Dados biográficos:

  • marido de Olga Elisa de Carvalho Pinheiro Salgueiro, falecida no passado dia 6 de Maio de 2009, com 94 anos de idade, viúva, residente no Porto, onde foi a sepultar.
  • antigo proprietário da Quinta do Ral
  • genro de Elisa Guimarães Carvalho Pinheiro e de José Isidoro de Almeida Pinheiro

NunoVilaresSalgueiros

Arquivo Distrital do Porto

Passaportes Ordinários – Livro 25

Referência – PT-ADPRT-AC-GCPRT-J-E-032-3553_m0378.tif

NunoVilaresSalgueiro2

Arquivo Distrital do Porto

Passaportes Ordinários – Livro 33

Referência – PT-ADPRT-AC-GCPRT-J-E-032-3561_m0284.tif

NunoVilaresSalgueiroNunoVilaresSalgueiro1NunoVilaresSalgueiro2NunoVilaresSalgueiro2a

Fonte: FamilySearch.org

NunoSalgueiro

Arquivo Distrital do Porto

Passaportes Ordinários – Livro 80

Referência – PT-ADPRT-AC-GCPRT-J-E-032-3608_m0134.tif

 

Notícias completas:

1939 – deu 50$00 para a Santa Casa da Misericórdia

13 DE MARÇO DE 43 (Junqueira, 10) Por um fiscal da Federação N. dos P. de Trigo foi há dias feito o arrolamento do milho existente nesta freguesia, tendo sido transferidos do consumo para a venda mais 8.700 quilogramas.
Quantia insignificante que apenas adiará a crise por mais vinte dias, que é o tempo para que  chegará aquele cereal. Houve boas vontades que devem ser aqui apontadas, – lavradores que mostraram a mais louvável isenção, entregando da melhor vontade todo o milho de que podiam dispor para consumo dos pobres desta freguesia. Estão neste caso os srs.: Manuel Lopes Balazeiro, que entregou para a venda, desde o princípio do ano, 10.000 quilos; José da Costa Amorim, que entregou 4.200 quilos; Joaquim Gomes da Silva Folão, 5.200 quilos; e Nuno Vilares Salgueiro, 9. 484.

24 DE JUNHO DE 44 Concurso pecuário – No Concurso Pecuário realizado nesta Vila, no passado dia 1 de Maio do corrente ano, foram conferidos os seguintes prémios:
Gado Bovino – Primeira Secção – Primeira Classe – Touros reprodutores, holandeses ou turinos, do primeiro desfecho aos 6 anos de idade – Primeiro prémio, no valor de 500$00, conferido ao sr. Nuno Salgueiro, da freguesia da Junqueira.
(…) Segunda classe – Novilhos inteiros, holandeses ou turinos, até ao primeiro desfecho – Prémio conferido ao sr. Nuno Salgueiro, da Junqueira, no valor de 200$00. (…) Quarta classe – Novilhas turinas, até ao segundo desfecho – Primeiro prémio no valor de 200$00, conferido ao sr. Nuno Salgueiro, da Junqueira.
(…)
Segunda Secção – Raça barrosã (…) Segunda Classe – Novilhos inteiros até ao primeiro desfecho – Prémio de 200$00, conferido ao sr. Nuno Salgueiro, da Junqueira. (…)
Terceira Secção – Gado de Trabalho e de Ceva (…) Terceira classe – Junta de Bois de Ceva (…) Por deliberação tomada pelo júri, em maioria, foi resolvido conferir dois prémios de 150$00 aos srs. Manoel Moreia Maia e José da Costa Amorim, respectivamente de Vairão e Junqueira, do nosso concelho. (…)

3 DE ABRIL DE 1948 Falou-se, em tempo, da possibilidade dum pequeno alargue no lugar do Padrão, que seria feito à custa da cedência de alguns metros quadrados de terreno da Quinta do Ral. O sr. Nuno Salgueiro interessou-se muito pelo caso que, a realizar-se, viria dar àquele lugar um lindíssimo aspecto. Oxalá esse melhoramento se faça muito em breve.

16 DE ABRIL DE 1949 Concurso pecuário Com grande concorrência, realizou-se na passada sexta-feira o Concurso Pecuário de Gado Bovino, Suíno e Equino, promovido pela CM, com a colaboração da Direcção Geral dos Serviços Pecuários e Grémios da Lavoura e Comércio. O Júri, constituído por médicos Veterinários, classificou, entre numerosos exemplares apresentados, os pertencentes aos seguintes proprietários, a quem foram atribuídos prémios no montante de 7.100$00: – Raça Turina (Touros) – (…)
Novilhos – (…) 3.º prémio, Nuno Salgueiro, da Junqueira.
(…)
Raça Barrosã
(…)
Bois de Trabalho: – (…) 5.º – José de Carvalho, da Junqueira.
(…)

20 DE JANEIRO DE 1951 Delegados Eleitorais Por alvará ao sr. Governador Civil do Distrito foi nomeado para presidir à Comissão de Recenseamento Eleitoral deste concelho o sr. Dr. José Maria de Andrade Ferreira, ilustre Conservador do Registo Predial e devotado Nacionalista. Para delegados do sr. Presidente da Câmara junto das Comissões Eleitorais nas freguesias do Concelho, foram nomeados: – (…) Junqueira – Nuno Vilares Salgueiro (…)

20 DE JANEIRO DE 1951 Junqueira, 17 Telefones – Está em pleno funcionamento a rede telefónica da Junqueira, grande melhoramento para os povos das freguesias da “Faria”, pois em todas elas se encontram instalados telefones públicos e particulares. Apenas temos a lamentar a deficiência dos telefones instalados que, por contínuas avarias, não permitem a sua utilização constante, o que muitas vezes ocasiona prejuízos e transtornos incalculáveis aos seus possuidores. Para a Direcção-Geral dos C. T. T. chamamos a sua atenção, certos de que rapidamente será remediado este estado de coisas. Publicámos a seguir a lista dos telefones da rede da Junqueira e Parada:

1 – Posto Público (em casa do sr. José Quinteira)

2 – Dr. Carlos Pinto Ferreira

3 – Eng. José Ferreira Várzea

4 – Nuno Salgueiro (Quinta do Ral)

5 – D. Olga Pinheiro

6 – João Pacheco T. Rebelo Carvalho

7 – José Gomes Neto (Quinta da Boa-Vista – Casal de Pedro)

8 – Cupertino de Miranda (Ponte D´Ave)

9 – Arnaldo Miranda Guimarães (Ponte D´Ave)

10 – Horácio Nogueira

11 – António F. Costa Magalhães

12 – Dr. Eduardo Campos Costa

13 – António José da Costa Junior

14 – Joaquim Lopes da Silva

15 – Adelino Azevedo Cunha e Pereira

16 – José Lopes da Costa

17 – José Ferreira de Lima, de Rio Mau

18 – Júlio Bento Simões (Ponte D´Este)

19 – Joaquim Ribeiro (Rio Mau)

20 – Mário da Costa Macedo – Touguinhó

21 – Américo Angeiras – Touguinhó

1 de Parada – Dr. Manuel F. Campos

2 – Abílio Guimarães, de Ferreiró

3 – Viação Costa e Lino, Lda., de Parada

4 – Manuel Gonçalves, de Bagunte

5 – Manuel Carneiro Gonçalves, de Outeiro

6 – D. Beatriz Nóbrega

7 – António José da Fonseca, de Ferreiró

26 DE MAIO DE 1951  Junqueira, 20 Regressou de Pernambuco, à sua casa desta freguesia, o nosso querido amigo sr. José Pinto Ferreira, acompanhado de sua Exma. Esposa D. Olga Aguiar Ferreira e de seu sobrinho Sr. Bento Aguiar. O povo desta terra, a que se associou as autoridades locais, prestaram-lhe uma singela mas sincera e merecida homenagem de simpatia e gratidão, pelos actos de benemerência que têm prodigalizado a esta sua terra natal. Embora vivendo longe, os seus progressos encontram sempre no seu coração um estímulo e uma ajuda para que se faça sempre mais e melhor, realizando, ainda, por usa iniciativa, melhoramentos que não podem deixar de nos sensibilizar. Assim, as obras de restauro da Capela de Nossa Senhora da Graça perduram no coração de todos e ficam, como marco miliário, a consagrar o seu espírito de benemerência espiritual. Por isso o povo os cobriu de flores. Por isso as pessoas gradas da nossa terra acorreram a cumprimentá-los e a agradecer-lhes o quanto têm feito pelo seu progresso moral e espiritual. À recepção assistiram os exmos. Senhores eng. Augusto Machado, muito ilustre Director da 1ª Circunscrição Florestal, Drs. Eduardo C. Costa e Sampaio de Araújo e Esposa, Nuno Salgueiro, Padre Manuel Gomes da Costa, prof. Henrique Carneiro, António Ramos e Esposa, Horácio Nogueira e Esposa, Joaquim Lopes da Costa e Esposa, exma. sras. D. Margarida Aguiar e D. Maria Casanova, António José da Costa Júnior, Joaquim Lopes da Silva, Manuel Leite de Sá, António da Costa Faria e muitas outras pessoas.

23 DE JUNHO DE 1951 Estiveram na Junqueira os alunos do Instituto Superior de Agronomia Os alunos finalistas do Instituto Superior de Agronomia, de Lisboa, em número de 34, acompanhados de seus professores, Engenheiros-Agrónomos srs. Doutores Cincinato da Costa, Eugénio de Castro Caldas e António da Cunha Parro, que andam em digressão cultural pelo norte do país, estiveram na última semana na freguesia da Junqueira, na Quinta do Ral, propriedade do sr. Nuno Salgueiro, para apreciarem a cultura do linho numa vasta área de cerca de 30.000 metros quadrados, a maior cultura desta planta realizada no norte do país. Os detalhes técnicos foram dados pelo Engenheiro – Agrónomo Flávio Martins, Director dos Serviços Técnicos de produção de linho da Empresa Fabril do Norte, Lda., para onde seguiram, afim de completarem o seu estudo. Acompanhava-os o Engenheiro – Agrónomo Leite de Castro, da Estação Agrária do Porto. Esta visita deixou-os vivamente impressionados, dada a extensão da cultura e o desenvolvimento das plantas. Passados dias, esteve também na Quinta do Ral, a apreciar os mesmos trabalhos, o sr. Manuel Pinto de Azevedo, Presidente do Conselho de Administração da Empresa Fabril do Norte, Lda., espírito empreendedor, a quem, a par de outras importantes iniciativas que muito têm contribuído para o desenvolvimento do país, se deve o incremento entusiástico com que nos últimos anos esta interessante cultura vem sendo praticada pelos nossos lavradores. Visitaram ainda esta cultura os engenheiros agrónomos Leite de Castro e Paulo da Costa, em serviço da Estação Agrária do Norte.

