Manuel Domingues Leite de Sá (F)

Dados biográficos:

  • Proprietário
  • Morador na Garrida
  • Regedor
  • casou com Aldina Dias de Figueiredo
  • pai de José Manuel e Ana Maria Figueiredo Leite de Sá
  • irmão de Constança Leite de Sá
  • genro de Manuel José de Figueiredo

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Notícias completas:

24 DE OUTUBRO DE 42 (Junqueira, 20) O sr. Manuel Domingues de Sá, proprietário desta freguesia, queixou-se à autoridade local de que atrevidos ratoneiros lhe roubaram duma sua propriedade algumas forqueiras de ferro. Bom era que se descobrisse o autor ou autores da proeza e lhe fosse aplicado correctivo conveniente. É capaz de ter sido o mesmo que roubou o chumbo do portão do cemitério e doutra propriedade desta freguesia.

8 DE MAIO DE 1948 Junqueira, 4 Na sala de aula da Escola do sexo masculino desta freguesia, realizou-se, no dia 28 do mês findo, com extraordinário brilho, uma sessão de homenagem ao sr. dr. Oliveira Salazar, comemorativa do XX Aniversário da sua entrada para o Governo da Nação. A sala estava lindamente ornamentada, e a assistência era bastante numerosa. Presidiu à tocante cerimónia, por indicação de um dos Professores, o sr. Presidente da Junta, secretariado pelos srs. Carlos G. S. Capela, Manuel Domingues Leite de Sá, dr. Carlos Pinto Ferreira e o pároco desta freguesia. Falaram, enaltecendo a obra portentosa do enérgico estadista, os srs. Pároco, dr. Carlos Pinto Ferreira, os dois professores e as duas professoras da freguesia, cujos discursos causaram na assistência a melhor impressão. A sessão foi aberta pelo Hino Nacional e terminou com o Hino da Mocidade.

19 DE FEVEREIRO DE 1949 Junqueira, 15 Casou há dias o sr. Manuel Domingues Leite de Sá, proprietário, do lugar de Barros, com a menina Aldina Figueiredo, filha do sr. Manuel José Figueiredo, da vizinha freguesia de Rio Mau. Aos noivos desejamos muitas felicidades.

28 DE AGOSTO DE 1950 Uma Carta Junqueira, 18 de Agosto de 1950

Senhor Redactor do Jornal “Renovação”

“Num dos últimos números deste Jornal, publicou o Senhor Correspondente da freguesia da Junqueira uma notícia que, para quem não estiver ao corrente dos factos, pode dar motivo a suspeitas sobre a honestidade das pessoas nela indirectamente visadas. A nós não nos admira isso, pois de há muito conhecemos no Senhor Correspondente o arreigado costume de, nas colunas dos jornais, escrever sobre tudo e sobre todos…

Dá a entender o Senhor Correspondente que a festa ao SS. Sacramento podia ter sido melhor do que foi. É natural. Podia até suplantar as Sanjoaninas ou Gualterianas. Diz também que a festa não agradou a todos. É naturalíssimo. Fosse como fosse, por mais grandiosa que fosse, nunca agradaria a todos. Mas isso dá-se com tudo. Tiveram o aplauso unânime do povo algumas das obras que, por iniciativa do Sr. Correspondente, se realizaram nesta freguesia?

Cumpriu-se o programa. A festa foi modesta? Sem dúvida. O dinheiro não deu para mais. E para ser como foi, necessário se tornou a alguns membros da Comissão desembolsarem algumas centenas de escudos. No Arquivo da Residência Paroquial pode, quem quiser, verificar a veracidade destas afirmações.

Para as pessoas desta freguesia que conhecem de sobejo do quanto é capaz o Sr. Correspondente, pelo muito que ele já tem dito, não só no jornal “Renovação” como também num diário do Porto, sobre variadíssimos assuntos e sobre pessoas da maior honestidade, não são por certo estes esclarecimentos, pois deles não precisam para nos fazer justiça. Eles são para os descontentes, para os que navegam nas mesmas águas, aos quais aconselhamos também uma boa dose de paciência, até ao ano, para assistirem a uma festa de arromba…

E agora, permita-nos o Senhor Correspondente que nos aproveitemos duma linhazinha da sua notícia com um brevíssimo acrescento nosso para ultimarmos esta carta: “Mas há quem pense que, desde que uma criatura assuma, embora temporariamente, a direcção de qualquer serviço, pode fazer e escrever tudo, mesmo sem ouvir a voz da melhor razão, que a sua cabeça elabore”.

De V. Ex-ª, etc, Manuel Domingues Leite de Sá

2 DE SETEMBRO DE 1950 Carta à Redacção Junqueira, 28 de Agosto de 1950,

Ex.mo Sr. Redactor

Venho, como com certeza já contava, responder à carta, aos enxovalhos que “Renovação” inseriu no último número, só porque eu ousei, no uso de um direito e aliás nos termos correctos, fazer umas referências à festa do SS: Sacramento que não soaram bem ao respectivo tesoureiro.

Eu bem sei que aquilo não é obra do Sá, a quem eu, desde criancinha sempre tratei com as devidas atenções, mas dos oportunistas a quem ele se encostou e que não deixam perder a ocasião de, na sombra traiçoeira, arremessar a sua seta perigosa.

