Dados biográficos:

– Faleceu a 2 de Agosto de 2015, aos 85 anos.

paulinocurval

Notícias completas:

22 DE FEVEREIRO DE 1969 A Junqueira vai ter o seu Salão Paroquial No passado dia 3 (domingo), o sr. Paulino da Costa Curval e sua esposa, reuniram-se na sua bonita quinta de Vilar de Matos, na Junqueira, com os srs. Drs. Carlos Pinto Ferreira, estimado Director do nosso jornal; reverendo Pároco da Junqueira; membros da Junta de Freguesia; professoras e professores; um sem número de convidados e muito povo daquela freguesia. Presentes, o Grupo de Escutas da Junqueira, constituído por algumas dezenas de moças e moços que vêm prestando ali óptimos serviços. Motivo daquela reunião: – o anúncio, pelo sr. Paulino da Costa Curval e ex.ma esposa, de irem dotar S. Simão da Junqueira com um Salão Paroquial, obra das mais necessárias naquela freguesia, mas no momento só possível pela generosidade de um dos seus mais ilustres filhos, dado todos os seus membros estarem empenhados na obra de restauro da sua bonita e valiosa Igreja, obra que se estima em mais de mil contos. O Reverendo Abade da Junqueira, depois de se referir à presença, ainda há bem pouco tempo, naquela casa, de suas excelências o senhor Bispo Auxiliar de Braga, D. António Ribeiro e do sr. Governador Civil do Distrito e outras proeminentes figuras da vida nacional, a quando da inauguração da Capela da Casa, que o seu proprietário tornou pública, falou sobre o significado do dia – Dia da Caridade – dia escolhido pelos proprietários daquela casa para dizerem alguma coisa ao povo da freguesia. Por isso o povo ali estava e porque esse povo sabia que algo de bom para todos traria o anúncio do sr. Paulino Curval, estava ali em festa, única maneira de exteriorizar o seu agradecimento, muito pequeno, é certo, para aquilo que dentro em breve iam ter. No vasto terreiro, onde se ergue uma preciosa fonte seiscentista, com uma imagem de Nossa Senhora, um Coral constituído por senhoras, moços e moças da Junqueira, fez-se ouvir com muito agrado, a que se seguiram duetos pantominas, danças regionais, tudo muito bem executado, a denunciar a mão do seu ensaiador e o gosto de todos os intervenientes e a vocação extraordinária de alguns para a Arte de Talma. Terminada aquela festa, demonstração do muito que a Junqueira pode fazer – recordamos aqui o seu extraordinário Rancho – o reverendo Abade de Bagunte, a quem afazeres da sua Paróquia não consentiram haver chegado antes, fez uso da palavra para saudar os donos da casa, sempre prontos a servir a Causa de Deus e da Junqueira. Referiu-se àquilo que o simpático casal Curval ia fazer na freguesia, padrão imorredoiro ao serviço da Fé e da Infância, e não só dessas, como de todos os habitantes da freguesia, que iam ter a sua Casa-Convívio, onde pudessem discutir os assuntos da sua Junqueira e por ela trabalharem mais fortalecidos. O sr. Paulino da Costa Curval disse, então, que aquela reunião tivera lugar, para anunciar o seu desejo e de sua esposa em erguer, nas proximidades do velho Cruzeiro que os Cónegos Regrantes haviam levantado há séculos, o Centro Paroquial da Junqueira, num terreno por ele recentemente adquirido. Que o Centro Paroquial da Junqueira “é uma casa que vai servir todos, pequenos e grandes, porque será ponto de reunião da freguesia. Foi sempre meu desejo acudir aos mais necessitados; desejo e dever, porque a Caridade é um dos dons de Deus e ninguém melhor do que eu sabe quanto por Ele tenho sido ajudado. Tenho por dever para com Deus e com os meus concidadãos, ajudar aqueles que precisam”. E mais adiante: “O nosso Centro terá que trazer muitas sequências, o mesmo é dizer, muitas outras obras”. Referindo-se à “Fundação Salazar”, “Obra de Caridade, Obra tão necessária entre nós, portugueses, Obra do Bem”, o sr. Paulino Curval acrescentou: “E por que não, na Junqueira, naturalmente muito mais pequena, algo de similar, a favor das crianças e dos velhos, em principal?”. “Quando o sr. Abade da Junqueira disse que gostaria de fazer aqui um Salão Paroquial para as crianças, tomei sobre mim o encargo de o levar a efeito. E ao agradecer a todos vós e a todas estas crianças a festa aqui levada a efeito e que eu e a minha mulher não merecemos, quero dizer que a obra que se vai realizar, não é minha: é vossa, é da Junqueira.”. Uma salva de palmas coroou as últimas palavras do sr. Curval, que foi depois muito cumprimentado por todos os presentes. _ Num dos intervalos da festa, um grupo de crianças entregou um lindo ramo de flores e outras prendas, ao casal Curval e seus filhos. O nosso representante agradeceu as referências feitas à Imprensa.