10 DE NOVEMBRO DE 1951 Junqueira, 7 Os ventos ciclónicos que tem soprado nos últimos dias, têm causado avultados prejuízos materiais nesta freguesia, nomeadamente desmoronamento de ramadas, árvores de frutos e nos telhados. Aonde mais se fez sentir e onde maiores foram prejuízos, foi na Quinta do Ral, propriedade do sr. Nuno Salgueiro, onde derrubou uma ramada na extensão de 600 metros, causando prejuízos avaliados em cerca de vinte mil escudos.

30 DE MAIO DE 1953 Esteve em festa, no domingo, a freguesia da Junqueira, Por motivo da inauguração do novo edifício das Escolas Femininas, do Lavadouro da Corredoura e dum Fontenário em Vilar de Matos. O passado domingo foi dia de festa para a freguesia da Junqueira, sem dúvida uma das “mais progressivas do Concelho e uma das mais belas”, como foi acentuado por alguns oradores. Inaugurava-se um belo edifício de duas salas, construído ao abrigo do Plano dos Centenários e destinadas à Escola Feminina, no largo principal da freguesia. O contentamento reflectia-se em todos os Junqueirenses, e ainda mais nas criancinhas e suas Professoras, que se viam finalmente livres da antiga Escola, que, pela sua exiguidade, nenhumas condições pedagógicas e higiénicas possuía. E ainda mais: criava-se a Assistência Médico-Social das Escolas Femininas, seguindo as pisadas do sr. Dr. José Aroso nas escolas de Vilar do Pinheiro, com a colaboração das Senhoras Professoras e dos distintos clínicos: srs drs. Carlos Pinto Ferreira, Eduardo Campos Costa, A. Sampaio de Araújo e Alfredo Gomes Peniche. A nota mais simpática da festa, ainda, foi a homenagem sincera, espontânea, do bom povo da Junqueira a um dos seus filhos mais queridos: o Dr. Carlos Pinto Ferreira, essa figura infatigável de Médico, o amigo dos pobres, o obreiro número um de todas as realizações para o bem da sua freguesia e da sua gente. O cronista já conhecia toda a sua actividade, mas, no domingo, verificou, de visu, quanto o povo da Junqueira quer ao seu Médico e ao seu Presidente da Junta. A comoção embargou-lhe a voz por mais do que uma vez, as lágrimas vieram-lhe aos olhos, comovido e surpreendido pela sinceridade e justiça de tal manifestação.

Como decorreram as manifestações

Muito antes da hora marcada, o largo em frente da escola já se encontrava repleto de pessoas de todas as condições sociais, aguardando a chegada do sr. Presidente do Município e outras entidades. A legenda “Junqueira saúda Bento Amorim”, falou por todo esse bom povo, não faltando as palmas, as flores, os vivas e os foguetes.Procedida a bênção do novo edifício pelo reverendo Pároco da freguesia, teve lugar a sessão solene num dos salões da nova escola. Presidiu o sr. Bento Amorim, ladeado pelas seguintes entidades: Dr. Carlos Pinto Ferreira; Prof. Manuel Martins Fernandes, Delegado Escolar e em representação da Direcção Escolar; Horácio Nogueira; Joaquim Lopes da Silva; reverendo Pároco, Manuel Leite de Sá; Vereador António Torres e Dr. Gualter Rodrigues. Vimos, entre a numerosa assistência, os senhores engenheiros António Dias Braga, dos edifícios escolares; José Inácio Vasconcelos, da Câmara Municipal; José Várzea e Isolino Azevedo; Drs. Emílio de Magalhães, da Liga Portuguesa de Profilaxia; Sampaio de Araújo e ex.ma esposa; Eduardo Campos Costa e António Ferreira da Costa; D. Ilda Rebelo de Carvalho e filhos; D. Maria Emelina Pinto Ferreira; Professoras D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, D. Maria de Lourdes Sequeira e D. Odette Ferreira da Costa; Nuno Salgueiro, José Pinheiro, Vereadores António Torres e Joaquim Neves, Prof. Eduardo Moura, José Teixeira da Silva, Flávio Faria, José Quinteira, Ernesto Cardoso, António Faria, Alexandrino Peniche, António Ramos, Artur do Bonfim, e muitas outras pessoas de que nos foi impossível tomar nota. Cantado o Hino Nacional pelas crianças da Escola, iniciou a série dos discursos o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, como Presidente da Junta, que depois de se referir ao significado da festa, saudou nestes termos o senhor Presidente do Município: “- Permitam-me, no entanto, que aproveite a oportunidade de destacar em lugar de relevo, a pessoa do ilustre Presidente da Edilidade Vilacondense, sr. Bento de Sousa Amorim, que, num despretensioso e acrisolado amor à nossa terra, tem procurado, no mais alto sentido da palavra – servir com aquela isenção e vigor todas as manifestações progressivas de ordem moral ou material. A nossa admiração atinge o auge, ao verificarmos que S. Exª, apesar de uma insignificante minoria tentar por vezes demolir aquilo que já podemos considerar um indelével facto na história do concelho de Vila do Conde, o seu dinamismo, os sacrifícios de toda a ordem, e, até, esta faceta singular, a sua benevolência em saber perdoar àqueles que, eivados de vaidades mal contidas, procuram toldar o brilho deste lutador incansável do bem e do progresso de Vila do Conde”. Focando a obra impulsionadora e revigorante do Estado Novo, o ilustre orador, referindo-se às novas escolas, acrescentou: “Por toda a parte onde se sente o impulso criador e renovador de Salazar e do seu Governo, se erguem, airosos e atraentes, edifícios escolares construídos dentro dos modernos conceitos higiénicos e pedagógicos. Velhas casas sombrias, sem luz, sem ar e sem sol criador que vivifica as almas e anima a Natureza, são substituídas por estes amplos e belos edifícios, onde a simplicidade de linhas e elegância de construções se conjugam num todo harmonioso que encanta e seduz”. Dirige saudações ao sr. Delegado Escolar, como representante do Ministério da Educação, ao reverendo Pároco e depois de traçar várias considerações – de que a falta de espaço impede a sua transcrição – sobre o problema magno da saúde da criança, o sr. Dr. Pinto Ferreira, referindo-se à criação da Assistência Médica à criança, diz: “Como médico e sanitarista, dentro dos princípios da Direcção Geral de Saúde, conducentes à redução de mortalidade e morbilidade pela profilaxia e medicina preventiva, acarinhei a ideia com a colaboração valiosa e desinteressada da Ex.ma Prof. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos, distinta directora desta escola, de fundação neste dia festivo da inauguração da Obra de Assistência Médico Social das Escolas Femininas desta freguesia. Obra de boa vontade a bem da saúde pública e da educação, como lhe chamou o sr. Dr. José Aroso, criador no nosso país desta modalidade de medicina preventiva, vamos, como a colaboração das professoras e dos distintos clínicos: srs. Drs. Campos Costa, Sampaio de Araújo e Alfredo Peniche e outros amigos das crianças e do seu bem estar, lançar ombros a esta campanha de saúde pública a Bem da Nação”. E o sr. Dr. Pinto Ferreira, escutado sempre com o maior interesse, termina o discurso, dizendo: “-Aproveito a ocasião de nos encontrarmos aqui reunidos, para vos lembrar, neste dia festivo, algumas figuras que pelo seu desinteresse e sacrifício, tornaram possível a construção deste edifício, neste óptimo lugar, e a outros que, apesar de viverem em longes paragens, acarinharam do fundo do coração esta realização, contribuindo com palavras de incitamento e generosa dádiva, dando assim o exemplo edificante para as gerações presentes e vindouras e aos homens de boa vontade a certeza de mais uma vitória para o engrandecimento da nossa querida Junqueira. E, assim, suponde, sem querer ferir melindres ou susceptibilidades, não esquecerei a ajuda e colaboração das pessoas que mais directamente estavam interessadas, terminando por envolver nestas minhas homenagens o bom povo laborioso e honesto desta linda freguesia, sempre pronto a colaborar com a sua presença em todos os actos que dizem respeito ao engrandecimento e progresso desta Terra sem par”. Falou, em seguida, a Directora da Escola Feminina, a sra. Prof. D. Maria Júlia de Mesquita Ramos. Saudou as Autoridades presentes, referiu-se à grandeza do melhoramento e descreveu as dificuldades que teve, para poder ensinar na antiga Escola “com 61 crianças dos 7 aos 8 anos, acumuladas em 17 carteiras, num recinto pequeníssimo, mal iluminado, anti-pedagógico, sem sol da vida, o ar, a luz, o espaço. Só a esperança de que em breve teria realização este belo sonho, me deu alento para continuar calmamente a minha missão de Outubro a esta parte. Felizmente que a tempestade passou. Hoje brilha o Sol doirado em nossas almas”… A sra. Professora referiu-se também à obra de Assistência Médica à criança, agradece aos Clínicos que a vão dirigir, e acrescenta: “Ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, dilecto Filho desta linda terra da Junqueira e que como Director ilustre desta obra de protecção à infância, vai ser o mais sacrificado de todos, patenteamos a nossa eterna gratidão. Estou bem certa de que S. Ex.ª, com aquela bondade que é apanágio da sua alma nobre, nem uma só vez deixará de acorrer prontamente ao chamamento das crianças da sua Terra natal, pela qual pugna com tanto interesse e carinho”. Depois de uma pequena da escola ter dirigido uma saudação ao sr. Presidente do Município, falou o sr. Prof. Manuel Martins Fernandes, delegado escolar, que disse: – “Está de parabéns a Junqueira; o ambiente festivo, a elite que aqui se reuniu, mostra com a sua presença que se orgulha pela elevação da sua Terra. Na pessoa do sr. Dr. Pinto Ferreira, eu saúdo esta linda Terra, que a Natureza encheu de flores e de verdura. Junqueira está de parabéns; o tapete, as flores com que recebeste o sr. Bento Amorim deve-se à vossa fidalguia… Fala do esforço e zelo que o sr. Bento Amorim tem posto ao serviço da educação do concelho. Aconselha ainda todas as pessoas a inscreverem-se nos dois cursos de educação que funcionam na freguesia, e terminou: – “A Escola inaugura-se e oxalá que ela realize a sua função. Levo a melhor impressão: a criação da Assistência Médica à criança. É necessário garantir antes a saúde ao corpo da criança e depois fazer dela a beleza moral, a educação da sua alma de forma a valorizá-la para engrandecimento e continuidade da Raça Portuguesa”. Encerrou a sessão o sr. Presidente da Câmara, que disse: – Em Política há um dualismo: uns vivem pela sua terra. É um exemplo de civismo, de verdade, um homem que não olha a sacrifícios”. E acrescentou, depois de breves considerações: – “Como sempre, o Presidente da Câmara continua inteiramente ao dispor das boas iniciativas”. Finda a sessão solene, inauguraram-se as novas instalações sanitárias da Escola Masculina, o lavadouro no lugar da Corredoura e o Fontenário de Vilar de Matos, obras devidas à Junta de Freguesia, a que preside o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira. Realizou-se também uma visita à capela da Senhora das Graças, que recentemente foi restaurada pelos beneméritos desta freguesia Ex.mos Srs. Randolfo e José Pinto Ferreira, visita essa que deixou as melhores impressões às entidades oficiais. Finalmente, pela Junta de Freguesia foi oferecido, em casa do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, às entidades oficiais e convidades, um bem servido “copo de água”. Brindaram pelas prosperidades do sr. Dr. Pinto Ferreira, ex.ma família e pela Junqueira, os srs. Bento Amorim, Delegado Escolar, Dr. Gualter Rodrigues, Prof. Eduardo Moura, João Rebelo de Carvalho e Celso Pontes. Agradecendo, o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira a presença de tão ilustres pessoas nesse dia de festa para a Junqueira, disse: -“Habituado a trabalhar em bem dos outros, sinto-me bem em seguir esse caminho; a trabalhar contra os outros não sei fazer nada. O que tenho feito devo-o também a compreensão do povo desta freguesia, que fora uma pequena minoria, está connosco em todas as iniciativas para bem da nossa terra”. E dirigindo-se ao sr. Bento Amorim, acrescentou: “A Junqueira, sr. Presidente, acompanha-lo-á haja o que houver, porque em V. Ex.ª reconhecemos a pessoa que trabalha verdadeiramente por Vila do Conde. Não olhando ao que se diz, porque assim nada se faz, continue a velar por Vila do Conde”. Assim terminou esta simpática festa, que o povo laborioso e bom da Junqueira soube viver e, reconhecido, não esqueceu quem, por ela, tão desinteressadamente, tem trabalhado.

