mayr Gomes. A extinta, que era de nacionalidade suiça, era mãe da sra. D. Mafalda Gomes Machado e dos srs. Ricardo Gomes e Carlos Gomes, ausentes no Rio de Janeiro; sogra do sr. Engenheiro Augusto Ferreira Machado, director da Estação Aquícola do Rio Ave e Chefe da 1ª Circunscrição Florestal; e irmã da sra. D. Ângela Lopes Martins. A saudosa extinta, que contava 85 anos de idade, pelas suas elevadas e íntegras qualidades de bondade, caridade e honorabilidade, soube impôr-se à consideração de quantos a conheciam. A morte da desventurada senhora foi, por conseguinte, muito sentida, não só pelas pessoas da sua família, mas também pelas das suas relações. O funeral realizou-se no dia imediato, pelas 10 horas, da sua residência para jazigo de família no Cemitério Paroquial de Touguinhó. A chave da urna foi conduzida pelo sr. Dr. Vasco Nogueira que, a meio do percurso, a entregou ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, digno presidente da Câmara Municipal. No préstito fúnebre tomaram parte numerosas pessoas, vindas das mais diversas partes do país, prova da extensão das suas relações e do quanto era estimada e querida por quantos a conheciam. De entre as diversas individualidades que assistiram ao funeral, destacamos os srs.:  Srs. Celestino Maio, Armando da Costa Lima, Carlos Areias, Taveira Costa, Alcino de Magalhães, Jaime de Magalhães, Ângelo César (filho), José Maria de Andrade Ferreira, Eduardo V. Nogueira, António José de Sousa Pereira, António Ferreira da Costa, Sampaio de Araújo e Eduardo Campos Costa; Engenheiros: Jaime de Oliveira, José Várzea, João Costa, António Rebelo de Oliveira, António Gravato, Ernâni Silva, António Luiz Sampaio e Albano Brito de Almeida; funcionários da Estação Aquícola do Rio Ave e da 1ª Circunscrição Florestal (Porto), Artur Cupertino de Miranda (filho), Alberto Félix, Nuno Salgueiro, José Pinheiro, Aires Gomes Ferreira, Horácio Nogueira, Carlos Pinto, José Carvalho, Gaspar Domingues Luiz, Lino Curval, António Magalhães, Maximiano Angeiras, Adário Angeiras, Carlos Barreto, António Mesquita, António Soeiro, Manuel Angeiras, Pe. Manuel Pires, etc., etc., e ainda inúmeras senhoras. Como representantes da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, de Lisboa, vieram expressamente para assistir ao funeral, os srs. Engenheiros Sousa Monteiro, Alfredo Rego Barata e Manuel Bazílio Vieira Ribeiro. À família enlutada, enviamos os nossos sentidos pêsames. – Em sufrágio da alma da veneranda senhora, foi entregue na nossa redacção a quantia de 100$00, com que a família quis contemplar os pobrezinhos envergonhados, protegidos pelo nosso jornal. Em nome deles, o nosso sincero agradecimento.

10 DE MAIO DE 1958 Junqueira, 3 Quinta das Rosas Há bastante tempo que a “Quinta das Rosas” se encontrava desabitada, por terem mudado a sua residência para o Porto os muito estimados ex-proprietários, sr. Engenheiro Augusto Machado e sua esposa, a sra. D. Mafalda Machado. Pedimos desculpa por não termos relatado o facto na ocasião devida, o que não fizemos por estarmos ausentes. Não podemos, porém, neste momento, deixar de evocar estas duas simpáticas figuras que tanto enobreceram esta freguesia e que o seu povo viu partir com saudade. Partiram, é verdade, deixaram de viver aqui, mas os seus nomes ficaram gravados no coração de cada um, pois foi por sua iniciativa que se realizaram muitos e importantes melhoramentos e generosas obras de caridade e assistência. Serviram esta terra com verdadeiro desinteresse e abnegada dedicação durante o tempo que aqui viveram. Resta-nos exprimir-lhes o profundo reconhecimento do povo da Junqueira e desejar-lhes a continuação de uma vida feliz. – A Quinta das Rosas voltou, porém, a dar sinal de vida: abriram-se de novo as suas portas, perdeu o aspecto sombrio de solar abandonado e dentro dos seus vastos aposentos, há, de novo, vida. A sua actual proprietária, a sra. D. Maria das Dores Pimenta, muito nos honra com a escola para sua residência desta nossa humilde, mas hospitaleira, terra, onde todos encontram a paz duma existência sem ambições e o deslumbramento das suas ricas e variadas paisagens. Apresentamos-lhe os nossos respeitosos cumprimentos, bem como a suas gentis filhas, as meninas Maria Luiza, Maria Antónia e Maria Manuela da Costa Pimenta dos Santos, com votos de que gozem uma existência muito feliz. – C.

13 DE SETEMBRO DE 1958 Junqueira, 9 Faleceu também, há dias, na cidade do Porto, a sra. D. Angela Mayer Lopes Martins. Esta bondosa senhora que, durante muitos anos, residiu na Quinta das Rosas, desta freguesia, era tia da sra. D. Mafalda Gomes Machado, esposa do sr. Engenheiro Augusto Machado. O seu funeral constituiu uma prova eloquente da estima e consideração que merecia a quantos a conheciam. Às famílias enlutadas, enviamos os nossos sentidos pêsames.

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