Maria da Conceição Fernando Pontes

Dados biográficos:

– casada com Orlando da Costa Pinto Ferreira

– nora de Carlos Pinto Ferreira e de Felismina de Campos Costa Pinto Ferreira

Notícias completas:

22 DE MARÇO DE 1958 Casamento elegante na Junqueira No último dia 15 , consorciaram-se na Igreja Paroquial da freguesia da Junqueira, deste concelho, o sr., Orlando da Costa Pinto Ferreira e a menina Maria da Conceição Fernando Pontes. O noivo, natural daquela freguesia, é filho do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, digno presidente do nosso município e director deste jornal, e a sra. D. Felismina de Campos Costa Pinto Ferreira; e a noiva, natural da vizinha vila, é filha do sr. Joaquim Fernando e da sra. D. Urbana Vieira Pontes. O acto religioso, que começou a celebrar-se por volta das 11, 30 horas, decorreu com brilho e solenidade; enquanto, no arco cruzeiro, o reverendo pároco unia os nubentes pelos laços sagrados do matrimónio, brancas e delicadas pétalas de flores adejavam, indecisas, no espaço, como alvos flocos de neve em serena atmosfera, para depois cairem, de mansinho, sobre eles. Seguiu-se a missa, durante a qual o celebrante lançou a benção sobre os nubentes. Durante toda a cerimónia, ressoaram pelo vasto recinto da Igreja acordes musicais, de violino e de órgão, de um bem escolhido e apropriado programa, tornando o ambiente crespuscular e sombrio do templo, mais propício ainda à meditação e ao recolhimento. No final, o reverendo pároco, num feliz improviso, dissertou sobre as responsabilidades do casamento, lembrando aos noivos a obrigação de cada um para que no lar reine sempre a harmonia e a felicidade. Em seguida, os noivos foram cumprimentados por todos os convidados, não podendo aqueles esconder a sua comoção. Apadrinharam o acto religioso o sr. Bento de Sousa Amorim e sua exma. Esposa, sr. D. Maria Amélia Chambers de Sousa Amorim. Finalmente, os noivos desceram a nave da Igreja em direcção à porta de saída, ao som da marcha nupcial, seguidos de todos os convidados, que caminhavam aos pares. No adro da igreja, lindas raparigas lançavam flores sobre os noivos, enquanto estes pisavam um belo tapete, feito durante o decorrer da cerimónia. Em seguida, noivos e convidados deslocaram-se, em automóveis, para esta vila, formando um extenso cortejo, onde lhes foi servido um magnífico almoço no “Mar à vista”. Enquanto se atravessava a freguesia, ao longo da estrada, raparigas lançavam flores, num gesto de espontânea demonstração de simpatia pelos noivos. Já próximo do fim da freguesia, junto da residência dos pais do noivo, um grupo de raparigas abeirou-se do carro em que os nubentes seguiam e pediu-lhes que descessem para pisarem um multicolor e aprimorado tapete. Acedendo ao pedido, foram saudados por todos, enquanto atravessavam o comprido tapete. Eram quase duas horas da tarde quando começou o almoço, que decorreu num ambiente de franca familiaridade. Por volta das 16 horas, os noivos abandonaram a sala e partiram em viagem de núpcias para o norte do país. Ao novo lar que ora se constituiu, os nossos sinceros e calorosos votos de uma eterna felicidade, onde reine sempre o amor, condição essencial de harmonia conjugal.

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