Olga Elisa de Carvalho Pinheiro Salgueiro (F)

Dados biográficos:

  • esposa de Nuno Vilares Salgueiro [ADP], proprietário da Quinta do Ral
  • filha de Elisa Guimarães Carvalho Pinheiro e de José Isidoro de Almeida Pinheiro
  • faleceu a 6 de Maio de 2009, com 94 anos de idade, viúva, residente no Porto, onde foi a sepultar.

OlgaSalgueiro

 Arquivo Distrital do Porto

Passaportes Ordinários – Livro 80

Referência – PT-ADPRT-AC-GCPRT-J-E-032-3608_m0134.tif

 

Notícias completas:

20 DE JANEIRO DE 1951 Junqueira, 17 Telefones – Está em pleno funcionamento a rede telefónica da Junqueira, grande melhoramento para os povos das freguesias da “Faria”, pois em todas elas se encontram instalados telefones públicos e particulares. Apenas temos a lamentar a deficiência dos telefones instalados que, por contínuas avarias, não permitem a sua utilização constante, o que muitas vezes ocasiona prejuízos e transtornos incalculáveis aos seus possuidores. Para a Direcção-Geral dos C. T. T. chamamos a sua atenção, certos de que rapidamente será remediado este estado de coisas. Publicámos a seguir a lista dos telefones da rede da Junqueira e Parada: 1 – Posto Público (em casa do sr. José Quinteira); 2 – Dr. Carlos Pinto Ferreira; 3 – Eng. José Ferreira Várzea; 4 – Nuno Salgueiro (Quinta do Ral); 5 – D. Olga Pinheiro; 6 – João Pacheco T. Rebelo Carvalho; 7 – José Gomes Neto (Quinta da Boa-Vista – Casal de Pedro); 8 – Cupertino de Miranda (Ponte D´Ave); 9 – Arnaldo Miranda Guimarães (Ponte D´Ave); 10 – Horácio Nogueira; 11 – António F. Costa Magalhães; 12 – Dr. Eduardo Campos Costa; 13 – António José da Costa Junior; 14 – Joaquim Lopes da Silva; 15 – Adelino Azevedo Cunha e Pereira; 16 – José Lopes da Costa; 17 – José Ferreira de Lima, de Rio Mau; 18 – Júlio Bento Simões (Ponte D´Este); 19 – Joaquim Ribeiro (Rio Mau); 20 – Mário da Costa Macedo – Touguinhó; 21 – Américo Angeiras – Touguinhó; 1 de Parada – Dr. Manuel F. Campos; 2 – Abílio Guimarães, de Ferreiró; 3 – Viação Costa e Lino, Lda., de Parada; 4 – Manuel Gonçalves, de Bagunte; 5 – Manuel Carneiro Gonçalves, de Outeiro; 6 – D. Beatriz Nóbrega; 7 – António José da Fonseca, de Ferreiró

19 DE MARÇO DE 1955 Nuno Salgueiro À Quinta do Ral, na freguesia da Junqueira, deste concelho, regressou de S. Paulo (Brasil), onde foi assistir às comemorações centenários de Santos Dumont, o sr. Nuno Salgueiro, acompanhado de sua ex.ma esposa, sra. Dra. D. Olga Pinheiro Salgueiro.

4 DE OUTUBRO DE 1958 Junqueira, 28 Falecimento – No passado dia 22, do corrente mês, faleceu na sua residência, no Porto, a sra. Elisa Guimarães Carvalho Pinheiro, esposa do sr. José Isidoro de Almeida Pinheiro, proprietário da Quinta da Espinheira. A saudosa extinta era mãe da sra. D Olga Pinheiro e sogra do sr. Nuno Villares Salgueiro, proprietário da Quinta do Ral. O seu funeral, que se realizou no dia seguinte, constituiu uma prova eloquente da grande estima que lhe tributavam quantos a conheciam. Muitas pessoas desta freguesia acompanharam a extinta até à sua última morada. Paz à sua alma e à família enlutada enviamos os nossos sentidos pêsames. – C.