Por isso, eu perdoava-lhe, se ele, signatário daquele pobre escrito, espelho miserável da alma dos seus autores, não revelasse na sua antipática atitude somente ignorância; mas o Sá, que é de maior idade, no seu procedimento comigo foi também grosseiro, insultuoso e até calunioso, subscrevendo afirmações tendenciosas, que deverá provar.

Assim, que é que tu queres dizer naquela expressão: – Para as pessoas festa freguesia, que conhecem de sobejo do quanto so sr. Correspondente é capaz…? De que é que eu sou capaz? De assaltar o teu cofre? De infamar alguém? De faltar a compromissos?

Pobre intelecto o teu!… São as leituras de Zola e de Victor Hugo, naturalmente, que te tem levado a esse estado de alma…

Mas, mais: quais foram as pessoas honestas, ou mesmo desonestas, que eu maltratei? Que obras desta freguesia, por mim sugeridas, é que não lograram o aplauso geral – reparação de fontes, lavadouros, asseio do cemitério, plantação de árvores, aformoseamento de largos, etc.? Quem não aplaude isto? E quais foram as tuas obras e as dos teus secretários e ajudantes? Só estes é que não aplaudiram, porque nunca fizeram nada de útil e também, invejosamente, não querem que os outros façam.

Se, pois, não provares as tuas insidiosas afirmações, terei o direito de te chamar caluniador. Aqui não se tratava, homem, de uma festa feitas com mais ou menos pompa: há até festas que não têm música e em que ninguém repara nem censura. A tua festa, porém, tem carácter vincadamente acintoso, e sabes bem os desgostos que isso te acarretou, em virtude da tua atitude desconcertante e autoritária até para com os teus colegas da Mesa.

– Se os pobres quiserem uma festa melhor, que a façam, disseste tu. Isto são frases infelizes, meu caro… Os pobres, sendo honrados, valem tanto ou mais do que alguns ricos, mas tu lembras-te de que só quem tem dinheiro é que marca… Tu viste como eles te responderam, – com brio, com dignidade. Além de outras coisas desagradáveis, no fim da missa, quando a música se preparava para entoar os seus primeiros acordes, o povo, esse povo honrado e bom que tu desprezas, retirou-se em massa, no local apenas ficando tu e alguns mesários. Terrível resposta para quem souber interpretar bem a alma popular.

Quanto às insolências que perfilhaste, oxalá vós tivesses os mesmos altos e nobres sentimentos daqueles que dizes navegarem nas mesmas águas… E prepara-te para concretizares as aleixosias que insinuaste.

Desculpe, sr. Redactor, o precioso espaço que lhe tomei e que foi preciso para sanear o ambiente.

De V. Ex.ª, etc.

José Lopes da Costa

(Correspondente da Junqueira)

23 DE SETEMBRO DE 1950  Carta à Redacção

Junqueira, 20 de Setembro de 1950.

Ex.mo Sr. Redactor de “Renovação”

“Mais uma vez quis o Senhor Correspondente da Junqueira mostrar a sua verbosidade com o arrozoado que “Renovação” inseriu no penúltimo número. Mais uma vez quis o Senhor Correspondente mostrar quem é, julgando erradamente mostrar ser o que pretende ser. Metendo os pés pelas mãos, vem agora dizer que não se pretendia uma festa pomposa, quando na sua correspondência, que motivou a minha primeira carta, focou a pompa das festas passadas, as quais tinham atingido “proporções grandiosas, que pela decoração da nossa melhor artéria, quer pelas afamadas Bandas de Música, quer pelo concurso de distintos pirotécnicos”, etc., etc., e “que a generosidade do nosso povo é garantia segura para se fazer uma festa sem sacrifícios grandes para ninguém”.

Agora já não é da falta de pompa que se acusa a minha festa. Agora é acintosa. Coitada dela. Que nome tão feio V. Ex.ª lhe deu. Mas ela não se zanga, senhor correspondente, com a afronta. Como a queria, então? Com pompa ou sem ela? Pena foi que C. Ex.ª não aceitasse o encargo de a fazer para o ano, para nós lhe tirarmos o modelo.

Lamento que V. Ex.ª não quisesse compreender o que eu disse ao escrever que nem todas as obras sugeridas por V. Ex.ª tiveram o aplauso geral. Eu lho explico: qualquer obra, por muito importante que seja, tem sempre alguém que a critique. Há sempre qualquer coisa a dizer dela, embora os seus benefícios sejam bem palpáveis. Uns fazem-no por espírito crítico, outros por maldade, outros ainda por inimizade com os seus autores. Não admira, pois, que a minha festa, sendo uma obra, tivesse também quem a criticasse, estando à frente V. Ex.ª e os seus satélites.

Partiu de V. Ex.ª a ideia da construção dos bancos em frente à escola, onde V. Ex.ª se senta nas horas de recreio. Não seria mais útil que o dinheiro nosso gasto fosse dispendido na limpeza do poço que há na Escola donde V. Ex.ª tirava água para consumo, quando nela habitava? Acha bonito que as crianças, para matar a sede, andem em bicha, atravessando a estrada, em correrias, com perigo até de ser atropeladas, a incomodar constantemente a vizinhança para lá beberem, indo por vezes pedir água a uma loja onde se vende vinho, de onde um professor as deve constantemente afastar?