Notas Soltas De manhã, o reverendo Pároco rezou uma missa de Acção de Graças com a assistência das autoridades locais, crianças da escola, etc. – Uma ampliação sonora do Centro Comercial Vilacondense, retransmitiu para o exterior os discursos pronunciados na sessão solene. – Os laboratórios “Bial”, por intermédio do sr. Dr. António Ferreira da Costa, filho desta terra ofereceram grande número de remédios à obra de Assistência Escolar. – O cronista, encarregado desta reportagem, agradece as facilidades dispensadas, facilitando assim a sua missão. F. Soares Gonçalves COM VÁRIAS FOTOS

27 DE MARÇO DE 1954 – COM FOTO!!! A Junqueira em festa para saudar o Dr. Carlos Pinto Ferreira S. Simão da Junqueira, uma das mais aprazíveis e prósperas freguesias do nosso concelho, prestou sentida e carinhosa homenagem ao dr. Carlos Pinto Ferreira, no passado domingo, com um banquete de confraternização, solenizando festivamente a sua posse na Presidência do nosso município. Filho dilecto e ilustre daquela freguesia, o dr. Carlos Pinto Ferreira tem afirmado, desde longa data, na defesa dos interesses da sua terra e no exercício filantrópico da sua profissão, uma acção notável de progresso e de benemerência, cujos benefícios os seus conterrâneos reconhecem, sem excepção, e vêm retribuindo com solenes manifestações de apreço, de respeito e de amizade. “Só não se herda o esforço, que é o que faz o homem verdadeiramente grande” e constitui saliência dominante da existência de cada um, sejam quais forem os signos da fortuna, inclementes na desventura ou indulgentes na prosperidade, que iluminam o reino da Terra de um Ideal comum à vida de todos os homens e é, acima de tudo e de todas as aparências convencionais da sociedade, a conquista do Bem. Volvidos os anos ditosos e descuidados da mocidade do Dr. Carlos Pinto, a sua terra assistiu ao desabrochar do seu carácter, temperado no esforço tenaz e persistente que impôs à sua vontade para atingir essa suprema finalidade da vida e manter intactas, no seu coração, todas as virtudes edificantes que irradiam da sua conduta particular e da sua actividade pública. Com o decorrer do tempo, foram-se assinalando os exemplos do seu trabalho e da sua dignidade, os actos exuberantes da sua bondade, o acolhimento afável e cordial às pretensões da sua Terra e dos seus amigos, a todas as solicitações compensando, com igual solicitude, os favores da sua competência profissional e da sua influência prestigiosa na política local. E a roda das suas amizades foi aumentando, não apenas em número, mas principalmente em dedicações sinceras e espontâneas que se apressaram em testemunhar-lhe, sempre que as circunstâncias o exigiam, a sua gratidão, o seu reconhecimento, a sua calorosa simpatia, e aclamar, sem dissonâncias e sem restrições, a sua presença na vanguarda das iniciativas em prol da laboriosa freguesia da Junqueira. Não só ali, como em outras freguesias circunvizinhas, os efeitos prestimosos da sua acção se têm feito sentir com geral agrado e aplauso unânime, alargando o âmbito da sua interferência ao progresso daquela região concelhia. Em cada porta um amigo e em cada amigo um admirador ferveroso dos magnânimos sentimentos que exomam o seu carácter, todos encontram no dr. Pinto Ferreira, em horas graves, no seu coração e na sua inteligência, um conforto afectuoso para os revezes e as contrariedades da vida, um apaziguador sensato e prudente para compôr discórdias, um conselheiro persuasivo e tolerante para evitar atritos e esclarecer equívocos. Não podem, porém, os homens, nas suas relações públicas, imunizar o seu comportamento, por mais límpidas e puras que sejam as suas intenções, das emulações despeitadas e das invejas intransigentes que provocam ingratidões desabridas e ressentimentos rancorosos na presunção de deturpar o valor dos méritos alheios. Mas a manifestação de domingo, que reuniu à volta do dr. Pinto Ferreira tantos e tão numerosos amigos, prova indiscutivelmente a nobreza da sua figura de homem, de médico e de político.