9 DE ABRIL DE 1960 Feira Anual de Bagunte Conforme dissemos no último número, publicámos a seguir a lista dos vencedores do Concurso Pecuário levado a efeito por ocasião da Grande Feira Anual efectuada nesta freguesia no dia 27 do mês findo: – (…) Junta de Bois de trabalho (raça barrosã) – (…) 2º prémio – José Ferreira de Carvalho. (…) Junta de bois de trabalho de outras raças – 1º prémio – José Ferreira de Carvalho (…) Junta de touros de outras raças – 1º e 2º prémios – Casa de Real – Junqueira. (…) Novilha (raça turina) – 1º prémio – Horácio da Silva Nogueira (Quinta do Cerqueiral), Junqueira (…) Touro reprodutor – raça turina – 1º prémio – (Taça Dr. Domingos de Azevedo) (…) e Nuno Vilares Salgueiro – Quinta do Ral -Junqueira. Este concorrente ganhou também o segundo prémio. Porco de maior peso – 1º prémio – D. Olga Elisa de Carvalho Pinheiro – Quinta da Espinheira – Junqueira (…)

8 DE AGOSTO DE 1964 Junqueira, 31 Junqueira – Espinheira Sendo, embora, das mais populosas e progressivas freguesias de Vila do Conde, é, no entanto, sobretudo pelas suas belezas naturais que S. Simão da Junqueira se distingue. É cercada por dois rios – o Este e o Ave – que a cingem num terno e suave abraço e a orlam, qual moldura de prata da mais bela pintura do Divino Artista. É no cenário maravilhoso das margens destes dois rios, que nós encontrámos os lugares mais aprazíveis para passar uns dias de descanso, onde o corpo pode repousar serenamente, enquanto o espírito se recreia no meio de uma paisagem de sonho. São precisamente estas belezas naturais que chamam a S. Simão muitos turistas, sobretudo aos domingos. Um dos lugares mais aprazíveis e típicos desta freguesia e, consequentemente, dos mais frequentados, é, sem dúvida, a Espinheira, na margem direita do Ave e quase no extremo ocidental de S. Simão, já muito próximo de Touguinhó. O rumorejar constante das águas prateadas do Ave, que galgam afoitamente o açude que lhes barra a passagem e se precipitam da altura de alguns metros; o seu gracioso colear por entre maciços de verdura; as vetustas azenhas das duas margens; o chiar cadenciado e característico da célebre “roda grande” que se move lentamente, elevando a água que vai fertilizar e verdecer viçoso brejo, tudo isto, enfim, fá ao local um bucolismo encantador. Foi, precisamente, neste lugar de tanta beleza, que se realizaram, ultimamente, dois acontecimentos importantes – o Almoço Regional oferecido aos participantes do Congresso Internacional de Estomatologia, realizado no Porto e o 1º Grande Concurso Internacional de Pesca do Rio do Norte de Portugal. Ambos se realizaram no Solar da Quinta da Espinheira, transformado assim em “sala de visitas” de S. Simão da Junqueira. Justo é salientar a gentileza dos seus proprietários, a ex.ma sra. D. Olga Elisa de Carvalho Pinheiro Salgueiro e o sr. Nuno Villares Salgueiro, que tão atenciosamente cederam a sua casa. Outra coisa, aliás, não era de esperar daqueles que tantas provas têm dado de amor e carinho por S. Simão, apesar de cá não terem nascido. Na verdade, o sr. Nuno Salgueiro e sua Esposa estão sempre prontos a colaborar, desde que se trate do bem desta freguesia e do seu povo, compartilhando das suas alegrias e tristezas. Ao almoço, oferecido aos Congressistas pela Câmara Municipal, que se realizou no dia 24 de Junho findo, compareceram mais de 400 pessoas, todas levando a melhor das impressões, que do local, quer do banquete, que estava delicioso e cuja preparação esteve a cargo de um grupo de Senhoras, à frente das quais se encontrava a sra. D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, digníssima esposa do sr. Presidente da Câmara. A todos os que contribuíram para o sucesso desta festa, os nossos sinceros parabéns. ———————————————- No dia 5 deste mês, outro acontecimento veio dar, uma vez mais, vida e animação à Espinheira. Foi este de carácter desportivo, o 1º Grande Concurso Internacional de Pesca do Rio do Norte de Portugal, organizado pelo Clube Desportivo da Póvoa. No dia anterior ao Concurso, foi servido, também na Quinta da Espinheira, uma merenda regional, oferecida aos participantes das equipas estrangeiras e aos delegados dos clubes nacionais concorrentes. Cerca de 250 foram os competidores, os quais pescaram boa quantidade de peixe e de bom tamanho. Foi vencedor deste Concurso o sr. João António Ruivo, do Desportivo de Torres Novas, com 3553 pontos. Das Senhoras, saiu vencedora a sra. D. Josina Sampaio Castro, do F. C. do Porto, com 745 pontos. Na categoria de Juniores, ganhou o menino Luís Américo Rafael, do Invicta, com 619 pontos. Por clubes, venceu o clube organizador, com 9372 pontos e por equipas ganhou a equipa A do mesmo clube, com 7962 pontos. Certos de que o local a todos agradou e de que o Rio Ave tem possibilidades desportivas desta natureza, esperamos que mais concursos de pesca aqui se venham a realizar, podendo os clubes organizadores contar sempre com a boa-vontade e a dedicação do povo desta freguesia. Ao “Desportivo”, os nossos parabéns pela boa organização e êxito do Com curso e o nosso profundo reconhecimento por ter escolhido a nossa terra para competição desportiva de tal importância. – C.