Não sabe V. Ex.ª do que é capaz? Esquece-se da maldade dos seus escritos para os jornais? Ou julga que não há quem veja neles o que neles há de encoberto? Se não se lembra já, que lho lembrem os seus amigos, apostando-lhe este o aquele caso, esta ou aquela pessoa atingida. E veja V. Ex.ª, se a sua obra é tão boa como diz, se os benefícios que por sua iniciativa vieram para a nossa terra são de tal importância, se o seu trato é cavalheiresco, porque razão não encontra V. Ex.ª um amigo em cada habitante da freguesia? E em amigos é V. Ex.ª muito pobre. Não lho diz a consciência? Não lho diz a recordação dos muitos dissabores por que tem passado?

Não sou caluniador, senhor correspondente. Com a minha carta quis apenas dar uma explicação ao povo da minha terra, se bem que tal não fosse preciso, por ser bem conhecido o autor do enxovalho.

E saiba V. Ex.º que, não me merecendo a mínima consideração, dou o caso por arrumado.

De V., etc.,

Manuel Domingues Leite de Sá~

26 DE MAIO DE 1951  Junqueira, 20 Regressou de Pernambuco, à sua casa desta freguesia, o nosso querido amigo sr. José Pinto Ferreira, acompanhado de sua Exma. Esposa D. Olga Aguiar Ferreira e de seu sobrinho Sr. Bento Aguiar. O povo desta terra, a que se associou as autoridades locais, prestaram-lhe uma singela mas sincera e merecida homenagem de simpatia e gratidão, pelos actos de benemerência que têm prodigalizado a esta sua terra natal. Embora vivendo longe, os seus progressos encontram sempre no seu coração um estímulo e uma ajuda para que se faça sempre mais e melhor, realizando, ainda, por usa iniciativa, melhoramentos que não podem deixar de nos sensibilizar. Assim, as obras de restauro da Capela de Nossa Senhora da Graça perduram no coração de todos e ficam, como marco miliário, a consagrar o seu espírito de benemerência espiritual. Por isso o povo os cobriu de flores. Por isso as pessoas gradas da nossa terra acorreram a cumprimentá-los e a agradecer-lhes o quanto têm feito pelo seu progresso moral e espiritual. À recepção assistiram os exmos. Senhores eng. Augusto Machado, muito ilustre Director da 1ª Circunscrição Florestal, Drs. Eduardo C. Costa e Sampaio de Araújo e Esposa, Nuno Salgueiro, Padre Manuel Gomes da Costa, prof. Henrique Carneiro, António Ramos e Esposa, Horácio Nogueira e Esposa, Joaquim Lopes da Costa e Esposa, exma. sras. D. Margarida Aguiar e D. Maria Casanova, António José da Costa Júnior, Joaquim Lopes da Silva, Manuel Leite de Sá, António da Costa Faria e muitas outras pessoas.

30 DE MAIO DE 1953 Esteve em festa, no domingo, a freguesia da Junqueira, Por motivo da inauguração do novo edifício das Escolas Femininas, do Lavadouro da Corredoura e dum Fontenário em Vilar de Matos. O passado domingo foi dia de festa para a freguesia da Junqueira, sem dúvida uma das “mais progressivas do Concelho e uma das mais belas”, como foi acentuado por alguns oradores. Inaugurava-se um belo edifício de duas salas, construído ao abrigo do Plano dos Centenários e destinadas à Escola Feminina, no largo principal da freguesia. O contentamento reflectia-se em todos os Junqueirenses, e ainda mais nas criancinhas e suas Professoras, que se viam finalmente livres da antiga Escola, que, pela sua exiguidade, nenhumas condições pedagógicas e higiénicas possuía. E ainda mais: criava-se a Assistência Médico-Social das Escolas Femininas, seguindo as pisadas do sr. Dr. José Aroso nas escolas de Vilar do Pinheiro, com a colaboração das Senhoras Professoras e dos distintos clínicos: srs drs. Carlos Pinto Ferreira, Eduardo Campos Costa, A. Sampaio de Araújo e Alfredo Gomes Peniche. A nota mais simpática da festa, ainda, foi a homenagem sincera, espontânea, do bom povo da Junqueira a um dos seus filhos mais queridos: o Dr. Carlos Pinto Ferreira, essa figura infatigável de Médico, o amigo dos pobres, o obreiro número um de todas as realizações para o bem da sua freguesia e da sua gente. O cronista já conhecia toda a sua actividade, mas, no domingo, verificou, de visu, quanto o povo da Junqueira quer ao seu Médico e ao seu Presidente da Junta. A comoção embargou-lhe a voz por mais do que uma vez, as lágrimas vieram-lhe aos olhos, comovido e surpreendido pela sinceridade e justiça de tal manifestação.

