Manuel Marinhas

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26 DE AGOSTO DE 1977 O Salão Paroquial da Junqueira S. Simão da Junqueira está em vésperas de mais uma e grande realização: a construção do seu salão paroquial. E como a obra de restauro da igreja, também esta será à custa da freguesia. No terreno doado há anos por Paulino da Costa Curval, a que António Ferreira da Costa Magalhães Júnior acrescentaria parte de um que no lugar possui, alcançando-se assim a área desejada, começaram as obras de implantação do imóvel que custará 3 500 contos, não estando incluídos nesta estimativa o trabalho dos paroquianos. Para obviar aos encargos que a obra acarreta começaram os cortejos de oferendas na freguesia, esperando-se que quando terminados tenham proporcionado uma recolha na ordem dos 300 contos que, juntamente com os 800 já arrecadados, farão as obras avançar em bom ritmo. O primeiro cortejo esteve a cargo do lugar de Casal do Pedro. E se os dos outros ugares o igualarem, os 300 contos serão ultrapassados. As casas de António Ferreira da Costa Magalhães Júnior, de Manuel Marinhas, Adelino Neta e dos Padres Monfortinos apresentaram tractores rebocando atrelados cheiinhos de coisas boas. O de Manuel Marinhas transportava diversos artigos da terra, aves, um pipo de vinho e um touro, ainda criança, mas a que os entendidos atribuíam o valor de 8 contos. Na empilhadeira erguida ao seu limite, o leiloeiro que iria por pregão de tudo aquilo e também de cestos valiosos, alguns deles de fazer inveja. E depois haviam os arbustos que rapazes e raparigas transportavam e que à moda de frutos levavam chouriços, preciosas garrafas de bom e velho vinho e muitas notas de cem. E tudo aquilo desfilou por entre cânticos alusivos ao trabalho em que S. Simão da Junqueira se vai empenhar, e também o seu abade. Ao padre da freguesia Nós vimos agradecer, Porque ele tanto trabalha Para o salão se fazer. Na cerca do mosteiro da Junqueira onde funcionava um restaurante montado e fornecido quer em viandas (sic ?) quer em trabalho, pelo António Magalhães e o Manuel Marinhas e esposas e familiares, encontramos o reverendo abade da Junqueira. “– Olhe! Tudo isto se deve a esta boa gente. O Marinhas quase despejou a sua casa e o Magalhães também. Este ainda fez mais: deu o terreno necessário para a obra que temos em vista e mais 55 contos. Da obra, o mais importante para mim será o jardim-escola que terá como complemento um parque infantil – o primeiro pela assistência e educação que proporcionará às crianças, o segundo pelo apoio que virá dar às mães da freguesia, na sua quase totalidade trabalhadoras do campo e operárias”. O salão paroquial da Junqueira, para além dos salões de festa e do convívio terá um self-service, biblioteca, jardim-escola, parque infantil e gabinetes para serviços de secretaria. Possuirá uma cozinha completamente montada e um salão para jantares de casamento, baptizados e outras festas. A utilização deste salão bem como da cozinha, pelos paroquianos, será gratuita. Junqueira lançou-se a mais um empreendimento vultuoso. E que ninguém duvide da sua concretização. Num dos intervalos do leilão, o Rancho de Touguinhó, de que é principal responsável o nosso amigo João Machado, exibiu-se com muito agrado e arrancou da numerosa assistência muitos aplausos.

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