28 DE MAIO DE 1966 A população da Junqueira Homenageou um dos seus mais ilustres filhos – o Dr. Médico distinto, Director do nosso jornal e, até há pouco, Presidente da Edilidade Vilacondense No passado domingo, a nossa progressiva freguesia de S. Simão da Junqueira prestou homenagem a um dos seus filhos mais ilustres, o Dr. Carlos Pinto Ferreira, estimado Director deste semanário, que durante doze anos foi Presidente da nossa Edilidade. Querido das gentes da sua terra, querido de todos os vilacondenses, o dr. Pinto Ferreira viu, no domingo, à sua volta, todos os seus amigos, todos os seus conterrâneos, que ali foram afirmar, com as suas presenças, o respeito e a amizade que ele lhes merece. O Dr. Pinto Ferreira foi alvo de mais uma homenagem. O cidadão prestante, o médico ilustre, o homem bom, teve a rodeá-lo, no mesmo braço, todos os seus amigos junqueirenses. Afirmação de apreço, que a nós, que neste jornal trabalhamos, enche de orgulho. Pelas 11, 30 h. da manhã e na antiga Capelinha da Senhora da Graça, foi rezada Missa de Acção de Graças, sendo celebrante o Reverendo Padre Huberto Van Loo, da Congregação dos Padres Monfortinos, a que assistiram muitas pessoas, que enchiam por completo o pequeno Templo. Após a missa, teve lugar um almoço de homenagem, em Salão gentilmente cedido pelos activos junqueirenses A. Ferreira, e Irmão, vistosamente decorado com festões e lençoes de lavradeira. Presidiu o homenageado, que dava a esquerda aos srs. Bento Amorim, Presidente da Comissão Concelhia da U. N.; Dr. José da Silva Ramos, Presidente da nossa Câmara; D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira; Nuno Villares Salgueiro; D. Maria Júlia Ramos; José Fernandes Campos, Regedor; D. Rita Pinto Ferreira e Abílio F. Costa; e a direita à sra. D. Alice da Silva Ramos; Pe. Manuel Baptista de Sousa; D. Olga Pinheiro Salgueiro; António da Costa Faria, Presidente da Junta; D. Maria de Azevedo Gomes Amorim e António Ferreira de Araújo. Junto à Mesa de Honra, tomaram lugar a família do homenageado, convidados, entre os quais muitas senhoras, e, indistintamente, cerca de 200 pessoas. Ao champanhe, iniciou a série de discursos o sr. Presidente da Câmara, Dr. José da Silva Ramos, que começou por dizer que “das homenagens prestadas ao Dr. Pinto Ferreira, esta é a que mais deve dizer ao seu coração, por ser prestada por gente que o conhece de perto e sabe das suas qualidades de homem bom e amigo. Mais do que ninguém, eles podem dar a esta homenagem o cunho de uma perfeita manifestação de amizade”. Mais adiante, disse: “E eu, sinto-me francamente bem dentro desta casa, desta animação, porque também me sinto preso por uma simpatia à Junqueira, de que tantas vezes tenho recebido provas de amizade, que não posso, de maneira alguma, considerar-me um estranho nesta terra. aqui passei uns anos das minhas férias, aqui vim casar, aqui criei um grupo de amigos, tantos e tão bons que me sinto junqueirense de coração e como tal estou aqui a prestar-lhe esta homenagem de amizade, de reconhecimento e de admiração”. E, a terminar, afirmou: “Faço-o com a melhor da minha sinceridade e creia que é com ela que lhe desejo a melhor saúde, que consome generosamente em defesa dos outros, e aquelas prosperidades pessoais de que é bem digno”. Seguiu-se no uso da palavra, o Pároco da Junqueira, Pe. Baptista de Sousa, que em nome dos seus paroquianos, disse da razão daquela festa. Depois de agradecer a comparência dos junqueirenses aquela manifestação, recordou outra que o Concelho havia prestado ao Dr. Pinto Ferreira. “Foi por gratidão para com V. Ex.