Como decorreram as manifestações

Muito antes da hora marcada, o largo em frente da escola já se encontrava repleto de pessoas de todas as condições sociais, aguardando a chegada do sr. Presidente do Município e outras entidades. A legenda “Junqueira saúda Bento Amorim”, falou por todo esse bom povo, não faltando as palmas, as flores, os vivas e os foguetes.Procedida a bênção do novo edifício pelo reverendo Pároco da freguesia, teve lugar a sessão solene num dos salões da nova escola. Presidiu o sr. Bento Amorim, ladeado pelas seguintes entidades: Dr. Carlos Pinto Ferreira; Prof. Manuel Martins Fernandes, Delegado Escolar e em representação da Direcção Escolar; Horácio Nogueira; Joaquim Lopes da Silva; reverendo Pároco, Manuel Leite de Sá; Vereador António Torres e Dr. Gualter Rodrigues. Vimos, entre a numerosa assistência, os senhores engenheiros António Dias Braga, dos edifícios escolares; José Inácio Vasconcelos, da Câmara Municipal; José Várzea e Isolino Azevedo; Drs. Emílio de Magalhães, da Liga Portuguesa de Profilaxia; Sampaio de Araújo e ex.ma esposa; Eduardo Campos Costa e António Ferreira da Costa; D. Ilda Rebelo de Carvalho e filhos; D. Maria Emelina Pinto Ferreira; Professoras D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, D. Maria de Lourdes Sequeira e D. Odette Ferreira da Costa; Nuno Salgueiro, José Pinheiro, Vereadores António Torres e Joaquim Neves, Prof. Eduardo Moura, José Teixeira da Silva, Flávio Faria, José Quinteira, Ernesto Cardoso, António Faria, Alexandrino Peniche, António Ramos, Artur do Bonfim, e muitas outras pessoas de que nos foi impossível tomar nota. Cantado o Hino Nacional pelas crianças da Escola, iniciou a série dos discursos o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, como Presidente da Junta, que depois de se referir ao significado da festa, saudou nestes termos o senhor Presidente do Município: “- Permitam-me, no entanto, que aproveite a oportunidade de destacar em lugar de relevo, a pessoa do ilustre Presidente da Edilidade Vilacondense, sr. Bento de Sousa Amorim, que, num despretensioso e acrisolado amor à nossa terra, tem procurado, no mais alto sentido da palavra – servir com aquela isenção e vigor todas as manifestações progressivas de ordem moral ou material. A nossa admiração atinge o auge, ao verificarmos que S. Exª, apesar de uma insignificante minoria tentar por vezes demolir aquilo que já podemos considerar um indelével facto na história do concelho de Vila do Conde, o seu dinamismo, os sacrifícios de toda a ordem, e, até, esta faceta singular, a sua benevolência em saber perdoar àqueles que, eivados de vaidades mal contidas, procuram toldar o brilho deste lutador incansável do bem e do progresso de Vila do Conde”. Focando a obra impulsionadora e revigorante do Estado Novo, o ilustre orador, referindo-se às novas escolas, acrescentou: “Por toda a parte onde se sente o impulso criador e renovador de Salazar e do seu Governo, se erguem, airosos e atraentes, edifícios escolares construídos dentro dos modernos conceitos higiénicos e pedagógicos. Velhas casas sombrias, sem luz, sem ar e sem sol criador que vivifica as almas e anima a Natureza, são substituídas por estes amplos e belos edifícios, onde a simplicidade de linhas e elegância de construções se conjugam num todo harmonioso que encanta e seduz”. Dirige saudações ao sr. Delegado Escolar, como representante do Ministério da Educação, ao reverendo Pároco e depois de traçar várias considerações – de que a falta de espaço impede a sua transcrição – sobre o problema magno da saúde da criança, o sr. Dr. Pinto Ferreira, referindo-se à criação da Assistência Médica à criança, diz: “Como médico e sanitarista, dentro dos princípios da Direcção Geral de Saúde, conducentes à redução de mortalidade e morbilidade pela profilaxia e medicina preventiva, acarinhei a ideia com a colaboração valiosa e desinteressada da Ex.ma Prof. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, distinta directora desta escola, de fundação neste dia festivo da inauguração da Obra de Assistência Médico Social das Escolas Femininas desta freguesia. Obra de boa vontade a bem da saúde pública e da educação, como lhe chamou o sr. Dr. José Aroso, criador no nosso país desta modalidade de medicina preventiva, vamos, como a colaboração das professoras e dos distintos clínicos: srs. Drs. Campos Costa, Sampaio de Araújo e Alfredo Peniche e outros amigos das crianças e do seu bem estar, lançar ombros a esta campanha de saúde pública a Bem da Nação”. E o sr. Dr. Pinto Ferreira, escutado sempre com o maior interesse, termina o discurso, dizendo: “-Aproveito a ocasião de nos encontrarmos aqui reunidos, para vos lembrar, neste dia festivo, algumas figuras que pelo seu desinteresse e sacrifício, tornaram possível a construção deste edifício, neste óptimo lugar, e a outros que, apesar de viverem em longes paragens, acarinharam do fundo do coração esta realização, contribuindo com palavras de incitamento e generosa dádiva, dando assim o exemplo edificante para as gerações presentes e vindouras e aos homens de boa vontade a certeza de mais uma vitória para o engrandecimento da nossa querida Junqueira. E, assim, suponde, sem querer ferir melindres ou susceptibilidades, não esquecerei a ajuda e colaboração das pessoas que mais directamente estavam interessadas, terminando por envolver nestas minhas homenagens o bom povo laborioso e honesto desta linda freguesia, sempre pronto a colaborar com a sua presença em todos os actos que dizem respeito ao engrandecimento e progresso desta Terra sem par”. Falou, em seguida, a Directora da Escola Feminina, a sra. Prof. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Saudou as Autoridades presentes, referiu-se à grandeza do melhoramento e descreveu as dificuldades que teve, para poder ensinar na antiga Escola “com 61 crianças dos 7 aos 8 anos, acumuladas em 17 carteiras, num recinto pequeníssimo, mal iluminado, anti-pedagógico, sem sol da vida, o ar, a luz, o espaço. Só a esperança de que em breve teria realização este belo sonho, me deu alento para continuar calmamente a minha missão de Outubro a esta parte. Felizmente que a tempestade passou. Hoje brilha o Sol doirado em nossas almas”… A sra. Professora referiu-se também à obra de Assistência Médica à criança, agradece aos Clínicos que a vão dirigir, e acrescenta: “Ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, dilecto Filho desta linda terra da Junqueira e que como Director ilustre desta obra de protecção à infância, vai ser o mais sacrificado de todos, patenteamos a nossa eterna gratidão. Estou bem certa de que S. Ex.ª, com aquela bondade que é apanágio da sua alma nobre, nem uma só vez deixará de acorrer prontamente ao chamamento das crianças da sua Terra natal, pela qual pugna com tanto interesse e carinho”. Depois de uma pequena da escola ter dirigido uma saudação ao sr. Presidente do Município, falou o sr. Prof. Manuel Martins Fernandes, delegado escolar, que disse: – “Está de parabéns a Junqueira; o ambiente festivo, a elite que aqui se reuniu, mostra com a sua presença que se orgulha pela elevação da sua Terra. Na pessoa do sr. Dr. Pinto Ferreira, eu saúdo esta linda Terra, que a Natureza encheu de flores e de verdura. Junqueira está de parabéns; o tapete, as flores com que recebeste o sr. Bento Amorim deve-se à vossa fidalguia… Fala do esforço e zelo que o sr. Bento Amorim tem posto ao serviço da educação do concelho. Aconselha ainda todas as pessoas a inscreverem-se nos dois cursos de educação que funcionam na freguesia, e terminou: – “A Escola inaugura-se e oxalá que ela realize a sua função. Levo a melhor impressão: a criação da Assistência Médica à criança. É necessário garantir antes a saúde ao corpo da criança e depois fazer dela a beleza moral, a educação da sua alma de forma a valorizá-la para engrandecimento e continuidade da Raça Portuguesa”. Encerrou a sessão o sr. Presidente da Câmara, que disse: – Em Política há um dualismo: uns vivem pela sua terra. É um exemplo de civismo, de verdade, um homem que não olha a sacrifícios”. E acrescentou, depois de breves considerações: – “Como sempre, o Presidente da Câmara continua inteiramente ao dispor das boas iniciativas”. Finda a sessão solene, inauguraram-se as novas instalações sanitárias da Escola Masculina, o lavadouro no lugar da Corredoura e o Fontenário de Vilar de Matos, obras devidas à Junta de Freguesia, a que preside o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira. Realizou-se também uma visita à capela da Senhora das Graças, que recentemente foi restaurada pelos beneméritos desta freguesia Ex.mos Srs. Randolfo e José Pinto Ferreira, visita essa que deixou as melhores impressões às entidades oficiais. Finalmente, pela Junta de Freguesia foi oferecido, em casa do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, às entidades oficiais e convidades, um bem servido “copo de água”. Brindaram pelas prosperidades do sr. Dr. Pinto Ferreira, ex.ma família e pela Junqueira, os srs. Bento Amorim, Delegado Escolar, Dr. Gualter Rodrigues, Prof. Eduardo Moura, João Rebelo de Carvalho e Celso Pontes. Agradecendo, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira a presença de tão ilustres pessoas nesse dia de festa para a Junqueira, disse: -“Habituado a trabalhar em bem dos outros, sinto-me bem em seguir esse caminho; a trabalhar contra os outros não sei fazer nada. O que tenho feito devo-o também a compreensão do povo desta freguesia, que fora uma pequena minoria, está connosco em todas as iniciativas para bem da nossa terra”. E dirigindo-se ao sr. Bento Amorim, acrescentou: “A Junqueira, sr. Presidente, acompanha-lo-á haja o que houver, porque em V. Ex.ª reconhecemos a pessoa que trabalha verdadeiramente por Vila do Conde. Não olhando ao que se diz, porque assim nada se faz, continue a velar por Vila do Conde”. Assim terminou esta simpática festa, que o povo laborioso e bom da Junqueira soube viver e, reconhecido, não esqueceu quem, por ela, tão desinteressadamente, tem trabalhado.