– O banquete que reuniu aproximadamente 100 convivas, realizou-se, cerca das 21 horas, no elegante palacete do sr. Randolfo Pinto Ferreira, tio do homenageado e um dos mais conceituados membros da colónia portuguesa do Recife (Brasil). Meia hora antes, deu entrada no largo fronteiro, que se encontrava vistosamente engalanado e atapetado caprichosamente, por uma rica passadeira de flores, o dr. Pinto Ferreira, que se fazia acompanhar pelo sr. Bento Amorim, ilustre Presidente da Comissão Concelhia da União Nacional, sendo entusiasticamente saudados pela enorme multidão que ali os guardava. Após os cumprimentos o jantar, primoriosamente confeccionados, foi imediatamente servido, e decorreu num ambiente da mais franca intimidade e de uma transbordante alegria. Aos brindes, falou em primeiro lugar o sr. Horácio da Silva Nogueira, presidente da Junta de Freguesia da Junqueira, e uma das figuras mais consideradas da Lavoura do nosso concelho. Referiu-se, em termos enternecidos, ao dr. Pinto Ferreira, que conhece desde criança, diz, e cuja amizade muito o desvanece. Na rústica sinceridade das suas palavras entoa, alterada pela comoção, a justiça daquela homenagem e o significado sincero que a reveste. E não é ao Dr. Pinto Ferreira, afirma, a quem deve dirigir os parabéns, mas à sua freguesia, que vê um dos seus filhos mais queridos e estimados investido em tão alto cargo. Bento de Amorim, num brilhante improviso, põe em relevo as qualidades morais do dr. Pinto Ferreira, de quem fez um caloroso elogio. Tem recebido dele, acentua com vigor, lições de lealdade e de amizade que não esquece e assegura-lhe o incondicional apoio da sua confiança e do seu prestígio. Nenhum homem, talvez, diz Bento Amorim, “conhece tão bem como eu, os limites desse generoso concelho de Vila do Conde”, cuja integridade é um encargo sagrado que defenderá sempre com intransigente veemência. E terminou, bebendo pelas prosperidades do dr. Pinto Ferreira no desempenho da sua honrosa missão. Em seguida, o dr. José Ferreira exprime o seu contentamento, como vilacondense, pelo acerto da escolha, designando as dificuldades do cargo, que conhece por experiência própria e confirma as suas esperanças no talento e na capacidade de trabalho do novo Presidente da Câmara para vender os escolhos que surjam a impedir o êxito da sua tarefa. E com a elegência e aprumo da sua figura de insinuante simpatia, o sr. Engenheiro Augusto Machado, Director da Estação Aquícola do Ave e da 1ª Circunscrição Florestal, velho e querido amigo da família Pinto Ferreira, declarou não ser político mas não podia deixar de regozijar-se por ver à frente dos destinos de Vila do Conde, um homem probo, íntegro e justo que saberá honrar a escolha da sua nomeação. Idênticas palavras de simpatia, de amizade e de afectuoso respeito foram pronunciadas pelo srs. Eng.º Várzea, António de Araújo Ramos e Flávio Faria, este na qualidade de Secretário da Junta de Freguesia da Junqueira, que se despediu, com palavras repassadas de saudade, do dr. Pinto Ferreira, que resignara, por imposição das novas funções, ao cargo de ser Presidente. Finalmente, visivelmente emocionado, o dr. Pinto Ferreira levantou-se para falar, sendo recebido por uma vibrante salva de palmas. Agradece a presença daquela assistência selecta que, na sua terra, veio trazer-lhe o estímulo para as canseiras e as fadigas que o esperam, e conservará daquela festa, no seu coração, a recordação grata de um momento inolvidável da sua vida. Não tem um programa de aspirações que antecipadamente defina e oriente a sua acção, mas traz no pensamento a preocupação benévola de reunir as boas vontades que, verdadeiramente, se interessam pelo desenvolvimento e pela prosperidade de Vila do Conde, para que da cooperação amistosa de tantas energias dispersas resulte uma força activa e decidida a instaurar uma obra de franco e fecundo progresso. Não tem preferências especiais, tão pouco acrescenta, que imponham atenções e cuidados mais disvelados pelas necessidades de qualquer das freguesias do nosso concelho; para todas igual protecção e para as dificuldades de cada uma o empenho em resolvê-las satisfatoriamente. E renovando os seus agradecimentos mais profundos por aquela manifestação que muito o sensibilizou e nem mesmo a sua modéstia podia recusar, renova também a sua promessa de trabalhar, sem desfalecimento, por Vila do Conde, pelo seu concelho e pela Nação. As últimas palavras do dr. Pinto Ferreira foram abafadas por uma entusiástica ovação que envolveu na mesma apoteótica saudação os nomes do Presidente da Câmara, de Vila do Conde, do seu concelho e da Pátria. Findo o banquete, a assistência dispersou-se pelos salões do palacete em ameno convívio e sempre rodeados pelas gentilezas da família do dr. Pinto Ferreira e dos organizadores da homenagem, que foram inexcedíveis na fidalguia do seu acolhimento. A simpática festa, que terminou por volta das 3 horas da madrugada, deixou em todos que a ela assistiram uma indelével lembrança.

– Notas várias

Entre a assistência, além dos srs. Bento de Amorim, dr. José Maria de Andrade Ferreira, Engenheiro Augusto Machado, viam-se também Engenheiro Várzea e Esposa, dr. António Sampaio de Araújo e esposa, dr. E. Campos Costa e esposa, António Araújo Ramos e esposa, e muitas outras pessoas de que não nos foi possível colher os nomes. – O sr. Nuno Salgueiro e esposa, impossibilitados de assistir à homenagem, enviaram ao dr. Pinto Ferreira um expressivo telegrama de congratulações. – As crianças das escolas femininas da Junqueira, deram a nota enternecedora da sua presença à chegada do dr. Pinto Ferreira, lançando uma chuva de pétalas de frescas flores. – Animou a festa um esplêndido terceto musical, cujo conjunto foi unanimemente apreciado. – “Renovação” agradece, penhorada, a gentileza do convite e as atenções que ao seu representante foram dispensadas, abraçando afectuosamente o dr. Carlos Pinto Ferreira.

12 DE MARÇO DE 1955 D. Sebastiana Maria Mayr Gomes À hora do nosso jornal entrar na máquina, chega-nos a notícia de ter falecido na Junqueira, na “Quinta das Rosas”, de que era proprietária, a Ex.ma sra. D. Sebastiana Maria Mayr Gomes, mãe da ex.ma sra. D. Mafalda Gomes Machado, e sogra do ex.mo sr. Dr. Augusto Machado, ilustre Director da Estação Aquícola do Rio Ave. No próximo número daremos relato detalhado do seu funeral, endereçando, desde já, a toda a família enlutada, as nossas sentidas condolências.

19 DE MARÇO DE 1955 Falecimentos D. Sebastiana Mayr Gomes No passado dia 7 do corrente, faleceu na sua residência, na “Quinta das Rosas”, da freguesia da Junqueira, a sra. D. Sebastiana Mayr Gomes. A extinta, que era de nacionalidade suiça, era mãe da sra. D. Mafalda Gomes Machado e dos srs. Ricardo Gomes e Carlos Gomes, ausentes no Rio de Janeiro; sogra do sr. Engenheiro Augusto Ferreira Machado, director da Estação Aquícola do Rio Ave e Chefe da 1ª Circunscrição Florestal; e irmã da sra. D. Ângela Lopes Martins. A saudosa extinta, que contava 85 anos de idade, pelas suas elevadas e íntegras qualidades de bondade, caridade e honorabilidade, soube impôr-se à consideração de quantos a conheciam. A morte da desventurada senhora foi, por conseguinte, muito sentida, não só pelas pessoas da sua família, mas também pelas das suas relações. O funeral realizou-se no dia imediato, pelas 10 horas, da sua residência para jazigo de família no Cemitério Paroquial de Touguinhó. A chave da urna foi conduzida pelo sr. Dr. Vasco Nogueira que, a meio do percurso, a entregou ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, digno presidente da Câmara Municipal. No préstito fúnebre tomaram parte numerosas pessoas, vindas das mais diversas partes do país, prova da extensão das suas relações e do quanto era estimada e querida por quantos a conheciam. De entre as diversas individualidades que assistiram ao funeral, destacamos os srs.:  Srs. Celestino Maio, Armando da Costa Lima, Carlos Areias, Taveira Costa, Alcino de Magalhães, Jaime de Magalhães, Ângelo César (filho), José Maria de Andrade Ferreira, Eduardo V. Nogueira, António José de Sousa Pereira, António Ferreira da Costa, Sampaio de Araújo e Eduardo Campos Costa; Engenheiros: Jaime de Oliveira, José Várzea, João Costa, António Rebelo de Oliveira, António Gravato, Ernâni Silva, António Luiz Sampaio e Albano Brito de Almeida; funcionários da Estação Aquícola do Rio Ave e da 1ª Circunscrição Florestal (Porto), Artur Cupertino de Miranda (filho), Alberto Félix, Nuno Salgueiro, José Pinheiro, Aires Gomes Ferreira, Horácio Nogueira, Carlos Pinto, José Carvalho, Gaspar Domingues Luiz, Lino Curval, António Magalhães, Maximiano Angeiras, Adário Angeiras, Carlos Barreto, António Mesquita, António Soeiro, Manuel Angeiras, Pe. Manuel Pires, etc., etc., e ainda inúmeras senhoras. Como representantes da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, de Lisboa, vieram expressamente para assistir ao funeral, os srs. Engenheiros Sousa Monteiro, Alfredo Rego Barata e Manuel Bazílio Vieira Ribeiro. À família enlutada, enviamos os nossos sentidos pêsames. – Em sufrágio da alma da veneranda senhora, foi entregue na nossa redacção a quantia de 100$00, com que a família quis contemplar os pobrezinhos envergonhados, protegidos pelo nosso jornal. Em nome deles, o nosso sincero agradecimento.

19 DE MARÇO DE 1955 Nuno Salgueiro À Quinta do Ral, na freguesia da Junqueira, deste concelho, regressou de S. Paulo (Brasil), onde foi assistir às comemorações centenários de Santos Dumont, o sr. Nuno Salgueiro, acompanhado de sua ex.ma esposa, sra. Dra. D. Olga Pinheiro Salgueiro.

9 DE ABRIL DE 1955 Ainda a Feira da Março Conforme registamos já, a Feira da Páscoa este ano teve, além de outros atractivos que motivaram a sua maior concorrência, um motivo de extraordinário interesse na realização do Concurso Pecuário, promovido pela Câmara Municipal e a que deram a indispensável e valiosa colaboração da Direcção Geral dos Serviços Pecuários, Junta Nacional de Produtos Pecuários, Grémio do Comércio e da Lavoura de Vila do Conde e União das Cooperativas de Produtores de Leite do N. Litoral. Bom seria que a iniciativa se repetisse noutras datas tradicionais de Feiras Grandes de Vila do onde, não só pelo estímulo que tais certames constituem para a Lavoura, como também para reconduzir a importância dessas Feiras ao lugar de merecido renome que noutros tempos tiveram, especialmente no Norte. A classificação do Concurso foi a seguinte: I Classe – Raça Turina 1ª Secção – Touros reprodutores, Holandeses ou turinos do 1º desfecho aos 6 anos de idade: 1º Prémio – Nuno Salgueiro, da Junqueira, 600$00. (…) III Classe – Gado de Trabalho e de Ceba (…) 3ª Secção – Juntas de Bois de outras raças 1º Prémio – José Ferreira de Carvalho, da Junqueira, 400$00. (…)

9 DE FEVEREIRO DE 1957 Junqueira, 4 Num magnífico salão da “Casa do Mosteiro”, efectuou-se no dia 27 de Janeiro último uma reunião de estudo, em vistas à organização de uma Obra de Assistência Social nesta freguesia. Porque o problema é complexo e os grandes jornais já o noticiaram, limitamo-nos apenas a um resumo substancial. Estiveram presentes as pessoas de maior destaque no nosso meio. Aberta a sessão pelo sr. João Rebelo de Carvalho, falou em seguida o reverendo Pároco desta freguesia, que focou o objectivo da obra e a sua orgânica, que é igual à das Conferências Vicentinas e Centros de Assistência. O sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira louvou e incitou tão bela iniciativa, propondo a todos o exemplo de Fajozes e Mosteiró – as únicas freguesias deste concelho com obras de assistência. É justo que o seu exemplo tão nobre seja seguido por toda a parte. Numa brilhante alocução, o sr. Professor Lopes da Costa apresentou uma súmula de ideias práticas para a concretização do mesmo fim, sem esquecermos as oportunas sugestões dos srs. Nuno Salgueiro e Manuel Leite de Sá. Assumiram, para já, o fatigante encargo da organização, os srs. João Rebelo de Carvalho, pe. Manuel Baptista de Sousa, António Magalhães Júnior e Júlio da Costa Amorim. Que todos compreendam o seu esforço e prestem o seu concurso moral e material a tão digna cruzada de auxílio aos necessitados, são os nossos votos.

