Manuel de Barros

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3 DE ABRIL DE 1948 Vamos referir-nos a um assunto, para o qual chamamos a atenção da nossa Junta e do nosso Regedor. Trata-se da necessidade de dar um destino conveniente e urgente àquele miserável doente conhecido por “Manuel de Barros” e que anda por esse mundo, ante a indiferença das nossas autoridades, ostentando a sua desgraça e quase a sua nudez. É preciso que essas autoridades procurem com decisão e com alma interna esse infeliz. Um cavalheiro desta freguesia afirmou-nos que já dera conhecimento às novas autoridade de que pagava as despesas que se fizessem em o levar a um médico alienista, condição indispensável para o seu internamento. Porque se espera, pois? Não é com palavras que mostramos dedicação pelos nossos semelhantes. Pedem-nos para que insistamos neste assunto. A ele voltaremos, se não for, como é necessário e urgente, dado humanitário destino a esse desgraçado.

24 DE ABRIL DE 1948 Junqueira, 19 Parece que foi mal interpretado e tomado como acinte, o novo apelo feito há dias, neste jornal, às autoridades locais para que diligenciassem dar um destino humano a esse pobre doente que ainda hoje vimos descer a nossa estrada, muito vagarosamente, mas a tremer, fustigado pela chuva que caía em catadupas e que o molhou até aos ossos. Apela-se, nos jornais, muito respeitosamente, para todas as autoridades ainda as de mais alta categoria social, sugerindo-lhes um alvitre, suplicando-lhes uma pretensão de interesse geral, sem que elas se amofinem ou se sintam ofendidas. Mas, pelo que consta, santo Deus, isto sempre foi audácia da minha parte. Contudo, voltamos a apelar para os sentimentos generosos das nossas autoridades para que procurem dar um destino conveniente a este infeliz, visto o sr. Presidente da Câmara ter já há tempos aplanado as maiores dificuldades.

6 DE NOVEMBRO DE 1948 Da Junqueira Uma Carta Sr. Redactor do Renovação (…) Por várias vezes, também na Renovação, o sr. Correspondente tem chamado a atenção de quem de direito para o estado de abandono em que por aqui vagueia um pobre doente conhecido pelo Manuel de Barros. Lembrava as digníssimas autoridades locais a necessidade do seu internamento, não só sob o ponto de vista moral como higiénico.
Bom seria que o sr. Correspondente continuasse com tão louvável campanha, para bem do laborioso e sensato povo desta freguesia.
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