Notas Soltas De manhã, o reverendo Pároco rezou uma missa de Acção de Graças com a assistência das autoridades locais, crianças da escola, etc. – Uma ampliação sonora do Centro Comercial Vilacondense, retransmitiu para o exterior os discursos pronunciados na sessão solene. – Os laboratórios “Bial”, por intermédio do sr. Dr. António Ferreira da Costa, filho desta terra ofereceram grande número de remédios à obra de Assistência Escolar. – O cronista, encarregado desta reportagem, agradece as facilidades dispensadas, facilitando assim a sua missão. F. Soares Gonçalves COM VÁRIAS FOTOS

22 DE SETEMBRO DE 1956 A Cantina Escolar na Junqueira À tarde, teve lugar na progressiva freguesia da Junqueira, terra natal do Presidente da Câmara, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, a inauguração de uma Cantina Escolar, a que também presidiu o sr. Governador Civil do Porto. No edifício da Escola Feminina teve lugar uma sessão solene presidida pelo sr. Governador Civil, tendo à sua direita os srs. Dr. Carlos Pinto Ferreira, comandante Branco Lopes, Capitão do Porto, Manuel Fernandes, Delegado Escolar, dr. José Aroso, fundador da obra da assistência social em Vilar do Pinheiro, dr. Amadeu Azevedo, dr. Alfredo Peniche, dr. José Pereira, Amadeu Faria, Horácio Cerqueira, dr. Campos Costa e Manuel de Sá e Leite; à esquerda os srs. José Lobato, Director Escolar do Distrito, dr. José M. Andrade Ferreira, vice-presidente da U. N., dr. José Moreira Maia, António Torres Junior e António da Costa e Silva, vereadores, eng. Augusto Machado e Arquitecto Altino Fernandes da Hora e Silva. Iniciou a série de discursos o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, que disse: “Quis V. Ex. sr. Governador, dar-nos a subida honra de vir assistir à inauguração de duas casas devotadas ao auxílio dos que precisam – o refeitório da sopa dos pobres em Vila do Conde e a cantina escolar da Junqueira – imprimindo-lhes um brilhantismo e beleza que nos sensibiliza e profundamente desvanece. Como Presidente da Câmara e filho desta terra de amplos horizontes e nobres pergaminhos, onde a natureza exuberante e prodigiosa se desenvolve e frutifica trabalhada pela alma e sentimentalidade cristã do seu povo, de coração aberto aos anseios dos desprotegidos da sorte, duplamente e sinceramente agradeço a V. Ex. a presença nesta festa simples e pequena, mas grande e esplendorosa pelo alcance social que encerra.” E mais adiante: “A V. Ex. Sr. Director Escolar, que tão grandemente tem contribuído para a renovação das instalações escolares neste concelho, tendo em vista a criação ainda recente de oito salas de aulas e uma cantina nos populosos bairros piscatórios das Caxinas e Poça da Barca, cuja necessidade se tornava imperiosa, e os subsídios pecuniários para a manutenção das cantinas existentes, constituindo uma valiosa ajuda, pela qual muito penhoradamente nos sentimos agradecidos”. Depois de uma breve pausa, continuou: “Sr. Governador: Se me permitem V- Ex., parece-me não ser despropositado fazer uma ligeira história da forma como surgiu esta cantina. Um grupo de distintas senhoras desta freguesia, movidas por um sentimento de caridade cristã, de almas bem formadas e corações generosos, dando realização a um imperativo da sua consciência, revendo no semblante triste e na palidez que revestia algumas crianças, a amargura que lhes ia na alma por privações que a miséria acarreta, resolveu convocar para uma reunião o povo desta freguesia. Todos compareceram à chamada. Expostos os motivos e razão da convocação, ficou deliberado que em cada dia de aula uma família forneceria uma sopa e pão para 20 crianças pobres. Nesse dia memorável ficou criada em bases sólidas esta cantina”. E a terminar, disse: “O povo desta freguesia é bom e generoso. Coração aberto às desditas do seu semelhante, sofrendo quando ele sofre, esta obra é o mais alto padrão de glória que poderá gravar no seu coração. Por isso eu lhe rendo as minhas homenagens, admiração e simpatia, pedindo a Deus que lhe conserve este espírito de caridade e de bem fazer. Que este exemplo ecoe de quebrada em quebrada, de aldeia em aldeia. A todos que aqui vieram, peço que meditem e realizem nas suas terras uma obra como esta que hoje inauguramos, e, à imprensa em particular, o meu muito obrigado”. A seguir, falou o Director Escolar do Distrito, sr. José Lobato, que, espraiando-se em várias considerações sobre a benéfica obra das Cantinas, em prol das crianças que delas beneficiam, focou e teve palavras de muito louvor para o grupo de Senhoras da Junqueira a quem se ficou devendo o melhoramento da Cantina, que dera motivo àquela festa.  A Directora das Escolas Femininas da Junqueira, D. Maria Júlia Ramos, usando da palavra, apontou os belos resultados que na instrução da criança pobre se tiram com o funcionamento das Cantinas, pois, dadas as distâncias da residência de muitas delas, os inconvenientes que isso trazia, na frequência às aulas, principalmente no Inverno, terminando por agradecer aos srs. Governador Civil e Presidente da Câmara, e ao grupo de Senhoras da freguesia, as ajudas concedidas à obra levada a cabo. Encerrando a sessão, o sr. Dr. Domingos Braga da Cruz mostrou o seu contentamento por inaugurar um melhoramento de Assistência Infantil – a Cantina da Junqueira – tendo palavras de maior gratidão para as Senhoras da Comissão Promotora da organização e funcionamento da Cantina, fazendo votos para que o exemplo da Junqueira, na simpatiquíssima Obra da Cantina, se estenda a todas as outras freguesias do vasto concelho de Vila do Conde, talqualmente aconteceu com a instituição das Misericórdias, que, como um grão de semente, semeado em Lisboa, pela benemérita senhora DX. Leonor, se espalhou a todo o país. Disse – ainda – que a tarefa é vasta e os médicos podiam prestar valiosa colaboração às iniciativas do género daquelas como a que se ia inaugurar, numa Assistência Médico Infantil. Terminou por agradecer as atenções que lhe dispensaram, e prometeu nunca negar a sua protecção às obras de Assistência. Foram-lhe oferecidos, depois, ramos de flores, por crianças da Escola.  O vasto Salão da escola encontrava-se repleto de pessoas, destacando-se, à frente, um grupo de Senhoras do melhor escol da Junqueira, e as crianças das Escolas, com os seus bibes brancos. Finda a sessão solene, procedeu-se á cerimónia da inauguração da Cantina, com o corte da fita pela sra. D. Emelina Campos Costa Pinto Ferreira, esposa do sr. Presidente da Câmara, e à benção do edifício, pelo reverendo Abade da Junqueira, sendo, pouco depois, servida uma refeição a 80 crianças. No largo das Escolas, o típico Rancho da Junqueira exibiu-se com as suas danças e cantares perante numerosa assistência, que o aplaudiu entusiasticamente. Na residência particular do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira foi oferecido, depois, a todos os convidados e à imprensa, um finíssimo “copo de água”, em que usaram da palavra enaltecendo o valor social da obra inaugurada, diversos oradores. A. B.