15 DE MARÇO DE 58 Junqueira, 4 Benemerência – Um grupo de filantropos junqueirenses, a maior parte dos quais ausentes no Brasil, apoiando a ideia do sr. Dr. Eduardo de Campos Costa, cotizaram-se para oferecer um acordeão a Joaquim António da Silva Pereira, jovem de vinte e poucos anos, que, há anos, foi vítima de um desastre numa pedreira, tendo perdido a vista para o resto dos seus dias. Atendendo às precárias condições económicas em que ficou, não houve coração, por mais duro que fosse, que não sentisse comiseração pelo sinistrado e, presentemente, frequenta um curso de aprendizagem de instrumentos musicais, no Porto, a expensas do grande amigo dos infelizes, sr. Nuno Villares Salgueiro, proprietário da “Quinta do Ral”. Aos generosos benfeitores, os nossos agradecimentos, em nome do beneficiado. – C.

19 DE ABRIL DE 58 Concurso Pecuário No dia 21 do passado mês de Março, efectuou-se nesta vila um importante concurso pecuário, a que concorreu grande número de expositores. (…) Gado bovino da Raça Holandesa e Turina (…) Novilhos inteiros, sem desfecho – (…) Menções Honrosas aos srs. Nuno Salgueiro, da Junqueira (…) (…) Gado bovino de trabalho e ceva (…) Junta de bois de trabalho de outras raças – 1º prémio, José Ferreira de Carvalho, da Junqueira, 300$00. (…) Novilhos de raça barrosã, até ao 1º desfecho – D. Maria da Silva Gomes Casanova, da Junqueira, 300$00. (…) Prémio à Junta de melhor qualidade – José Ferreira de Carvalho, da Junqueira, 300$ (…)

4 DE OUTUBRO DE 1958 Junqueira, 28 Falecimento – No passado dia 22, do corrente mês, faleceu na sua residência, no Porto, a sra. Elisa Guimarães Carvalho Pinheiro, esposa do sr. José Isidoro de Almeida Pinheiro, proprietário da Quinta da Espinheira. A saudosa extinta era mãe da sra. D Olga Pinheiro e sogra do sr. Nuno Villares Salgueiro, proprietário da Quinta do Ral. O seu funeral, que se realizou no dia seguinte, constituiu uma prova eloquente da grande estima que lhe tributavam quantos a conheciam. Muitas pessoas desta freguesia acompanharam a extinta até à sua última morada. Paz à sua alma e à família enlutada enviamos os nossos sentidos pêsames. – C.

28 DE MARÇO DE 1959 Concurso Pecuário Conforme noticiámos, efectuou-se no passado dia 20, no nosso mercado, e perante numerosa assistência, o Concurso Pecuário promovido pela Câmara Municipal e Grémio da Lavoura. (…) Novilhos (Holandeses ou Turinos) 1º Prémio – 300$00 e uma taça e ainda uma outra da JNPP – Nuno Vilares Salgueiro – Junqueira – Vila do Conde. (…) Junta de Bois de Trabalho (Raça Barrosã) (…) 2º Prémio – 200$00 – José Ferreira de Carvalho – Junqueira. (…) Junta de Bois de Trabalho (qualquer raça) 1º Prémio – 250$00 – José Ferreira de Carvalho – Junqueira. (…) Junta de Bois de Ceva (melhor qualidade) 1º Prémio – 300$00 – José Ferreira de Carvalho – Junqueira. (…)

11 DE ABRIL DE 1959 Feira Anual de Bagunte Conforme estava anunciada, realizou-se no dia 5 a Grande Feira Anual de Bagunte, que foi extraordinariamente concorrida. (…) Bois de trabalho de outras raças – (…) 2.º, Nuno Salgueiro, da Junqueira (…) Touro reprodutor (raça turina) – 1º Nuno Salgueiro, da Junqueira; (…)

31 DE OUTUBRO DE 1959 Pelos Bombeiros (…) A Comissão angariadora de fundos para a aquisição da nova “SIRENE”, foi, no passado dia 4 do corrente, de abalada à próspera freguesia da Junqueira. Todos os seus habitantes, gente boa, sã e compreensiva, contribuíram com a mais viva satisfação para a compra da nova “SIRENE”. Concorreram com os seus óbulos, as pessoas seguintes: Com 100$00 – Nuno Villares Salgueiro e José Fernandes Campos. Com 50$00 – Dr. Carlos Pinto Ferreira, Júlio da Costa Amorim, António Magalhães, António Carvalho de Azevedo, D. Inez Pimenta de Fonseca, José Lopes da Costa, Adelino Augusto Cunha e Pereira e D. Ilda Rebelo de Carvalho. Com 30$00 – José Quinteira e Júlio Lopes da Silva Félix. Com 20$00 – Amadeu Faria, Amândio Machado, José Bento Correia, José Ferreira Boucinha, Carlos Gonçalves da Silva Capela, Arnaldo Pinto Braga, D. Amélia Ferreira da Costa, Ernesto Cardoso de Oliveira e um anónimo. Com 10$00 – Alberto Antunes, Júlio Augusto Miranda, João Gomes Araújo, D. Maria Pinto de Lima, Armando da Costa Neves, Joaquim Gonçalves Baptista, Avelino Alves e Armindo da Silva Lopes. Com 5$00 – Alexandrino Cunha, Cândido Alves Remelhe, Joaquim Agra, Adelino Cândido Baptista da Costa, Abel Lopes Moreira, Francisco Lopes da Silva, Galiza de S. Simão e Manuel Baptista da Costa Júnior. Com 2$50 – Tomaz Ferreira Baptista, Carlos Fructuoso da Silva e Adelino Lopes de Almeida. Com 1$50 – Bernardino da Silva. Com 1$00 – Luiz Lopes da Costa, Manuel Fernandes e Marcelino Gomes de Araújo. Com $50 – Cândido Batista da Costa. Num total de 922$50. E assim, Junqueira, os seus habitantes, acabavam de escrever mais uma página de amor e caridade. A todos, o nosso “muito obrigado”! (…)

9 DE ABRIL DE 1960 Feira Anual de Bagunte Conforme dissemos no último número, publicámos a seguir a lista dos vencedores do Concurso Pecuário levado a efeito por ocasião da Grande Feira Anual efectuada nesta freguesia no dia 27 do mês findo: – (…) Junta de Bois de trabalho (raça barrosã) – (…) 2º prémio – José Ferreira de Carvalho. (…) Junta de bois de trabalho de outras raças – 1º prémio – José Ferreira de Carvalho (…) Junta de touros de outras raças – 1º e 2º prémios – Casa de Real – Junqueira. (…) Novilha (raça turina) – 1º prémio – Horácio da Silva Nogueira (Quinta do Cerqueiral), Junqueira (…) Touro reprodutor – raça turina – 1º prémio – (Taça Dr. Domingos de Azevedo) (…) e Nuno Vilares Salgueiro – Quinta do Ral -Junqueira. Este concorrente ganhou também o segundo prémio. Porco de maior peso – 1º prémio – D. Olga Elisa de Carvalho Pinheiro – Quinta da Espinheira – Junqueira (…)

14 DE ABRIL DE 1962 Comodoro José Bandeira de Melo Em visita ao norte do País, esteve nesta vila, na manhã do último domingo, o Comodoro sr. Dr. José Bandeira de Melo, da Aeronáutica Brasileira, que chegou há dias para galardoar diversas individualidades portuguesas, entre elas o sr. Nuno Salgueiro, sobrinho-neto do precursor da aviação mundial Santos Dumont (http://pt.wikipedia.org/wiki/Santos_Dumont), e considerado proprietário na freguesia da Junqueira, do nosso concelho. (…)

28 DE ABRIL DE 1962 Na Junqueira (COM FOTO) Homenagem ao Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Carlos Pinto Ferreira Foi com brilho extraordinário que decorreu o almoço há dias realizado nesta freguesia, em homenagem ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, ilustre Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, e filho querido desta terra. A Junqueira, esta encantadora freguesia de Vila do Conde, berço do homenageado, quis dar um exemplo de gratidão manifestando a sua ex.a todo o seu reconhecimento e admiração. Reconhecimento, pelo dinamismo e pelas raras qualidades de inteligência e rectidão, postas ao serviço do progresso e prosperidade de Vila do Conde. Admiração, pelas excelsas virtudes de homem de bem, com uma conduta e aprumo inexcedíveis em todos os ramos da sua actividade. Como homem, é o esposo fiel, o pai carinhoso, o amigo dedicado; como médico, é o clínico de coração bondoso que, com extraordinária abnegação, acorre a toda a parte onde há alguém em perigo de vida, onde há um moribundo que precisa de uma palavra de conforto e de esperança, onde há uma dor que é preciso minorar. Como Presidente da Câmara, é o homem público ideal que sacrifica a sua vida em prol do agregado social que dirige, que põe todas as suas faculdades ao serviço do bem comum, que rouba às horas de lazer ao doce convívio do lar, para tratar com carinho dos interesses dos seus munícipes. Foi por tudo isto que o povo da terra natal do sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira lhe quis manifestar a estima e o apreço que tem pela sua personalidade. Se, apesar de tudo isto, ainda há quem lhe não reconheça essas virtudes sublimes e essas raras qualidades de homem público, só pode ser uma pessoa mordida pela inveja do alto cargo que ele ocupa. Assistiram ao almoço, que decorreu num ambiente de alegre familiaridade, cerca de 120 pessoas todas da Junqueira. Antes da série de brindes, foi oferecido um artístico ramo de flores à esposa do homenageado, sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, que foi entregue por uma sua encantadora netinha, e o sr. Presidente da Junta desta freguesia entregou ao sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira uma pasta de couro contendo uma mensagem do povo da Junqueira. Depois, usaram da palavra os srs. Reverendo Pároco desta freguesia; Nuno Vilares Salgueiro, Flávio Freitas Faria e António Augusto Gomes Amorim. Todos enalteceram as qualidades do homenageado. Encerrou a série de brindes o homenageado, que, comovidamente, agradeceu a todos os presentes a homenagem que lhe foi prestada, dizendo não ser merecedor dela porque, se, como médico, lhe chamaram já o “mártir” da Junqueira, parecia-lhe que o sacerdócio da medicina não devia ser encarado de outra maneira. Continuando, disse que na vida administrativa tem procurado fazer valer os direitos a que a sua terra (Vila do Conde) tem jus. Disse ainda que esta homenagem seria o incentivo para que continue no próximo quadriénio a trabalhar mais ardentemente por Vila do Conde e por todos os vilacondenses. – C.