ª, que o Concelho lhe prestou homenagem em Vila do Conde, conforme é do conhecimento geral. A essa homenagem não poderíamos estar todos. Sem partidarismos e sem malquerença alguma, nós preferimos, então, fazer-lhe uma homenagem, de todos os junqueirenses, na terra da Junqueira. Aqui estamos, portanto, a prestar-lhe essa homenagem”. E, a terminar: “Segundo disseram os jornais, a quando da grandiosa manifestação em Vila do Conde, V. Exª só fez bem, só espalhou o bem. Interpretando os votos de todos os vilacondenses, eu bebo à saúde de V. Exª, para que continue, na sua nobre profissão, a espalhar esse bem”. Falou, a seguir, o sr. Dr. António Augusto Gomes Amorim que começou por historiar o que foi a acção do sr. Dr. Pinto Ferreira dentro da nossa Câmara, dos seus anseios e sacrifícios, dizendo, a certa altura: “Não admira, pois, que Vila do Conde lhe tivesse prestado uma homenagem retumbante, quando deixou, por imposição da Lei, o cargo de Presidente da Câmara. Mas não é V. Exª apenas o homem público que sacrifica a sua vida em prol do agregado social que dirige e representa. Como médico, é também o clínico incansável que acorre a toda a parte, onde há uma dor que é preciso minorar, onde há um condenado à morte a quem é preciso levar uma palavra de esperança. Como homem, em face da sociedade, é V. Exª o amigo dedicado, sempre pronto a servir o próximo. é para nós, portanto, sr. Dr. Pinto Ferreira, uma grande honra senti-lo no número dos junqueirenses. V. Exª ilustra a sua terra e são os homens que engrandecem uma terra e não a terra que engrandece os homens. Termino as minhas palavras, formulando o veemente desejo de que Deus lhe conceda ainda muitos anos de vida e saúde para que possa gozar no seio da sua família o descanso que nunca teve durante estes 12 anos de trabalho esgotante da sua terra”. Seguiu-se, no uso da palavra, o sr. Bento Amorim, que disse: “A minha provecta idade, que é séria, só fala a verdade e V. Ex.as sabem que é assim. Por isso quero dizer que sendo convidado para assistir à vossa festa, convite que me desvaneceu, vim com todo o prazer, para mais uma vez convier com os senhores da Junqueira, fidalgos e gente séria, que quiseram homenagear em festa íntima o seu médico e ilustre conterrâneo, Dr. Carlos Pinto Ferreira, que por ter deixado a presidência da nossa Câmara Municipal foi ainda, há bem pouco, homenageado com toda a dignidade pelo nosso concelho. É feliz o Dr. Carlos Pinto Ferreira. É Feliz por ver que lhe são gratos os seus conterrâneos. E essa gratidão, porque não dizer, toca-me, comove-me. Mas são gratos, porquê? Porque V. Ex.as são justos e o Dr. Pinto Ferreira merece. Ouvi dizer ainda há pouco que o Dr. Pinto Ferreira serviu a Nação durante doze anos. Não. Serve-a há mais de trinta! E quero aqui dizer, e com honra o digo, que sempre o encontrei a servir com todo o entusiasmo e a maior lealdade. E a lealdade dos homens, minhas Senhoras e meus Senhores, é rara. Eu, naturalmente, também aqui estou pela muita amizade que me liga ao homenageado, amizade de todos conhecida. E também o que mais exalta e se salienta nesta amizade, é uma lealdade profunda e quase sem limites. Pode haver grandes e duradouras amizades, mas lealdade sincera que dura trinta e sete anos, é muito, muitíssimo rara. Por isso, calculem o quanto me é grato estar entre V. Ex.as e pelo motivo por que estamos reunidos. Associando-me, pois, de todo o coração a esta íntima homenagem, eu brindo, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira, pela sua saúde e de sua Ex.ma Esposa, e que Deus lhe dê, com muitas prosperidades e alegrias, muitos e bons anos de vida, para bem de todos nós”. Em nome da Comissão Organizadora daquela festa de homenagem, falou, depois, o sr. Nuno Salgueiro, que proferiu as seguintes palavras: “A Comissão organizadora desta, como se vê, tão sincera e sentida homenagem ao sr. Dr. Pinto Ferreira e, paralelamente também, à Sra. D. Felismina, para nós todos a Sra. D. Mina, que sempre, com exemplar dedicação e eficiência, o acompanha, quis dar-me a honra de aqui a representar. Peço licença para tratar o querido casal homenageado com esta familiaridade. Encontramo-nos numa autêntica festa de família, e é assim que entre todos os seus simpáticos conterrâneos eles são conhecidos e assim que, certamente, querem continuar a ser carinhosamente tratados. Mas abrimos, com muito gosto de todos, quatro excepções e quisemos ter aqui connosco o Ex.mo Sr. Dr. José da Silva Ramos, distinto sucessor do sr. Dr. Pinto Ferreira na presidência da Câmara de Vila do Conde e grande