10 DE MAIO DE 1969 Salão Paroquial A informação chegou até nós através de pessoa de S. Simão da Junqueira, sem dúvida uma das mais progressivas freguesias do concelho de Vila do Conde: o Salão Paroquial da Junqueira corre sério risco de se não fazer, para já, por falta de terreno, em virtude do que estava escolhido ter de ser posto de parte por exigências do seu proprietário. Quando fomos à Junqueira escutar o anúncio do sr. Paulino da Costa Curval, de que ia levantar naquela nossa freguesia um Salão Paroquial, dissemos que as palavras do sr. Curval eram o mesmo que ver o Salão Paroquial já feito, porquanto sabemos ser pessoa para prometer, e cumprir. Não sabemos o que se passa na Junqueira sobre o Salão Paroquial. Apenas sabemos que em relação ao sr. Curval, as coisas se passam como há semanas: a sua resolução é inabalável e, haja o que houver, o Salão Paroquial, num lugar ou noutro, será uma realidade. Para mais, a gente da Junqueira não gosta de deixar os créditos por mãos alheias; não é gente que cruze os braços, quando se trata de coisas da sua terra. Nós, que vivemos na Junqueira, que tão perto acompanhamos as suas coisas, que as sentimos como nossas, e que nos orgulhamos de ser recebidos nela como se seu filho fossemos, não acreditamos que não haja na Junqueira quem, até com prejuízo da sua casa, não ceda a terra precisa a uma Obra que se impõe, necessária à terra e à sua Igreja, porque o Salão Paroquial será o seu complemento. Porque não acreditamos numa paragem, é que deixamos aqui este escrito. Possa ele ser o toque de clarim a cerrar fileiras em volta do sr. Paulino Curval e do reverendo pároco, para que o Salão Paroquial da bonita e histórica Junqueira seja um facto, e para já.

11 DE OUTUBRO DE 1969 Casal para feitores da Quinta de Vilar de Matos, da Junqueira, mas que tenha prática de máquinas agrícolas. Falar todos os dias com o sr. Costa Curval, na Junqueira.

29 DE NOVEMBRO DE 1969 Salão Paroquial e Centro Social da Junqueira O nosso prezado amigo e assinante sr. Paulino da Costa Curval, devotado amigo da sua terra, a nossa Junqueira, já deu início às obras de implantação do Salão Paroquial e Centro Social de S. Simão da Junqueira, obras que devem ficar concluídas dentro do menor espaço de tempo possível, dado Paulino Curval não ser homem para consentir demorar nas coisas que dizem respeito ao progresso da sua terra natal.

26 DE AGOSTO DE 1977 O Salão Paroquial da Junqueira S. Simão da Junqueira está em vésperas de mais uma e grande realização: a construção do seu salão paroquial. E como a obra de restauro da igreja, também esta será à custa da freguesia. No terreno doado há anos por Paulino da Costa Curval, a que António Ferreira da Costa Magalhães Júnior acrescentaria parte de um que no lugar possui, alcançando-se assim a área desejada, começaram as obras de implantação do imóvel que custará 3 500 contos, não estando incluídos nesta estimativa o trabalho dos paroquianos. Para obviar aos encargos que a obra acarreta começaram os cortejos de oferendas na freguesia, esperando-se que quando terminados tenham proporcionado uma recolha na ordem dos 300 contos que, juntamente com os 800 já arrecadados, farão as obras avançar em bom ritmo. O primeiro cortejo esteve a cargo do lugar de Casal do Pedro. E se os dos outros ugares o igualarem, os 300 contos serão ultrapassados. As casas de António Ferreira da Costa Magalhães Júnior, de Manuel Marinhas, Adelino Neta e dos Padres Monfortinos apresentaram tractores rebocando atrelados cheiinhos de coisas boas. O de Manuel Marinhas transportava diversos artigos da terra, aves, um pipo de vinho e um touro, ainda criança, mas a que os entendidos atribuíam o valor de 8 contos. Na empilhadeira erguida ao seu limite, o leiloeiro que iria por pregão de tudo aquilo e também de cestos valiosos, alguns deles de fazer inveja. E depois haviam os arbustos que rapazes e raparigas transportavam e que à moda de frutos levavam chouriços, preciosas garrafas de bom e velho vinho e muitas notas de cem. E tudo aquilo desfilou por entre cânticos alusivos ao trabalho em que S. Simão da Junqueira se vai empenhar, e também o seu abade. Ao padre da freguesia Nós vimos agradecer, Porque ele tanto trabalha Para o salão se fazer. Na cerca do mosteiro da Junqueira onde funcionava um restaurante montado e fornecido quer em viandas (sic ?) quer em trabalho, pelo António Magalhães e o Manuel Marinhas e esposas e familiares, encontramos o reverendo abade da Junqueira. “– Olhe! Tudo isto se deve a esta boa gente. O Marinhas quase despejou a sua casa e o Magalhães também. Este ainda fez mais: deu o terreno necessário para a obra que temos em vista e mais 55 contos. Da obra, o mais importante para mim será o jardim-escola que terá como complemento um parque infantil – o primeiro pela assistência e educação que proporcionará às crianças, o segundo pelo apoio que virá dar às mães da freguesia, na sua quase totalidade trabalhadoras do campo e operárias”. O salão paroquial da Junqueira, para além dos salões de festa e do convívio terá um self-service, biblioteca, jardim-escola, parque infantil e gabinetes para serviços de secretaria. Possuirá uma cozinha completamente montada e um salão para jantares de casamento, baptizados e outras festas. A utilização deste salão bem como da cozinha, pelos paroquianos, será gratuita. Junqueira lançou-se a mais um empreendimento vultuoso. E que ninguém duvide da sua concretização. Num dos intervalos do leilão, o Rancho de Touguinhó, de que é principal responsável o nosso amigo João Machado, exibiu-se com muito agrado e arrancou da numerosa assistência muitos aplausos.

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