8 DE AGOSTO DE 1964 Junqueira, 31 Junqueira – Espinheira Sendo, embora, das mais populosas e progressivas freguesias de Vila do Conde, é, no entanto, sobretudo pelas suas belezas naturais que S. Simão da Junqueira se distingue. É cercada por dois rios – o Este e o Ave – que a cingem num terno e suave abraço e a orlam, qual moldura de prata da mais bela pintura do Divino Artista. É no cenário maravilhoso das margens destes dois rios, que nós encontrámos os lugares mais aprazíveis para passar uns dias de descanso, onde o corpo pode repousar serenamente, enquanto o espírito se recreia no meio de uma paisagem de sonho. São precisamente estas belezas naturais que chamam a S. Simão muitos turistas, sobretudo aos domingos. Um dos lugares mais aprazíveis e típicos desta freguesia e, consequentemente, dos mais frequentados, é, sem dúvida, a Espinheira, na margem direita do Ave e quase no extremo ocidental de S. Simão, já muito próximo de Touguinhó. O rumorejar constante das águas prateadas do Ave, que galgam afoitamente o açude que lhes barra a passagem e se precipitam da altura de alguns metros; o seu gracioso colear por entre maciços de verdura; as vetustas azenhas das duas margens; o chiar cadenciado e característico da célebre “roda grande” que se move lentamente, elevando a água que vai fertilizar e verdecer viçoso brejo, tudo isto, enfim, fá ao local um bucolismo encantador. Foi, precisamente, neste lugar de tanta beleza, que se realizaram, ultimamente, dois acontecimentos importantes – o Almoço Regional oferecido aos participantes do Congresso Internacional de Estomatologia, realizado no Porto e o 1º Grande Concurso Internacional de Pesca do Rio do Norte de Portugal. Ambos se realizaram no Solar da Quinta da Espinheira, transformado assim em “sala de visitas” de S. Simão da Junqueira. Justo é salientar a gentileza dos seus proprietários, a ex.ma sra. D. Olga Elisa de Carvalho Pinheiro Salgueiro e o sr. Nuno Villares Salgueiro, que tão atenciosamente cederam a sua casa. Outra coisa, aliás, não era de esperar daqueles que tantas provas têm dado de amor e carinho por S. Simão, apesar de cá não terem nascido. Na verdade, o sr. Nuno Salgueiro e sua Esposa estão sempre prontos a colaborar, desde que se trate do bem desta freguesia e do seu povo, compartilhando das suas alegrias e tristezas. Ao almoço, oferecido aos Congressistas pela Câmara Municipal, que se realizou no dia 24 de Junho findo, compareceram mais de 400 pessoas, todas levando a melhor das impressões, que do local, quer do banquete, que estava delicioso e cuja preparação esteve a cargo de um grupo de Senhoras, à frente das quais se encontrava a sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, digníssima esposa do sr. Presidente da Câmara. A todos os que contribuíram para o sucesso desta festa, os nossos sinceros parabéns. ———————————————- No dia 5 deste mês, outro acontecimento veio dar, uma vez mais, vida e animação à Espinheira. Foi este de carácter desportivo, o 1º Grande Concurso Internacional de Pesca do Rio do Norte de Portugal, organizado pelo Clube Desportivo da Póvoa. No dia anterior ao Concurso, foi servido, também na Quinta da Espinheira, uma merenda regional, oferecida aos participantes das equipas estrangeiras e aos delegados dos clubes nacionais concorrentes. Cerca de 250 foram os competidores, os quais pescaram boa quantidade de peixe e de bom tamanho. Foi vencedor deste Concurso o sr. João António Ruivo, do Desportivo de Torres Novas, com 3553 pontos. Das Senhoras, saiu vencedora a sra. D. Josina Sampaio Castro, do F. C. do Porto, com 745 pontos. Na categoria de Juniores, ganhou o menino Luís Américo Rafael, do Invicta, com 619 pontos. Por clubes, venceu o clube organizador, com 9372 pontos e por equipas ganhou a equipa A do mesmo clube, com 7962 pontos. Certos de que o local a todos agradou e de que o Rio Ave tem possibilidades desportivas desta natureza, esperamos que mais concursos de pesca aqui se venham a realizar, podendo os clubes organizadores contar sempre com a boa-vontade e a dedicação do povo desta freguesia. Ao “Desportivo”, os nossos parabéns pela boa organização e êxito do Com curso e o nosso profundo reconhecimento por ter escolhido a nossa terra para competição desportiva de tal importância. – C.

26 DE SETEMBRO DE 1964 Festa das Colheitas Como era do conhecimento dos nossos leitores, dentro do programa elaborado para a Festas das Colheitas de 1964 estavam integrados um concurso pecuário, reservado a Vacas Produtoras de Leite, uma Gincana de Automóveis e os concursos agrícolas (seara de milho, índice de mecanização, actividade forrageira e pomar ordenado e disperso. Conforme dissemos na semana finda, damos a seguir os nomes das individualidades que compunham os júris e respectivas classificações: (…) Concursos Agrícolas (…) Seara de Milho – 1º Nuno Villares Salgueiro, da Junqueira; (…) Índice de Mecanização – (…) 2ºs. ex-aequo – Nuno Salgueiro, da Junqueira, e Joaquim Moreira Ramos, de Guilhabreu; (…) Foram ainda distribuídas placas e medalhas de prata aos ex.mos srs: (…) Nuno Salgueiro, da Junqueira, (…).

10 DE OUTUBRO DE 1964 Pelos Bombeiros Depois da publicação, no Semanário “Renovação” das freguesias que se indicam, foram-nos entregues mais os seguintes donativos: Junqueira Com 500$00 – Nuno Vilares Salgueiro; Com 100$00 – D. Almerinda Amorim de Carvalho; Com 50$00 – José Fernandes Campos, Horácio da Silva Nogueira e José Quinteira; Com 30$00 – Lino Lopes Curval; Com 20$00 – José Ferreira Carvalho, João Gomes de Araújo, Paulino da Costa Amorim e D. Maria Martins; Com 15$00 – Adelino Gomes da Costa; Com 10$00 – António de Sousa Leituga, José Lopes Faria, António Ferreira da Costa, Joaquim Barros, D. Cândida Carvalho de Azevedo e D. Maria Pinto de Lima. Com 5$00 – António Fernandes, José Moreira de Sousa, Manuel Fernandes, D. Umbelina Rosa da Cruz, José Fernandes Faria, António Sousa da Silva, Alfredo Joaquim da Fonseca, João Gomes da Costa e Avelino de Sousa Faria. De diversos, com importâncias inferiores a 5$00 – 16$00.

19 DE FEVEREIRO DE 1966 Junqueira, 13 Notícias várias O sr. Nuno Salgueiro, que é um proprietário abastado e muito considerado nesta freguesia, resolveu há anos, espontaneamente ou por combinação com qualquer entidade oficial, cortar um ângulo na sua propriedade junto ao Cruzeiro desta freguesia, não só porque essa curva, com o movimento actual de veículos que por ali passam, torna aquele lugar bastante perigoso, mas também porque, com o desaparecimento desse ângulo, muito alinda e valoriza aquele lugar. O Sr. Nuno Salgueiro, zelosamente, mandou logo cortar as videiras que ocupavam aquele terreno, revelando uma vez mais o seu carácter austero, a sua inabalável decisão em cumprir o que havia combinado. São, porém, decorridos já alguns anos, mas as paredes continuam no mesmo lugar, com pesar do povo desta freguesia, ansioso por ver aquele lugar mais largo, mais lindo e menos propenso a qualquer desastre. Para a bondade do sr. Nuno Salgueiro todos apelam, confiados em que aquele estimado cavalheiro resolva aquele assunto, de tanto interesse para esta terra.