20 DE OUTUBRO DE 1956, Junqueira, 15 Primeira Comunhão No dia 13 do corrente mês, na nossa Igreja Paroquial, foi distribuída a Primeira Comunhão, pelo reverendo Abade, ao menino José Manuel Figueiredo Leite de Sá e a sua irmã, a menina Ana Maria, filho do sr. Manuel Domingues Leite de Sá, digno Regedor desta freguesia e da sra. D. Aldina Dias de Figueiredo. Ao acto assistiram, além dos pais, sua tia paterna, D. Constança Leite de Sá e seu avô materno, sr. Manuel José de Figueiredo, ilustre Professor Primário e Presidente da Junta da vizinha freguesia de Rio Mau.

9 DE FEVEREIRO DE 1957 Junqueira, 4 Num magnífico salão da “Casa do Mosteiro”, efectuou-se no dia 27 de Janeiro último uma reunião de estudo, em vistas à organização de uma Obra de Assistência Social nesta freguesia. Porque o problema é complexo e os grandes jornais já o noticiaram, limitamo-nos apenas a um resumo substancial. Estiveram presentes as pessoas de maior destaque no nosso meio. Aberta a sessão pelo sr. João Rebelo de Carvalho, falou em seguida o reverendo Pároco desta freguesia, que focou o objectivo da obra e a sua orgânica, que é igual à das Conferências Vicentinas e Centros de Assistência. O sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira louvou e incitou tão bela iniciativa, propondo a todos o exemplo de Fajozes e Mosteiró – as únicas freguesias deste concelho com obras de assistência. É justo que o seu exemplo tão nobre seja seguido por toda a parte. Numa brilhante alocução, o sr. Professor Lopes da Costa apresentou uma súmula de ideias práticas para a concretização do mesmo fim, sem esquecermos as oportunas sugestões dos srs. Nuno Salgueiro e Manuel Leite de Sá. Assumiram, para já, o fatigante encargo da organização, os srs. João Rebelo de Carvalho, pe. Manuel Baptista de Sousa, António Magalhães Júnior e Júlio da Costa Amorim. Que todos compreendam o seu esforço e prestem o seu concurso moral e material a tão digna cruzada de auxílio aos necessitados, são os nossos votos.

9 DE FEVEREIRO DE 1957, Junqueira, 4 Folgamos com o regresso da sra. Aldina Dias de Figueiredo, esposa do sr. Manuel Domingues Leite de Sá, há dias submetida a uma melindrosa intervenção cirúrgica num dos Hospitais do Porto. Oxalá que se restabeleça o mais rápido possível.

10 DE AGOSTO DE 1957 Junqueira, 5 Falecimento – Pelas 5 horas da madrugada do passado dia 1 do corrente, faleceu na sua residência, do lugar de Barros, desta freguesia, confortada com os Sacramentos da Santa Madre Igreja, a sra. D. Ana Rosa Leites. A saudosa extinta, que era viúva e contava 70 anos de idade, era mãe da sra. D. Constança Leite de Sá e do sr. Manuel Domingues Leite de Sá e sogra da sra. D. Adelina Dias de Figueiredo. De profundos e convictos sentimentos religiosos, a falecida era senhora de raras virtudes, cultivando sobretudo a caridade, que a tornou uma das pessoas mais queridas e estimadas do povo desta terra. O funeral real realizou-se no dia seguinte pelas 9 horas da manhã, de casa para o Cemitério Paroquial, onde a falecida foi sepultada em jazigo de família, e foi uma prova eloquente de gratidão o grande número de pessoas, quer da terra, quer das freguesias vizinhas, que a ele assistiram. Por alma da saudosa extinta foi celebrada missa de corpo presente e rezado ofício. Conduziu a chave da urna o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira e a taça com a toalha o sr. Manuel Dias de Figueiredo, de Rio Mau. No próximo dia 7, é celebrada a missa do 7º dia. À família enlutada, os nossos sentidos pêsames.