amigo desta freguesia, conde até, veio casar, e o Ex.mo Bento de Sousa Amorim, dedicado amigo de todo o concelho, que, se todos procuram nas horas de aflição e sempre encontram de braços protectoramente abertos, também queremos junto de nós nas horas de alegria e gratidão. Pedimos para que Suas Ex.as se fizessem acompanhar por suas Ex.mas Esposas e, assim, temos a honra da presença da Senhora do Sr. Dr. Silva Ramos, tendo sido privados da honra da assistência da Senhora do Sr. Bento Amorim, infelizmente por motivos de saúde. Ao sr. Dr. Pinto Ferreira, e a sua Ex.ma Esposa, queremos deixar aqui bem marcado o nosso agradecimento por terem permitido que se realizasse esta manifestação de admiração e reconhecimento. A Comissão organizadora quer, ainda, agradecer ao Povo da Junqueira, a maneira como, por todas as formas, colaborou e correspondeu às suas propostas. A razão e justiça desta festa de homenagem, é bem compreendida e sentida por todos quantos estão aqui reunidos. Resta-me, por isso, pedir ao nosso querido homenageado que aceite esta lembrança, que estes seus amigos, e ainda alguns, impossibilitados de aqui estar presentes, lhe querem oferecer para guardar como recordação da amizade, gratidão e admiração de todos”. Uma bela moçoila, em traje de festa, ofereceu, então, ao Dr. Pinto Ferreira, um artístico tabuleiro em prata, com um valioso serviço de porcelana; e as meninas Maria Gabriela e Maria Carla, netas do homenageado, ofertaram às Ex.mas Sras. D. Alice da Silva Ramos e D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, dois lindos ramos de flores. Visivelmente emocionado, levantou-se, então, o homenageado, sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira que disse o seguinte: “ As palavras imerecidas que me dirigistes, são o reflexo do sentir do vosso coração magnânimo, sempre dado à realização de obras que marquem a sua passagem pela Terra. Para mim, esta festa, será mais ainda uma festa de confraternização, de unidade, que mostre, que todos juntos, de mãos dadas, sem olhar a retaliações e malquerenças, caminhando em frente, podemos contribuir para o engrandecimento da nossa Terra – de Vila do Conde. E foi assim, com a ajuda de todos, que eu pude, durante 12 anos, superando intempéries, mas com os olhos no futuro, estar à frente dos seus destinos. Na imensidade do tempo, isto é uma gota de água, que corre lentamente, mas que deixa bem marcado, ao alto, o que planeamos e tão avaramente quisemos realizar, para bem da comunidade. Alguma coisa se fez. Porém, muito também ficou por fazer. Espero que um dia os nossos legítimos anseios sejam uma realidade, a mostrar aos nossos descendentes o quanto vale uma vontade firme e persistente de bem querer. Quiseram dar-nos a honra da sua presença, pessoas muito ilustres da nossa Terra – os ex.mos srs. Bento Amorim e Dr. José Ramos, que comandam os destinos de Vila do Conde e sobejamente conhecidos de todos nós pelas suas altas qualidades de inteligência, de trabalho e amor à Terra que os viu nascer. Outras, que embora não sendo de cá, estão radicadas a esta Terra tão antiga e tão cheia de tradições, a quem devo muita amizade. A todos desejo testemunhar a minha gratidão e sinceros agradecimentos. Para a Comissão organizadora desta festa, para todos os meus amigos e conterrâneos, aqui presentes ou que de qualquer forma para ela contribuíram, sem distinção a todos agradeço com um abraço, que deixará em cada um – um muito obrigado – muito sentido e muito do coração”. ———————————————–Notas – A Comissão Organizadora da Festa de Homenagem ao sr. Dr. C. Pinto Ferreira era constituída pelos srs.: Pe. Manuel Baptista de Sousa, pároco da freguesia: Nuno Vilares Salgueiro, Dr. António A. Gomes de Amorim, Dr. Eduardo Campos Costa, José Fernandes Campos, Ernesto Cardoso de Oliveira, António Araújo Ramos, António da Costa Faria, Abílio Ferreira da Costa, António Ferreira de Araújo, José Quinteira, Bento Correia, Manuel Lopes Curval e António Alves. Renovação agradece a gentileza do convite e todas as atenções dispensadas ao seu enviado especial.