28 DE MAIO DE 1966 A população da Junqueira Homenageou um dos seus mais ilustres filhos – o Dr. Médico distinto, Director do nosso jornal e, até há pouco, Presidente da Edilidade Vilacondense No passado domingo, a nossa progressiva freguesia de S. Simão da Junqueira prestou homenagem a um dos seus filhos mais ilustres, o Dr. Carlos Pinto Ferreira, estimado Director deste semanário, que durante doze anos foi Presidente da nossa Edilidade. Querido das gentes da sua terra, querido de todos os vilacondenses, o dr. Pinto Ferreira viu, no domingo, à sua volta, todos os seus amigos, todos os seus conterrâneos, que ali foram afirmar, com as suas presenças, o respeito e a amizade que ele lhes merece. O Dr. Pinto Ferreira foi alvo de mais uma homenagem. O cidadão prestante, o médico ilustre, o homem bom, teve a rodeá-lo, no mesmo braço, todos os seus amigos junqueirenses. Afirmação de apreço, que a nós, que neste jornal trabalhamos, enche de orgulho. Pelas 11, 30 h. da manhã e na antiga Capelinha da Senhora da Graça, foi rezada Missa de Acção de Graças, sendo celebrante o Reverendo Padre Huberto Van Loo, da Congregação dos Padres Monfortinos, a que assistiram muitas pessoas, que enchiam por completo o pequeno Templo. Após a missa, teve lugar um almoço de homenagem, em Salão gentilmente cedido pelos activos junqueirenses A. Ferreira, e Irmão, vistosamente decorado com festões e lençoes de lavradeira. Presidiu o homenageado, que dava a esquerda aos srs. Bento Amorim, Presidente da Comissão Concelhia da U. N.; Dr. José da Silva Ramos, Presidente da nossa Câmara; D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira; Nuno Villares Salgueiro; D. Maria Júlia Ramos; José Fernandes Campos, Regedor; D. Rita Pinto Ferreira e Abílio F. Costa; e a direita à sra. D. Alice da Silva Ramos; Pe. Manuel Baptista de Sousa; D. Olga Pinheiro Salgueiro; António da Costa Faria, Presidente da Junta; D. Maria de Azevedo Gomes Amorim e António Ferreira de Araújo. Junto à Mesa de Honra, tomaram lugar a família do homenageado, convidados, entre os quais muitas senhoras, e, indistintamente, cerca de 200 pessoas. Ao champanhe, iniciou a série de discursos o sr. Presidente da Câmara, Dr. José da Silva Ramos, que começou por dizer que “das homenagens prestadas ao Dr. Pinto Ferreira, esta é a que mais deve dizer ao seu coração, por ser prestada por gente que o conhece de perto e sabe das suas qualidades de homem bom e amigo. Mais do que ninguém, eles podem dar a esta homenagem o cunho de uma perfeita manifestação de amizade”. Mais adiante, disse: “E eu, sinto-me francamente bem dentro desta casa, desta animação, porque também me sinto preso por uma simpatia à Junqueira, de que tantas vezes tenho recebido provas de amizade, que não posso, de maneira alguma, considerar-me um estranho nesta terra. aqui passei uns anos das minhas férias, aqui vim casar, aqui criei um grupo de amigos, tantos e tão bons que me sinto junqueirense de coração e como tal estou aqui a prestar-lhe esta homenagem de amizade, de reconhecimento e de admiração”. E, a terminar, afirmou: “Faço-o com a melhor da minha sinceridade e creia que é com ela que lhe desejo a melhor saúde, que consome generosamente em defesa dos outros, e aquelas prosperidades pessoais de que é bem digno”. Seguiu-se no uso da palavra, o Pároco da Junqueira, Pe. Baptista de Sousa, que em nome dos seus paroquianos, disse da razão daquela festa. Depois de agradecer a comparência dos junqueirenses aquela manifestação, recordou outra que o Concelho havia prestado ao Dr. Pinto Ferreira. “Foi por gratidão para com V. Ex.ª, que o Concelho lhe prestou homenagem em Vila do Conde, conforme é do conhecimento geral. A essa homenagem não poderíamos estar todos. Sem partidarismos e sem malquerença alguma, nós preferimos, então, fazer-lhe uma homenagem, de todos os junqueirenses, na terra da Junqueira. Aqui estamos, portanto, a prestar-lhe essa homenagem”. E, a terminar: “Segundo disseram os jornais, a quando da grandiosa manifestação em Vila do Conde, V. Exª só fez bem, só espalhou o bem. Interpretando os votos de todos os vilacondenses, eu bebo à saúde de V. Exª, para que continue, na sua nobre profissão, a espalhar esse bem”. Falou, a seguir, o sr. Dr. António Augusto Gomes Amorim que começou por historiar o que foi a acção do sr. Dr. Pinto Ferreira dentro da nossa Câmara, dos seus anseios e sacrifícios, dizendo, a certa altura: “Não admira, pois, que Vila do Conde lhe tivesse prestado uma homenagem retumbante, quando deixou, por imposição da Lei, o cargo de Presidente da Câmara. Mas não é V. Exª apenas o homem público que sacrifica a sua vida em prol do agregado social que dirige e representa. Como médico, é também o clínico incansável que acorre a toda a parte, onde há uma dor que é preciso minorar, onde há um condenado à morte a quem é preciso levar uma palavra de esperança. Como homem, em face da sociedade, é V. Exª o amigo dedicado, sempre pronto a servir o próximo. é para nós, portanto, sr. Dr. Pinto Ferreira, uma grande honra senti-lo no número dos junqueirenses. V. Exª ilustra a sua terra e são os homens que engrandecem uma terra e não a terra que engrandece os homens. Termino as minhas palavras, formulando o veemente desejo de que Deus lhe conceda ainda muitos anos de vida e saúde para que possa gozar no seio da sua família o descanso que nunca teve durante estes 12 anos de trabalho esgotante da sua terra”. Seguiu-se, no uso da palavra, o sr. Bento Amorim, que disse: “A minha provecta idade, que é séria, só fala a verdade e V. Ex.as sabem que é assim. Por isso quero dizer que sendo convidado para assistir à vossa festa, convite que me desvaneceu, vim com todo o prazer, para mais uma vez convier com os senhores da Junqueira, fidalgos e gente séria, que quiseram homenagear em festa íntima o seu médico e ilustre conterrâneo, Dr. Carlos Pinto Ferreira, que por ter deixado a presidência da nossa Câmara Municipal foi ainda, há bem pouco, homenageado com toda a dignidade pelo nosso concelho. É feliz o Dr. Carlos Pinto Ferreira. É Feliz por ver que lhe são gratos os seus conterrâneos. E essa gratidão, porque não dizer, toca-me, comove-me. Mas são gratos, porquê? Porque V. Ex.as são justos e o Dr. Pinto Ferreira merece. Ouvi dizer ainda há pouco que o Dr. Pinto Ferreira serviu a Nação durante doze anos. Não. Serve-a há mais de trinta! E quero aqui dizer, e com honra o digo, que sempre o encontrei a servir com todo o entusiasmo e a maior lealdade. E a lealdade dos homens, minhas Senhoras e meus Senhores, é rara. Eu, naturalmente, também aqui estou pela muita amizade que me liga ao homenageado, amizade de todos conhecida. E também o que mais exalta e se salienta nesta amizade, é uma lealdade profunda e quase sem limites. Pode haver grandes e duradouras amizades, mas lealdade sincera que dura trinta e sete anos, é muito, muitíssimo rara. Por isso, calculem o quanto me é grato estar entre V. Ex.as e pelo motivo por que estamos reunidos. Associando-me, pois, de todo o coração a esta íntima homenagem, eu brindo, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, pela sua saúde e de sua Ex.ma Esposa, e que Deus lhe dê, com muitas prosperidades e alegrias, muitos e bons anos de vida, para bem de todos nós”. Em nome da Comissão Organizadora daquela festa de homenagem, falou, depois, o sr. Nuno Salgueiro, que proferiu as seguintes palavras: “A Comissão organizadora desta, como se vê, tão sincera e sentida homenagem ao sr. Dr. Pinto Ferreira e, paralelamente também, à Sra. D. Felismina, para nós todos a Sra. D. Mina, que sempre, com exemplar dedicação e eficiência, o acompanha, quis dar-me a honra de aqui a representar. Peço licença para tratar o querido casal homenageado com esta familiaridade. Encontramo-nos numa autêntica festa de família, e é assim que entre todos os seus simpáticos conterrâneos eles são conhecidos e assim que, certamente, querem continuar a ser carinhosamente tratados. Mas abrimos, com muito gosto de todos, quatro excepções e quisemos ter aqui connosco o Ex.mo Sr. Dr. José da Silva Ramos, distinto sucessor do sr. Dr. Pinto Ferreira na presidência da Câmara de Vila do Conde e grande amigo desta freguesia, conde até, veio casar, e o Ex.mo Bento de Sousa Amorim, dedicado amigo de todo o concelho, que, se todos procuram nas horas de aflição e sempre encontram de braços protectoramente abertos, também queremos junto de nós nas horas de alegria e gratidão. Pedimos para que Suas Ex.as se fizessem acompanhar por suas Ex.mas Esposas e, assim, temos a honra da presença da Senhora do Sr. Dr. Silva Ramos, tendo sido privados da honra da assistência da Senhora do Sr. Bento Amorim, infelizmente por motivos de saúde. Ao sr. Dr. Pinto Ferreira, e a sua Ex.ma Esposa, queremos deixar aqui bem marcado o nosso agradecimento por terem permitido que se realizasse esta manifestação de admiração e reconhecimento. A Comissão organizadora quer, ainda, agradecer ao Povo da Junqueira, a maneira como, por todas as formas, colaborou e correspondeu às suas propostas. A razão e justiça desta festa de homenagem, é bem compreendida e sentida por todos quantos estão aqui reunidos. Resta-me, por isso, pedir ao nosso querido homenageado que aceite esta lembrança, que estes seus amigos, e ainda alguns, impossibilitados de aqui estar presentes, lhe querem oferecer para guardar como recordação da amizade, gratidão e admiração de todos”. Uma bela moçoila, em traje de festa, ofereceu, então, ao Dr. Pinto Ferreira, um artístico tabuleiro em prata, com um valioso serviço de porcelana; e as meninas Maria Gabriela e Maria Carla, netas do homenageado, ofertaram às Ex.mas Sras. D. Alice da Silva Ramos e D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, dois lindos ramos de flores. Visivelmente emocionado, levantou-se, então, o homenageado, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira que disse o seguinte: “ As palavras imerecidas que me dirigistes, são o reflexo do sentir do vosso coração magnânimo, sempre dado à realização de obras que marquem a sua passagem pela Terra. Para mim, esta festa, será mais ainda uma festa de confraternização, de unidade, que mostre, que todos juntos, de mãos dadas, sem olhar a retaliações e malquerenças, caminhando em frente, podemos contribuir para o engrandecimento da nossa Terra – de Vila do Conde. E foi assim, com a ajuda de todos, que eu pude, durante 12 anos, superando intempéries, mas com os olhos no futuro, estar à frente dos seus destinos. Na imensidade do tempo, isto é uma gota de água, que corre lentamente, mas que deixa bem marcado, ao alto, o que planeamos e tão avaramente quisemos realizar, para bem da comunidade. Alguma coisa se fez. Porém, muito também ficou por fazer. Espero que um dia os nossos legítimos anseios sejam uma realidade, a mostrar aos nossos descendentes o quanto vale uma vontade firme e persistente de bem querer. Quiseram dar-nos a honra da sua presença, pessoas muito ilustres da nossa Terra – os ex.mos srs. Bento Amorim e Dr. José Ramos, que comandam os destinos de Vila do Conde e sobejamente conhecidos de todos nós pelas suas altas qualidades de inteligência, de trabalho e amor à Terra que os viu nascer. Outras, que embora não sendo de cá, estão radicadas a esta Terra tão antiga e tão cheia de tradições, a quem devo muita amizade. A todos desejo testemunhar a minha gratidão e sinceros agradecimentos. Para a Comissão organizadora desta festa, para todos os meus amigos e conterrâneos, aqui presentes ou que de qualquer forma para ela contribuíram, sem distinção a todos agradeço com um abraço, que deixará em cada um – um muito obrigado – muito sentido e muito do coração”. ———————————————–Notas – A Comissão Organizadora da Festa de Homenagem ao sr. Dr. C. Pinto Ferreira era constituída pelos srs.: Pe. Manuel Baptista de Sousa, pároco da freguesia: Nuno Vilares Salgueiro, Dr. António A. Gomes de Amorim, Dr. Eduardo Campos Costa, José Fernandes Campos, Ernesto Cardoso de Oliveira, António Araújo Ramos, António da Costa Faria, Abílio Ferreira da Costa, António Ferreira de Araújo, José Quinteira, Bento Correia, Manuel Lopes Curval e António Alves. Renovação agradece a gentileza do convite e todas as atenções dispensadas ao seu enviado especial.