26 DE OUTUBRO DE 1957 Eleições Pelo sr. Governador Civil do Distrito, foram nomeados para presidirem às Assembleias Eleitorais desde concelho, os exmos srs.: (…) Assembleia da Junqueira (Junqueira, Arcos, Rio Mau, Touguinha e Touguinhó) Mário Coutinho d´Almeida e Manuel Domingues Leite de Sá

15 DE FEVEREIRO DE 1964 Pelos Bombeiros Continuamos a publicar os nomes das pessoas que contribuíram, com os seus donativos, para a compra da nova ambulância: Freguesia da Junqueira Com 250$00: Dr. Eduardo Campos da Costa Com 200$00 António da Costa Faria Com 100$00 Dr. Carlos Pinto Ferreira e Joaquim Ferreira da Costa Com 50$00 Adelino Azevedo Cunha e Pereira, Flávio de Freitas Faria, António Ferreira da Costa Magalhães, António Lucas Patrício, Manuel Lopes Curval, Anónimo, Júlio da Costa Amorim, Alberto Lima Ventura da Conceição, Carlos Rocha e Padres Monfortinos. Com 40$00 José Lopes da Costa Com 30$00 Alcino Costa Fernandes, Padre Manuel Baptista de Sousa e Manuel Domingos e Sá Com 20$00 Manuel da Silva Costa, Carlos da Silva Lopes, Alberto Antunes Lopes da Costa, Serafim Martins Ramos, Alfredo Moreira Maia, António Gonçalves Araújo Ramos, Manuel Campos Ferreira, António da Silva Baptista, Alexandrino Gomes Peniche, D. Maria Gomes da Silva Casa Nova, Ernesto Cardoso de Oliveira, Joaquim Gomes da Silva, Armindo da Silva Lopes, Joaquim Gonçalves de Sá, João da Costa Carneiro, Manuel Lopes da Silva, José Maria Ferreira, Albino Ferreira Boucinha e Manuel Gonçalves Ferreira. Com 10$00 Domingos Lopes Faria, António Pereira Novais, Luís Cândido Baptista da Costa, Manuel Lopes Baptista da Costa, José da Costa e Silva, Adelino Gomes Oliveira, Luis Dias, Joaquim da Costa Santos, João Amorim Silva Capela, Armando da Costa Neves, Carlos Baptista Carvalho, Amândio Machado, António Oliveira, Manuel José Pereira, José de Sousa, Manuel da Costa Ferreira, Joaquim Gomes Ferreira, Alfredo José do Vale, Daniel Ferreira, José Ferreira de Matos, António Ferreira de Matos, José da Costa Oliveira, Domingos Cunha Soares, Manuel José Aguiar, António Gonçalves Faria, Fernando da Silva Fernandes, Francisco Lopes da Silva, Amadeu Alves, Adelino Lopes da Silva e Joaquim Ferreira Matos. Com 7$50 Lino Fernandes Faria e Júlio Balazeiro Amorim Com 5$00 Manuel Rodrigues da Costa, Joaquim Gonçalves Baptista, Adelino Cândido Baptista da Costa, José Lopes Moreira, Constantino Lopes Ferreira, Marcelino Gomes Araújo, José Ferreira da Costa, Carlos Frutuoso da Silva, Augusto Lopes Moreira, Manuel Baptista Carvalho, Marcelino Baptista Oliveira, Américo Cândido Baptista da Costa, Marcelino Baptista da Rocha, Manuel José Luís, D. Maria da Piedade Neves, Francisco Pereira da Costa, José da Costa Campos, D. Odete Ferreira Soares Carneiro, José António Ferreira Alves, Eduardo Silva, António Carreira Faria, Joaquim Gonçalves Gomes, Alexandrino da Silva, José Maria Lopes, Fernando Vilarinho Silva, António Lopes Ferreira, António da Silva Azevedo, David Américo Ferreira Alves, José da Costa Santos, D. Inês Neves Maia, António da Costa Ramos, D. Emília Lopes Curval, António Lopes Alves, Ângelo Dias Ferreira, Alexandrino Machado da Cunha, Isaac Leituga de Sousa, Luís Carvalho da Silva, Abel da Costa Oliveira, José Lopes do Souto, António Francisco Fernandes, António da Costa Cardoso Barbosa, Júlio Pereira da Silva, Carlos Faria, Paulino Ferreira Matos, Manuel Fernandes, D. Diolinda Ferreira Matos, Augusto Cerqueira, António Ferreira da Silva, Francisco Pereira dos Santos, D. Arminda da Silva Cerqueira, Aníbal Moreira Mesquita, D. Olívia Rodrigues Palácio, Laurentino Alves das Neves, António de Oliveira Carvalho, D. Maria Alves de Oliveira, D. Maria Amélia Baptista, D. Albertina Joaquina Ferreira, Manuel Gomes Pereira, Joaquim Agra, Albino Lopes Ferreira, António Martins Ferreira da Costa, Adelino Oliveira Curval, Manuel da Costa e Silva, António Vilas-Boas, Manuel Silva, Manuel António Faria, António Joaquim Monteiro da Silva, D. Maria da Silva Ferreira, José Gomes Lameiro, Manuel Alves Amorim, Manuel da Silva Pereira, Manuel Capela, José Martins, Horácio da Silva Pereira, Joaquim Gomes da Silva, Horácio Costa Santos, José Ferreira da Costa, David Lopes Azevedo, Álvaro Gonçalves da Costa, Joaquim Lopes da Silva, Armindo Leites, José Lopes da Silva e Joaquim Lopes da Silva. De diversos, com importância inferiores a 5$00 – 257$30.

29 DE JANEIRO DE 1972 Comissões da Acção Nacional Popular em Vila do Conde Foram constituídas as Comissões de Concelho e de Freguesia de Vila do Conde da Acção Nacional Popular, de que fazem parte as seguintes entidades: (…) Freguesia de Junqueira Presidente: Dr. Carlos Pinto Ferreira; Vogais: Ernesto Cardoso de Oliveira e Manuel Domingos Leite de Sá. (…)

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