8 DE JUNHO DE 1979 Falecimento Nuno Vilares Salgueiro Na sua residência, à Rua da Boavista, 571-3.º, no Porto, faleceu o nosso estimado amigo, senhor Nuno Salgueiro, proprietário na Junqueira, onde desenvolveu grandes actividades na agricultura que era a sua paixão, e que em todo o concelho gozava de grande estima sendo muito sentido o seu falecimento. A sua esposa, D. Olga Vilares Salgueiro, apresenta Renovação o seu sentido cartão de pêsames.

15 DE JUNHO DE 1979 Agradecimento Nuno Vilares Salgueiro – Agradecimento Sua mulher, irmãos e sobrinhos, na impossibilidade de o poderem fazer pessoalmente, vêm, por este Único Meio, agradecer, com o maior reconhecimento, a todas as pessoas amigas que se dignaram tomar parte no funeral, assistiram à missa do 7.º dia, bem como àquelas que, de qualquer forma, os acompanharam na dor. A todos pedem desculpa de qualquer falta involuntária e mais uma vez patenteiam a sua eterna gratidão.

Junqueira (…) Falecimento Foi muito sentido nesta freguesia o óbito ocorrido há dias, no Porto, do benquisto e respeitável cidadão que não sendo daqui natural era considerado um seu filho adoptivo – o sr. Nuno Vilares Salgueiro – dono da Quinta do Real, propriedade rústica que é um dos melhores celeiros na sua produção agrícola desta terra e como tal abastecedor dos grandes mercados do Norte. Das qualidades de carácter, educação e humanismo do saudoso extinto falam os seus muitos amigos espalhados por todo o país e até no estrangeiro, pois estava relacionado com grandes personalidades ligadas ao mundo da economia, finanças, política e dos vários outros sectores da vida nacional. A Junqueira perdeu um grande impulsionador da sua economia e bem estar social, pois o sr. Nuno era de um dinamismo e compreensão que a todos fazia espanto e agora se curvam perante a sua memória. A classe trabalhadora perdeu nele o seu verdadeiro amigo e conselheiro. A sua extremosa e dedicada esposa enviamos os nossos mais sentidos pêsames.

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