13 DE JULHO DE 1968 Nova fábrica Foi lavrada, esta semana, na Secretaria Notarial desta vila, a escritura pela qual a firma “Obergue – Limas e Mecânica, Limitada”, com sede provisória em Lisboa, adquiriu o terreno indispensável para a construção, no lugar da Espinheira, freguesia da Junqueira, dos edifícios destinados à sua fábrica de limas e ferramentas. Após a celebração da escritura, o Eng.° Sven A. Nilsson e Senhora, convidaram os srs. Presidente da Câmara Municipal, Nuno Salgueiro e Dr. António de Sousa Pereira e Senhoras para um almoço, durante o qual agradeceu as atenções e facilidades recebidas, informando que muito brevemente se iniciariam as obras para a construção da fábrica. Será mais uma importante indústria a contribuir para o desenvolvimento industrial do nosso concelho, pelo que lhe desejamos as maiores prosperidades.

19 DE ABRIL DE 1969 Notícias de Bagunte Grande Feira Anual Conforme estava anunciada, realizou-se no último dia 30 a Grande Feira Anual de Bagunte (a tradicional Feira de 25 de Março), que este ano foi muito concorrida, efectuando-se bastantes transacções. (…) Bois de engorda (os de maior peso) – (…) 2.º José Ferreira de Carvalho, da Junqueira. (…) Junta de Touros de outras raças – 2.º Nuno Salgueiro, da Junqueira

28 DE MARÇO DE 1970 Extraordinariamente concorridos os concursos pecuários de Vila do Conde e Bagunte Nos passados dias 20 e 22, em Vila do Conde e Bagunte, tiveram lugar as grandes Feiras de Março e os Concursos Pecuários. O desta Vila realizou-se no Mercado Municipal e o de Bagunte, no lugar de Santana. (…) Concorrentes premiados (…) Em Bagunte (…) Bois de Engorda – “Taça Grémio da Lavoura”, José Ferreira de Carvalho, da Junqueira. (…) Junta de Touros de 2 a 4 dentes – (…) 2.º, Nuno Salgueiro, da Junqueira (…) (…)

17 DE OUTUBRO DE 1970 Obergue, Lda. Nova indústria Vilacondense Com a presença do senhor Governador Civil do Distrito, teve lugar no passado dia 4, a inauguração da mais moderna unidade industrial para o fabrico de limas, implantada em Portugal, pela C. O. Oberg & CO AB, importante firma Sueca que, muito vem contribuir para o desenvolvimento industrial do País e promoção da mão-de-obra nacional, já de si excelente. Ocupando uma área coberta de 12.000 metros quadrados – dentro em breve passará ao dobro – a nova indústria situa-se na Junqueira, onde adquiriu terreno com a área de 90.000 metros quadrados, junto ao Rio Ave, terrenos que faziam parte da Quinta da Espinheira. Para já, o fabrico é exclusivamente de limas. Mais tarde terá início o fabrico de fresadores e outras ferramentas. Durante os anos mais próximos, os produtos fabricados serão exportados na sua totalidade. O senhor Governador Civil do Distrito, acompanhado pelos srs. Presidente e Vice-Presidente da Câmara; Even A. Nilsson, Administrador da Olberg; Alfredo Calem e Hoelzer, Cônsul da Suécia; António Brandão Miranda, Administrador do Banco Português do Atlântico; Eng. Costa Reis; Eng. Carlos da Fonseca; Dr. António de Sousa Pereira; Nuno Vilares Salgueiro; Eng. Bertil Fransson, Gerente da Obergue, Lda, grande número de personalidades suecas e portuguesas, ligadas ao Comércio, Indústrias e serviços oficiais, cortou, com uma tesoura de ouro a fita simbólica, tendo o Sr. Nilsson proferido algumas palavras de agradecimento. Depois, no Palácio Hotel, teve lugar um almoço a todos os convidados em número superior a 150, tendo usado da palavra, num brinde a Portugal, o sr. Even Nilsson; o Chefe do Distrito agradeceu, mostrando a sua satisfação pelo bom entendimento entre os dois países. No final do repasto, tanto o sr. Administrador como o gerente da Obergue e Engs. da firma, foram muito cumprimentados. Cinco dias volvidos, a firma estava outra vez em festa então para receber os seus operários e funcionários em número de 90. Administrador, Gerente e Engs., acompanhados pelas exmas. Esposas, vieram ao portão receber os seus colaboradores, cumprimentando-os, abraçando-os, numa palavra; mostrando por eles um interesse a que não estavam habituados a ver em festas deste género. Depois, num dos vastos salões da fábrica, teve lugar um copo de água monstro (sic), pretexto para mais e cada vez maiores provas da simpatia pelos trabalhadores da empresa. Sempre atenciosos, sempre alegres, a “família sueca” confraternizou com a “família portuguesa”, não faltando mesmo quem metesse o seu pé de dança, no “vira” e no “malhão”, danças tão características da Junqueira. Em suma, uma bela festa. Oxalá, outras empresas lhe sigam o exemplo, porque nada melhor para estreitar laços de amizade e cimentar vontades, que patrões e operários confraternizarem. Renovação agradece o convite e deseja a Obergue L.da, as maiores felicidades.

31 DE JULHO DE 1971 A Inauguração da Ponte Provisória de Vila do Conde No último sábado, foi inaugurada a ponte provisória entre esta vila e Azurara para servir o trânsito da estrada nacional 13, durante o tempo necessário à demolição da velha ponte metálica e à implantação, no mesmo local, doutra com quatro faixas de rodagem e passeios laterais e em cuja construção se utilizará betão armado. (…) [Nota minha: Carlos Pinto Ferreira e Nuno Vilares Salgueiro marcaram presença no evento].

8 DE JUNHO DE 1979 Falecimento Nuno Vilares Salgueiro Na sua residência, à Rua da Boavista, 571-3.º, no Porto, faleceu o nosso estimado amigo, senhor Nuno Salgueiro, proprietário na Junqueira, onde desenvolveu grandes actividades na agricultura que era a sua paixão, e que em todo o concelho gozava de grande estima sendo muito sentido o seu falecimento. A sua esposa, D. Olga Vilares Salgueiro, apresenta Renovação o seu sentido cartão de pêsames.

15 DE JUNHO DE 1979 Agradecimento Nuno Vilares Salgueiro – Agradecimento Sua mulher, irmãos e sobrinhos, na impossibilidade de o poderem fazer pessoalmente, vêm, por este Único Meio, agradecer, com o maior reconhecimento, a todas as pessoas amigas que se dignaram tomar parte no funeral, assistiram à missa do 7.º dia, bem como àquelas que, de qualquer forma, os acompanharam na dor. A todos pedem desculpa de qualquer falta involuntária e mais uma vez patenteiam a sua eterna gratidão.

Junqueira (…)  Falecimento Foi muito sentido nesta freguesia o óbito ocorrido há dias, no Porto, do benquisto e respeitável cidadão que não sendo daqui natural era considerado um seu filho adoptivo – o sr. Nuno Vilares Salgueiro – dono da Quinta do Real, propriedade rústica que é um dos melhores celeiros na sua produção agrícola desta terra e como tal abastecedor dos grandes mercados do Norte. Das qualidades de carácter, educação e humanismo do saudoso extinto falam os seus muitos amigos espalhados por todo o país e até no estrangeiro, pois estava relacionado com grandes personalidades ligadas ao mundo da economia, finanças, política e dos vários outros sectores da vida nacional. A Junqueira perdeu um grande impulsionador da sua economia e bem estar social, pois o sr. Nuno era de um dinamismo e compreensão que a todos fazia espanto e agora se curvam perante a sua memória. A classe trabalhadora perdeu nele o seu verdadeiro amigo e conselheiro. A sua extremosa e dedicada esposa enviamos os nossos mais sentidos pêsames.

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2 thoughts on “Nuno Vilares Salgueiro (F)

  1. Homem de grande carácter a quem me vergo redondamente e que tenho a felicidade de ter conhecido e à sua dedicada esposa Sra D. Olga, com os quais confraternizei várias vezes e a casa de quem passei alguns bons momentos da vida vida que recordo com saudade. Paz às suas almas. Grandes seres!

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